February 2004

Feb292004

Meus esclarecimentos e pensamentos sobre as drogas

O post anterior, “Drogas, nem morto”, rendeu mais do que eu esperava.

Respondi a todos os comentários deixados no próprio sistema de comentários, como sempre faço quando possível. Entretanto, um em particular me fez pensar em não apenas responder nos próprios comentários, mas sim criar um novo post sobre ele. Isso porque além de respondê-lo estou mostrando minha opinião acerca de algumas coisas.

Para entender este post, é importante que se leia o comentário de um tal “Anônimo” (para mim alcunha de covarde) deixado no post anterior, o qual me abstenho de copiar aqui. Apenas fui confrontando o comentário do citado leitor e respondendo, mostrando minha opinião.

Desde logo, aviso aos que gostam de dizer que eu não devo dar atenção a certos comentários, que eu não me estressei. Poupem-me disso, ok? Se eu quis responder é porque achei que seria interessante criar um novo post para responder e assim aproveitar para mostrar minhas ideias. Isso porque sei que muitos não comentam e se eu responder no próprio sistema de comentários muitos não lerão. Então, faço isso aqui no post. Sem mais. Eu não me incomodo com opiniões diversas. Ao contrário, adoro. Só assim eu posso reafirmar as minhas convicções ou reavaliá-las.

Eis o post, enfim:

Anônimo, bom que gosta de meu blog (embora eu pense que seja ironia de sua parte dizer isso). Saiba que sua opinião, como a de qualquer outra pessoa, é sempre bem-vinda.

Primeiro – Não sigo tudo o que a TV mostra ou incentiva. Sou uma pessoa que tudo observo e filtro as informações que colho por aí, inclusive as passadas na TV.

Segundo – Não vejo usuários de drogas como traficantes, bandidos, criminosos, etc. Vejo-os, simplesmente, como usuários de drogas, ora. Inclusive conheço pessoas que usam drogas e lamento muito isso, mas como a eles mesmo digo não posso fazê-los parar, não posso impedí-los de as usarem. Entretanto, sinto-me compelido a instruí-los. Lembro-me de minha mãe dizendo: “Meu filho, não direi para não colocar o dedo na tomada. Mas se o fizer, levará um choque muito forte.” Minha mãe não impediu, até porque eu poderia fazer em outro lugar, numa outra hora, mas me preveniu que se eu colocasse o dedo na tomada levaria uma choque tremendo. Portanto, não impeço ninguém. Cada um é dono do seu próprio nariz e sabe muito bem o que quer. Como sempre digo, podemos tudo, assumindo as consequências. Respeito tudo e a todos. Não gosto de criticar; prefiro respeitar, ainda que tenha opinião diversa.
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Feb282004

Drogas, nem morto.

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“O tráfico depende de você. Quem compra drogas, financia a violência.”

Hoje, queria falar sobre algo que muito me intriga. As drogas. Não necessariamente sobre elas, mas queria fazer um alerta, e principalmente parabenizar o papel que a mídia tem assumido no combate às drogas.

Isso, porque sempre assisto na tv por assinatura comerciais e campanhas excelentes sobre as drogas, notadamente em canais adultos. O porquê eu não sei. Talvez pelo público, talvez porque nos canais “normais” certas campanhas choquem, como uma que a atriz Claudia Ohana faz o papel do “Crack”, onde começa dizendo que vai te conquistar, e você vai se viciar, vai se perder, se fechar para o mundo, podendo até morrer; e quando você estiver no fundo do poço ela “estará em outra”. A campanha choca, pois mostra a fundo, com auxílio da tecnologia e maquiagem, o processo de decadência física, moral e psicológica da pessoa que usa “crack”. É interessantíssimo. A atriz vai ficando feia, acabada, nervosa, etc. Muito bom. Tem sobre a cocaína também, entre outras drogas.

Outras campanhas são tão interessantes quanto aquelas, com a participação de pessoas como Marília Gabriela, Boris Casoy, Eliana, etc. Essas dando ênfase maior à questão do diálogo, da conversa, da instrução.

Nunca tive problemas com drogas, mas conheço muitas outras pessoas que já tiveram, e tem. Das de classe mais humilde até as mais altas. Já vi muitos jovens que tinham tudo que o dinheiro poderia comprar, mas pela falta de amor, de carinho, de compreensão, de diálogo, de atenção dos familiares, se perderam no mundo sombrio das drogas.

Portanto, converse com seus filhos, escute-os, compreenda-os, olhe olho no olho, respeite os sentimentos. Quanto mais perto você ficar dos seus filhos, mas longe as drogas ficarão deles.

Quando você se aproxima a relação fica mais intensa, mais viva. Atenção é fundamental.

Diálogo e carinho e seus filhos farão assim ó para as drogas.

Drogas? Nem morto!

Feb272004

Feito de areia…

Num dia de verão, estava na praia, observando duas crianças brincando na areia.

Elas trabalhavam muito, construindo um castelo de areia, com torres, passarelas e passagens internas.

Quando estavam quase acabando, veio uma onda e destruiu tudo, reduzindo o castelo a um monte de areia e espuma.

Achei que as crianças cairiam no choro depois de tanto esforço e cuidado, mas tive uma surpresa.

Em vez de chorar, correram para a praia, fugindo da água, sorrindo, de mãos dadas e começaram a construir outro castelo…

Compreendi que havia recebido uma importante lição:

Gastamos muito tempo de nossas vidas construindo alguma coisa. E mais cedo ou mais tarde, uma onda poderá vir e destruir o que levamos tanto tempo para construir. Mas quando isso acontecer, somente aquele que tem as mãos de alguém para segurar será capaz de Sorrir!!!.

Só o que permanece é a amizade, o amor e o carinho.

O resto é feito de areia…

a.d.

Over and Over – Keb’ Mo’ & Jimmy Smith

Feb262004

Mudança…

A vida é feita de mudanças constantes e precisamos aprender a acompanhá-las, é certo.

Por isso, percebendo a tendência, adquirí meu próprio domínio, hospedei num lugar adequado, e agora está o “Simples Coisas da Vida” de cara e casa novas. A cara do blog ainda há de ser modificada, mas enquanto o template não fica pronto, resta deixar o atual mesmo.

Quero frisar, e muito mais agradecer, o amparo substancial, sem o qual levaria eu dias, e isso porque estou sendo bondoso comigo mesmo quando digo dias, vez que sinceramente creio que levaria semanas, do amigo Inverno (abração, Má…), que, com muita paciência e clareza, ajudou-me em todo esse processo de mudança. A ele, meus sinceros agradecimentos.

A todos eu desejo bem-estar nesta nova casa, que, apesar de nova, mantém o bom, antigo, porém não velho, e aconhegante espírito que ronda as “Simples Coisas da Vida”…

A Deus, o agradecimento por ter nascido pra gozar do privilégio de conhecer esse mundo e cada um de vocês, leitores amigos.

Assim, recomeço a vida blogueira, para uns, ou “bloguística” para outros, certo de que a mudança de endereço foi maravilhosa, mas que o importante mesmo é saber transformar a mim mesmo, eternamente.

Feb242004

A visão de cada um.

Dois homens, muito enfermos, ocupavam uma mesma enfermaria em um grande hospital. Sua única comunicação com o mundo de fora era uma janela.

Um deles tinha a sua cama perto da janela e, todos dias, tinha permissão para nela se sentar, por algumas horas. Tudo como parte do tratamento dos pulmões. O outro, cuja cama ficava no lado oposto do pequeno cômodo, ficava o dia todo deitado de barriga para cima.

Todas as tardes, quando o homem cuja cama ficava perto da janela era colocado sentado, ele passava a descrever para o companheiro de quarto o que havia lá fora.

Falava do grande parque, cheio de grama verde, de árvores frondosas e flores mais além, em canteiros bem cuidados. Descrevia o lago, onde havia patos e cisnes. Falava das crianças que jogavam migalhas de pão as aves, e dos barcos de brinquedo que coloriam as tardes de verão. Falava dos casais de namorados que passeavam de mãos dadas entre as árvores, dos jogos de bola muito disputados entre a criançada. Dizia que, bem da linha das árvores, ele podia ver um pouco da cidade, o contorno dos altos prédios contra o azul do céu.

O homem deitado somente escutava e escutava. Houve um dia em que ouviu, preocupado, o caso de uma criança que quase caiu no lago, sendo salva a tempo por sua mãe.

Num outro dia, a descrição minuciosa foi a respeito dos lindos vestidos das moças que saudavam a primavera em flor.

O homem deitado quase podia ver o que o outro descrevia, tanto eram os detalhes e a emoção do companheiro sentado.

E, aos poucos, foi se tomando de inveja.

Por que somente o outro, que ficava perto da janela, podia ter aquele prazer? Por que ele também não podia ter aquela mesma oportunidade?

Enquanto assim pensava, mais se envergonhava e, no entanto, não conseguia evitar que tais pensamentos o atormentassem.

Certa noite, enquanto estava ali olhando para o teto, como sempre, percebeu que o outro começou a passar mal. Acordou tossindo, parecendo sufocar.

Com desespero, o botão de emergência foi acionado. As enfermeiras correram. O médico veio. Nova aparelhagem respiratória foi providenciada, mas tudo em vão. O homem morreu.

Pela manhã, seu corpo sem vida foi retirado dali. Então, o homem, que permanecia sempre deitado, pediu para que o colocassem na cama do outro, próximo da janela.

Logo que assim foi feito e a enfermeira saiu do quarto, ele fez um grande esforço, apoiou-se sobre o cotovelo, na tentativa de se erguer no leito.

A dor era intensa mas ele insistiu. Com muita dificuldade, ele olhou pela janela e viu… apenas um enorme, alto e feio muro de pedras nuas.

A vida tem o colorido que a pessoa lhe dá. A paisagem se torna cinzenta ou plena de luz de acordo com as lentes de que se serve a pessoa para olha-la.

Sofrer a enfermidade e se fechar na dor ou enfeitar de vivas cores o quadro que vive é opção individual.

Há os que sofrem pouco e se desesperam, aumentando sua carga de dissabores, com as lentes escuras e sombrias de que servem para contemplar tudo e a todos.

Há os que sofrem muito e se dizem tranqüilos, padecendo serenos.

a.d.

Feb202004

Aviso aos Navegantes.

Venho avisar-vos que já registrei o meu próprio domínio e o hospedei em local adequado.

Em breve, talvez após o Carnaval, o “Simples Coisas da Vida” terá novo endereço e nova hospedagem. Adeus ao Blogger, que durante um bom período muito bem me acolheu. Infelizmente, serviço grátis é complicado, pois haja o que houver nem reclamar é possível, vez que não se paga nada. Servidor ocupado, fora do ar para manutenções constantes, etc… Problemas que não dá mais para suportar. Como diria o mestre, “que não seja eterno, posto que é chama, mas que seja infinito enquanto dure.” E foi, apesar dos pesares.

Tomei tal atitude, antes que o Blogger venha a tirar de vez os sites gratuitos do ar. Agora estão limitando o espaço; amanhã tirarão cada vez mais até dizerem: “Só para assinantes.” Antes disso, eu me retiro.

Colocarei um redirecionador aqui para que ao entrarem neste blog, sejam direcionados para o novo endereço.

Até lá, manterei as atualizações normalmente, pois cada uma das poucas pessoas que aqui entram me são deveras importante…

Sinceramente.

Alimenta meu sonho – Refla

Feb182004

A árvore dos problemas.

Um homem que contratou um carpinteiro para ajudar a arrumar algumas coisas na sua fazenda.

O primeiro dia do carpinteiro foi bem difícil. O pneu da seu carro furou e ele deixou de ganhar uma hora de trabalho. A sua serra elétrica quebrou, ele cortou o dedo, e finalmente, no final do dia, o seu carro não funcionou.

O homem que contratou o carpinteiro ofereceu uma carona para casa e, durante o caminho, o carpinteiro não falou nada.

Quando chegaram a sua casa, o carpinteiro convidou o homem para entrar e conhecer a sua família. Quando os dois homens estavam se encaminhando para a porta da frente, o carpinteiro parou junto a uma pequena árvore e gentilmente tocou as pontas dos galhos com as duas mãos. Depois de abrir a porta da sua casa, o carpinteiro transformou-se. Os traços tensos do seu rosto transformaram-se em um grande sorriso, e ele abraçou os seus filhos e beijou a sua esposa.

Um pouco mais tarde, o carpinteiro acompanhou a sua visita até o carro. Assim que eles passaram pela árvore, o homem perguntou por que ele havia tocado na planta antes de entrar em casa.

“Ah”, respondeu o carpinteiro, “esta é a minha árvore dos problemas.

“Eu sei que não posso evitar ter problemas no meu trabalho, mas estes problemas não devem chegar até os meus filhos e minha esposa. Então, toda noite, eu deixo os meus problemas nesta árvore quando chego em casa, e os pego no dia seguinte.”

“E você quer saber de uma coisa? Toda manhã, quando eu volto para buscar os meus problemas, eles não são nem metade do que eu me lembro de ter deixado na noite anterior…”

Feb162004

Não chore pelas coisas terem terminado.

Não chore pelas coisas terem terminado. Sorria porque elas existiram.(Luiz E. Boudakian)

Recebi, do amigo Oscar Vilaça, esta frase e o texto a seguir… Gostei tanto, tanto mesmo, que resolvi postar aqui. A frase é perfeita e o texto serve como complemento. Ei-lo:

Os patins.

Em certa ocasião, havia um menino que tinha adoração por patins. Era tudo o que ele queria na vida. Pediu, pediu, tanto fez que um belo dia, conseguiu. Ficou muito feliz com o par de patins. Não desgrudava dele um minuto sequer. Era dia e noite, o menino e o patins.

Só que no primeiro tombo, no primeiro arranhão, ele ficou com medo de estragar os patins e resolveu guardá-los. Os patins ainda eram a coisa que ele mais queria. O que ele mais gostava de fazer era estar com eles. Mas ele preferiu apenas ficar olhando e não usar mais para não estragar.

O tempo foi passando e os patins guardados. Passaram-se anos e o garoto esqueceu os patins.

Então, em um belo dia, ele se lembra, sente saudades e resolve recuperar o tempo perdido. Vai até o armário, revira tudo e finalmente encontra os patins. Corre para calçá-los e aí tem uma terrível surpresa: Os patins não cabem mais no seu pé.

O menino, acometido de profunda tristeza, chora e lamenta os anos perdidos que não vai mais poder recuperar. Poderia sim comprar outro par, mas nunca seriam iguais àqueles.

Assim, como o menino da história, são as pessoas. Guardam sentimentos, com medo de vivê-los, de se machucar e depois, quando resolvem retomar este sentimento, muitas vezes ele já passou de sua melhor fase. Aqueles patins eram especiais para o menino, eram únicos. Mesmo se comprasse outro… não seria igual.

Deixe as besteiras de lado, as brigas, os ressentimentos, os medos e viva o amor hoje. O que importa é o presente… e ser feliz.

Não guarde os patins. Talvez hoje ainda haja tempo… amanhã pode ser tarde demais.
a.d.

Bom demais – Alceu Valença

Feb132004

O caminho da Felicidade.

Reduza suas necessidades, e viva com simplicidade –
tal é o caminho da felicidade.

Apego gera aflição em seu despertar.

Ao final, quando a morte exige que tudo seja largado para trás e
que abandone todas as pessoas, você é esmagado pelo sofrimento.

Imite o lótus na água; ele pousa sobre ela, mas não dentro dela.

A água é necessária para o seu crescimento,
mas ele não consente que nem uma gota o molhe.

Beijando a Flora – Alceu Valença

Feb122004

Mãe.

Mãe, por definição, mulher que teve um ou mais filhos.
Mãe…
A minha, a sua, a nossa;
Mãe de ontem, de hoje, de sempre;
Mãe…
Mãe, aquela que ilumina o mundo,
que fez do filho de Deus um Homem.
Mãe de todos.
Mãe toda.
Tantas mães.
Mãe de tantos.
Mãe…
Mãe.

*Homenagem a todas as mães.

Feb112004

Agoras…

Pense… você já se arrependeu de, em determinadas circunstâncias não ter tomado atitudes que viessem, de alguma forma, melhorar sua vida?

Quando fazemos exame de consciência, lembramo-nos de vários agoras que foram perdidos e que não voltam mais. Que o arrependimento de não ter tido, não ter sido, não ter feito, não ter aceito, costuma ser doloroso e profundo.

Na realidade, o que nos impede, na maioria das vezes, de ter o que queremos, ser o que sonhamos, fazer o que pensamos e aceitar com o coração é a ousadia que não cultivamos. A ousadia é, geralmente, escrava do medo…

Quantas vezes perdemos a oportunidade de sermos felizes, pelo medo de ter ousadia de amar. Medo de ousar porque o objeto do amor era mais bonito, mais alto, mais rico, mais jovem, mais culto… e aí… o tempo passou e o agora também…

Quantas vezes perdemos a oportunidade de realizar um grande sonho, por não termos coragem de ousar, de arriscar deixando para depois ou para mais tarde o que deveria ser naquele agora…

Quantas vezes não pronunciamos, no momento oportuno, as palavras que gostaríamos de dizer, pelo medo de parecermos ridículos e imaturos…

Quantas vezes ficamos por medo de partir. Quantas vezes partimos por medo de ficar. Quantas vezes dizemos baixinho o que na verdade gostaríamos de gritar.

Quantos agoras perdemos esquecendo que o risco pode ser a salvação de muitas alegrias de nossas vidas.

O medo que nos impede de sermos ousados agora, também está nos impedindo de vermos que linda pessoa que poderemos ser…

Não deixemos que nossos momentos passem…

a.i.

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Obrigado por cada comentário deixado nos post anteriores… Não citarei nomes para não incorrer no erro de esquecer algum. Portanto, agradeço a todos indistintamente. É muito bom ter amigos, e assim posso chamá-los, como vocês. Não têm idéia do carinho que sinto por cada um…

Obs: Para os que não leram o post anterior, sugiro que reservem alguns minutos do tempo que têm para lê-lo. É extremamente importante que saibam do teor dele, que pensem no real significado.

Obs2: Voltando estou a postar com mais frequência. Não vou mais me preocupar se entram ou não; se lêem ou não; se comentam ou não. Farei o que tanto gosto, qual seja compartilhar, por puro diletantismo.

Beijo para quem é de beijo e abraço para quem é de abraço. E ambos para quem os quiser conjuntamente. rsrsrs. ;)

The Hardest Button to Button – The White Stripes

Feb102004

Cada um que passa em nossa vida…

Cada um que passa em nossa vida passa sozinho…
Porque cada pessoa é única para nós, e nenhuma substitui a outra.

Cada um que passa em nossa vida passa sozinho, mas não vai só… Levam um pouco de nós mesmos e nos deixam um pouco de si mesmos.

Há os que levam muito, mas não há os que não levam nada.

Há os que deixam muito, mas não há os que não deixam nada. Esta é a mais bela realidade da vida…

A prova tremenda de que cada um é importante e que ninguém se aproxima do outro por acaso…

Antoine De Saint-Exupery

Fell in love with a Girl – The White Stripes

Feb52004

Assumindo o desafio.

Sou um só,
mas ainda assim sou um;
não posso fazer tudo,
mas ainda assim posso fazer alguma coisa;
e não é porque não posso fazer tudo,
que vou deixar de fazer o que posso.

Edward E. Hale

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Mesmo que somente possa fazer um pouco, faça. Contribua. Ajude. Compartilhe. Ensine. Estenda a mão. Distribua sorrisos. Alegre alguém. Levante-lhe o ânimo. Incentive. Coloque-o para cima. Mostre o caminho. Assuma o desafio. Há muitas formas de contribuir…

E lembre-se: não é porque somente pode fazer um pouco, que deve deixar de fazê-lo, pois, para muitos, esse pouco que você faz significa tudo.

Feb32004

Ouça, por favor.

Quando peço para você me ouvir e você começa a me dar conselhos, não está fazendo o que eu pedi.

Quando peço para você me ouvir e você começa a me dizer por que eu não deveria me sentir assim, está ferindo meus sentimentos.

Quando peço para você me ouvir e você acha que precisa fazer alguma coisa para resolver o meu problema, você não me ajudou, por mais estranho que pareça.

Não fale nem faça – apenas ouça.

Conselhos são baratos. Com pouco dinheiro, você compra uma revista, um jornal ou um livro cheios de conselhos. E isso eu posso fazer por conta própria. Não sou incapaz.

Talvez me desanime e hesite com frequência, mas não sou incapaz.

Quando você faz por mim alguma coisa que eu posso e preciso fazer por conta própria, você contribui para o meu medo e a minha insegurança.

Mas, quando você aceita como um fato natural que eu sinta o que sinto, por mais irracional que seja, aí eu não preciso me preocupar em convencer você e posso entender o que está por trás desse sentimento irracional.

E, quando isso estiver claro, as respostas serão óbvias e não precisarei de conselhos.

Sentimentos irracionais fazem sentido quando entendemos o que está por trás deles.

Talvez seja por isso que rezar funciona às vezes para algumas pessoas – porque Deus é mudo e não dá conselhos, nem tenta consertar as coisas. Deus apenas ouve e deixa você descobrir as coisas por conta própria.

Então, por favor, apenas ouça, apenas ouça.

E se quiser falar, espere um pouco a sua vez – e eu ouvirei você.

a.d.
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Às vezes queremos somente ser ouvidos.

O problema é que sempre tem alguém para nos dar conselhos, ficar falando mil coisas. Não entendem tais pessoas que quando queremos ser ouvidos não precisamos que a outra pessoa esteja falando. Ela está ali apenas para ouvir. Até porque falar sozinho não é a mesma coisa. Elas não entendem, muitas vezes, que somente queremos desabafar, externar algo que está preso dentro de nossa consciência, coração, garganta…

Às vezes queremos até ouvir conselhos, sugestões, experiências vividas, mas em outras simplesmente sermos ouvidos. Nada além disso. É só a presença da pessoa que nos importa e nos conforta, mas não suas palavras.

Portanto, meus queridos amigos e amigas, quando aprendam a ouvir. Quando alguém vos procurar para tanto, não queiram vir com milhares de sugestões, conselhos, etc. Apenas ouçam a voz que vos fala. Além disso, quando precisarem de alguém para ouvir cada um de vocês, contem com minha pessoa, pois vos quero muito bem.

Sinceramente.

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Mudando de assunto:

Assisti um filme entitulado “Recém Casados”, no DVD. Muito bom. É uma comédia romântica extremamente hilária, mas com uma mensagem linda.

No fim das contas, a maior segurança de que precisamos não é saber que o outro goza de condiçao financeira excelente, que o outro é possuidor de beleza rara, etc, mas sim que nos ama mais do que qualquer coisa nesse Mundo.

Vale a pena assistir. São somente 90 min de duração.

Resumo do filme:

Título Original: Just Married – USA, Alemanha 2003 – Tom Leezak (Ashton Kutcher, de “Cara, Cadê Meu Carro?” e do seriado “That’s 70s Show”) é repórter de trânsito de um programa de rádio, curte esportes radicais e leva uma vida simples. Sarah McNerney (Brittany Murphy, de “Refém do Silêncio” e “8 Mile – Rua das Ilusões”) é escritora e vive num ambiente sofisticado, totalmente diferente de Tom. Para surpresa dos amigos dele e desgosto da família dela, os dois se apaixonam e resolvem se casar. A lua-de-mel não poderia ser mais atraente – o casal parte para a romântica Itália, cheio de expectativas e ideais sobre o casamento, o amor e a viagem, que parecia ser perfeita. Mas, graças ao rico ex-namorado de Sarah, Peter Prentis (Christian Kane, de “Ed TV” e “Uma Vida em Sete Dias”) – enviado pela família da moça para tentar arruinar o casamento – e uma interminável maré de azar, o casal vai viver uma experiência hilária, atordoante e inesquecível. Será um verdadeiro teste de sobrevivência do amor.