May 2007

May302007

Para que serve um amigo?

friends

Para rachar a gasolina, emprestar a prancha, recomendar um disco, dar carona pra festa, passar cola, caminhar no shopping, segurar a barra.

Todas as alternativas estão corretas,mas isso não basta para guardar um amigo no lado esquerdo do peito.
Milan Kundera, escritor tcheco, escreveu em seu ultimo livro,”A Identidade”, que a amizade é indispensável para o bom funcionamento da memória e para a integridade do próprio eu.

Chama os amigos de testemunhas do passado e diz que eles são nosso espelho, que através deles podemos nos olhar. Vai além: diz que toda amizade é uma aliança contra a adversidade, aliança sem a qual o ser humano ficaria desarmado contra seus inimigos.

Verdade verdadeira. Amigos recentes custam a perceber essa aliança, não valorizam ainda o que esta sendo construído. São amizades não testadas pelo tempo, não se sabe se enfrentarão com solidez as tempestades ou se serão varridas numa chuva de verão.

Veremos:

Um amigo não racha apenas a gasolina.

Racha lembranças, crises de choro, experiências.
Racha a culpa, racha segredos.

Um amigo não empresta apenas a prancha.

Empresta o verbo, empresta o ombro, empresta o tempo,
empresta o calor e a jaqueta.

Um amigo não recomenda apenas um disco.

Recomenda cautela, recomenda um emprego, recomenda um país.

Um amigo não dá carona apenas pra festa.

Te leva pro mundo dele, e topa conhecer o teu.

Um amigo não passa apenas cola.

Passa contigo um aperto, passa junto o reveillon.

Um amigo não caminha apenas no shopping.

Anda em silencio na dor, entra contigo em campo,
sai do fracasso ao teu lado.

Um amigo não segura a barra, apenas.

Segura a mão, a ausência, segura uma confissão,
segura o tranco, o palavrão, segura o elevador.

Duas dúzias de amigos assim ninguém tem.

Se tiver um, amém!

Recebido de minha amiga Ana Campos por email. Desconheço a autoria.

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Boa pergunta: para que servem seus amigos? O que tanto fazem que o leva a agradecer aos céus por tê-los conhecido? Uma brincadeira, uma mania de lhe ‘pertubar’, uma palavra sincera ou o quê? Compartilhe conosco um pouco do que o faz gostar tanto de algum ou alguns de seus amigos. Conte-nos, inclusive, um fato específico memorável, por mais bobo que possa parecer.

Amigos para siempre – Jose Carreras e Sarah Brightman

May252007

Os limites de cada um

limites

O garoto olhava as gotas de chuva que batiam suavemente na janela.

Embora seu olhar estivesse fixo, sua mãe podia perceber que seu pensamento estava muito longe dali.

Aproximou-se do pequeno e, afagando seus cabelos, perguntou com doçura:

“Algum problema, meu filho?”

O menino aconchegou-se à mãe e sussurrou baixinho:

“Nada, não.”

Embora a resposta negasse, a atitude dele demonstrava que algo não ia bem.

A mãe conhecia o seu rebento.

Sabia que alguma coisa o incomodava.

Abraçou-o com carinho e esperou que ele mesmo começasse a falar.

O fato de estar disponível e atenta a ele era uma motivação para que ele se abrisse espontaneamente.

Não tardou para que ele ficasse um tanto inquieto naquele abraço e dissesse à mãe, sem levantar os olhos:

“Não quero participar da apresentação do teatro este ano.”

A mãe pegou-o pela mão e, sentando-se, colocou o pequenino no seu colo.

“Por que, meu filho?”

Amuado, ele escondeu o rosto no ombro materno, evitando a resposta.

“Você não acha que vai ser legal?” – insistiu a mãe.

Balançando a cabeça timidamente, ele respondeu:

“Eu acho, mas é que um dos meus colegas disse que eu nunca vou conseguir decorar todas as falas.”

A mãe estreitou o menino nos braços e disse com ternura:

“E você, meu filho?

Você concorda com ele?

Você acredita que não é capaz de decorar as falas?”

Seu tom de voz era sereno.

O menino levantou os olhos e encontrou os da mãe que o fitavam carinhosamente.

“Sabe, durante sua vida, muitas pessoas vão tentar convencê-lo a respeito do que você pode ou não pode fazer.

Tentarão fazer acreditar que elas sabem mais de você do que você mesmo.

Dirão muitas coisas legais, e outras muito chatas.

Na maior parte das vezes, essas pessoas poderão estar fazendo isso por inveja, por ciúme, ou por simples ignorância.

Elas não têm como saber tudo, nem como conhecer tanto os outros.

Muitos apenas falam por falar, ou para magoar.

O importante, meu filho, é que você tenha a capacidade de não se influenciar por essas palavras.

Se elas são certas, ou não, somente você poderá dizer.

O seu limite apenas você é capaz de estabelecer.

Você, somente você, pode dizer aonde seu trabalho e seu esforço poderão lhe fazer chegar.”

Os olhos do garoto estavam cheios de lágrimas, emocionado pela confiança que foi transmitida.

Beijou suavemente o rosto da mãe e agradeceu sorrindo pela mensagem que haveria de ficar para sempre gravada em seu coração.

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A mídia nos indica os padrões em voga.

Ídolos passageiros ditam modas e jargões.

Todos, de repente, consideram-se legitimados a julgar os outros e apontar os seus destinos.

No entanto, segue essa onda desatinada apenas quem quer.

Quem não se dá ao trabalho de refletir e de manter-se firme em suas convicções pode ser arrastado por essas sandices.

Mas esse não é o caso de quem conhece a si mesmo e traça seus próprios objetivos.

Esses últimos estabelecem seus próprios limites e perseguem seus sonhos com garra e determinação.

Suas fragilidades poderão ser motivo de mais empenho e dedicação, mas nunca serão fatores impeditivos impostos por terceiros.

Cada qual é responsável por seus próprios erros e acertos.

É nisso que reside o mérito de cada ser.

Fonte:”momento espírita”

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Ninguém sabe mais de você do que você mesmo.
As únicas limitações que podem impedí-lo de “caminhar” são aquelas auto-impostas.
Acredite! Tenha fé em si! Tenha fé em Deus!
Você pode!

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Update:
Não sei quem acompanha o programa “Panico na Tv”, mas vai aqui um notícia quentinha que descobri no blog da amiga lulu: O Ceará (Wellington Muniz) conseguiu a renovação da autorização para imitar silvio santos usando o nome original do todo-poderoso. Isso mesmo, amigos e amigas. A campanha “Renova Silvio” deu resultado e o homem do baú autorizou a imitação com o próprio nome. Agora voltará ao normal a dupla “Vesgo e Silvio” nas noites de domingo no programa “Pânico na Tv”. Aliás, quadro dos meus preferidos do programa, juntamente com o concurso “Vô, Num vô” com Mano Quetinho e Mendigo.

Big girls don’t cry – Fergie

May212007

Meu quarto de século

25Queridas amigas, queridos amigos, hoje não compartilharei nenhum texto edificante, ou idéia construtiva, ou pensamento que faça refletir. Hoje quero, primeiramente, pedir desculpas pela ausência imotivada, principalmente aos que aqui vêm todos os dias buscar algo bom para ler, que os engrandeça internamente, que incite melhores pensamentos e atitudes, que inclusive os estimulem a continuar, firmes e fortes, esta não raras vezes turbulenta jornada chamada vida. Desculpas pedidas, passo a agradecer por algo ímpar: meu nascimento. Agradecimento esse feito a “Deus” – mestre da vida maior – e a minha mãe, que tornou tal acontecimento possível. É, senhoras e senhores… Para quem não sabe, dia 19/05 é a data de meu aniversário nesta existência. E neste ano de 2007 completei 25 anos vividos, um quarto de século. 25 anos de aprendizado, de amadurecimento, de vivência. 25 anos de acertos… e de muitos erros também. O que importa é que vivi e que aprendi muito, certo de que muito ainda tenho a viver e muito mais para aprender. Mas, como eu dizia, quero mesmo é agradecer, agradecer e agradecer pela oportunidade de ter nascido para gozar da maravilhosa dádiva que é a vida. Na verdade, já fiz os agradecimentos intimamente. Queria mesmo era explicitar publicamente a minha felicidade por tudo isso. Viver é simplesmente um espetáculo!

“E a vida?
E a vida o que é diga lá, meu irmão?
Ela é a batida de um coração.
Ela é uma doce ilusão, ê ô.
Mas e a vida?
Ela é maravilha ou é sofrimento?
Ela é alegria ou lamento?
O que é, o que é, meu irmão?
Há quem fale que a vida da gente é um nada no mundo.
É uma gota é um tempo que nem dá um segundo.
Há quem fale que é um divino mistério profundo.
É o sopro do criador
Numa atitude repleta de amor.
Você diz que é luta e prazer.
Ele diz que a vida e viver.
Ela diz que melhor é morrer pois amada não é
E o verbo é sofrer.
Eu só sei que confio na moça
E na moça eu ponho a força da fé.
Somos nós que fazemos a vida
Como der ou puder ou quiser.
Sempre desejada
Por mais que esteja errada.
Ninguém quer a morte.
Só saúde e sorte.
E a pergunta roda,
E a cabeça agita.
Eu fico
Com a pureza da resposta das crianças:
É a vida, é bonita e é bonita.
Viver, e não ter a vergonha de ser feliz
Cantar e cantar e cantar
A beleza de ser um eterno aprendiz.
Ah meu Deus eu sei, eu sei
Que a vida devia ser bem melhor e será.
Mas isso não impede que eu repita:
É bonita, é bonita e é bonita”.

O sábado foi de comemoração total. Primeiramente, na parte da manhã, com a família toda reunida; Na parte da tarde e da noite (prolongando-se até a madrugada do domingo) a comemoração foi com amigas e amigos maravilhosos, regada a muita música, bebida, comida e animação. As palavras da vez eram festejar e celebrar. E foi o que mais fizemos. Infelizmente muitos igualmente queridos não puderam estar presentes em nenhuma das várias festividades, mas compreendo. Amor e amizade é algo que independe de presença física… e blá blá blá, blá blá blá… mas tratem de se fazer presentes, porra! Rsrs Muitos usam a desculpa de que eu só vivo ocupado, de que eu não tenho tempo, de que eu sumi, de que eu só faço estudar, de que eu não tenho orkut (essa é fogo), de que meu celular só chama chama e ninguém atende (essa é pior ainda), de que mandou e-mail mas infelizmente voltou (essa é péssima, pois o meu é gmail – cirilovelosomoraes@arrouba@gmail.com, que dos trocentos megas de espaço de armazenamento só tem geralmente uns 10 a 20 usados), de que meu telefone de casa chama chama e ninguém atende (essa é de matar, pois aqui em casa tem bina e eu não vi nenhum número conhecido), de que mudou de celular e não tinha meu número na agenda do novo (então significa que eu não sou importante para você passar o meu número para a agenda nova), de que isso, de que aquilo, etc. É cada uma… Melhor dizer que esqueceu… Tão mais simples ser sincero do que ficar inventando desculpas esfarrapadas… Bem, como dizia, senti falta dos ausentes, mas adorei estar com os presentes. Então, meu muito obrigado a minha família, a meus amigos e a minhas amigas por tornarem ainda mais prazeroso o final de semana onde festejei o meu aniversário.

A todos um excelente início de semana e que o cara lá de cima ilumine os caminhos de cada um.

May112007

A sua felicidade não é a minha


No mais recente livro de Carlos Moraes, o excelente “Agora Deus vai te pegar lá fora”, há um trecho que uma mulher ouve a seguinte pergunta de um major: “Por que você não é feliz como todo mundo?” A que ela responde mais ou menos assim: “Como o senhor ousa dizer que não sou feliz? O que o senhor sabe do que eu digo para o meu marido depois do amor? E do que eu sinto quando ouço Vivaldi? E do que eu rio com meu filho? E por que mundos viajo quando leio Murilo Mendes? A sua felicidade, que eu respeito, não é a minha, major.”

E assim é.

Temos a pretensão de decretar quem é feliz ou infeliz de acordo com nossa ótica particular, como se felicidade fosse algo que pudesse ser visualizado. Somos apresentados a alguém com olheiras profundas e imediatamente passamos a lamentar suas prováveis noites insones causadas por problemas tortuosos. Ou alguém faz uma queixa infantil da esposa e rapidamente decretamos que é um fracassado no amor, que esse casamento deve ser um inferno, pobre sujeito.

É nestas horas que me pergunto: mas que sabemos nós da vida dos outros?

Nossos momentos felizes se dão, quase todos, na intimidade, quando ninguém está nos vendo. O barulho da chave na porta, de madrugada, trazendo um adolescente de volta pra casa. O cálice de vinho oferecido por uma amiga com quem acabamos de fazer as pazes. Sentar-se no cinema, sozinho, para assistir o filme tão esperado. Depois de anos com o coração em marcha lenta, rever um ex-amor e descobrir que ainda é capaz de sentir palpitações. Os acordos secretos que temos com filhos, netos, amigos. A emoção provocada por uma frase de um livro. A felicidade de uma cura. E a infelicidade aceita como parte do jogo – ninguém é tão feliz quanto aquele que lida bem com suas precariedades.

O que eu sei sobre aquele que parece radiante e aquela outra que parece à beira do suicídio?

Eles podem parecer o que for e eu seguirei sem saber de nada, sem saber de onde eles extraem prazer e dor, como administram seus azedumes e seus êxtases, e muito menos por quanto anda a cotação de felicidade em suas vidas. Costumamos julgar roupas, comportamento, caráter – juízes indefectíveis que somos da vida alheia – mas é um atrevimento nos outorgar o direito de reconhecer, apenas pelas aparências, quem sofre e quem está em paz.

A sua felicidade não é a minha, e a minha não é a de ninguém.

Não se sabe nunca o que emociona intimamente uma pessoa, a que ela recorre para conquistar serenidade, em quais pensamentos se ampara quando quer descansar do mundo, o quanto de energia coloca no que faz, e do que ela é capaz de desfazer para manter-se sã.

Toda felicidade é construída por emoções secretas.

Podem até comentar sobre nós, mas nos capturar, só com a nossa permissão.

Martha Medeiros

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A minha amiga Lulu me mandou esse texto da Martha por e-mail e eu adorei. Isso porque muitas pessoas têm a péssima mania de dizer como somos segundo seus próprios olhares. Até parece que somos o que realmente somos para todos e todo o tempo. Um amigo meu, o Rodrigo Pernambaiano, que não possui mais blog, costumava brincar comigo quando eu lhe mandava e-mails politicamente incorretos ou quando contava alguma “barbaridade” por mim cometida; ele dizia: “Isso tu não publicas no teu blog, né?” ou “Vai… diz isso lá”. Eu:”Nem a pau”. E caíamos na risada. A vida é assim mesmo. Até falamos com todo mundo, mas não nos damos para todo mundo. Tudo bem que dá pra perceber algumas coisas, um certo lado, mas capturar mesmo só com nossa permissão. Além do mais, como esse meu amigo disse certa vez num post em seu extinto blog, respondendo à indignação de alguns leitores por eu sempre me referir a ele esculhambando-o ou brigando com ele, “Intimidade não se força. E Cirilo tem de sobra”. Ah, como eu adoro aquele cara. Amizade nascida virtualmente através dos blogs e adubada até hoje pessoalmente. Até porque, como diria o velho vini (que folgado hein), “a gente não faz amigos; reconhece-os”. Peraí. Eu estava reclamando das pessoas que nos olham segundo suas concepções. Estava protestando. E acabei falando de algo bom como amizade. E fiquei feliz. É fogo. Até quando eu penso em ser “reclamão” acabo me lembrando de algo bom e sentindo enorme prazer por isso. Por isso eu digo: obrigado, meu Deus, por me fazer sempre focar as boas e simples coisas da vida. Será o som que estou ouvindo? Uma coletânea de músicas do Bob Marley comprada lá na Jamaica (o-ri-gi-nal!) Yeah! rsrs. Engraçado como meu gosto musical é super eclético: de música clássica a hard rock, de mpb a reggae, etc. Já estou me perdendo no post. Vou embora. Fui.
Tudo de bom e até muito breve.

Stop that train – Bob Marley

May92007

Cuida do mais importante

diamante

Certa vez um jovem que recebeu do rei a tarefa de levar uma mensagem e alguns diamantes a outro rei, de uma terra distante.
Para essa tarefa recebeu o melhor cavalo do reino para carregá-lo na jornada. Cuida do mais importante, e cumprirás a missão! Disse o soberano, ao se despedir.
O jovem preparou seu alforje.Escondeu a mensagem na bainha da calça e colocou as pedras numa bolsa de couro amarrada na cintura, por baixo das vestes.
Pela manhã, bem cedo, sumiu no horizonte.
E não pensava, sequer, em falhar.Queria que todo o reino soubesse que era um nobre e valente rapaz, pronto para desposar a princesa.Aliás, esse era o seu sonho, e parecia que a princesa correspondia às suas esperanças.
Para cumprir rapidamente a tarefa, por vezes deixava a estrada e pegava atalhos que sacrificavam sua montaria.Dessa forma, exigia o máximo do animal. Quando parava em uma estalagem, deixava o cavalo ao relento, não lhe tirava a sela nem a carga, tampouco se preocupava em lhe dar de beber ou comer.
- Assim, meu jovem, acabas perdendo o animal, disse alguém. – Não me importo, respondeu ele. Tenho dinheiro.Se este morrer, compro outro. Nenhuma falta ele me fará!
Com o passar dos dias, sob tamanho esforço, o pobre animal não suportou mais os maus tratos e caiu morto na estrada.
O jovem, simplesmente, o amaldiçoou e seguiu o caminho a pé. Mas como naquela região havia poucas fazendas e eram muito distantes uma das outras, muito rápidos o moço se deu conta da falta que lhe fazia o animal. Depois de algum tempo ficou exausto e sedento.
Para aliviar o peso que carregava já tinha deixado pelo caminho toda a tralha, com exceção das pedras, pois lembrava da recomendação do rei: “cuida do mais importante!”.
Seu passo se tornou curto e lento e as paradas, freqüentes e longas. Como sabia que poderia desfalecer a qualquer momento, e temendo ser assaltado, escondeu as pedras no salto de sua bota.
Mais tarde, caiu exausto no pó da estrada onde ficou desacordado por longo tempo.
No entanto, uma caravana de mercadores que seguia viagem para o seu reino, encontrou-o e cuidou dele.
Quando o jovem recobrou os sentidos, estava de volta à sua cidade. Imediatamente foi ter com o rei para contar o que havia acontecido, e sem remorso jogou toda a culpa do insucesso no cavalo “fraco e doente”, que recebera.
- Porém, majestade, conforme me recomendaste, “cuida do mais importante”, aqui estão as pedras que me confiaste.Devolvo-as a ti. Não perdi uma sequer.
O rei as recebeu de suas mãos com tristeza e se despediu, mostrando completa frieza diante de seus argumentos.
Abatido, o jovem deixou o palácio.
Em casa, ao tirar a roupa suja, encontrou na bainha da calça a mensagem do rei, que dizia:
“Ao meu irmão, rei da terra do norte”.
O jovem que te envio é candidato a casar com minha filha.Esta jornada é uma prova.Dei a ele alguns diamantes e um bom cavalo.
Recomendei que cuidasse do mais importante.
Faz-me, portanto, este grande favor e verifica o estado do cavalo.
Se o animal estiver forte e viçoso, saberei que o jovem é fiel e sabe reconhecer quem o auxilia na jornada. Se, porém, perder o animal e apenas guardar as pedras, não será um bom marido nem rei, pois terá olhos apenas para o tesouro do reino e não dará importância à rainha nem àqueles que o servem “.

a.d.

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Será que estás cuidando do que é mais importante? Será que prestas atenção nos que te ajudam na caminhada da vida? Será que tratas bem aqueles que te servem? Será que pensas mais nas pessoas em detrimento das coisas? Ou será que ages como quem tem o “rei na barriga”, achando que importante mesmo é ter dinheiro, pois assim podes comprar tudo e todos?

Saber reconhecer aqueles que verdadeiramente nos auxiliam no dia-a-dia é, sem dúvida, um grande desafio para muitos de nós.

Moça bonita – Geraldo Azevedo

May52007

João e Mário.

escolhas
João é um importante empresário. Mora em um apartamento de cobertura, na zona nobre da cidade.

Enquanto isso, em bairro mais pobre de outra capital, vive Mário.

Num belo dia, João deu um longo beijo em sua amada e fez em silêncio a sua oração matinal de agradecimento a Deus pela sua vida, seu trabalho e suas realizações.

Após tomar café com a esposa e os filhos, João levou-os ao colégio e se dirigiu a uma de suas empresas.

Chegando lá, cumprimentou com um sorriso os funcionários, inclusive Dona Tereza, a faxineira.

Tinha ele inúmeros contratos para assinar, decisões a tomar, reuniões com vários departamentos da empresa, contatos com fornecedores e clientes, mas a primeira coisa que disse para sua secretária foi: “Calma, fazer uma coisa de cada vez, sem stress”.

Ao chegar a hora do almoço, ele foi para casa curtir a família. A tarde tomou conhecimento que o faturamento do mês superou os objetivos e mandou anunciar que todos os funcionários teriam gratificações salariais no mês seguinte.

Apesar da sua calma, ou talvez, por causa dela, conseguiu resolver tudo que estava agendado para aquele dia. Como já era sexta-feira, João foi ao supermercado, voltou para casa, saiu com a família para jantar e depois foi dar uma palestra para estudantes sobre motivação para vencer na vida.

Enquanto isso, em bairro mais pobre de outra capital, vive Mário. Como fazia em todas as sextas-feiras, Mário foi para o bar jogar sinuca e beber com amigos. Já chegou lá nervoso, pois estava desempregado.

Um amigo seu tinha lhe oferecido uma vaga em sua oficina como auxiliar de mecânico, mas ele recusou, alegando não gostar do tipo de trabalho.

Mário não tem filhos e está também sem uma companheira, pois sua terceira mulher partiu dias antes dizendo que estava cansada de ser espancada e de viver com um inútil. Ele estava morando de favor, num quarto imundo no porão de uma casa.

Naquele dia, Mário bebeu mais algumas, jogou, bebeu, jogou e bebeu até o dono do bar pedir para ele ir embora. Ele pediu para pendurar a sua conta, mas seu crédito havia acabado, então armou uma tremenda confusão… e o dono do bar o colocou para fora.

Sentado na calçada, Mário chorava pensando no que havia se tornado sua vida, quando seu único amigo, o mecânico, apareceu. Após levá-lo para casa e curado um pouco o porre, ele perguntou a Mário:

- “Diga-me por favor, o que fez com que você chegasse até o fundo do poço desta maneira?”

Mário então desabafou:

- A minha família… Meu pai foi um péssimo exemplo. Ele bebia, batia em minha mãe, não parava em emprego nenhum. Tínhamos uma vida miserável.

Quando minha mãe morreu doente, por falta de condições, eu saí de casa, revoltado com a vida e com o mundo.

Tinha um irmão gêmeo chamado João, que também saiu de casa no mesmo dia, mas foi para um rumo diferente, nunca mais o vi. Deve estar vivendo dessa mesma forma.

Enquanto isso, na outra capital, João terminava sua palestra para estudantes. Já estava se despedindo quando um aluno ergueu o braço e lhe fez a seguinte pergunta:

- “Diga-me por favor, o que fez com que o senhor chegasse até onde está hoje, um grande empresário e um grande ser humano?” João emocionado, respondeu:

- “A minha família. Meu pai foi um péssimo exemplo. Ele bebia, batia em minha mãe, não parava em emprego nenhum. Tínhamos uma vida miserável”.

Quando minha mãe morreu, por falta de condições, eu saí de casa, decidido que não seria aquela vida que queria para mim e minha futura família.

Tinha um irmão gêmeo chamado Mário, que também saiu de casa no mesmo dia, mas foi para um rumo diferente, nunca mais o vi. Deve estar vivendo dessa mesma forma.

Moral da história:

O que aconteceu com você até agora não é o que vai definir o seu futuro, e sim a maneira como você vai reagir a tudo que aconteceu. Sua vida pode ser diferente, não se lamente pelo passado, construa você mesmo o seu futuro.

a.d

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Não importa o que aconteceu, mas sim como você reagirá em relação ao que aconteceu.

Por fim, lembre-se que você é o somatório de todas as escolhas que fez até hoje e, embora não possa mudar o que passou, pode ditar o que está por vir.

Aquele abraço e o desejo de que tudo de bom lhe aconteça; e que se não acontecer, que você tenha forças para seguir em frente… e ir além… e ir além…

The sound of silence – Stanley Jordan

May32007

Isso de ansiedade

ansiedade

Isso de ser ansioso, de sofrer de ansiedade, é pura bobagem!

Ansiedade é sofrer antes. É imaginar acontecimentos ruins e já ficar preocupado, com medo de se ver numa situação desagradável.

_ É, mas eu vou lá falar com o fulano… E se ele não gostar?

Se ele não gostar, paciência! Não fique abalada, nem ligue. É assim que você deve pensar.

As pessoas ficam ansiosas de medo, de se acharem incompetentes para lidar com um caso difícil. Porém, quem tem Deus no coração, quem tem segurança do que pensa e do que sente, não fica nesse sofrimento, nessa angústia.

Você deve ter plena certeza de que é capaz de passar qualquer situação com calma e serenidade. É assim que deve pensar. Abra os olhos, menina!

Está me achando um folgado por dizer como você deve pensar? Quer me xingar, me xingue; quer sair, saia. Quer gritar e se descabelar, se descabele.

Não tenho medo de falar o que penso, pois quando estou me apoiando e querendo o bem, a vida me apóia. Quando as coisas complicam não me desespero, nem me perco, porque tenho o cara lá de cima aqui comigo. E podem passar os ventos que forem, porque eu tenho uma alma indestrutível, que só se quebra quando se sente quebrada, e que só se sente quebrada quando está em falta consigo mesma.

Vem o problema achando que vai me derrubar, mas não me derruba. Vem a dor tentando me dobrar, mas não me dobra. Nunca perco a noção do que eu sou; e só se perdesse essa noção é que a ansiedade me dominaria. E pronto!

Então, deixe essa conversa de ansiedade de lado e mãos à obra. Siga a vida com naturalidade; o que tiver de enfrentar, enfrente, mas nunca perca sua calma e serenidade, pois se as perder terás perdido o discernimento… E perdendo o discernimento, o resultado será desastroso.

baseado em dizeres de Calunga, com diversas adaptações, supressões e acréscimos feitos por mim.

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Alguns mais atentos talvez tenham percebido que alguns posts são baseados nos dizeres de Calunga e fiquem se perguntando quem é esse autor. Calunga é o pseudônimo de um espírito com agudo senso crítico. Algumas considerações dele parecem ser duras, mas visam libertar você leitor de velhas amarras, bem como empurrá-lo para a frente, fazendo-o evoluir.

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Em tempo, queria agradecer ao meu amigo DO, do “Ramsés Século XXI”, pela indicação do sempre humilde e modesto “Simples Coisas da Vida” como um blog que faz pensar, refletir. Obrigado, DO. A idéia desse espaço é realmente essa, como prioridade. Pode qualquer um aqui encontrar de tudo, mas principalmente algo para fazer refletir.

Tudo de bom e até muito breve.

Demon Speeding – Rob Zombie

May22007

Você também pode

Eu adoro os comerciais do Johnnie Walker.

Não estou aqui querendo fazer apologia ao álcool, até porque jamais o faria em relação a ele nem a qualquer outra “substância entorpecente”. O foco é a idéia, a filosofia “keep walking”. Aconteça o que acontecer, continue, siga em frente, caminhe em direção aos seus objetivos, busque seus sonhos.

Os comerciais são simplesmente incríveis, como o da evolução dos seres humanos, os quais eram aquáticos e vieram para a terra firme, sugeridos pela idéia “dê o primeiro passo”; ou o da árvore que sai da floresta, atravessa rios e até desertos buscando seu sonho; ou tantos outros igualmente sugestivos.

Porém, um dos mais interessantes que vi foi esse último, do Androide, em que ele diz assim:

“Eu sou mais rápido do que você, eu sou mais forte do que você e com certeza vou durar muito mais do que você. Você pode achar que eu sou o futuro, mas está errado; você é o futuro. Se eu pudesse desejar alguma coisa, desejaria ser humano, para saber o que significa ter sentimentos, ter esperanças, ter angústias, dúvidas, amar. Eu posso alcançar a imortalidade, basta eu não me desgastar. Você também pode alcançar a imortalidade, basta fazer apenas uma coisa notável”.

Assista ao vídeo em melhor qualidade e em qualquer idioma no site The Android;
Ou assista o mesmo em inglês ou em português no site do YouTube.

Por fim, lembre-se:
em todos os momentos da vida e em qualquer situação, “keep walking”.