September 2006

Sep212006

Mantenha-se no alto

Os balonistas, quando o balão perde altura, jogam fora as coisas pesadas para que o balão volte a subir.
Nas águas, se uma embarcação ameaça afundar, os marinheiros desfazem-se do que podem.
 
Assim, como nos ares e nas águas, é necessário desfazer-se do que é estorvo.
Também você, para se manter com pensamentos altos, serenos, deve jogar fora lembranças amargas, raivas, ciúmes, desânimo e tudo o mais que ameace precipitá-lo no abismo.
 
A sua mente, quando no alto, sabe exatamente o que a puxa para baixo.
Livre-se disso.

Sep142006

O que elas mais valorizam num homem?


Conquistar uma mulher: bom senso, gentileza, carinho e higiene contam muito.

Muitos homens vivem conflitos sobre como se comportar frente à nova mulher, dona de sua vida, moderna, urbana e mais ousada. Aqui proponho uma espécie de manual tático, para você ‘se dar bem’ nesse novo universo feminino.

Cantada

Muitos, por fruto de uma cultura machista, têm medo de serem tachados de ‘fracos’ se resistirem a uma cantada feminina. Mas se você curtiu a cantada, ou até tomou atitude para fazer esse papo continuar, vá em frente.

Quem paga a conta?

O papo foi bom e vocês vão combinar de sair para jantar… Quem paga a conta? Muitos homens se sentem na obrigação de fazê-lo, se você pode custear esse programa sem ficar com o orçamento pessoal ‘apertado’, sente-se à vontade, não se sente usado pelas mulheres, tudo bem. Se você está com o orçamento curto, seja autêntico, diga que está muito a fim de sair com ela, mas que o orçamento está curto; aí vocês podem escolher um lugar mais simples ou até mesmo um jantarzinho em casa.

Se ela quiser ‘pular fora’, não se culpe, afinal, ela não estava à procura só de uma companhia ou um bom papo.

E se ela quiser pagar?

Isso é raro, mas se ela propor pagar a conta do restaurante ou do motel não tem problema. Muitos homens ainda se sentem pouco à vontade nessa situação, mas isso não desvaloriza o homem enquanto homem.

Falando em bom papo, nada de ficar falando das relações anteriores, comparando, se colocando de vítima do amor que não deu certo. Use a experiência vivida como amadurecimento para novas relações, mas nada de achar que a mulher moderna tem que aceitar suas resistências e receios ou entender como é difícil perder um afeto. Lembre-se, essa mulher pode ser uma companheira muito legal e isso é diferente de ser sua mãe ou terapeuta.

Performance sexual

Muitos homens temem ser avaliados, o famoso ‘ foi bom para você?’, cada vez mais é uma preocupação. Mas as mulheres nem sempre irão avaliar sua performance como atleta sexual, o que elas irão avaliar é se você foi carinhoso, gentil, se demonstrou desejo… Aprender a investir nas preliminares faz com que você seja visto como um homem prazerosamente desejável!

Autopromoção

Cuidado com a autopromoção! Falar de posses, títulos e ‘performance’ como se estivessem vendendo um produto. Isso pode provocar uma sensação chata, principalmente para mulheres que estejam a fim de encontrar e conhecer um homem e não em comprar ou herdar dotes.

Day after

E se no dia seguinte ela ligar, chamar pelo MSN perguntando sobre o próximo encontro?

Se você não tem interesse, você pode ser elegante e e dizer que está com a agenda lotada demais e quando der ligará, as mulheres são inteligentes o bastante para saber que não haverá chance de continuar.

Mas se você gostou dela como pessoa e não tem interesse em ficar ou namorar?

Seja claro nisso, diga que adoraria tê-la como amiga, mas não fique alimentando as expectativas dela, nem sendo gentil às suas insinuações.

Higiene

Vale a pena lembrar que higiene é fundamental, e que banho bem tomado é merecedor de nota dez e até um ponto a favor para quem curte sexo oral, que deve ser feito com preservativo, pois o risco de doenças sexuais é muito alto.

Vale a pena lembrar que higiene é fundamental, e que banho bem tomado é merecedor de nota dez e até um ponto a favor para quem curte sexo oral, que deve ser feito com preservativo, pois o risco de doenças sexuais é muito alto.

Use preservativo sempre para evitar HIV, HPV, Sífilis, herpes, etc. E nada de brincar ou ficar roçando os corpos sem proteção, ok?

Sem camisinha, sem sexo

Mas se ele (a) não quiser usar?

É hora de uma conversa séria e de uma tomada de decisão importante quanto a quem e o que vale a pena na sua vida. Acredito que a melhor campanha feita até hoje foi ‘quem vê cara não vê Aids’, e isso é muito verdadeiro, pois o número de portadores do vírus que ainda não desenvolveram a doença mas a transmitem é muito grande.

Aprenda a dizer: ‘sem camisinha sem sexo’. Essa é a campanha do Instituto Brasileiro de Sexologia e Psicossomática (ISEXP) neste ano.

Relacionamentos estáveis muitas vezes fazem com que as pessoas se sintam desejosas de abandonar o preservativo. A orientação para essas pessoas seria a de fazer os exames preventivos e, estando tudo bem com os dois, assumirem uma atitude de lealdade – que talvez seja de responsabilidade maior, a de que se em algum momento, um dois for ter uma relação sexual com outra pessoa, que nunca o faça sem preservativo. Mas sabemos que esse tema de fidelidade e lealdade são, difíceis na cultura em que vivemos.

Por Arlete Gavranic

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Conselho para nós homens: prestar mais atenção ao que as mulheres dizem.

 Amor e Sexo - Rita Lee

Sep62006

Morri! E agora?

E agora?

“Pensar na morte só quando ela chega pode acarretar surpresas nem sempre agradáveis”.

“Muitas vezes já desencarnei. E, em todas indagava-me, ao ter consciência de que mudara de plano: O que será de mim? Tive medo, na maioria das minhas desencarnações, ao me defrontar com essa situação. E a resposta somente foi tranquila, quando tive boas ações me acompanhando. Morri! Desencarnei! Como definir essa passagem? É uma viagem que fazemos? Para onde iremos? Como ficaremos? Como será nossa vida no além? Quem irá conosco? Tantas perguntas! E como receamos as respostas… Viagem? Talvez seja melhor dizer “mudança”. E são muitos os locais onde poderemos ir. A espiritualidade é enorme. Há lugares lindos, e outros nem tanto. E somente nossas obras nos acompanham. Os prudentes levam consigo as boas ações que lhes dão, de imediato, agradáveis frutos, o merecimento de ser acolhido em planos elevados onde há amigos que os orientam e auxiliam. Infelizmente as más obras são pesadas e prendem quem as coleciona em lugares não tão agradáveis e seus frutos são amargos. Também fazer essa mudança sem obras é como estar oco, vazio e infeliz. Continuamos no Além como somos, com os mesmos conhecimentos, costumes, odiando ou amando aos outros.

E a maioria das pessoas ao ter o corpo físico morto, indaga: E agora? E acontecimentos vêm à mente. A mudança está feita! Será uma passagem feliz para aqueles que viveram encarnados fazendo jus ao merecimento de ser socorrido e permanecer entre amigos bondosos. Terão surpresas desagradáveis os que agiram sem piedade e sem seguir os ensinamentos de Jesus, que recomendou que fizéssemos ao próximo o que gostaríamos que fosse feito a nós.

Convidamos alguns amigos para que narrasem como foi defrontar-se com a desencarnação”.

O escrito acima é a introdução feita pelo espírito Antônio Carlos, do livro “Morri! E agora?”, psicografado por Vera Lúcia Marinzeck. Livro esse que deixo como sugestão de leitura aos amigos do “Simples Coisas da Vida”. São relatos de vários espíritos sobre a experiência da desencarnação (morte). É uma boa leitura para percebermos que devemos aproveitar a oportunidade da encarnação para viver no bem e para o bem, a fim de que mereçamos, ao desencarnar, ser socorridos e orientados a viver sem o envoltório da matéria, sem o corpo físico. Muito interessante! Experiências como a de uma enfermeira, de uma pessoa preconceituosa, de um presidiário, de um suicida, de um ateu, de um político, etc.

Leiam. Como costumo dizer, o pior julgamento que se faz é daquilo que não se conhece.

Para os que residem em Recife ou Olinda, Pernambuco, empresto o meu exemplar (aliás, compartilhar é sempre uma atitude que propiciará bons frutos). Para os que são de outras localidades sugiro que procurem em alguma biblioteca de algum centro espírita ou que o adquiram em alguma livraria (custa uns 25 reais e o benefício do conhecimento é imensurável). Na internet também tem. Vou deixar dois links para quem quiser adquirir (um da editora “Petit” e um do submarino). Ei-los:

Morri! E agora? (Editora Petit)
e
Morri! E agora? (Livraria do Submarino)

Espero que façam bom proveito.
Ah, um aviso aos que adquirirem: após ler, favor emprestar a outras pessoas.
De nada adianta ter conhecimento se não colocar à disposição de outrem.
Excelente feriado a todos.

Fortress Europe – Asian Dub Foundation

Sep22006

Pensar é Ser.

river

Na poesia “A alegria dos peixes”, Chuang Tzu acena para o destino singular do pensamento, que luta por merece o conhecimento do ser e que se esparrama nos entes com quem convivemos.

“Chuang Tzu e Hui Tzu
Atravessavam o rio Hao
Pelo açude.

Disse Chuang:
‘Veja como os peixes
Pulam e correm tão livremente:
Isto é a sua felicidade’.

Respondeu Hui:
‘Desde que você não é um peixe,
Como sabe
O que torna os peixes felizes?’

Chuang respondeu:
‘Desde que você não é eu,
Como é possível que saiba
Que eu não sei
O que torna os peixes felizes?’

Hui argumentou:
‘Se eu não sendo você,
Não posso saber o que você sabe,
Daí se conclui que você,
Não sendo peixe,
Não pode saber o que eles sabem’.

Disse Chuang:
‘Um momento:
Vamos retornar
À pergunta primitiva.
O que você me perguntou foi
‘Como você sabe
O que torna os peixes felizes?’
Dos termos da pergunta
Você sabe evidentemente que eu sei
O que torna os peixes felizes.
Conheço as alegrias dos peixes
No rio,
Através da minha própria alegria, à medida
Que vou caminhando à beira do mesmo rio’”.
(A via de Chuang Tzu, op. cit., p. 126-127).

Antes mesmo de qualquer discussão teórica, a poesia mostra que o interesse de Chuang e de Hui era atravessar o rio. Na fadiga da travessia chegavam ao conhecimento desse ambiente – a alegria – que se mostrava nos peixes que nadavam e pulavam.

O pensamento, na atividade teórica, luta por alcançar o conhecimento da atividade prática, o mundo da vida (Lebenswelt). Mostra que a alegria é conhecimento do ser dos peixes do rio, conhecimento que entusiasma Chuang e Hui para a tarefa da existência humana. Ao mostrar esse fundamento, a teoria reforça a convence a prática a continuar, a engajar-se totalmente na fadiga da travessia do rio. Nessa prática, Chuang e Hui conquistam o conhecimento da realidade: a alegria.

“O real não está na saída nem na chegada; ele se dispõe para a gente é no meio da travessia”. (Guimarães Rosa)

Emprestado do livro “Introdução ao Pensar. O Ser, o Conhecimento, a Linguagem”, de A. R. Buzzi.**********

Parmênides estava realmente certo quando disse “pensar é ser”.
É pensando e pondo em prática o pensamento que aprendemos a viver.
E é vivendo que nos tornamos experientes e sábios.
Um grande abraço e até muito breve.
obs: vou esforçar-me para manter o blog atualizado com mais frequência.

Love Thing – Joe Satriani