December 2006

Dec212006

Significado do Natal

Hei, você, aonde vai com tanta pressa?
Eu sei que você tem pouco tempo…
Mas será que poderia me dar uns minutos da sua atenção?
Percebo que há muita gente nas ruas, correndo como você.
Para onde vão todos?
Os shoppings estão lotados…
Crianças são arrastadas por pais apressados, em meio ao torvelinho…
Há uma correria generalizada…
Alimentos e bebidas são armazenados…
E os presentes, então? São tantos a providenciar…
Entendo que você tenha pouco tempo.
Mas qual é o motivo dessa correria?

Percebo, também, luzes enfeitando vitrines, ruas, casas, árvores…
Mas confesso que vejo pouco brilho nos olhares…
Poucos sorrisos afáveis, pouca paciência para uma conversa fraternal…
É bonito ver luzes, cores, fartura…
Mas seria tão belo ver sorrisos francos…
Apertos de mãos demorados…
Abraços de ternura…
Mais gratidão…
Mais carinho…
Mais compaixão…
Talvez você nunca tenha notado que há pessoas que oferecem presentes por mero interesse…
Que há abraços frios e calculistas…
Que familiares se odeiam, sem a mínima disposição para a reconciliação.

Mas já que você me emprestou uns minutos do seu precioso tempo, gostaria de lhe perguntar novamente: para que tanta correria?
Em meio à agitação, sentado no meio-fio, um mendigo, ébrio, grita bem alto: “viva Jesus, feliz Natal”!
E os sóbrios comentam: “é louco!”.
E a cidade se prepara… Será Natal.

Mas, para você que ainda tem tempo de meditar sobre o verdadeiro significado do Natal, ouso dizer:
O Natal não é apenas uma data festiva, é um modo de viver.
O Natal é a expressão da caridade…
E quem vive sem caridade desconhece o encanto do mar que incessantemente acaricia a praia, num vai-e-vem constante…
Natal é fraternidade…
E a vida sem fraternidade é como um rio sem leito, uma noite sem luar, uma criança sem sorriso, uma estrela sem luz.
Mas o Natal também é união…
E a vida sem união é como um barco rachado, um pássaro de asas quebradas, um navegante perdido no oceano sem fim.
E, finalmente, o Natal é pura expressão do amor…
E a vida sem amor é desabilitada para a paz, porque em sua intimidade não sopra a brisa suave do amanhecer, nem se percebe o cenário multicolorido do crepúsculo.
Viver sem a paz é como navegar sem bússola em noite escura… É desconhecer os caminhos que enaltecem a alma e dão sentido à vida.
Enfim, a vida sem amor… Bem, a vida sem amor é mera ilusão.

Que este Natal seja, para você, mais que festas e troca de presentes…
Que possa ser um marco definitivo no seu modo de viver, conforme o modelo trazido pelo notável Mestre, cuja passagem pela Terra deu origem ao Natal…

a.d.

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Natal, para mim, representa celebração do nascimento de Cristo e renovação de todos os ensinamentos que Ele nos deixou, como paz, amor, união e caridade, dentre tantos outros.
Que neste Natal você ame [e diga para as pessoas que ama o quanto as ama de verdade], que se reconcilie com quem ainda não fez as pazes [perceberá a enorme sensação de bem-estar que dominará você], que se una [com quem lhe é parecido e com quem é diferente também], que perdoe [a mágoa faz mais mal a você mesmo que a qualquer outra pessoa. uma pessoa que não perdoou não é uma pessoa plenamente feliz e em paz consigo mesma. perdoe! perdoe sempre], que seja caridoso e solidário [ajude quem de ajuda necessitar. doe comida, cobertores, roupas, sapatos, brinquedos, etc, mas lembre-se que presentes materiais são ótimos, mas um sorriso, um minuto de atenção, às vezes tem valor superior a tudo. "Ampare-se amparando os outros", da forma que for].
Por fim, lembre de guardar dentro de si apenas bons pensamentos e sentimentos. Tudo se multiplica de maneira impressionante. A questão é o que você vai querer multiplicar.
Um Feliz Natal!

Boas Festas – Natal de Cavaquinho

Dec192006

Dezembros

Os dezembros possuem um aroma almiscarado de saudade com esperança.
Dezembro é a encruzilhada, princípio e fim ao mesmo tempo; o ano corrente se despede enquanto o ano novo vem venturoso e repleto de possibilidades.
Dezembro é sempre mágico, é o encontro ímpar de passado e futuro, é a hora da reflexão e dos desejos, de enxugar as lágrimas dos que não voltam mais, e do sorriso de expectativa.
Dezembro é Natal, é beleza, é o momento da redenção, da fé, do perdão, de lembrar dos esquecidos, dos desesperados, de enxergar além do próprio umbigo.
Dezembro é o mês de sermos mais humanos e estarmos mais sensíveis.
Dezembro é exceção, mas deveria ser rotina.
É exemplo e deveria ser seguido.
Dezembro é o mês em que nos tornamos melhores, seja para compensarmos o que não fomos o ano todo, seja para começarmos a mudar para o ano que chega.
Dezembro é festa, Reveillon, pedidos escritos a lápis em papéis virgens e raramente lembrados depois, flores jogadas ao mar com refluxo
ansiosamente aguardado, e crenças repentinas e fugazes que geralmente se dissipam com a fumaça dos fogos.
É promessa de mudança, é chama acesa!
É tempo de saudade dos que não estão mais conosco e abrilhantavam nossos dias ou mesmo eram a razão principal deles.
É hora de repensar os erros e não mais cometê-los, é o momento de repassar os acertos e aprimorá-los.
Dezembro é o prelúdio do futuro, é a chave do recomeço, é a estação final do passado, a conexão com o futuro.
O momento de arquivar o que passou, de forma que possa ser facilmente consultado depois.
Dezembro é extremo, é decisivo, é palco de todas as recordações, é mais um álbum que se fecha.

Dezembro é quando eu me lembro mais da minha impermanência e de que sou só um grão de areia oscilando ao sabor das dunas intermitentes do destino que nunca cansa de se modificar.

a.d.

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Recebi, o texto, do amigo Fernando Sá e resolvi compartilhá-lo com todos.
Eu sempre vi os finais de ano como os finais de todos os dias onde preciso ver o que fiz de bom, para manter e aprimorar, e o que fiz de ruim, para melhorar e assim evoluir. De qualquer forma, é inegável que a atmosfera do planeta torna-se mais amena nos ‘dezembros’, as pessoas em geral nutrem bons sentimentos e pensamentos, anseiam por dias melhores. Continuo vendo os dezembros como todos os meses do ano, mas se a humanidade melhora nesse último mês do corrente, contrário a esse bom sentimento é que não vou ficar. Então, que as energias e os bons fluidos se multipliquem entre as pessoas e que o mundo inteiro, assim, torne-se um pouco melhor do que é hoje. Pouco a pouquinho… Quem sabe um dia esse sentimento se alastre por todos os outros meses do ano vindouro… Pode ser um sonho, mas sonhar para o bem comum é sempre válido. Espero que você sonhe o mesmo.

Imagine - Piano – Instrumental

Dec182006

Pra entrar com o ‘pé direito’.

Quer entrar com ‘pé direito’ em 2007? Primeiro, reflita sobre 2006.

É muito comum e até virou um bordão fazer as tais declarações de fim de ano. “No ano que vem vou emagrecer 15 quilos, vou trocar de carro, vou terminar com o João (ele que espere se pensa que vai me enrolar mais um ano) vou ganhar dinheiro, vou pagar o cheque especial, etc.”

“O ar que se respira numa democracia (e na atmosfera pessoal – isso fui eu quem acrescentou) só é saudável quando toda proposta e todo projeto está constantemente sendo submetido à investigação, mesmo nas próprias bases de nossa maneira de viver”.
 
Para seguir com um firme propósito é necessário refletir sobre o passado.

Nada contra esses arroubos fimdeanistas. Mas como muitos já devem ter reparado isso raramente funciona. E não funciona porque carece de energia criativa, genuína, confiável. Vai na esteira da satisfação aos nossos “cobradores” internos e externos, como se quiséssemos fazer como os governos: “Esse ano já era, nada mais a fazer mas no ano que vem…”

Tudo vira pó no moinho do novo ano que logo se torna adolescente e mais rápido ainda envelhece, misturando as nossas ‘ameaças’ de fim de ano, num ‘pum’ inócuo, que não assusta ninguém.

O que sugiro? Justamente o contrário. Ao invés das afirmações cheias de gás volátil, interrogações repletas de ‘veneno’ ao estilo socrático. Devemos nos questionar com absurda sinceridade sobre o nosso desempenho no ano que acaba de ficar senil.

Como o imortal Sócrates, precisamos demonstrar uma curiosidade legítima, uma ânsia de respostas de interrogatório policial, mas acima de tudo fazer as perguntas certas. Será nas respostas que pudermos dar ou que não pudermos dar que encontraremos as rotas para um ano novo mais produtivo.

Mas dirão alguns já tentados a ir na minha, mas ainda desconfiados acerca do ‘método’:

Que tipo de perguntas devo fazer?

Como as minhas respostas a essas perguntas podem me levar a algo novo?

Vamos por partes. Em primeiro lugar as perguntas devem ser frutos de uma autêntica necessidade de saber, de conhecer as causas, os motivos por trás das ações visíveis ou da falta de ações.

Em segundo lugar… Bem não existe segundo lugar, vamos facilitar as coisas, que afinal fim de ano todo mundo já está meio de saco cheio, meio saturado. Vou fazer um pequeno roteiro dos tipos de perguntas que podem ser feitas, e como processar as respostas que podem ou não advir.

Para facilitar ainda mais vou colocar as perguntas socráticas em compartimentos. Cada um pára, ou pula os compartimentos que achar pertinente.

Vida sentimental

Olhando para trás, que nome eu daria à minha vida sentimental esse ano? Por quê?
Se o nome que escolhi foi negativo, a quem se deve essa nota tão ruim (não vale trapacear)?

Olhando mais para trás ainda, posso dizer que nesse ano repeti de uma forma ou de outra, os mesmos scripts sentimentais dos anos anteriores?

Se assim foi, o que eu fiz para que isso acontecesse? Para os amigos íntimos voltei a insistir na culpa dos outros? Observando com a lente de aumento da verdade: meu comportamento foi o mesmo dos outros anos quando as coisas também não deram certo? Os culpados foram os mesmos de sempre?

O que eu poderia fazer efetivamente (sem desejar que os outros mudem ou melhorem) para mudar isso?

Vida profissional

Fazendo agora o balanço do ano como posso considerar o meu desempenho profissional? Do ponto de vista das minhas projeções antigas, em que lugar fiquei no ano passado?

Foi um real passo a frente? Fiquei estagnado (a)? Dei um passo adiante? Em, qual sentido isso pode ser considerado, ou seja como faço essa medição, quais os critérios que estou usando?

As pessoas a quem respeito profissionalmente ou em termos pessoais concordariam com os meus critérios de avaliação?

Hoje, com o ano no fim, qual o meu grau de satisfação pessoal/profissional?

Perdi o ‘bonde’ profissional em 2006? Falando com absoluta franqueza qual a minha contribuição para que isso acontecesse? Quais as reais oportunidades que perdi para progredir profissionalmente? Perdi por quê?

Olhando o ano como quem observa uma tela, quais as mudanças que preciso fazer para essa tela ficar mais perfeita? Sou capaz disso? Nesse ano que está começando tenho condições de iniciar um real projeto de decolagem profissional? Por quê? Qual o primeiro passo?

Vida familiar

Observando a minha relação com a minha família (ou alguns membros dela) no ano que passou, como poderia classificá-la? Em que grau ela contribuiu para o meu inferno ou para o meu céu?

Esse ano foi apenas mais um elo na longa corrente de sacrifícios e penalizações que me une a minha família? Quais as decisões que havia tomado no fim do ano passado e que nem mesmo esbocei colocar em prática em relação a minha família?

De onde vem tanta dificuldade em lidar com assuntos de família? E com essa pessoa em particular, por que é tão difícil qualquer entendimento com ela? O que ficou para trás que consegue fazer tudo virar um tormento? Cheguei a pelo menos avaliar a minha responsabilidade nessa confusão? Pelo menos tentei retroceder, ou empaquei na minha posição ‘certa’ e alimentei o ‘monstro’?

Até que ponto contribui de forma inquestionável para complicar ou tornar a minha família (ou membros dela) infelizes? Isso é um repeteco de anos anteriores? Isso me faz bem? Se não por que não consigo mudar o disco? Não seria hora de pedir ajuda?

Poderia eleger esse ano novo para começar a mexer nesse baú familiar? Qual o primeiro passo nessa direção? O que posso fazer para não repetir mais um ano os mesmos comportamentos que acabam obtendo as mesmas respostas de sempre?

Vida social

Ao fazer o balanço do ano posso afirmar que conquistei ou mantive bons amigos? Se pudesse ficar invisível e ouvir o que os ‘meus amigos’ dizem de mim, sairia sorrindo ou em prantos? Será que me esforcei o suficiente para cultivar o meu jardim de amizades? Alguns dos meus amigos de ontem são (ou serão) inimigos amanhã? Por que isso aconteceu? Isso é um padrão? Se é um padrão, terei a coragem de examinar criticamente a minha responsabilidade nesses episódios? Ou será que os ex-amigos e atuais inimigos é que definitivamente não prestam? Se assim for realmente não estará na hora de reavaliar meus critérios para a admissão de pessoas no meu ‘círculo de amigos?’

Olhando em retrospectiva: ouvi mais ou falei mais com os meus amigos? Algum deles já reclamou mesmo brincando de que eu ‘cobro’ demais? Falando francamente sou generoso com os meus amigos? Ou exijo e peço muito mais do que dou? Minha relação com eles (as) é equilibrada?

Apenas como exercício de fantasia: “Se eu morresse amanhã, quantas pessoas iriam ao meu enterro? Quantas realmente iriam sentir a perda?”

Esse exercício poderia continuar indefinidamente, e ser aplicado em outras áreas, como por exemplo, na nossa vida espiritual, sexual, etc.

As respostas ou o desenvolvimento dessas respostas, até mesmo os “não sei, não tenho certeza” serão importantes no desenvolvimento desse ano nem tão novo assim.

Para finalizar já que a minha inspiração é o grande Sócrates, vamos deixar que ele fale:

“O ar que se respira numa democracia (e na atmosfera pessoal – isso fui eu quem acrescentou) só é saudável quando toda proposta e todo projeto está constantemente sendo submetido à investigação, mesmo nas próprias bases de nossa maneira de viver.”

Roberto Goldkorn

Dec42006

Ilusão

Somos nós mesmos que nos iludimos, por querer que as criaturas dêem o que não podem e que ajam como imaginamos que devam agir.

A criatura humana que modela suas reações emocionais através dos critérios dos outros estabelece para si própria metas ilusórias na vida. Esquece-se, entretanto, de que suas experiências são únicas, como também únicas são suas reações, e de que o constante estado de desencontro e aflição é subproduto das tentativas de concretizar essas suas irrealidades.
Constantemente, criamos fantasias em nossa mente, bloqueamos nossa consciência e recusamos aceitar a verdade. Usamos os mais diversos mecanismos de defesa, seja de forma consciente, seja de forma inconsciente, para evitar ou reduzir os eventos, as coisas ou os fatos de nossa vida que nos são inadmissíveis. A negação é um desses mecanismos psicológicos; ela aparece como primeira reação diante de uma perda ou de uma derrota. Portanto, negamos invariavelmente a fim de amortecer nossa alma das sobrecargas emocionais.
Quanto mais sonhos ilógicos, mais cresce a luta para materializá-los, levando certamente os indivíduos a se tornarem prisioneiros de um círculo vicioso e, como resultado, a sofrerem constantemente frustrações e uma decepção crônica.
Um exemplo clássico de ilusão é a tendência exagerada de certas pessoas em querer fazer tudo com perfeição, aliás, querer ser o “modelo perfeito”. Essa abstração ilusória as coloca em situação desesperadora. Trata-se de um processo neurótico que faz com que elas assimilem cada manifestação de contrariedade dos outros como um sinal do seu fracasso e a interpretem como uma rejeição pessoal.
O ser humano supercrítico tem uma necessidade compulsória de ser considerado irrepreensível. Sua incapacidade de aceitar os outros como são é reflexo de sua incapacidade de aceitar a si próprio. Sua busca doentia da perfeição é uma projeção de suas próprias exigências internas. O perfeccionismo é, por certo, a mais comum das ilusões e, inquestionavelmente, uma das mais catastróficas, quando interfere nos relacionamentos humanos. Uma pessoa perfeita exigirá apenas companheiros perfeitos.
A sensação de que podemos controlar a vida de parentes e amigos também é uma das mais freqüentes ilusões e, nem sempre é fácil diferenciar a ilusão de controlar e a realidade de amar e compreender.
A ação de controlar os outros se transforma, com o passar do tempo, em um nó que estrangula, lentamente, as mais queridas afeições. Se continuarmos a manter essa atitude manipuladora, veremos em breve se extinguir o amor dos que convivem conosco.
Em outras circunstâncias, agimos com segundas intenções, envolvendo criaturas que nos parecem trazer vantagens imediatas. Em nossos devaneios e quimeras, achamos que conseguiremos lograr êxito, mas, como sempre, todo plano oportunista, mais cedo ou mais tarde, será descoberto. Quando isso acontece, indignamo-nos, incoerentemente, contra a pessoa e não contra a nossa auto-ilusão.
Escolhemos amizades inadequadas, não analisamos suas limitações e possibilidades de doação, afeto e sinceridade e, quando recebemos a pedra da ingratidão e da traição por parte deles, culpamo-los. Certamente, esquecemo-nos de que somos nós mesmos que nos iludimos, por querer que as criaturas dêem o que não podem e que ajam como imaginamos que devam agir.
Gostamos de alguém imensamente e alimentamos a idéia de que esse mesmo alguém pudesse corresponder ao nosso amor e, assim, criamos sonhos românticos entre fantasias e irrealidades.
As histórias infantis sobre príncipes encantados socorrendo lindas donzelas em perigo são úteis e benéficas, desde que não se transformem em ilusórias bases da existência. Elas podem incitar os delírios de uma espera inatingível em que somente um “príncipe de verdade” tem o privilégio de merecer uma “princesa disfarçada”, ou vice-versa.
A consciência humana está quase sempre envolvida por ilusões, que impossibilitam,por um lado, a capacidade de autopercepção; por outro, dificultam o contato com a realidade das coisas e pessoas.
Não culpemos ninguém pelos nossos desacertos, pois somos os únicos responsáveis – cada um de nós – pela qualidade de vida que experimentamos aqui e agora.
Procuremos auscultar nossas percepções interiores, usando nossos sentidos mais profundos e observando o que nos mostram as leis naturais estabelecidas em nossa consciência. Confiar no sentimento de justiça que sai do coração, conforme asseveram os Guias da Humanidade, é promover a independência de nossos pensamentos e viver com senso de realidade. Aliás, são essas as características mais importantes das pessoas espiritualmente maduras.

Hammed

Wish you were here - Pink Floyd

Dec12006

Desiderata

Desiderata: termo latino; aquilo que se deseja; aspiração.

Siga tranqüilamente entre a inquietude e a pressa, lembrando-se que há sempre paz no silêncio.
Tanto quanto possível, sem se humilhar, viva em harmonia com todos que o cercam.
Fale a sua verdade mansa e claramente e ouça a dos outros, mesmo a dos insensatos e ignorantes, eles também têm a sua própria história.
Evite as pessoas agressivas e transtornadas, elas afligem o nosso espírito.
Se você se comparar com os outros, você se tornará presunçoso e magoado, pois haverá sempre alguém inferior e alguém superior a você.
Você é filho do universo, irmão das estrelas e árvores, você merece estar aqui, e mesmo se você não pode perceber, a Terra e o Universo vão cumprindo o seu destino.
Viva intensamente o que puder realizar.
Mantenha-se interessado em seu trabalho, ainda que humilde, ele é o que de real existe ao longo de todo o tempo.
Seja cauteloso nos negócios, porque o mundo está cheio de astúcias, mas não caia na descrença, a virtude existirá sempre. Muita gente luta por altos ideais e em toda parte a vida está cheia de heroísmo.
Seja você mesmo. Principalmente, não simule afeição, nem seja descrente do amor, porque, mesmo diante de tanta aridez e desencanto, ele é tão perene quanto a relva.
Aceite com carinho o conselho dos mais velhos, mas também seja compreensivo aos impulsos inovadores da juventude.
Alimente a força do Espírito que o protegerá no infortúnio inesperado, mas não se desespere com perigos imaginários.
Muitos temores nascem do cansaço e da solidão.
E, a despeito de uma disciplina rigorosa, seja gentil consigo mesmo.
Você é filho do Universo, irmão das estrelas e árvores, você merece estar aqui, e mesmo se você não pode perceber, a Terra e o Universo vão cumprindo o seu destino.
Portanto, esteja em paz com Deus, como quer que você O conceba.
E quaisquer que sejam seus trabalhos e aspirações na fatigante jornada pela vida, mantenha-se em paz com a sua própria Alma.
Acima da falsidade, dos desencantos e agruras, o Mundo ainda é bonito.
Seja prudente, faça tudo para ser feliz.

Max Ehrmann

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Lembre-se que no fim das contas o sucesso é ser feliz.
Excelente final de semana.
Atenciosamente.

Let It Be - The Beatles