December 2003

Dec312003

O grande barato da vida…

O grande barato da vida é olhar para trás e sentir orgulho da sua história.

O grande lance é viver cada momento como se a receita da felicidade fosse o AQUI AGORA!!

Claro que a vida prega peças. É lógico que, por vezes, o bolo sola, o pneu fura, chove demais. Mas… Pensa só: tem graça viver sem rir de gargalhar pelo menos uma vez ao dia? Tem sentido ficar irritado durante o dia todo por causa de uma discussão na ida pro trabalho?

2003 foi um ano cheio. Foi cheio de coisas boas e realizações, mas também cheio de problemas e desilusões. Normal. Às vezes se espera demais das pessoas. Normal. A grana que não veio, o amigo que decepcionou, o amor que acabou. Normal.

2004 não vai ser diferente. Muda o século, o milênio muda, mas o homem é cheio de imperfeições, a natureza tem sua personalidade que nem sempre é a que a gente deseja, mas e aí? Fazer o quê? Acabar com o seu dia? Com o seu bom humor? Com sua esperança?

O que eu desejo pra todos nós é sabedoria! É que todos nós saibamos transformar tudo em uma boa experiência! Que todos consigamos perdoar o desconhecido mal educado. Ele passou na sua vida. Não pode ser responsável por um dia ruim. Entender o amigo que não merece nossa melhor parte. Se ele decepcionou, passa pra categoria 3, a dos amigos até a página 8. Ou muda de classe, vira colega. Além do mais, a gente, provavelmente, também já decepcionou alguém.

O nosso desejo não se realizou? Beleza, não tava na hora, não deveria ser a melhor coisa pra esse momento (me lembro sempre de uma frase que adoro: cuidado com seus desejos, eles podem se tornar realidade). Chorar de dor, de solidão, de tristeza, faz parte do ser humano. Não adianta lutar contra isso. Mas se a gente se entende e permite olhar o outro e o mundo com generosidade, as coisas ficam diferentes.

Desejo pra todo mundo esse olhar especial. 2004 pode ser um ano especial se nosso olhar for diferente. Pode ser muito legal, se entendermos nossas fragilidades e egoísmos, e dermos a volta nisso. Somos fracos, mas podemos melhorar. Somos egoístas, mas podemos entender o outro. 2004 pode ser o bicho, o máximo, maravilhoso, lindo, maneiro, especial…

Pode ser puro orgulho. Depende de mim! De você! Pode ser. E que seja!! Feliz olhar novo!! Feliz ano novo!!

Que a virada do ano não seja somente uma data, mas um momento para repensar tudo o que fizemos e que desejamos, afinal sonhos e desejos podem se tornar realidade somente se fizermos jus e acreditarmos neles.

Drummond

I can see clearly now – Jimmy Cliff

Dec302003

A arte de se maravilhar.

Entre todos os presentes que ganhamos ao nascer, a capacidade de perceber a beleza do mundo é o mais precioso. Com os olhos, apreciamos cenas e vistas maravilhosas. Com os ouvidos, escutamos canções e melodias tocantes. Com o toque e o paladar, descobrimos e saboreamos delícias infinitas. Os sentidos são dotados de um poder oculto capaz de fazer inveja a qualquer mago ou feiticeiro.

A varinha de condão que espalha o pó mágico sobre tudo que as pessoas ouvem, tocam e vêem se chama atenção.

A coisa mais maravilhosa da atenção é sua fluidez. Como a água, ela flui sem esforço a partir da fonte original, em algum ponto da mente. Mesmo que, na maior parte do tempo, a atenção apenas toque com suavidade a superfície das coisas, dando-lhes um tom agradável, ela pode também penetrar nos mais recônditos cantinhos, destacando detalhes mínimos sob sua poderosa lente de aumento.

A atenção permite que se perceba a beleza de um terreno baldio, de uma ponte, de um estacionamento, até de uma parede nua. Também é capaz de revelar a você o que ninguém mais vê: o som das folhas voando na brisa, a determinação da velhinha que atravessa um cruzamento movimentado, as cores dos guarda-chuvas coloridos dançando sobre a multidão.

Já quando a pessoa fica absorta em si mesma ( e se transoforma em refém de seu diálogo interior), a realidade do dia-a-dia fica muito banal. Sem dar atenção às coisas, tudo se torna uma mancha, um nada – um “e daí?”.

A caminho do encontro com a amada, você ensaia mentalmente o que vai dizer. Num restaurante de luxo, lê o longo cardápio. ao chegar em casa, verifica as mensagens na secretária eletrônica. Absorto em seus pensamentos, não observa o que acontece em sua volta. E por que deveria? Em seu modo de ver, não está acontecendo nada.

Mas espere! Tem certeza de que nada acontece? Ou será que o que você considera “nada” não é o prelúdio de alguma coisa muito importante?

- O silêncio da igreja antes de a noiva dizer o “sim”;
- o suspense antes de a cortina subir;
- a pausa antes do primeiro aplauso;
- o momento de respirar fundo antes de assinar um contrato de aluguel;
- o tapinha em seu ombro antes de se virar;
- o suspiro do bebê ao adormecer;
- o silêncio que precede as primeiras notas da sinfonia.

Antes de a orquestra começar a tocar, o regente ergue a batuta para criar o que, em linguagem musical, se chama anacruse – uma nota fraca que precede uma forte. Da mesma forma, cada momento pode ser interpretado como uma nota sutil, um breve intervalo entre o que era e o que está por vir.

Para descobrir as maravilhas da vida, você só tem de se imaginar erguendo a batuta do regente. Com esse gesto mental, estará prestando atenção ao mundo. Instantaneamente, tudo entra em foco: o livro sobre a mesa, a penale no fogão, as flores no vaso. É o momento mágico, um místico ponto de partida, como o “era uma vez” que dá início a todos os mitos e fábulas.

V. Vienne

I Swear – John Michael Montgomery

Dec272003

Cada um segundo a sua natureza.

“Semeia-se um pensamento, colhe-se um ato;
semeia-se um ato, colhe-se um hábito;
semeia-se um hábito, colhe-se um caráter;
semeia-se um caráter, colhe-se um destino”.

Monge e discípulos iam por uma estrada e, quando passavam por uma ponte, viram um escorpião sendo arrastado pelas águas. O monge correu pela margem do rio, meteu-se na água e tomou o bichinho na mão.

Quando o trazia para fora, o bichinho o picou e, devido à dor, o bom homem deixou-o cair novamente no rio. Foi então à margem, tomou um ramo de árvore, adiantou-se outra vez a correr pela margem, entrou no rio, colheu o escorpião e o salvou.

Voltou o monge e juntou-se aos discípulos na estrada. Eles haviam assistido à cena e o receberam perplexos e penalizados:

- Mestre, deve estar doendo muito! Por que foi salvar esse bicho ruim e venenoso? Que se afogasse! Seria um a menos! Veja como ele respondeu à sua ajuda! Picou a mão que o salvara! Não merecia a sua compaixão!

O monge ouviu tranquilamente os comentários e respondeu:

- Ele agiu conforme sua natureza e eu de acordo com a minha.

a.d.

Rock that sound – Dj Visage

Dec262003

O presente do esquecimento.

“Felicidade? Não passa de saúde e uma memória ruim”, disse Albert Schweitzer, ganhador do prêmio Nobel. Médico, músico, humanista e filósofo, ele se reinventou diversas vezes. Aprecie seus lapsos de memória – eles fazem de cada momento uma experiência única.

Sinta-se aqui e agora: viva como se não fosse se lembrar amanhã do que fez hoje.

Sinta-se despreocupado: esqueça o que acha que sabe e deixe que o mundo o surpreenda.

Sinta-se abençoado: esqueça o que quer e aprecie o que consegue.

Sinta-se popular: esqueça de ressaltar que você já sabia que aquilo ia acontecer.

Sinta-se memorável: tenha em mente que muitas pessoas esquecerão o que você disse, mas lembrarão de como você as fez sentir.

Sinta-se generoso: entre amigos, esqueça o que é para ser esquecido.

Sinta-se verdadeiro: não minta e não precisará se lembrar de nada.

Sinta-se clemente: esqueça a iade de quem tiver passado dos 35.

Sinta-se modesto: esqueça de mencionar suas realizações.

Sinta-se preparado: é isso e pronto; o resto não passa de lembranças.

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Tire o máximo proveito do que vem e o mínimo do que vai embora.

Nada sei – Kid Abelha

Dec242003

Coisas que o dinheiro não compra.

O dinheiro pode comprar alguma felicidade – que tal um Jaguar na garagem? -, mas não o dom da alegria. Ninguém pode pagar pelo que a vida oferece de graça. “A felicidade é igual no súdito e no rei”, disse o poeta inglês Alexander Pope.

Mesmo assim, muitos de nós adiamos a apreciação das fugazes recompensas da vida até acharmos que temos dinheiro suficiente no banco.

Não conseguimos ter prazer em dormir até tarde num dia de semana, a não ser que seja feriado. E nos sentimos culpados ao aproveitar uma folga na viagem de negócios para ir pescar – afinal, só gente rica pode se dar ao luxo de não fazer nada. Deixar o celular em casa ao tirar cinco dias de férias, então, está fora de questão.

Se parar para pensar, vai ver que não faz sentido. Economizamos para ter a segurança de apreciar as coisas que o dinheiro não compra. Por que não nos damos permissão para tomar o que nos é oeferecido de graça? Por que achamos que temos de comprar nossa alegria?

Tudo bem, invente desculpas para não ser capaz de relaxar com mais frequência. A prestação da casa. A escola das crianças. Os impostos. O carro. Sem falar no ventilador que precisa ser trocado. tudo verdade. Mas, por mais urgente que pareça, a pressão financeira não é a única explicação para estarmos constantemente trabalhando. Na verdade, acreditamos que temos de conquistar o direito ao prazer. Quando se trata de sentir alegria, não queremos aceitar esmolas de deuses benevolentes.

E não culpe a ética religiosa por sua incapacidade de desfrutar o prazer de estar vivo. Há 25 séculos, na Grécia antiga, o filósofo Epicuro já pregava a alegria de viver isenta das amarras da opulência. Na refinada escola do Hedonismo que fundou em Atenas, a bebida comum era a água, e um pão simples de cevada era repartido entre os alunos.

Mesmo quem tem tudo – e dispõe de meios para ter o melhor – pode descobrir a satisfação de viver de maneira simples e, ao mesmo tempo, confortável.

Experimente, por exemplo, emprestar dinheiro sem juros a amigos que precisam – sem ligar se não puderem pagar logo. Melhor ainda, se puder, dê o dinheiro, sem pensar mais nele. Surpreendentemente, desfazer-se de um pouco de dinheiro pode ser uma experiência muito satisfatória.

Com menos dinheiro no bolso, você se sentirá liberado para fazer alguma coisa boba, como comer algodão-doce, ir a uma matinê no cinema ou sentar sob uma árvore para ler um bom livro.

V. Vienne

*****

Desejo a todos um FELIZ NATAL. Pensem bem no sentido desta época.

Que aprendam a dar valor ao que realmente importa na vida: família, amigos, amor, paz, harmonia, etc.

Amo muito todos vocês.

Sinceramente.

*****

Minha árvore de Natal.

Quisera, Senhor, neste Natal, armar uma árvore dentro de meu coração
e nela pendurar, ao invés de presentes, o nome de todos os meus amigos.

Os amigos de longe e de perto, os antigos e recentes,
os que vejo todos os dias e os que raramente encontro.

Os sempre lembrados e os que, às vezes, ficam esquecidos.

Os constantes e os intermitentes, os das horas difíceis e os das horas alegres.

Os que, sem querer, eu magoei ou, sem querer me magoaram.

Aqueles a quem conheço profundamente e aqueles que me são conhecidas só as aparências.

Os que pouco me devem e aqueles a quem devo muito.

Meus amigos jovens, meus amigos velhinhos.

Meus amigos homens feitos e as crianças, minhas amiguinhas.

Meus amigos humildes e meus amigos importantes.

Os nomes de todos que já passaram por minha vida.

Os que me estimam e admiram sem eu saber
e os que amo e estimo sem lhes dar a entender.

Quisera, Senhor, neste Natal, armar uma árvore de raízes muito profundas
para que seus nunca mais sejam arrancados de minha vida.

Uma árvore de ramos muito extensos para que os novos nomes,
vindos de todas as partes, venham juntar-se aos já existentes.

Uma árvore de sombra muito agradável para que nossa amizade
seja um momento de repouso no meio das lutas da vida.

Feliz Natal!!!

All you need is love – The Beatles
All I want for Christmas is you – Olivia Olsen
Love is all around – Wet Wet Wet

Dec232003

A arte de ser alegre.

Neste mundo, as pessoas podem se cosiderar premiadas apenas por existirem. A alegria é seu direito inato. Aqui e ali, ao longo da vida, você vai se sentir alegre sem nem saber porque e às vezes até quando não convém.

Mas c’est la vie! Joie de vivre, como dizem os franceses, é a pura alegria de viver – uma forma de contentamento que ignora a racionalidade.

Não precisamos estar felizes para experimentar um instante de leveza. Acontece quando estamos irritados, cansados, tristes ou preocupados. Basta um pequeno incentivo e, sem mais nem menos, nos sentimos felizes por estarmos vivos e agradecidos pelo amor que carregamos no coração.

Às vezes, é um senhor simpático que se senta a seu lado no trem e lhe sorri. Ou então um fabuloso par de botas que você experimentou. Ou ainda a visão gloriosa das folhas vermelhas de outono contra um céu cinzento de tempestade. De repente, por um breve instante, você se sente emocionalmente pleno, em paz consigo mesmo.

Realizações e sucessos pessoais raramente são motivos para alguém sentir essa forma de felicidade. Na verdade, a natureza inexplicável da alegria de viver é parte de sua própria atração. Misteriosamente, a pessoa se sente envolvida no espetáculo da vida que se desenrola bem a sua frente.

Há quem seja surpreendido por uma explosão de alegria no exato momento em que enfrenta uma situação difícil no trabalho, quando tem de tomar uma decisão complicada ou se recupera de um revés sentimental. Para sentir-se feliz, basta um inesperado dia ensolarado, o olhar de admiração de alguém do outro lado da sala, um trecho de poesia, o convite de um ex-chefe para almoçar e pôr a conversa em dia.

O presente da alegria instantânea é parte tão integrante da natureza humana que mesmo o mais cínico dos mortais não está imune a ele. Já notou a forma como os alarmistas insistem em suas opiniões pessimistas? Provavelmente sentem prazer nisso. E, para dizer a verdade, eu e você também tiramos às vezes certa satisfação romântica de nossos mais indulgentes acessos de autopiedade.

De vez em quando, gostemos ou não, o cérebro é inundado por substâncias químicas de bem-estar – a recompensa da natureza por suportarmos os problemas do mundo.

Portanto, em vez de mostrar alegria quando não há motivo algum para isso, dê-se uma pausa. Não force um sorriso. Em vez disso, olhe em volta e abra-se ao que vê. Observar pessoas vai pôr fim à tristeza mais rapidamente que tomar um remédio. A joie de vivre, afina, foi inventada pelo mesmo povo que nos deu a moda básica e os cafés ao ar livre.

Mas ninguém tem de ir a Paris para encontrar joie de vivre. Lugares públicos são uma fonte de alegria instantânea. Em seu quarteirão, pet shops, cabeleireiros e padarias são locais onde acontece esse tipo de encontro que faz subir os cantos da boca. Outros lugares propícios são museus, feiras, saguões de hotel, aquários e bibliotecas.

Uma pessoa nunca sabe quando será contaminada por uma doce efervescência. Essa emoção pode ser disparada pelo olhar de expectativa de um cachorro quando o dono diz “vamos”. Por um adolescente com o cartaz “bem-vindo, papai” no aeroporto. Ou pela garotinha com seu melhor vestido sentadinha sobre a mala, na rodoviária.

Cuidado: sentir-se triste nunca é desculpa para perder a chance de ficar alegre.

V. Vienne

Dec212003

No Escopo.

João Vítor Prates era um jornalista tranqüilo até que sua revista começou a dar certo. Aí não sabia mais o que fazer com o telefone. Tocava o dia inteiro, noite adentro.

Era a artista plástica que acordava convencida de que sua vida ia perder o sentido se ela e sua obra não saíssem na revista. Era o escritor que, sabe, tinha lá umas historinhas incompreendidas na gaveta. A sobrinha do anunciante cujo sonho era revolucionar a diagramação nacional. E as assessorias de imprensa? Essas eram milhares e ligavam, cada uma, três vezes por dia. Uma para anunciar o fax, outra para ver se o fax tinha chegado e a terceira para saber se alguém ia à coletiva do novo diretor de marketing da Futrix.

Um dia, entrevistando um jurisconsulto famoso, João Vítor deu de cara com a palavra escopo. Foi quando sua salvação começou. Daí pra frente, instruiu todo mundo na revista – telefonista, secretária, colegas – a ter sempre à mão a seguinte resposta: seu trabalho é mesmo interessante, mas não cabe no escopo da revista.

Foi o maior sucesso. As pessoas, antes mesmo de atinar por quê, respeitavam. A todos, por alguma razão, parecia digno não estar no escopo. Teve casos de pretensos colaboradores que insistiam um pouco só para logo espontaneamente recuar, entre compungidos e orgulhosos: é, eu sei, não tá no escopo…

Foi assim que nos braços de uma palavra, de uma só palavra, meu amigo tanto descansou que, depois disso, passou a se perguntar o que mais em sua vida não cabia mais no escopo.

Carlos Moraes

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Quem não sabe se utilizar das palavras, não pode exprimir suas idéias.

Minha Namorada – Vinícius de Moraes

Dec192003

O pior fracasso é não tentar.

O medo de fracassar é poderoso. As pessoas não querem revelar para outras pessoas, ou para si mesmas, que não foram capazes de fazer algo que tentaram.
Esse medo pode ser usado de forma positiva. Em vez de paralisá-lo, ele pode ser fonte de motivação para fazer com que você se prepare e persiga atentamente seus objetivos.
Não deixe de tentar por medo de fracassar. O pior fracasso é não tentar porque, dessa forma, você nunca atingirá seus objetivos. E, caso sua tentativa não dê certo, terá sido uma chance para aprender e acertar da próxima vez.

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Jeff Howard é um psicólogo que estuda como os jovens aprendem e como devemos ensiná-los. Ele diz que a maioria dos sistemas educacionais divide os alunos em três grupos: os muito inteligentes, os médios e os limitados. Da forma como as coisas funcionam, ao alcançar a quinta série do ensino fundamental, os considerados limitados sentem-se completamente desestimulados.
“Nós tratamos essas crianças desde o ensino fundamental como se houvessem barreiras intransponíveis, desafios impossíveis de serem superados. Essa é a expectativa que lhes transmitimos. Valorizamos os mais inteligentes, somos condescendentes com os médios e praticamente desprezamos os considerados limitados.”
Howard defende que todo estudante tem capacidade para aprender e combate a tremenda injustiça cometida com essas classificações. Para o grupo dos chamados inteligentes, tudo é possível. Eles são estimulados a tentar e todos os recursos são oferecidos para que alcancem o resultado pretendido. Parte-se do pressuposto de que, para o grupo menos favorecido, nada é possível, então é inútil tentar. Isso os condena a uma autodesvalorização crescente e a fracassos sucessivos.
A solução oferecida por Haward é colocar alunos de todos os níveis juntos, estimular as tentativas e respeitar a diversidade da turma, oferecendo os recursos necessários de acordo com a capacidade de cada um. Howard diz que é importante tornar bem claras as expectativas e recompensas para todos. Estudos recentes mostram que os estudantes dos três níveis melhoraram seu desempenho quando as expectativas foram aumentadas.

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Ao serem solicitadas a descrever arrependimentos significativos em suas vidas, mais de oito entre dez pessoas falaram sobre ações que não tomaram, em vez de ações realizadas. Em outras palavras, elas deram mais importância às coisas que deixaram de realizar do que às que fizeram, mesmo quando fracassaram.

Por isso mesmo assevero: Tente. Faça. O máximo que pode acontecer é você fracassar. Mas aí basta tentar novamente, até que consiga realizar seus objetivos e metas.

Dec182003

Blogs of Note mais uma vez

Primeiramente, gostaria de agradecer imensamente à equipe do Blogger Brasil e da Globo.com, na pessoa do famoso “Bloggerman”, pelo privilégio de estar mais uma vez figurando na lista dos 10 + da semana. É certo que os “15 minutos de fama” não me sobem à cabeça, mas não poderia eu negar a felicidade que tive ao ver tantas pessoas no “Simples Coisas da Vida“.

Entretanto, aviso aos que aqui entram pela primeira vez que não gosto do corriqueiro “Seu blog é lindo. Visite o meu também”. Se a pessoa deixa um comentário é natural que eu clique para ir ver o blog da pessoa, mas quando vejo propagandas ridículas, quando vejo comentários com o intuito único de aproveitar-se da situação para divulgação dos blogs pessoais, fico enojado. Sequer clico. Simplesmente, ignoro. É impressionante como não percebem que ninguém gosta de comentários padronizados, de comentários para divulgação…

O bom mesmo é quando as pessoas lêem o post em si e comentam sobre ele. Se não tiver tempo, se achar o post muito grande, se somente puder dizer um “olá”, um “bom dia, boa tarde, boa noite”, basta ser sincero. Ora, sei como é difícil visitar milhares de blogs por aí, então, entendo quando alguém não tem tempo, ou quando alguém simplesmente não quer comentar, não quer ler o post… Todavia, abrir os sistemas de comentários e ver montes de comentários-propaganda, comentários vazios, é muito desestimulante… É por isso mesmo que não me sobe à cabeça a “fama”, ainda que por uma semana.

Sempre preferi qualidade a quantidade. Com certeza, a maioria das pessoas que aqui passarem nesta semana de BON, na próxima nem voltarão mais. E quer saber? Nem ligo. Gosto que venham aqui por vontade própria, porque gostam de ler um bom texto, de refletir um pouco, de me conhecer um pouco mais, etc. Há um ano e um mês mantenho este simples Blog e certo estou que fiz alguns muito bons amigos. Da enxurrada de mais de 200.000 visitantes, certo estou que alguns se tornaram efetivamente queridos. Conheci tantas pessoas legais através do blog, outras nem tanto… O que posso dizer é que esse mundo blogueiro causou impacto em minha vida e isso por si só já fez tudo valer a pena.

Obrigado por vossa presença, amizade, carinho, etc. É o meu maior privilégio: vocês!

Vou deixar um texto aqui para vocês sobre ser otimista ou pessimista. É que estava falando com um amigo sobre isso. Eu sou assim: alegre, festivo, otimista, para cima, alto astral, de bem com a vida, espontâneo, vivo… E sinceramente não gosto de pessoas pessimistas, que vêem defeito em tudo, que vivem reclamando de barriga cheia, ou mesmo que tenham motivos para reclamar que preferem fazê-lo a tentarem buscar soluções… É que eu penso que pessoas assim, que reclamam de tudo e de todos, invejosos, pessimistas, baixo astral, puxam você para baixo, sugam sua energia… Portanto, o bom mesmo é estar perto de pessoas de alto astral, de pessoas de bem com a vida… O que tento fazer é passar energia para os que não têm, de alegrar os tristes, de levantar o astral dos depressivos, de elevar a estima dos que a têm baixa, de colocar as pessoas para cima… Isso me faz um bem enorme. Adoro ver as pessoas bem… E como adoro.

Então, se você é assim como eu, evite os sugadores de energia, os pessimistas, mas se puder tentar ajudá-lo de alguma forma, se puder contribuir um pouco para a melhora da pessoa não hesite em fazê-lo; levando-se sempre em consideração que não se pode dar a energia para outrem totalmente, mas sim fazer com que a pessoa descubra a energia que tem em si mesma, que descubra o amor que tem por si próprio, que aprenda a ver os pequenos detalhes do dia-a-dia, que descubra que a vida é bela e maravilhosa e que apesar dos problemas é bonita, é bonita e é bonita… As tão boas simples coisas da vida…

Ei-lo (o texto):

O lado bom da vida…

O otimista não reclama, não espera de braços cruzados; ao contrário, madruga, trabalha, esforça-se sem vacilar, vê o lado bom da vida.

O otimista: suprime a penúria moral com a virtude de suas boas ações, harmonizando seu íntimo e resguardando-o contra os perigos do pessimista negativo. Exclui a enfermidade do corpo e do espírito, reajustando-se aos processos naturais de reequilíbrio de sua consciência. Prepara e consola os desesperados para uma vida melhor, reconfortando e explicando os meios para purificar as emoções que deprimem e abatem o espírito.

O otimista: ilumina seus pensamentos dignificando a vida. Liberta-se de tudo que é negativo, caminhando para as esferas espirituais.

Enfim, o otimista acredita e realiza. Não é como o pessimista, que condena e critica tudo. Mesmo os pequenos acontecimentos e detalhes da vida, para o otimista, representa muito. O pessimista é totalmente um falido que só se opõe a tudo e atrapalha o bom andamento de tudo na vida. O otimista é consciente e objetivo em seus planos; investiga e descobre a verdade para a glória, definitiva de seus atos e de suas realizações. O pessimista não se prepara para nada: quer que tudo “caia do céu”.

O otimista: educa-se, organiza-se, eleva-se, transpondo obstáculos e vencendo tudo com ânimo e vigor; é corajoso, pensa com retidão e segue pela vida, pelo caminho certo porque compreende que quem anda em maus caminhos nunca terá bons encontros. O otimista está além de todas as perversidades e influências malévolas; valoriza sua existência e a dos outros; respeita os direitos dos seus semelhantes; sabe que a felicidade e a alegria de viver estão dentro de si mesmo.

O pessimista não acredita em nada e desconfia de tudo. E na sua vida rotineira e doentia, a pressa é uma constante: pressa para criticar, pressa para não fazer nada! A vida do pessimista é uma eterna fuga.

O otimista vive. É feliz. Sabe que a vida é um horizonte… sem fim. Caminha com firmeza, compreende e respeita.

Dec152003

De que mais precisa um homem?

De que mais precisa um homem senão de um pedaço de mar, e um barco com o nome da amiga, e uma linha e um anzol pra pescar ?
E enquanto pescando, enquanto esperando, de que mais precisa um homem senão de suas mãos, uma pro caniço, outra pro queixo, que é para ele poder se perder no infinito, e uma garrafa de cachaça pra puxar tristeza, e um pouco de pensamento pra pensar até se perder no infinito…

De que mais precisa um homem senão de um pedaço de terra — um pedaço bem verde de terra — e uma casa, não grande, branquinha, com uma horta e um modesto pomar; e um jardim – que um jardim é importante – carregado de flor de cheirar ?
E enquanto morando, enquanto esperando, de que mais precisa um homem senão de suas mãos para mexer a terra e arranhar uns acordes de violão quando a noite se faz de luar, e uma garrafa de uísque pra puxar mistério, que casa sem mistério não valor morar…

De que mais precisa um homem senão de um amigo pra ele gostar, um amigo bem seco, bem simples, desses que nem precisa falar — basta olhar — um desses que desmereça um pouco da amizade, de um amigo pra paz e pra briga, um amigo de paz e de bar ?
E enquanto passando, enquanto esperando, de que mais precisa um homem senão de suas mãos para apertar as mãos do amigo depois das ausências, e pra bater nas costas do amigo, e pra discutir com o amigo e pra servir bebida à vontade ao amigo ?

De que mais precisa um homem senão de uma mulher pra ele amar, uma mulher com dois seios e um ventre, e uma certa expressão singular ?
E enquanto pensando, enquanto esperando, de que mais precisa um homem senão de um carinho de mulher quando a tristeza o derruba, ou o destino o carrega em sua onda sem rumo ?

Sim, de que mais precisa um homem senão de suas mãos e da mulher — as únicas coisas livres que lhe restam para lutar pelo mar, pela terra, pelo amigo …”

Vinícius de Moraes

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De que mais precisa um homem, senão de amor?

Como diria a música dos Beatles, “all you need is love”. Realmente, tudo o que precisamos é de amor…

Linda esta música… Inclusive, consta no filme “Simplesmente amor”, o qual assisti nesse sábado. O filme é simplesmente maravilhoso. “Simplesmente Amor” é um cruzamento de várias histórias. Como David (Hugh Grant) diz logo no começo do filme, o amor está em toda parte. E não apenas o amor apaixonado, mas também o amor entre amigos, irmãos, pais e filhos, famílias. Este é o grande diferencial do filme. Não se trata apenas de desejo e de paixão mas sim de amor, do amor em todas as formas, e não somente o amor romântico.

“Simplesmente Amor” pode não ser a comédia romântica definitiva, como se auto intitula, mas que se enquadra definitivamente entre os melhores filmes do gênero dos tempos atuais – e por que não dizer de todos os tempos? -, isso ninguém pode negar.

“Simplesmente Amor” (Love Actually, EUA/ING, 2003). Direção e roteiro de Richard Curtis. Com Hugh Grant, Liam Neeson, Emma Thompson, Colin Firth, Bill Nighy, Laura Linney, Alan Rickman, Keira Knightley, Martine McCutcheon, Andrew Lincoln, Lúcia Moniz, Rodrigo Santoro e Rowan Atkinson. Duração aproximada de 130 minutos. Site oficial: www.loveactually.com

Quem souber inglês (ou mesmo que não saiba), tiver uma boa velocidade de conexão e quiser assistir o trailer, basta clicar aqui.

All you need is love – The Beatles
All i want for Christmas is you – Olivia Olsen
Love is all around – Wet Wet Wet

Dec122003

Paixão Nacional.

Ela disse “Você me ama mais do que tudo?” e ele disse “Amo”.

Ela disse “Paixão, paixão?” e ele disse “Paixão, paixão”.

E reforçou “Mesmo”.

Ela: “Mais do que tudo no mundo todo?”

Ele: “No mundo todo e fora dele”.

Ela: “Não acredito”.

Ele: “Faz um teste”.

– “Eu ou fios de ovos.”

– “Você, fácil.”

– “Daqueles com calda grossa, que a gente chupa o fio e a calda escorre pelo queixo.”

– “Prefiro você.”

– “Futebol.”

– “Não tem comparação.”

– “Você está caminhando, vem uma bola quicando, a garotada grita ‘Devolve tio!’ e você domina, faz dezessete embaixadas e chuta com perfeição.”

– “Prefiro você.”

– “Internacional e Milan em Tóquio pelo campeonato do mundo, passagem e entrada de graça.”

– “Você vai junto?”

– “Não.”

– “Pela televisão se vê melhor.”

– “Faz muito calor. Aí chove, aí abre o sol, aí vem uma brisa fresca com aquele cheiro de terra molhada, aí toca uma música no rádio e é uma nova do Paulinho. É Sexta-feira e a televisão anunciou um Hitchcock sem dublagem praquela noite, e o Itamar está dando certo.”

– “Você.”

– “Voltar à infância só pra poder pisar na lama com o pé descalço e sentir a lama fazer esguish entre os dedos.”

– “Você, longe.”

– “A Sharon Stone telefona e diz que é ela ou eu.”

– “Que dúvida. Você.”

– “Cheiro de livro novo. Solo de sax-alto. Crianca distraída. Canetinha japonesa. Bateria de escola de samba. Lençol récem-lavado. Hora no dentista cancelada. Filme com escadaria curva. Letra do Aldir Blanc. Pastel de rodoviária.”

– ” Você, você, você, você, você, você, você, você, você, e você, — respectivamente.”

– “A Sharon Stone telefona novamente e diz que se você se livrar de mim ela já vem sem calcinha.”

– “Desligo o telefone.”

– “Fama e fortuna. A explicação do universo e do mercado de commodities, com exclusividade. A vida eterna e um cartão de credito que nunca expira.”

– “Prefiro você.”

– “Uma cerveja geladinha. A garrafa chega estalando. No copo, fica com um quarto de espuma firme. O resto é ela, só ela, dizendo ‘Vem’.”

– “Hummm…”

– “Como, ‘hummm’? Ela ou eu?”

Silêncio. Depois:

– “Qual é a marca?”

– “Seu cretino!”

Luis Fernando Veríssimo

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É o que farei hoje: tomarei umas para comemorar o fato de ter terminado meu curso de Direito.

Uma palavra: alívio.

Agora sim voltarei a postar regularmente, mas aviso logo que o tempo será pouco para postar e visitar blogs por aí. Portanto, umas vezes postarei algo, outras farei visitas a quem tanto gosto ou a outros que aparecerem eventualmente nessa infinita rede blogueira.

Vamos bebemorar. Apesar do texto fazer alusão à cerveja, sintam-se à vontade para comemorar com a bebida que mais agradar a cada um, até mesmo suco ou água mineral (para aqueles que não bebem nada alcóolico).

Oh yeah… nan nan não… oh yeah… oh yeah… nan nan não… oh yeah… oh yeah…

Oh yeeeeeaaaahhhh…

Dec62003

Versões de mim.

Vivemos cercados pelas nossas alternativas, pelo que podíamos ter sido.

Ah, se apenas tivéssemos acertado aquele número (Unzinho e eu ganhava a sena acumulada), topado aquele emprego, completado aquele curso, chegado antes, chegado depois, dito sim, dito não, ido para Londrina, casado com a Doralice, feito aquele teste…

Agora mesmo neste bar imaginário em que estou bebendo para esquecer o que não fiz – aliás, o nome do bar é Imaginário – sentou um cara do meu lado direito e se apresentou:

Eu sou você, se tivesse feito aquele teste no Botafogo.

E ele tem mesmo a minha idade e a minha cara. E o mesmo desconsolo.

Porquê? Sua vida não foi melhor do que a minha?

Durante um certo tempo, foi. Cheguei a titular.

Cheguei a seleção. Fiz um grande contrato. Levava uma grande vida. Até que um dia…

Eu sei, eu sei… disse alguém sentado ao lado dele.

Olhamos para o intrometido… Tinha a nossa idade e a nossa cara e não parecia mais feliz do que nós. Ele continuou:

Você hesitou entre sair e não sair do gol. Não saiu, levou o único gol do jogo, caiu em desgraça, largou o futebol e foi ser um medíocre propagandista.

Como é que você sabe?

Eu sou você, se tivesse saído do gol. Não só peguei a bola como me mandei para o ataque com tanta perfeição que fizemos o gol da vitória.

Fui considerado o herói do jogo. No jogo seguinte, hesitei entre me atirar nos pés de um atacante e não me atirar. Como era um herói, me atirei…

Levei um chute na cabeça. Não pude ser mais nada.

Nem propagandista.

Ganho uma miséria do INSS e só faço isto: bebo e me queixo da vida. Se não tivesse ido nos pés do atacante…

Ele chutaria para fora. Quem falou foi o outro sósia nosso, ao lado dele, que em seguida se apresentou.

Eu sou você se não tivesse ido naquela bola. Não faria diferença. Não seria gol. Minha carreira continuou. Fiquei cada vez mais famoso, e agora com fama de sortudo também. Fui vendido para o futebol europeu, por uma fábula.
O primeiro goleiro brasileiro a ir jogar na Europa. Embarquei com festa no Rio…

E o que aconteceu? perguntamos os três em uníssono.

Lembra aquele avião da VARIG que caiu na chegada em Paris?

Você…

Morri com 28 anos.

Bem que tínhamos notado sua palidez.

Pensando bem, foi melhor não fazer aquele teste no Botafogo…

E ter levado o chute na cabeça…

Foi melhor, continuou, ter ido fazer o concurso para o serviço público naquele dia. Ah, se eu tivesse passado…

Você deve estar brincando.

Disse alguém sentado a minha esquerda. Tinha a minha cara, mas parecia mais velho e desanimado.

Quem é você?

Eu sou você, se tivesse entrado para o serviço público.

Vi que todas as banquetas do bar à esquerda dele estavam ocupadas por versões de mim no serviço público, uma mais desiludida do que a outra. As conseqüências de anos de decisões erradas, alianças fracassadas, pequenas traições, promoções negadas e frustração. Olhei em volta.

Eu lotava o bar.
Todas as mesas estavam ocupadas por minhas alternativas e nenhuma parecia estar contente. Comentei com o barman que, no fim, quem estava com melhor aspecto, ali, era eu mesmo. O barman fez que sim com a cabeça, tristemente.

Só então notei que ele também tinha a minha cara, só com mais rugas.

Quem é você? perguntei.

Eu sou você, se tivesse casado com a Doralice.

E..?

Ele não respondeu. Só fez um sinal, com o dedão virado para baixo…

Creio que a vida não é feita das decisões que você não toma, ou as atitudes que você NÃO teve, mas sim, aquilo que foi feito!

Se bom ou não, penso, é melhor viver do futuro que do passado…

L. F. Veríssimo
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“… e na loucura do encanto ou no encanto da loucura que podemos realmente viver. Viver intensamente, espontaneamente e quem sabe, ser feliz”.

“Devemos começar por reinventar o futuro, mergulhando em um presente mais criativo”.

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Depois de uma semana extremamente corrida e atribulada, o que me impossibilitou de postar ou qualquer outra coisa referente ao blog, quero dizer apenas que estou muito feliz. Simples assim. Feliz…

Dec12003

Mal secreto.

Conta a lenda que uma vez uma serpente começou a perseguir um vaga-lume.
Este fugia rápido, com medo da feroz predadora, e a serpente nem pensava em desistir.
Fugiu um dia e ela não desistiu, dois dias e nada…
No terceiro dia, já sem forças, o vaga-lume parou e disse a cobra:

- Posso lhe fazer três perguntas?
- Não costumo abrir esse precedente para ninguém, mas já que vou te deverar mesmo, pode perguntar…
- Pertenço a sua cadeia alimentar?
- Não
- Eu te fiz algum mal?
- Não
- Então, por que você quer acabar comigo?
- Porque não suporto ver você brilhar…