January 2006

Jan302006

Ofereça a outra face

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Quando falou que se alguém nos batesse numa face, deveríamos oferecer a outra, Jesus expressou um grandioso ensinamento que, se levado em conta, teríamos a solução para todas as situações desagradáveis que surgissem em nossa vida.

Oferecer a outra face não quer dizer dar o rosto para bater. É uma metáfora que sugere que se a situação nos chega de forma desagradável, devemos mostrar a face oposta.

Dar a outra face é mudar a paisagem, é uma ação positiva diante de uma negativa.

Assim, quando todos atiram pedras, ofereça uma flor.

Quando todos caminham para o lado errado, mostre o passo certo.

Se tudo estiver escuro, se nada puder ser visto, acenda você uma luz, ilumine as trevas com uma pequena lâmpada.

Quando todos estiverem chorando, dê o primeiro sorriso; não com lábios sorridentes, mas com um coração que compreenda, com braços que confortem.

Quando ninguém souber coisa alguma, e você souber um pouquinho, ensine, começando por aprender, corrigindo-se a si mesmo.

Quando alguém estiver angustiado, mostre-lhe a face do conforto.

Se encontrar alguém em desespero, acene com a esperança, mesmo que isso seja um desafio para você mesmo.

Quando a terra dos corações estiver seca, que sua mão possa regá-las.

Quando a flor do afeto estiver sufocada pelos espinhos da incompreensão, que sua mão saiba arrancar a praga, afagar a pétala, acariciar a flor.

Onde haja portas fechadas para o entendimento, leve a chave da concórdia e da compreensão.

Onde o vento sopra, frio, enregelando corações, que o calor de sua alma seja proteção e abrigo.

Se alguém caminha sem rumo, mostre-lhe as pegadas que conduzem a um porto seguro.

Onde a crítica azeda for o assunto principal, ofereça uma palavra de otimismo, um raio de esperança, uma luz que rompe as trevas e clareia o ambiente mental.

Quando todos parecerem perdidos, mostre o caminho de volta.

Quando a face da solidão se mostrar como única alternativa na vida de alguém, seja uma presença que conforta, ainda que uma presença silenciosa.

Onde o manto escuro da morte se apresenta como um beco sem saída, fale da vida exuberante que aguarda os seres que fazem a passagem pela porta estreita do túmulo.

Seja você a oferecer a face sorridente e otimista da vida, onde a tristeza e o pessimismo marcam presença.

Ademais, a qualquer tempo e em qualquer lugar, lembre-se da oração de São Francisco.

“Senhor, fazei-me instrumento de vossa paz!
Onde houver ódio, que eu leve o amor;
Onde houver ofensa, que eu leve o perdão ;
Onde houver discórdia, que eu leve a união;
Onde houver dúvidas, que eu leve a fé;
Onde houver erro, que eu leve a verdade;
Onde houver desespero, que eu leve a esperança;
Onde houver tristeza, que eu leve a alegria;
Onde houver trevas, que eu leve a luz.

Ó, Mestre, fazei que eu procure mais
consolar que ser consolado,
compreender que ser compreendido,
amar que ser amado,
pois é dando que se recebe,
é perdoando que se é perdoado,
e é morrendo que se vive para a vida eterna…”

Desculpem o meu sumiço.
A todos uma excelente semana.
Tudo de bom e até muito breve.
Sinceramente.
Do amigo.
Cirilo.

Forever in love – Kenny G

Jan182006

Vai e não peques mais

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Queria hoje falar sobre o sentimento de culpa…
Sentimentos como esse representam agentes de indução de vibrações muito densas, pesadas, ruins.
Aquela antiga máxima de que o semelhante atrai o semelhante.

“Temos de nos lembrar da recomendação de Jesus: “Amar ao próximo como a si mesmo”. Será que sabemos nos amar? Se não nos perdoamos, como poderemos perdoar os nossos semelhantes? Se erramos, se cometemos atos impensados, vamos pedir a Deus que nos dê novas oportunidades para corrigir a nossa rota. Ficar retido no passado é dar oportunidade para que o sofrimento continue. Vamos olhar para o futuro e reparar as nossas faltas, com o trabalho edificante. Jesus sempre dizia: “Vai e não peques mais”, isto é, mude de sintonia!” (Trecho retirado do livro “Saúde e Espiritismo”, pela Associação Médico-Espírita do Brasil)

Assim, nutrir sentimento de culpa é tolice.
Perdoe-se. Dê a si mesmo uma nova chance.
Vá e não erre mais.

Um grande e forte abraço.
Tudo de bom e até muito breve.
Sinceramente.

Por Enquanto – Cássia Eller

Jan132006

Relações Amorosas

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João é um cara super legal. Extrovertido, cheio de amigos e, principalmente, amigas. Sua vida é simples e boêmia, pois nunca perde a oportunidade de tomar aquela cervejinha com os companheiros. Fanático por futebol, não passa um jogo a que ele não assista. Vai pro campo de camisa, bandeira, pinta a cara e veste peruca. Fica dias de mau-humor quando o time perde e comemora como um louco as vitórias. João é assim, um cidadão do bem. Não fala mal dos outros, mas se antipatiza com alguém, não faz a menor questão de disfarçar. Sem ser grosso, claro. A mulherada adora João. Também, quem não gosta de um cara assim? Cheio das amigas, sempre as cumprimenta com um abração. Algumas ele fica, outras já ficou e tantas outras ainda pretende ficar, massem estresse. Apesar de lindo, João não faz o tipo galinha. Tanto que, por trás desta vida cheia de farra, ele sente a maior falta de uma namorada. Mas tem que ser assim, alguém tão gente boa e sem frescura quanto ele, do contrário, ele cai fora.

Do outro lado da cidade está Maria. Ela bebe cerveja, assiste ao futebol nos bares da cidade e ainda berra palavrões se a defesa do seu time deixa passar uma bola. Inteligente, bonita, independente… Maria é o que podemos chamar de mulher moderna. Seu telefone não pára de tocar com convites pra sair, viajar, bater um papinho regado à cerveja. Maria tem um gosto eclético para uma mulher. Além de futebol, curte filmes violentos e de ficção, como também, shows de rock. Ela conta piadas sacanas e detalha sua vida sexual pras amigas, que bolam de rir e retribuem, cada uma com suas respectivas aventuras. Não faz pose de santinha e nem fica chocada quando ouve aquelas conversas tipicamente masculinas. Amigos homens ela tem aos montes, apesar de ser uma gata supervaidosa, seu jeito maloqueiral-chic deixa todos à vontade para, só amizade mesmo. Claro que alguns ela já pegou, outros ela pega e outros ela ainda vai pegar. É, porque Maria é quem pega, e não o contrário. Apesar de adorar essa vida, ela sente falta de um cafuné, de aprofundar uma relação, de pensar num futuro. Mas, como todos os mortais, tem lá seus traumas e receios.

De repente, num mágico dia de sol, João e Maria se esbarram, se agarram, ficam de rolo, transam, começam a namorar, casam, fazem filhos e vivem felizes para sempre! Ah como seria bom se a vida fosse assim: romântica e perfeita.

Mas, infelizmente, não é. O que parecia ser a relação ideal se transforma num verdadeiro inferno. João se escandaliza com a quantidade de álcool que a namorada bebe sem ficar alterada, não admite que ela fale nomes feios, e chama as amigas dela de rapariga. Por outro lado, Maria não suporta a maneira íntima como ele trata as próprias amiguinhas. Quando algumas delas aparecem, Maria faz cara feia e diz que todas são putas e querem agarrá-lo. Aí você deve estar pensando: mas pelo menos eles estão vendo os jogos do Campeonato Brasileiro juntos. Que nada!!! Ela não se interessa mais por futebol.Gostava mesmo era de ir aos bares ver os caras nervosos, berrando e exalando testosterona. E o que é pior, não quer ir e ainda implica quando o namorado diz que vai com os amigos. Pro coitado comparecer ao campo, então, é um inferno. A cerveja depois do jogo, e em qualquer outro horário, virou lenda. É então o que o cara começa a ceder pra evitar confusão, pois nessa altura do campeonato ela já o proibiu de sair com a rapaziada, e justifica dizendo que são todos um bando de cachaceiros e mulherengos. O sexo e a esperança de que a relação volte a ser como era no início são as únicas coisas que seguram este casal. Ela coloca a culpa nele e ele, nela, mas o que ninguém percebe é que ambos destruíram a relação.

Mas como a coisa chegou a este ponto sem que ninguém percebesse? Eles ficam se perguntando. A resposta pode ser mais simples do que se imagina, basta que cada um responda com total sinceridade às perguntas abaixo:

1- Por que a pessoa muda de personalidade quando começa a namorar, se o que atraiu o outro foi justamente quem você era no início?

2- Por que você obriga o outro a mudar de personalidade se foi essa a pessoa por quem você se apaixonou?

3- Por que, as características que você acha tão legal nos seus amigos, são os maiores defeitos do seu parceiro?

4- Por que o cotidiano do casal tem que mudar completamente ao começar uma relação, ao invés de permanecer o mesmo e o novo namorado apenas ser, especialmente, inserido na sua rotina, sem criar grandes abalos?

5- Por que acreditar que todas as mulheres do mundo querem pegar seu namorado, como se ele tivesse se tornado a mais nova celebridade no dia em que vocês oficializaram a relação?

6- Por que infernizar a vida do outro querendo saber o que fez e com quem, antes de você existir, se você também tem um passado tão “negro e sórdido”?

7- E, o mais importante, por que todo esse inferno e mudanças de atitude e personalidade mútua começam exatamente quando se define a relação como NAMORO?

Enquanto se fica, ninguém cobra, ninguém tem ciúme, ninguém diz como você deve ser e agir. É impressionante como existem pessoas que passam meses ficando, com toda regularidade, se falam quase todos os dias, sabem tudo da vida um do outro e até preservam uma certa fidelidade, mas não definem a relação porque temem o que pode se tornar, caso essa perigosa palavra seja pronunciada. O sentimento de posse, de propriedade toma a pessoa de uma forma descontrolada e a fantasia da relação maravilhosa do início faz com que os parceiros cedam. Cedem porque não agüentam a pressão, para evitar briga ou até mesmo, por medo de perder. Mas, no fundo, guardam a esperança de que tudo vai voltar a ser como era antes.

Mas não volta. Tudo vai ficando cada vez pior. E esta mesma ilusão faz com que nenhum dos dois tome a decisão de terminar. É mais fácil fingir ser quem o nosso parceiro quer que sejamos. Ser uma pessoa na frente do namorado e outra quando se está na companhia dos amigos. Mas fingir ser quem não é, irrita, incomoda, dá crise de identidade… É então que começa a nascer uma raiva, um abuso da outra pessoa e até de si mesmo. Seus olhos passam a enxergar novos horizontes e, de repente, trair não parece ser tão errado, nem difícil, afinal, quem garante que o outro já não está fazendo? E com essa desculpa a pessoa sai chifrando sem sentir culpa.

…Anos e anos depois, dois seres apaixonados e apaixonantes não mais se reconhecem e um certo dia, a bomba explode. Solteiros novamente passam a ter aversão a namoro ou qualquer tipo de relacionamento que lembre aquela coleira usurpadora de liberdade e personalidade. Relações casuais, sem cobranças e satisfações tornam-se ideais, mas o preço que se paga pela superficialidade é um pouco caro: não se vive grandes e loucas paixões, não há entrega, nem sonho, nem sexo com amor. Há apenas aventuras sexuais. Tudo isso, porque não conseguimos respeitar e amar o outro do jeito que ele é….

Dedico este texto a todos os Joãos e toda as Marias que já destruíram suas relações de tanto cobrar, impor, castrar e também ceder. Que se anularam e perderam seus eixos até não saberem mais quem são e como se tornaram assim. Mas dedico, principalmente, àqueles que estão inseridos neste processo hoje e ainda podem salvar suas relações.

a.d.

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As pessoas parecem esquecer que o amor só o é de verdade se livre for…
Um grande exercício: amar com desprendimento, amar sem posse…
Aos que não têm uma relação, que pensem bem; aos que já têm, que cuidem para que ela seja sempre um prazer, e não uma “coleira usurpadora de liberdade e personalidade”.

Excelente final de semana.

Seu Avião – Aviôes do Forró

Jan92006

E haja paciência…

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Recebi a imagem acima por e-mail e não pude conter o riso…
Afinal, como não lembrar das milhões de vezes em que estive dirigindo e, por exemplo, minha mãe começou: “pra que esta velocidade toda?”, “por que parar tão perto do carro da frente?”, “cuidado com o ciclista!”, etc e etc… E isso não é só com minha mãe não… Acho que mulheres de um modo geral adoram fazer isso.
Não todas, claro, mas graaande parte… rsrs…
É engraçado mesmo… Eu sempre afirmo que as mulheres são o máximo,
mas por vezes são simplismente irritantes…
E depois ainda vêm me dizer no centro espírita para ter eu
tolerância e paciência sempre. Ah, meu Deus…
E haja exercício mental, yoga e meditação para conseguir isso… rsrs…
Brincadeiras à parte, a imagem reflete mesmo, não raras vezes, a realidade.

obs1: mulheres, não fiquem bravas. Vocês são o máximo, mesmo sendo as vezes irritantes… Além do mais, defeitos todos temos. E acho que o segredo é esse, pois algo perfeitinho demais se torna enfadonho, tedioso… Adoro vocês.

obs2: homens, não adianta enfrentá-las… é pura perda de tempo…
O segredo é ser zen (se conseguirem isso digam-me como… rsrsrs…).

Abração a todos e uma excelente semana.

Sinceramente.

Me Namora – Caviar com Rapadura

Jan62006

Do seu lado

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Engraçado como as coisas são…
Ontem estava assistindo a minissérie JK, da Globo, e me vi pensando na solidão, no envelhecer sozinho. Isso porque Juscelino cresceu e foi morar em Belo Horizonte, no intento de cursar Medicina. A irmã dele, a Naná, casou-se com um amigo do irmão e também foi para BH… Depois de se despedir da filha, a mãe dela começou a chorar e Juscelino a abraçou, consolando-a… Nesse momento, o choro não me pareceu só pela despedida, mas sim de tristeza, pois o que faria agora? Ela que viveu para cuidar dos dois sozinha, já que o marido morrera há tempos atrás…
Foi apenas uma cena de uma minissérie chamada JK, mas me fez pensar na falta que um (a) companheiro (a) faz…
Creio que o ser humano não nasceu para ficar sozinho. Estar só é bom, e até necessário, em certos momentos, mas ser só, não ter alguém do lado, alguém para amar, alguém que dê amor, deve ser no mínimo triste. Penso na solidão como um vazio…
Sei que pessoas há que dizem viver muito bem sozinhas, etc, mas, a meu sentir isso é pura conversa fiada. Nenhum sentimento se compara ao de amar alguém e de ser amado. Nenhum.
O porquê de ter eu escrito isso não sei. Estava apenas refletindo, pensando no quanto a vida seria mais difícil sem ela, minha amada, para compartilhar dos bons e maus momentos de minha vida e para compartilhar dos bons e maus da dela.
Não que eu acredite naquela estória de “ah… sem ela (e) eu morro, eu não viveria, etc”, mas ter alguém com quem crescer junto, evoluir, lado a lado, alguém que lhe apóie, etc, é bom demais. Quantas e quantas vezes chego cansado e ela diz “amor, fiz aquela sobremesa que você adora”. Quantas e quantas vezes ela está preocupada e eu chego juntinho e digo “amor, vai dar tudo certo”.
É por essas e outras que eu penso ser a pessoa ao lado a mais importante de nossas vidas. Até porque os pais nos criaram para o mundo e mais cedo ou mais tarde não estarão aqui entre nós; os filhos nós criamos para o mundo e mais cedo ou mais tarde eles seguirão seus próprios caminhos… A pessoa ao seu lado estará com você em todos os momentos e até quando os seus pais já tiverem ido e os seus filhos já tiverem tomado seus rumos…
Então, se tem alguém, cuide. Se ainda não tem, quando encontrar, cuide. Porque a base da relação é o cuidado. O amor é assim, dia a dia, pouco a pouquinho…
Lembre-se que a pessoa que você escolher tornará sua vida mais ou menos feliz…

The Blower’s Daughter – Damien Rice