October 2003

Oct302003

Seja um cisne.

- Vó, por que as pessoas sofrem???
- Como é que é???
- Por que as “pessoas grandes” vivem bravas, irritadas, sempre preocupadas com alguma coisa???
- Bem, minha filha, muitas vezes porque elas foram ensinadas a viver assim.

(silêncio)

- Vó…
- Oi…
- Como é que as pessoas podem ser ensinadas a viver mal??? Não consigo entender.
- É que elas não percebem que foram ensinadas a ser infelizes, e não conseguem mudar o que as torna assim. Você não está entendendo, não é, meu amor???
- Não, Vovó.
- Você lembra da historinha do Patinho Feio???
- Lembro.
- Então, o Patinho se considerava feio porque era diferente de todo mundo. Isso deixava-o muito infeliz e perturbado, tão infeliz que um dia ele resolveu ir embora viver sozinho. Só que o Lago que ele procurou para nadar tinha congelado, e estava muito frio. Quando ele olhou para seu reflexo no lago, percebeu que ele era, na verdade, um maravilhoso cisne. E assim se juntou aos seus iguais e viveu feliz para sempre.

(mais silêncio)

- O que isso tem a ver com a tristeza das pessoas???
- Bem, quando nascemos, somos separados de nossa “natureza-cisne”. Ficamos como patinhos, tentando caber no que os outros dizem que está certo. Então passamos muito tempo tentando virar patos.
- É por isso que as pessoas grandes estão sempre irritadas???
- Isso!!! Viu como você é esperta???
- Então é só a gente perceber que somos cisnes que tudo dá certo???

(engasgou)

- O que foi, vovó???
- Na verdade, minha filha, encontrar o nosso verdadeiro espelho não é tão fácil assim. Você lembra o que o patinho precisava fazer para se enxergar???
- O que ???
- Ele primeiro precisava parar de tentar ser um pato. Isso significa parar de tentar ser quem a gente não é. Depois, ele aceitou ficar um tempo sozinho para se encontrar.
- Por isso ele passou muito frio, não é, vovó???
- Passou frio e ficou sozinho no inverno.
- Por isso que o papai anda tão sozinho e bravo???
- Como é, minha filha???
- Meu pai está sempre bravo, sempre quieto com a música e a televisão dele. Outro dia ele estava chorando no banheiro…

(emudeceu durante algum tempo). Essas crianças…

- Vó, o papai é um cisne que pensa que é um pato???
- Todos nós somos, querida.
- Ele vai descobrir quem ele é, de verdade???
- Vai, minha filha, vai. Mas, quando estamos no inverno, não podemos desistir, nem esperar que o espelho venha até nós. Temos que procurar ajuda até encontrarmos.
- E aí viramos cisnes???
- Nós já somos cisnes. Apenas deixamos que o cisne venha para fora, e tenha espaço para viver.

(A menina deu um pulo da cadeira)

- Aonde você vai ???
- Vou contar para o papai o cisne bonito que ele é.
A boa vovó apenas sorriu!!!

M. A. Spinelli

Oct292003

Recife, minha cidade

Entrei no msn messenger, quase agora, aproveitei para ver alguns e-mails e ao sair de lá, entrando consequentemente na página principal do msn, deparei-me com os dizeres: Recife é um dos maiores centros culturais e de lazer do Nordeste. Venha conhecer!”. Concordo.

Resolvi então colocar a matéria que há na parte de viagens sobre essa cidade que tanto amo, minha cidade natal (é de certa forma minha homenagem a ela). Ei-la:

Recife:
atrações para todas as idades

Recife é única por sua história e forte por sua diversidade cultural. Um lugar encantador e atraente pelas opções turísticas oferecidas. A capital pernambucana é uma cidade onde tradicional e moderno convivem em harmonia. Destaque para sua orla marítima de dez quilômetros de areias brancas, arrecifes e coqueirais, que começa pela badalada praia de Boa Viagem, onde encontra-se a maior concentração de hotéis e bares da cidade, além de ser nela que se instala o Corredor da Folia durante o Carnaval.

Os rios que cortam a cidade, principalmente o Capibaribe, são outros famosos cartões-postais. Ver o Capibaribe refletindo a paisagem de Recife é uma rara oportunidade de encanto, que pode ser vivida a bordo de um dos catamarãs que fazem passeios pela cidade.

Sua economia é dinâmica, contribuindo para o turismo da região. Conhecida como “Veneza Brasileira” em virtude da quantidade de pontes espalhadas que emolduram a cidade, Recife é um dos maiores centros culturais e de lazer do Nordeste, além de terceiro pólo gastronômico do País. A culinária local tem forte influência africana. Quem vai à Recife não pode deixar de experimentar a macaxeira, a caranguejada e o sururu, iguaria indicada somente para “iniciados” na cozinha nordestina.

A cidade oferece também excelente opção para compras e passeios, como a Casa da Cultura, os bares e boates do Recife Antigo, a oficina de Francisco Brenand, entre outras atrações.

Recife conta com uma completa infra-estrutura para agradar seus visitantes. São hotéis, restaurantes, aeroporto internacional, shopping, porto, terminal rodoviário integrado, centros de animação noturna e uma série de outras opções de lazer, turismo e negócios.

Faça as malas e boa viagem, pois a terra do frevo está à sua espera.

Aproveito para colocar o Hino de Pernambuco: (clica no play, logo abaixo, para escutá-lo em versão Frevo, cantado por Alceu Valença)

Letra: Oscar Brandão
Música: Nicolino Milano

Coração do Brasil, em teu seio
Corre sangue de heróis – rubro veio,
Que há de sempre o valor traduzir,
És a fonte da vida e da história
Desse povo coberto de glória,
O primeiro talvez do porvir!

Estribilho

Salve ó terra dos altos coqueiros,
De beleza soberbo estendal!
Nova Roma de bravos guerreiros,
Pernambuco imortal! Imortal!

Esses montes e vales e rios,
Proclamando o valor dos teus brios
Reproduzem batalhas cruéis.
Do presente és a guarda avançada,
Sentinela indormida e sagrada,
Que defende da Pátria os Lauréis!

Salve ó terra dos altos coqueiros,
De beleza soberbo estendal!
Nova Roma de bravos guerreiros,
Pernambuco imortal! Imortal!

Do futuro, és a crença, a esperança
Desse povo que altivo descansa
Como o atleta depois de lutar…
No passado o teu nome era um mito,
Era o sol a brilhar no infinito,
Era a glória na terra a brilhar!

Salve ó terra dos altos coqueiros,
De beleza soberbo estendal!
Nova Roma de bravos guerreiros,
Pernambuco imortal! Imortal!

A República é filha de Olinda,
Alva estrela, que fulge e não finda
De esplendor com os seus raios de luz.
Liberdade um teu filho proclama,
Dos escravos o peito se inflama
Ante o sol dessa terra da cruz!

Salve ó terra dos altos coqueiros,
De beleza soberbo estendal!
Nova Roma de bravos guerreiros,
Pernambuco imortal! Imortal!

Hino de Pernambuco (versão frevo) – Alceu Valença

Oct282003

Razão para viver.

Por que você nasceu? Já se fez essa pergunta alguma vez?
Se já pensou sobre isso e ainda não teve resposta, preste atenção na história a seguir.

Trata-se de uma velhinha que havia perdido toda sua família na guerra. Vendeu a grande casa que possuía e morava agora num pequeno cômodo no canto da sua antiga propriedade. Um dia ela soube que um jovem de 17 anos tentara o suicídio jogando-se no mar. O rapaz era metade negro, metade japonês, e fora salvo pela polícia contra sua vontade. Estava cheio de ódio, revolta e total desespero. A velhinha foi à polícia e pediu permissão para ver o moço. Tendo em conta a pessoa que era, os policiais a deixaram falar com ele.
-Menino, disse ela.

O rapaz voltou-lhe a face, mas permaneceu sentado, feito pedra, indiferente a tudo e a todos. A velhinha tornou a falar-lhe suavemente, lentamente e com muito carinho:
-”Menino”, então você não sabe que veio ao mundo para algo maravilhos, que só você pode fazer?

Depois de ter repetido isso várias vezes, Jorge voltou-se subitamente para ela e perguntou com ironia:
-Um negro? Um filho que não tem pais?
Calmamente a velhinha insistiu:
-Porque é negro, porque não tem pais, é que pode fazer algo maravilhoso.
O jovem riu e considerou:
-Sim, é claro. E a senhora quer que eu acredite nisso?
Mas a senhora não se perturbou e falou-lhe novamente:
-Venha comigo e eu lhe mostro.

O rapaz, um tanto desconfiado, resolveu acompanhá-la, afinal não tinha mesmo para onde ir. Ela o levou para seu pequeno cômodo e pediu-lhe que cuidasse do jardim. Era uma vida simples, mas aquela mulher o tratava com muito amor que pouco a pouco a revolta começou a ceder. A velhinha lhe deu sementes de rabanete e lhe pediu que semeasse. Ele atendeu. Em dez dias as plantinhas brotaram. Jorge começou a assobiar. Poucos dias depois os rabanetes apareceram e com eles a velhinha fez conservas deliciosas e deu para seu jovem amigo.

Um dia, com um pedaço de bambu, ele fez uma flauta. Passou a tocar e alegrar sua própria vida e dar grande felicidade à velhinha.
Pouco tempo depois, sua avó adotiva o fez matricular-se no colégio. Durante os quatro anos do ginásio, continuou a plantar vegetais, e ajudava também fazendo artigos de couro. Enquanto freqüentava a universidade à noite, Jorge ajudava nas obras do metrô. Formou-se e foi trabalhar numa escola para cegos.

Seus alunos tocavam com as mãos os ombros fortes e jovens de Jorge e diziam: “Oh, você é tão grande, tão forte!” É porque seu peito é largo que você tem fôlego para tocar a flauta não é? Quando você toca, consigo entender a forma e as cores de uma porção de coisas.

Após ouvir aquelas coisas de seus alunos cegos, Jorge finalmente chegou em casa e falou à velhinha:
-Agora realmente acredito que há algo maravilhoso que só eu posso fazer.
E aquela senhora, de cabelos brancos respondeu:
-Sim, meu filho, todos nós temos uma razão para viver. Todos nascemos para uma tarefa muito especial que só nós podemos executar.

E por fim, perguntou ao jovem:
-E se você não fosse negro e não fosse órfão, será que teria pena dos que não enxergam? Pense nisso!

“Digno de admiração é aquele que, tendo tropeçado ao dar o primeiro passo, levanta-se e segue em frente.”

Oct262003

Certas oportunidades são únicas.

Hoje eu queria somente dizer, utilizando-me das palavras de Shakespeare, que:

“A preguiça e a indecisão são traidoras; pelo medo de arriscar, as vezes pode-se perder bens (imateriais) que, se poderia conquistar se não fosse o receio de tentar”.

Ainda me lembro que postei algo no primeiro dia deste blog… Algo sobre oportunidades dito por Amyr Klink. Leiam (novamente, se já leram):

“Já ancorado na Antártida, ouvi ruídos que pareciam de fritura. Pensei: será que até aqui existem chineses fritando pastéis? Eram cristais de água doce congelada que faziam aquele som quando entravam em contato com a água salgada. O efeito visual era belíssimo. Pensei em fotografar, mas falei pra mim mesmo: -’ Calma, você terá muito tempo para isso…’ Nos 367 dias que se seguiram, o fenômeno não se repetiu. Certas oportunidades são ÚNICAS.” (AMYR KLINK)

Portanto, não desperdice quaisquer oportunidades. Talvez, não tenhas outra chance de aproveitá-la.

Além dessa mensagem para que reflitam nessa semana, queria agradecer à equipe da Globo.com por indicar meu humilde blog, de utilidade pública, “Simples Coisas da Vida” como um dos blogs do dia na página principal do site da globo.

Sei que o escopo deste blog, que costumo dizer não ser meu, mas de utilidade pública, pois serve a toda uma coletividade de pessoas, é trazer sempre uma história para reflexão, uma mensagem de otimismo, emocionar, dar uma injeção de ânimo, auto-astral, fazer com que as pessoas percebam o real significado da vida, que aprendam a dar valor às pequenas coisas, às simples coisas da vida, aos privilégios que se oferecem a cada momento de suas vidas. Entretanto, muitos sempre me perguntam o porquê de nunca falar de mim mesmo aqui; o porquê de nunca contar um pouco sobre meus dias, minha vida. Continuo dizendo que este não é o intento do blog, mas tentarei contar algumas poucas coisas que acontecem em meu cotidiano; falar um pouco do que acontece na vida deste que vos escreve neste momento.

Assim, fui assistir, ontem à noite, o filme “Os Normais”, com o Rui, menos conhecido por Luis Fernando Guimarães, e com a Vani, menos conhecida por Fernanda Torres. O filme é sem sombra de dúvidas, a meu ver, claro, excelente, super divertido. Tudo bem que há muitos palavrões, o que eu ainda vejo como um ponto negativo no cinema brasileiro, mas haja vista ser em filme “dos normais”, está perdoado, além de que fica até engraçado no contexto. Evandro Mesquita e Marisa Orth também deram um show à parte. Quem assistiu sabe do que estou falando quanto ao filme como um todo. Quem ainda não assistiu, mister é que vá ao cinema divertir-se, dar boas gargalhadas e emocionar-se, pois também é uma história de amor, com o filme “Os Normais”.

Depois do cinema fui deliciar-me com maravilhosas panquecas no “Clube da Panqueca”, para quem não conhece, na Av. Domingos Ferreira, bairro de Boa Viagem, entrando na rua da “BMW”. É um lugar simples, aconchegante e que dispoe de panquecas das mais diversas e muito saborosas. Eu, particularmente, adoro a de frango desfiado com queijo catupiry (salgada) e a de queijo coalho com doce de leite e uma bola de sorvete de creme em cima (doce). Tem tantas que nem sei o nome de todas. As citadas são, respectivamente, “A casa dos espíritos” e “Robert Redford”. Agora pensem. Chego eu e pergunto: – Hoje eu quero comer “Robert Redford”. Pode uma coisa dessas? É cada uma… Toda vez que chego lá eu digo ao garçom: -Eu quero uma panqueca de queijo coalho com doce de leite e uma bola de sorvete em cima. Ele me diz: – “Robert Redford”? E eu sempre digo: – Claro, mas precisa dizer o nome da panqueca? e caio na risada… hahaha… Lá pode-se comer de tudo. Desde “Sharon Stone” à “Fernanda Montenegro”; e digo logo que a “Fernanda” é muito mais gostosa… hahahaha…

Queria avisar também que as duas últimas semanas foram extremamente corridas (estou me fomando em Direito, para quem não sabe, e tudo é uma loucura só) e que por isso não pude visitar quase ninguém. Inclusive, um outro blog meu, o “Indicações Blog”, figurou na lista dos 10 mais da semana, o Blogs of Note, e ainda não visitei nem 1% das pessoas que entraram lá. Também fiquei sem postar desde o dia 20 por lá, o que já foi remediado hoje de madrugada. Aos poucos visitarei cada um, tenham certeza. Tem também um outro, o “Instantes de Sabedoria”. Este cantinho não sofreu tanto no que tange à falta de posts, mas quanto às visitas sim, pois também não visitei os amigos de sempre ou os eventuais visitantes do “Simples Coisas da Vida” nas últimas semanas. Peço encarecidamente que me desculpem e estejam certos que os visitarei em breve. Grato pela compreensão.

Por hoje é só. Excelente semana para vocês, queridos amigos e amigas.

My favorite things – Stanley Jordan

Oct242003

Fixação.

Quando a gente persegue as coisas, elas fogem. Vale para os animais, para os amantes, até para o dinheiro. Quem nunca conheceu uma pessoa adorável numa festa que lhe disse: “eu telefono na semana que vem”. Então, a gente passa uma semana sem sair! Fica junto do telefone… esperando. Quem telefona? Todo mundo, menos aquela pessoa!

Você nunca precisou desesperadamente vender uma coisa? Um carro, uma casa. Quem queria comprar? Ninguém. Então você baixou o preço. quem se interessou? Ninguém! O princípio é: quando a pessoa está desesperada, nada!

Fale com qualquer vendedor – seja de avião a jato, seja de sabão em pó: ele lhe contará a mesma história. O desespero atrai uma espiral descendente: quanto mais a gente se preocupa, menos as pessoas compram! O que acontece quando você está em um restaurante com presa para comer? Acabam perdendo a sua comanda…

Toda vez que estamos desesperadamente envolvidos, emocionalmente fixados numa transação ou num acontecimento , nós o obstruímos. O lado oposto do princípio? Relaxe um pouco e… bingo!

Você passa um ano e meio sem namorada e começa a ficar desesperado. Ninguém se candidata! Por fim acaba desistindo. Diz a si mesmo: “eu não sou obrigado a ter uma parceira. Posso ser feliz sozinho”. E, de repente, é oito ou oitenta: elas começam a entrar pela janela e sair pelo ladrão!

Um argumento é o exemplo clássico. O que acontece quando a gente quer que uma pessoa mude de idéia? Ela muda? Nem pensar! Mas com muita freqüência, basta parar de insistir para que essa pessoa acabe adotando as opiniões da gente.

Enfim, sempre que uma pessoa está desesperada por alguma coisa – um telefonema, uma promoção, um reconhecimento – ela cria uma energia ao seu redor que afasta essa possibilidade. Portanto, relaxe!

Andrews Matthews, no livro “Siga seu coração”.

Overjoyed – Stanley Jordan

Oct222003

Decisões…

Nossa vida se desenrola numa série de encruzilhadas diante das quais precisamos fazer opções. Aí é que aparece este impulso de autodeterminação pessoal chamado liberdade. Nele pode estar toda a nossa grandeza, se acertarmos, ou a nossa miséria, se errarmos.

Seus fracassos e decepções estão todos no passado. Eles nada têm a ver com o que você deseja conquistar a partir de hoje.

Só o homem que chegou ao ponto mais alto da árvore da vida é capaz de decidir…

Você começa cada dia como uma folha em branco. Cada momento é uma oportunidade de começar a transformar seus sonhos em realidade.

O que já passou não importa mais. Sim, o passado trouxe você até aqui. Mas agora seu caminho se divide em infinitas direções e você pode escolher qual delas deve seguir.

Aprenda com o passado e deixe-o para trás. Desejar que tivesse sido diferente é perda de tempo e energia.

Continuar convivendo com as limitações do passado é desperdiçar o enorme potencial da sua vida. Seu passado não define quem você é ou o que você pode conquistar. E quem decide isso é você.

**********

Eu sou muito vivo. Sou deveras reservado e apesar de extremamente comunicativo, segundo uma amiga, Chris, tenho dificuldade de me abrir no tocante a certos sentimentos, a certos pensamentos… Sou super seleto, mas quando escolho pular, pulo mesmo. Isso em relação a tudo. Mesmo que quebre a cara no chão. Ao menos eu vivi a experiência, ao menos eu ousei falhar. Pior quem perde as oportunidades que a vida lhes oferece… E seguirei assim. Como sugere uma outra amiga, a Wise girl, como ela mesmo se intitula “A tal… única, inigualável, bonita, definida, inteligente e modesta”, seguirei meu coração. Hei de continuar como sou, alegre, bem humorado, feliz, de bem com a vida, “up”…

What a wonderful world – Louis Armstrong with Kenny G

Oct202003

Respeito.

O final de semana foi ótimo.

Sábado fui para uma feijoada na casa de meus amigos da faculdade, turma da manhã, e dançamos, bebemos, comemos, divertimo-nos muito.

Ontem, domingo, fui para outra feijoada, agora do pessoal da faculdade, turma da noite, com a qual estudo desde o 5º período, na casa de minha saudosa professoa-mãe-amiga Nair Leoni. Lá estavam também a querida amiga Catarina Oliveira, a amiga e professora de direito tributário D’lara e a também a professora-mãe-amiga Fátima Oliveira, juntamente com seu digníssimo esposo (pensem numa figura). Também correu tudo às mil maravilhas. Dançamos, bebemos, comemos, cantamos, etc.

Por falar nela, recebi um e-mail de minha queridíssima amiga Catarina Oliveira e achei deveras importante publicá-lo aqui neste espaço. Queria, por oportuno, mandar um abraço a todos os leitores que aqui entram por intermédio dela, como seus alunos de Caruaru, o pessoal do “Bebendo poesia”, na sexta à noite, et cetera. Realmente, eu, que faço com muito carinho este site/blog, fico lisonjeado.

Eis o breve texto:

Respeito…

Um sujeito estava colocando flores no túmulo de um parente, quando vê um chinês colocando um prato de arroz na lápide ao lado. Ele se vira para o chinês com um ar de deboche e pergunta:
- Desculpe, mas o senhor acha mesmo que o defunto virá comer o arroz?
E o chinês responde:
- Sim, quando o seu vier cheirar as flores!

“Respeitar as opções do outro, em qualquer aspecto, é uma das maiores virtudes que um ser humano pode ter. As pessoas são diferentes, agem diferente e pensam diferente. Nunca julgue. Apenas compreenda!”

Amigos para siempre – Jose Carreras e Sarah Brightman

Oct172003

Receita de Vida.

Dona Maria era uma senhora de 92 anos, elegante, bem vestida e penteada.

Estava de mudança para uma casa de repouso. Depois de esperar pacientemente por duas horas na sala de visitas, ela ainda deu um lindo sorriso quando uma atendente veio dizer que seu quarto estava pronto.

A caminho de sua nova morada, a atendente ia descrevendo o minúsculo quartinho, inclusive as cortinas de tecido florido que enfeitavam a janela.

- Ah, eu adoro essas cortinas – disse ela com o entusiasmo de uma garotinha que acabou de ganhar um filhote de cachorrinho.
- Mas a senhora ainda nem viu o quarto.
- Nem preciso ver – respondeu ela. Felicidade é algo que você decide por princípio. E eu já decidi que vou adorar! É uma decisão que tomo todo dia quando acordo.

Sabe, eu tenho duas escolhas: Posso passar o dia inteiro na cama contando as dificuldades que tenho em certas partes do meu corpo que não funcionam bem… ou posso levantar da cama agradecendo outras partes que ainda me obedecem. Cada dia é um presente. E enquanto meus olhos abrirem, vou focaliza-los no novo dia e também nas boas lembranças que eu guardei para esta época da vida.

A velhice é como uma conta bancária: Você só retira aquilo que você guardou. Portanto, lhe aconselho a depositar um monte de alegria e felicidade na sua conta de lembranças. E como você vê, ainda continuo depositando. Agora se me permite, gostaria de lhe dar uma receita.

1 – Jogue fora todos os números não essenciais para sua sobrevivência. Isso inclui idade, peso e altura. Deixe o médico se preocupar com eles. Para isso ele é pago.
2 – Dê preferência aos amigos alegres. Os de “baixo astral” puxam você para baixo.
3 – Continue aprendendo. Aprenda mais sobre computador, artesanato, jardinagem, qualquer coisa. Não deixe seu cérebro desocupado.
4 – Curta coisas simples.
5 – Ria sempre, muito alto. Ria até perder o fôlego.
6 – Lágrimas acontecem. Agüente, sofra e siga em frente. A única pessoa que acompanha você a vida toda é VOCÊ mesmo. Esteja VIVO, enquanto você viver.
7 – Esteja sempre rodeado daquilo que você gosta: pode ser família, animais, lembranças, plantas, um hobby, o que for. Seu lar é o seu refúgio.
8 – Aproveite sua saúde. Se for boa preserve-a. Se está estável, melhore-a. Se está abaixo desse nível, peça ajuda.
9 – Não faça viagens de remorsos. Viaje para o shopping, para a cidade vizinha, para um país estrangeiro, mas não faça viagens ao passado.
10 – Diga a quem você ama, que você realmente o ama, em todas as oportunidades.

E lembre-se sempre que:

A vida não é medida pelo número de vezes que você respirou, mas pelos momentos em que você perdeu o fôlego…

De tanto rir…
De surpresa…
De êxtase…
De felicidade!

a.d.

Girls just wanna have fun – Cindy Lauper

Oct162003

A melhor época da minha vida.

Era quinze de junho e em dois dias faria trinta anos. Estava inseguro com a rapidez com que o tempo tinha passado e temia que os melhores anos tivessem ficado para trás.

Minha rotina diária incluía uma sessão de ginástica antes do trabalho. Todas as manhãs encontrava com meu amigo Nicolas na academia. Ele tinha setenta e nove anos e estava em plena forma. Quando o cumprimentei naquele dia, ele percebeu que eu não estava animado como sempre e perguntou se havia alguma coisa errada. Disse-lhe que estava ansioso por estar fazendo trinta anos. Fiquei imaginando como olharia para trás quando chegasse à idade de Nicolas, então lhe perguntei:

- Qual foi a melhor época da sua vida?

Sem hesitar, Nicolas respondeu:

- Bem, esta é minha resposta filosófica à sua pergunta filosófica: quando era criança na Áustria e meus pais cuidavam de mim, sem que eu precisasse me preocupar com nada, aquela foi a melhor época da minha vida. Quando fui para a escola e aprendi as coisas que sei hoje, aquela foi a melhor época da minha vida. Quando arrumei meu primeiro emprego, passei a ter responsabilidades e a ser pago por meu esforço, aquela foi a melhor época da minha vida. Quando conheci minha mulher e me apaixonei, aquela foi a melhor época da minha vida. Veio a Segunda Guerra e minha mulher e eu tivemos de sair da Áustria para salvar nossas vidas. Quando estávamos juntos e a salvo num navio, vindo para a América do Norte, aquela foi a melhor época da minha vida. Quando viemos para o Canadá e formamos uma família, aquela foi a melhor época da minha vida. Quando me tornei um jovem pai e pude ver meus filhos crescerem, aquela foi a melhor época da minha vida. E agora, tenho setenta e nove anos e estou com saúde. Me sinto bem e continuo apaixonado por minha mulher, exatamente como quando a conheci. Esta é a melhor época da minha vida.
a.d.

Hanging in the balance (in “Stranger in your Soul”) – Transatlantic

Oct152003

O segredo da felicidade.

Há uma fábula maravilhosa sobre uma menina órfã que não tinha família, nem ninguém para amá-la. Certo dia, sentindo-se excepcionalmente triste e sozinha, ela foi passear por um prado e viu uma pequena borboleta presa em um arbusto de espinhos. Quanto mais a borboleta lutava para se libertar, mais os espinhos cortavam suas asas frágeis.

A menina órfã libertou cuidadosamente a borboleta de sua prisão de espinhos. Em vez de voar para longe, a pequena borboleta transformou-se numa bonita fada. A menina esfregou os olhos, sem acreditar.

- Por sua maravilhosa gentileza – disse a boa fada à menina – vou realizar qualquer desejo que você escolher.

A menina pensou um pouco e depois respondeu:

- Eu quero ser feliz!

A fada disse:

- Muito bem – e, inclinando-se na direção dela, sussurrou alguma coisa no seu ouvido. Em seguida, a fada desapareceu.

Enquanto a menina crescia, não havia ninguém na região tão feliz quando ela. Todos lhe perguntavam o segredo da sua felicidade. Ela apenas sorria e respondia:

- O segredo de minha felicidade é que ouvi o que uma boa fada me disse quando eu era menina.

Quando estava bem velhinha, em seu leito de morte, todos os vizinhos se reuniram à sua volta, com medo de que o maravilhoso segredo morresse com ela.

- Conte, por favor – imploraram ele. – Conte o que a boa fada disse.

A adorável velhinha simplesmente sorriu e respondeu:

- Ela me disse que todo mundo, por mais seguro que pareça, quer seja velho ou novo, rico ou pobre, precisa de mim.

**********

Realmente, deveríamos prestar mais atenção nisso… Sempre podemos contribuir de alguma forma para tornar melhor a vida das pessoas; uma simples ajuda, um simples gesto, palavras ditas em certas horas, até mesmo um simples olhar, um ombro amigo, etc… É tão reconfortante saber que se tem pessoas que nos amam, que nos estimam; é tão reconfortante saber que tenho amigos como vocês, alguns que sempre vêm aqui, outros que passam de vez em quando, mas principalmente saber que há muitos que levam um pouco de mim e deixam um pouco deles…

**********

Nenhum caminho é íngreme quando se tem esperança.Nenhum ideal é inatingível quando se tem coragem.Nenhuma luta é insana quando se sabe onde chegar. Homenagem especial pelo dia 15 de outubro – Dia do Professor, em reconhecimento a luta, a esforço, a coragem, ao compromisso com que desempenham o papel de Educadores. Educar não é tarefa fácil, pois todo o processo pedagógico visa à construção do conhecimento num processo coletivo. O verdadeiro educador é o que acompanha as mutações da vida, dos tempos e dos comportamentos. Parabéns professores de todos os lugares…

Amazing Guitar Tapping (live on Letterman) – Stanley Jordan

Oct142003

A jabuticaba…

Um jovem aproximou-se de um senhor de muita idade e perguntou:

- Que planta é esta que o senhor está cuidando?
- É uma jabuticabeira – respondeu o velho.
- E ela demora quanto tempo para dar frutos?
- Pelos menos uns quinze anos – informou o homem.
- E o senhor espera viver tanto tempo assim? – indagou, irônico o rapaz.
- Não, não creio que viva tudo isso, pois já estou no fim da minha jornada – disse o ancião.
- Então que vantagem você leva com isso, meu velho?

E o velhinho respondeu calmamente:

- Nenhuma, exceto a vantagem de saber que ninguém colheria jabuticabas se todos pensassem como você…

Muitas medidas tomadas hoje repercutirão no futuro. E tomara que você sinta orgulho de poder fazer, de alguma forma, parte dele e ter dado a sua contribuição.

Love Thing – Joe Satriani

Oct112003

Mude.

Mas comece devagar,
porque a direção é mais importante
que a velocidade.

Sente-se em outra cadeira,
no outro lado da mesa.
Mais tarde, mude de mesa.

Quando sair,
procure andar pelo outro lado da rua.
Depois, mude de caminho,
ande por outras ruas,
calmamente,
observando com atenção
os lugares por onde
você passa.

Tome outros ônibus.
Mude por uns tempos o estilo das roupas.
Dê os teus sapatos velhos.
Procure andar descalço alguns dias.

Tire uma tarde inteira
para passear livremente na praia,
ou no parque,
e ouvir o canto dos passarinhos.

Veja o mundo de outras perspectivas.
Abra e feche as gavetas
e portas com a mão esquerda.

Durma no outro lado da cama…
depois, procure dormir em outras camas.

Assista a outros programas de tv,
compre outros jornais…
leia outros livros,
Viva outros romances.

Não faça do hábito um estilo de vida.
Ame a novidade.
Durma mais tarde.
Durma mais cedo.

Aprenda uma palavra nova por dia
numa outra língua.
Corrija a postura.
Coma um pouco menos,
escolha comidas diferentes,
novos temperos, novas cores,
novas delícias.

Tente o novo todo dia.
o novo lado,
o novo método,
o novo sabor,
o novo jeito,
o novo prazer,
o novo amor.
a nova vida.

Tente.
Busque novos amigos.
Tente novos amores.
Faça novas relações.

Almoce em outros locais,
vá a outros restaurantes,
tome outro tipo de bebida
compre pão em outra padaria.
Almoce mais cedo,
jante mais tarde ou vice-versa.

Escolha outro mercado…
outra marca de sabonete,
outro creme dental…
tome banho em novos horários.

Use canetas de outras cores.
Vá passear em outros lugares.
Ame muito,
cada vez mais,
de modos diferentes.

Troque de bolsa,
de carteira,
de malas,
troque de carro,
compre novos óculos,
escreva outras poesias.

Jogue os velhos relógios,
quebre delicadamente
esses horrorosos despertadores.

Abra conta em outro banco.
Vá a outros cinemas,
outros cabeleireiros,
outros teatros,
visite novos museus.

Mude.
Lembre-se de que a Vida é uma só.
E pense seriamente em arrumar um outro emprego,
uma nova ocupação,
um trabalho mais light,
mais prazeroso,
mais digno,
mais humano.

Se você não encontrar razões para ser livre,
invente-as.
Seja criativo.

E aproveite para fazer uma viagem despretensiosa,
longa, se possível sem destino.

Experimente coisas novas.
Troque novamente.
Mude, de novo.
Experimente outra vez.

Você certamente conhecerá coisas melhores
e coisas piores do que as já conhecidas,
mas não é isso o que importa.
O mais importante é a mudança,
o movimento,
o dinamismo,
a energia.

Só o que está morto não muda !

Edson Marques

Just a bit of Chaos — SMS Feat Rebh

Oct102003

Amores são sempre possíveis.

Acabei de assistir o filme “Amores Possíveis”, no Festival Nacional… Um filme, a meu ver, muito bom… Nem estava para assistir, mas de repente me vi deitado na cama assistindo-o… Quando acabei fui procurar a letra da música do filme e acabei no blog de uma amiga minha, a Aline, (te adoro, line)… Lá encontrei um post que ela havia feito para o filme em questão. Pronto. Está aí… Ela colocou alguns trechos de algumas músicas e um certo resumo do filme. Reproduzo o post dela aqui.

“Sim, tudo agora está no seu lugar. O universo até parece conspirar pra que não seja em vão tanto tempo esperando esse amor. Sim, parece até que nada em nós mudou. Tanta coisa a gente inventou pra chegar afinal onde sempre eu te quis ver chegar. Paixões que eu vivi como se fossem uma. A tua espera sempre foi assim, contratos feitos com o tempo. AMORES SÃO SEMPRE POSSÍVEIS SIM. Sim”… Amores Possíveis, de Paulinho Moska

Um simples desencontro pode afastar você do grande amor de sua vida. E o que pode acontecer se você reecontrá-lo quinze anos depois? A história de AMORES POSSÍVEIS mostra três desdobramentos possíveis de um mesmo fato. A diretora Sandra Werneck (Pequeno Dicionário Amoroso) conta a história de Carlos e os diversos caminhos que ele pode seguir em sua vida: há 15 anos, Carlos (Murilo Benício) foi ao cinema para se encontrar com Julia (Carolina Ferraz), sua colega de faculdade, por quem estava apaixonado. Entretanto, a espera é em vão, já que Julia não aparece, deixando Carlos sozinho no hall do cinema. Durante a espera, acontece algo que irá mudar a vida de Carlos para sempre. Quinze anos após este acontecimento, passamos a acompanhar três versões possíveis e distintas da vida de Carlos. Na primeira, ele é um homem que se divide entre a estabilidade de uma vida segura e um casamento morno e o desejo crescente de viver uma paixão. Na segunda, Carlos é um homossexual que colocou a paixão acima de tudo. E na terceira ele é um homem que ainda não descobriu o amor e que busca, em sucessivas e desastrosas experiências amorosas, a mulher ideal. Apenas uma destas vidas é real, sendo que outra é fictícia e a terceira é a que ele gostaria realmente de viver. Mas descobrir qual destas três possibilidades é a vida real de Carlos, é preciso voltar no tempo e conhecer o que realmente aconteceu com ele após a espera por Julia no hall de cinema. E Quem nunca fez planos ou mesmo imaginou seu futuro ao lado de alguém?

“Consta nos astros, nos signos, nos búzios. Eu li num anúncio, eu vi no espelho. Tá lá no evangelho, garantem os orixás: Serás o meu amor, serás a minha paz. Consta nos autos, nas bulas, nos dogmas. Eu fiz uma tese, eu li num tratado. Está computado nos dados oficiais: Serás o meu amor, serás a minha paz. Mas se a ciência provar o contrário E se o calendário nos contrariar, mas se o destino insistir em nos separar, danem-se os astros, os autos, os dogmas, os búzios, as bulas, anúncios, tratados, ciganas, projetos, profetas, sinopses, espelhos, conselhos. Se dane o evangelho e todos os orixás. Serás o meu amor, serás, amor, a minha paz. Consta na pauta, no Karma, na carne, passou na novela, está seguro, pixaram no muro, mandei fazer um cartaz: Serás o meu amor, serás a minha paz. Consta nos mapas, nos lábios, nos lápis. Consta nos Óvnis, no Pravda, na vodca.” Dueto, de Chico Buarque

“Quem acendeu a vela do destino não contava com a ventania. É tarde, chuva que demora. Olha apressado, vazando na memória. Mas eu sou reza forte, pau mandado, nem o diabo me olha de lado. Caiu pra lá, caiu pra cá. Se eu te encontro num desses feriados, te pego, te relo, te cato, te caço, te como, te devoro e o que me der na telha. Quem é você, fogos ou artifícios ou minha última centelha? Velas e Vento me levam pra você. Meu coração guarda o fogo, deixa o destino acender a chama. É tarde, velas e vento, estradas me levam pra tua cama”. Velas e vento. Ana Carolina

Oct92003

Velho é você.

Oct72003

Quanto o senhor ganha?

Eu já publiquei este post antes, há muito tempo atrás, dezembro do ano passado, mas hoje lembrei-me dela e resolvi postá-la novamente (já que ninguém, ou quase ninguém lê os arquivos). É que ando pensando muito na questão da falta de tempo, do corre-corre, que tanto nos afasta de quem mais amamos. Tiro isso por mim… Meus amigos (as) sempre reclamam da minha falta de tempo, dizem que eu estudo demais, que mal tenho tempo para eles, etc. Eu bem que tento, mas o dia apenas tem 24 horas… Se tivesse mais… Eis o texto:

Quanto o senhor ganha?

Um menino, com voz tímida e os olhos de admiração, perguntou ao pai, quando este chegou do trabalho:

-Papai, quanto o senhor ganha por hora?

O pai, num gesto severo, respondeu:

-Escuta aqui, meu filho. Isto, nem sua mãe sabe. Não amole, estou muito cansado.

Mas o filho insistiu:

-Mas, papai, por favor, diga quanto o senhor ganha por hora?

A reação do pai foi menos severa:

-Três reais por hora.
-Então, papai, o senhor poderia me emprestar um real?

O pai, cheio de ira e tratando o filho com brutalidade, respondeu:

-Então, essa era a razão de querer saber quanto eu ganho? Vá dormir e não me amole mais, seu aproveitador!

Já era noite, quando o pai começou a pensar no que havia acontecido e sentiu-se culpado. Talvez, quem sabe, o filho precisasse comprar algo. Querendo descarregar sua consciência doída, foi até o quarto do menino e, em voz baixa, perguntou:

-Filho, está dormindo?
-Não, papai; respondeu o sonolento garoto.
-Olha, aqui está o dinheiro que me pediu: um real.
-Muito obrigado, papai! – disse o filho, levantando-se e retirando mais dois reais de uma caixinha que estava sob a cama.
-Agora completei, papai; tenho três reais. Poderia me vender uma hora do seu tempo?

Será que estamos dedicando tempo suficiente e útil aos nossos filhos? Analogicamente, aos nossos amigos, parentes, às pessoas que tanto amamos?

Será?

Oct62003

Defeituoso ou apenas diferente?

O dono de uma loja estava colocando um anúncio na porta. “Cachorrinhos a venda”. Esse tipo de anúncio sempre atrai às crianças, e logo um menininho apareceu na loja perguntando:
- Qual é o preço dos cachorrinhos?

O dono respondeu:
- Entre R$ 30,00 e R$ 50,00.

O menininho colocou a mão em seu bolso e tirou umas moedas:
- Só tenho R$2,37… posso vê-los?

O homem sorriu e assobiou. De trás da loja saiu sua cachorra correndo seguida por cinco cachorrinhos. Um dos cachorrinhos estava ficando consideravelmente para trás. O menininho imediatamente apontou o cachorrinho que estava mancando:
- O que aconteceu com esse cachorrinho???

O homem lhe explicou que quando o cachorrinho nasceu, o veterinário lhe disse que tinha uma perna defeituosa e que andaria mancando pelo resto de sua vida. O menininho se emocionou muito e exclamou:
- Esse é o cachorrinho que eu quero comprar!

E o homem respondeu:
- Não, você não vai comprar esse cachorro, se você realmente o quer, eu te dou de presente.

E o menininho não gostou, e olhando direto nos olhos do homem lhe disse:
- Eu não quero que você me dê de presente. Ele vale tanto quanto os outros cachorrinhos e eu pagarei o preço completo. Agora vou lhe dar meus R$ 2,37 e a cada mês darei R$ 0,50 até que o tenha pago por completo.

O homem respondeu:
- Você não quer de verdade comprar esse cachorrinho, filho. Ele nunca será capaz de correr, saltar e brincar como os outros cachorrinhos.

O menininho se agachou e levantou a perna de sua calça para mostrar sua perna esquerda, cruelmente retorcida e inutilizada, suportada pôr um grande aparato de metal. Olhou de novo ao homem e lhe disse:
- Bom, eu também não posso correr muito bem, e o cachorrinho vai precisar de alguém que o entenda.

Na vida não importa como és, mas que alguém te aprecie, te aceite e te ame incondicionalmente, do jeito que és.

**********

Marcha contra armas arrasta 25 mil na avenida Boa Viagem

Cerca de 25 mil pessoas, muitas delas familiares de vítimas da violência, dividiram ontem à tarde a av. Boa Viagem com artistas, policiais e políticos na marcha Brasil Sem Armas – Pernambuco é da Paz, onde mostraram que não suportam mais os altos índices de violência.

Oct42003

Portas…

Se você encontrar uma porta à sua frente, poderá abri-la ou não.
Se você abrir a porta, poderá ou não entrar em uma nova sala.
Para entrar, você vai ter que vencer a dúvida, o titubeio e o medo.
Se você venceu, você deu uma grande passo: nesta sala vive-se.
Mas também tem um preço: são inúmeras as outras portas que você descobre.
O grande segredo é saber quando e qual porta deve ser aberta.

A vida não é rigorosa: ela propicia erros e acertos.
Os erros podem ser transformados em acertos, quando, com eles, se aprende.
Não existe a segurança do acerto eterno.

A vida é generosa: a cada sala em que se vive, descobre-se outras tantas portas.
A vida enriquece a quem se arrisca a abrir novas portas.
Ela privilegia quem descobre seus segredos e generosamente oferece afortunadas portas.

Mas a vida também pode ser dura e severa: se você não ultrapassar a porta, terá sempre a mesma porta a sua frente.
Assim a vida será somente repetição, monotonia e estagnação.

Desta feita, ultrapasse as portas que surgirem em sua frente.

**********

É hoje, a partir das 23:00h, no “Meu Mundo e Tudo Mais” (da Aldy), o VII Flash Blog

Oct22003

Como nasce um paradigma…

Um grupo de cientistas colocou cinco macacos numa jaula, em cujo centro havia uma escada e sobre ela, um cacho de bananas.

Cada vez que um macaco subia a escada para apanhar as bananas, os pesquisadores lançavam um forte jato de água fria sobre os que estavam no chão. Não custou muito para que cada vez que um macaco ameaçava subir a escada, os demais o enchessem de pancadas.

Em pouco tempo nenhum macaco subia mais a escada, apesar da tentação das bananas.

Os cientistas substituíram então um dos cinco macacos.

A primeira coisa que o novo macaco fez foi tentar subir a escada, dela sendo rapidamente retirado pelos outros, que o surraram. Depois de algumas surras, o novo integrante do grupo não mais subia a escada.

Um segundo macaco foi substituído, e o mesmo ocorreu, tendo o primeiro substituto participado, com entusiasmo da surra ao novato.

Um terceiro foi trocado, e repetiu-se o fato.

Um quarto e, finalmente o último dos veteranos foi substituído.

Os cientistas ficaram então, com um grupo de cinco macacos que, nunca tendo tomado um banho frio, continuavam batendo naquele que tentasse chegar às bananas.

Se fosse possível perguntar a algum deles porque batiam em quem tentasse subir a escada, com certeza a resposta seria: “Não sei, as coisas sempre foram assim por aqui..”

Já dizia Albert Einstein: “É mais fácil desintegrar um átomo do que eliminar um preconceito”.

**********

Simplesmente, algumas idéias estão arraigadas em nossa mente desde que nascemos e passamos a viver em sociedade, por sofrermos a influência dos demais… Mister é livrar-se das (idéias) que não nos levam a nada, senão a uma eterna mantença de uma sociedade hipócrita, conservadora e preconceituosa. Portanto, abaixo o preconceito (de cor, raça, etnia, sexo), o falso conservadorismo, os falsos pudores, a hipocrisia…

Estou falando sobre isso, porque assisti no programa do Jô, uma mulher, especialista e presidenta da associação paulista de orquidólogos (corrijam-me se eu estiver equivocado quanto ao correto termo a ser usado para designar as pessoas especialistas em orquídeas), falar que, respondendo a uma pergunta do Jô sobre qual seria a orquídea mais rara, é aquela diferente das outras; aquela que entre 100 iguais, por exemplo, vermelhas, nasce uma branca…

Então, lembrei-me de um comercial que mostrava uma criança portadora da síndrome de down, deficiente mental, pois, cantar, dançar, fazer tudo que uma criança “normal” faz… Com o slogan mais ou menos (quem souber ao certo, favor me comunicar para eu colocar aqui, pois não me recordo) de que o normal é ser diferente. Justamente! Aquela orquídea era rara, porque guardava diferença para com as demais…

Assim, resolvi procurar algo sobre ser diferente e achei um site que mostrava a entrevista com uma pessoa, escritora, jornalista, integrante do instituto de pesquisa internacional em sobre síndrome de down. Estou falando mais de síndrome de down por ser o caso do comercial que deu a idéia para o post, mas é bom frisar que sou contra qualquer tipo de preconceito, vez que fere o princípio da dignidade da pessoa humana ser discriminada pejorativamente (e aí não estou falando do princípio da igualdade que, segundo o eminente jurista, seria tratar os iguais de maneira igual e os desiguais de maneira desigual na proporção de suas desigualdades), sem falar na total deselegância, em que pese estarmos vivendo em pleno século XXI, na modernidade, era da liberdade. O tema da entrevista é perfeitamente pertinente, qual seja: Está na hora de aprender que o normal é ser diferente. Concordo plenamente com a jornalista Cláudia Werneck.

No fundo, todos somos diferentes uns dos outros, com virtudes e defeitos, erros e acertos, cada um com uma personalidade distinta… É por isso que tenho como maior filosofia o “respeito acima de tudo”. Cada um no seu cada um…

Que sirva de alerta social…