
Bem, ontem foi o “Dia do Amigo”. Como eu já havia publicado um texto, preferi deixar minha homenagem para hoje. Então, ei-la agora:
Amigos são a família que temos o privilégio de escolher.
E eu sou afortunado por ter excelentes amigos.
Amigos de colégio? Hum… Quase nenhum, é certo (eu devia ser um porre. rsrs), mas desde que entrei na Faculdade, onde cursei Direito, comecei a reconhecer melhor os amigos.
Reconheci tantos por lá… Tudo bem que hoje o contato não se faça tão frequente, porque temos trabalho, vidas corridas, etc, mas os amo tanto… Muito mesmo. E hei de amá-los sempre. Os do turno da manhã e os da noite. Amigos alunos, amigos professores, amigos funcionários… Amigos…
Alguns outros reconheci no Exército. Nunca pensei que fosse ter tantas amizades do sexo masculino (logo eu que sempre tive muito mais proximidade com as mulheres). Realmente, foi o melhor legado que o EB (Exército Brasileiro) me deixou: amizades sinceras. Ali pude ver realmente o real significado da palavra união, determinação, garra, companheirismo, etc. Amigos alunos, amigos aspirantes, amigos tenentes, amigos oficiais superiores (hum… nem tanto… rsrs), mas principalmente amigos soldados, cabos e sargentos. Ahhh, aquele soldado 09… Era uma peste, dava um trabalho, mas eu adorava quando ele vinha todo sem jeito, com alguma coisa para eu comer e dizia “tenente, trouxe para o senhor, porque o senhor é meu amigo”. E eu via nos olhos dele que aquele gesto não era para me agradar por ser de patente superior à dele. Sinto saudades daquela época.
Iniciei nesse tal mundo virtual, blogueiro, orkutiano. E que maravilha! Amigos virtuais não. Amigos reais reconhecidos através da virtualidade da internet. É bem diferente. Nossa! Tantos amigos reconheci através desse blog “Simples Coisas da Vida”. Pessoas maravilhosas, encantadoras, companheiras, leais, confiáveis… Amigas, ora essa. Que choraram pelas minhas lágrimas, que se alegraram com minhas alegrias, que compartilharam tantos momentos maravilhosos, que páram alguns minutos por dia para vir aqui e, ao menos, dizer um “olá, como vai você?”… Amigos reais, sim, que muito amo e quero bem.
Enfim, amigos de colégio, amigos do exército (CPOR-Recife e 7º RO), amigos da faculdade, amigos da rua, amigos da academia, amigos do hóquei sobre patins, amigos blogueiros, amigos do orkut e de tantos outros lugares, amigos… Família. Afinal, família é muito mais sintonia que pura e simplesmente laços de sangue.
Quão privilegiado me sinto por ter tantos e verdadeiros amigos.
A todos vocês, o meu muito obrigado por simplesmente existirem em minha vida.
Sinceramente.
Cirilo Veloso Moraes
obs: ahhh… você leu tudo isso e descobriu que sou seu amigo, ou que posso vir a sê-lo? Ao lado há o meu e-mail do uol e o meu msn.
Então, contacte-me. Simples assim.
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Agora, fiquem com um belo texto sobre a amizade, do brilhante Vinícius de Moraes.
“Tenho amigos que não sabem o quanto são meus amigos.
Não percebem o amor que lhes devoto e a absoluta necessidade que tenho deles.
A amizade é um sentimento mais nobre do que o amor.
Eis que permite que o objeto dela se divida em outros afetos, enquanto o amor tem intrínseco o ciúme, que não admite a rivalidade.
E eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos!
Até mesmo aqueles que não percebem o quanto são meus amigos e o quanto minha vida depende de suas existências…
A alguns deles não procuro, basta-me saber que eles existem.
Esta mera condição me encoraja a seguir em frente pela vida.
Mas, porque não os procuro com assiduidade, não posso lhes dizer o quanto gosto deles.
Eles não iriam acreditar.
Muitos deles estão lendo esta crônica e não sabem que estão incluídos na sagrada relação de meus amigos.
Mas é delicioso que eu saiba e sinta que os adoro, embora não declare e não os procure.
E às vezes, quando os procuro, noto que eles não tem noção de como me são necessários.
De como são indispensáveis ao meu equilíbrio vital, porque eles fazem parte do mundo que eu, tremulamente construí, e se tornaram alicerces do meu encanto pela vida.
Se um deles morrer, eu ficarei torto para um lado.
Se todos eles morrerem, eu desabo!
Por isso é que, sem que eles saibam, eu rezo pela vida deles.
E me envergonho, porque essa minha prece é,
em síntese, dirigida ao meu bem estar.
Ela é, talvez, fruto do meu egoísmo.
Por vezes, mergulho em pensamentos sobre alguns deles.
Quando viajo e fico diante de lugares maravilhosos, cai-me alguma lágrima por não estarem junto de mim, compartilhando daquele prazer…
Se alguma coisa me consome e me envelhece é que a roda furiosa da vida não me permite ter sempre ao meu lado, morando comigo, andando comigo, falando comigo, vivendo comigo, todos os meus amigos, e, principalmente os que só desconfiam ou talvez nunca vão saber que são meus amigos!
A gente não faz amigos, reconhece-os.”
Amigos para siempre – Jose Carreras e Sarah Brightman