August 2007

Aug232007

As cinco pessoas que você encontra no céu.

5 pessoasAlguém já viu esse filme?

Aluguei para assistir com minha mãe na casa dela.
É maravilhoso. Reflexivo.

Sinopse: Eddie (o ganhador do Oscar John Voight) era um jovem que cresceu em meio a guerras, trabalho árduo e uma educação rígida. No dia em que completa 83 anos, ele sofre um acidente no parque de diversões onde trabalhou a vida inteira. Quando ele dá por si, tudo o que ele sente é que passou uma vida sem propósito, sem rumo… E o que se sucede é uma revisitação de sua vida por 5 pessoas, umas que ele conhece, outras que ele não tinha a menor idéia de quem eram, mas cujas vidas estavam de alguma forma ligadas à dele. Cada uma dessas pessoas revê com Eddie uma passagem de sua vida, resolvendo antigos mistérios, dissolvenso antigas mágoas, revivendo antigos amores.
A cada experiência fica mais claro a grande importância de Eddie na vida de milhares de pessoas sem que ele se desse conta, provando que cada vida está ligada a outra de formas que muitas vezes não entendemos.

**********

Eu poderia falar muito do que penso a respeito desse assunto, da perpetuidade da vida, da continuação dela após a morte [que é o fim sob uma perspectiva, mas um começo sob outra], de quão importante são os nossos atos, da lei de ação e reação, de amor, perdão…

Porém prefiro não me delongar. Apenas assista ao filme.

**********

Momento confissão: Eu choro quando me emociono muito.

Final do filme…

Mãe – Você está chorando, meu filho?

Eu – Nada, mãe… [enxugando as lágrimas]

Mãe – Está sim. Eu conheço você. Não tenha vergonha…

Eu – Não tenho. A senhora sabe disso. Ainda bem que eu continuo com essa capacidade de me emocionar com as coisas boas e simples; ainda bem que permaneço com minha sensibilidade, meus valores mais puros; ainda bem que não me tornei um adulto seco. Ainda bem, minha mãe, que a senhora me educou para não ter vergonha de demonstrar meus sentimentos, que me ensinou que não sou menos homem por ser sensível e mais ainda que me deixou sempre livre para ser e sentir o que eu quisesse. Não tenho a menor dúvida: nada na vida é por acaso e os laços que nos unem são eternos.

Mãe – Você é muito especial, sabia?

Eu – Só quero ser uma boa pessoa.

What a wonderful world – Sax Instrumental

Aug222007

Aprenda crase de uma vez por todas – Parte II

Nesta segunda parte vejamos quando não se deve usar o acento indicador da crase.

Não se usa o acento grave indicador da crase:

1. Diante de palavras masculinas.

A turma desembarcou num avião a jato.
Comprou a prazo um fogão a gás.

Obs: Subentendendo-se moda, maneira, usa-se o acento grave indicador da crase.

Escrevia à Rui Barbosa.
Usava roupas à 1930.

2. Diante de verbo no infinitivo.

Pôs-se a gritar.
Preferia ler a estudar.

3. Diante de pronomes de tratamento, pessoais, demonstrativos e indefinidos.

Comunico a V.Sa. minha decisão.
Referiu-se a mim e a ela.
Dirigiu-se a esta aluna.
Não obedeço a qualquer um.

4. Diante de palavras tomadas em sentido geral.

Aspiro a medidas justas.
Dedicava-se a tarefas difíceis.

5. Diante de palavras repetidas.

O sangue jorrava gota a gota.
Falei com ele frente a frente.

Notas gerais:

a) Os pronomes senhora e senhorita exigem artigo e podem [se houver preposição, devem] receber o acento grave indicador da crase.

Dei um presente à senhorita.
Refiro-me à senhora.
A senhora pode esperar um pouco?
À senhora prometo falar a verdade.

b) Havendo a preposição “a” e os demonstrativos “aquele(s), aquela(s) e aquilo(s)”, usa-se o acento grave indicador da crase.

Prefiro isso àquilo.
Desobedeço àquelas ordens.

Aug212007

O paradoxo da espera do ônibus

Adorei o vídeo abaixo que vi no YouTube, graças a dica da Luma, do Luz de Luma. Inclusive mandei por e-mail para várias pessoas, mas quis compartilhar aqui um momento de descontração que tive com outras que eu não tenho o endereço eletrônico. Realmente ri muito lembrando da época em que não tinha habilitação para dirigir e voltava tarde da noite dos treinos [by bus].

Cada viagem que esse cara tem esperando por seu ônibus… Vale a pena ver o vídeo.

porra, num passa ônibus…
pelo que eu sei ele ainda circula de madrugada.
mas quanto mais ele demora, também mais perto ele está pra passar aqui né?
porque se esse tempo todo ele não passou, isso quer dizer que ele tá vindo.
pelo menos na teoria.
porque nunca se sabe né…
sei lá.

podia pegar aquele outro que dá uma volta do caralho.
esse sim de vez em quando passa.
mas o meu vai mais rápido.
só que a demora do meu ônibus tá pedindo pra eu pegar o outro.
sem falar que agora não tem trânsito.
motorista sai voado.
mas a volta que ele dá é perigosa…
o caminho é sinistro.
mas ficar sozinho aqui também é sinistro.
e ainda por cima esse outro me deixa num ponto mais longe que o meu.
eu tinha que caminhar um pouco.
mas também não é muita coisa não…
mas aí tinha chance de acontecer alguma coisa comigo.
mas ficar aqui sozinho também é foda, viu…

pior que eu nem sei se passa aqui nesse horário.
tenho quase certeza que passa.
peguei ele na quarta.
nessa mesma hora.
mas hoje é sábado.
não sei se ele passa nesse horário no final de semana.
ouvi dizer que passa, mas neguinho as vezes se engana né…
talvez passe…
talvez não passe.

foda é se meu ônibus chegar assim que eu entrar no outro.
melhor esperar.
ja que pela demora o meu já deve estar chegando.
quanto mais ele demora mais perto ele está pra chegar.
quanto mais eu espero menos vou ter de esperar.
cara, que doideira é essa que eu pensei?
quanto mais eu espero menos vou ter que esperar.
bonito isso! filosófico.

ó outro aí… viado! pego ou não pego essa porra?
pego ou não pego; pego ou não pego…
ah, já foi também.

bom, o meu já deve tá vindo né…
só pode…
né possível que não…
o jeito é esperar.

Tanto amar – Chico Buarque

Aug202007

Muito obrigado

O que eu mais faço na vida é agradecer. Agradeço por tudo mesmo.

Neste post quero dizer meu muito obrigado…

1) a Alê, do “Login Style” e “Photos & Fatos“, pelo prêmio [que eu não faço noção do que seja, mas deve ser coisa boa vindo de quem veio] Power of Schmooze!
schmoozeaward
Não vou indicar 5 blogs, porque eu não sou dessa onda de prêmios. Aliás, inclusive aderi à campanha da Yvonne, do Bloggente: “Prêmios? Tô fora”. Isso quer dizer que eu não indico ninguém nesses prêmios que rolam blogs afora, pois a meu ver mais parecem jogadas de promoção pessoal de seus criadores. Os que eu gosto estão ou estarão em breve linkados na lista de blogs na barra lateral do “Simples Coisas da Vida”. Porém, nem por isso eu serei grosseiro a ponto de não agradecer pelo carinho e atenção dos que me são caros. Então, mais uma vez, muito obrigado Alê. [você é um amor de pessoa]

2) ao Chico Pereira, do “A minha busca“, pela poesia que fez para mim.

Meu Amigo Cirilo
Veloso Moraes!

Tens esse nome por quê?
É um nome fictício?
Ou uma viagem que
a minha imaginação faz?

Seria uma mistura de
Caetano com Vinícius?
Já que no seu sobrenome
estão o Veloso e o Moraes.

Aug162007

Ser o que se é

ra

Invejar alguém é declarar ser inferior a ele. O invejoso torna evidente que é medíocre e que não suporta as qualidades alheias.

Leiam a fábula de La Fontaine abaixo:

Uma rã vê um boi que lhe parece muito belo por causa do seu porte avantajado.

Ao se ver tão pequena, pois o seu tamanho correspondia ao de um ovo, a rã, invejosa, começa a alargar-se, a inchar-se e a esforçar-se para igualar-se em grande física ao boi.

E, dirigindo-se a outra rã, perguntou-lhe:

- Olhe bem, minha irmã! Já aumentei o bastante?

- Absolutamente não – respondeu a companheira.

- E agora? – insiste a invejosa. – Já estou parecida com ele?

- De maneira alguma – confirmou a outra.

A rã estufou mais um pouco e perguntou novamente:

- E agora, então? Como estou?

- Você nem sequer chega perto dele.

A rã idiota inchou-se tanto que estourou.

É simplesmente impressionante como o mundo está repleto de pessoas assim, insatisfeitas consigo, que ignoram seu potencial e passam a priorizar o crescimento dos outros.

É preciso ser o que se é, gostar do que somos.

Admirar uma pessoa, inspirar-se nela, não é nada demais, mas invejá-la ou querer ser igual a ela é pura tolice.

Compreender que cada indivíduo tem suas peculiaridades é fundamental para uma vida saudável. Somos todos apenas diferentes, e não melhor ou pior que os demais.

Cada um de nós é único e extraordinariamente incomparável.

Fear of the Dark – Iron Maiden

Aug152007

Aprenda crase de uma vez por todas – Parte I

Aprenda de uma vez por todas a usar o acento grave indicador da crase em 4 partes.

Nesta primeira comecemos com uma visão geral.

Crase = preposição A + artigo A(s)

Casos em que o acento grave é proibido:

1. A preposição + masculino ou plural

Deu a Carlos um quadro a óleo.
Dedicava-se a pesquisas.
Ele falou a todos a respeito disso.

2. Preposição qualquer + A [artigo]

Falou isso com a filha.
A reunião está marcada para as 16 horas.
Estou aqui desde as 19 horas.

Casos em que o acento grave é obrigatório:

1. Quando houver a preposição A + o artigo A

Ele referiu-se à melhor aluna.
Estava nervoso quando se dirigiu à platéia.

2. Palavra que exige a preposição A e você encontra AS

Ele referiu-se às boas alunas.
Isso compete às coordenadoras.
Sua opinião convém às pessoas sensatas.

Como se vê, para o correto emprego do A com acento grave, deve-se verificar a existência de dois A’s que se juntam, ocasionando o fenômeno da crase.

Na próxima quarta-feira, na coluna semanal “Dicas de PortuguÊs”, aprenderemos os casos específicos em que não se usa o acento grave indicador da crase e os casos em que se usa tal acento.

Por enquanto, veja se consegue resolver alguns exercícios, colocando V ou F entre parênteses:

01. ( ) Ele se dispõe a trabalhar arduamente.
02. ( ) Estou disposto a colaborar com a turma.
03. ( ) Foi à Itália e visitou a Roma dos Césares.
04. ( ) Prefiro o campo à cidade.
05. ( ) Prefiro Português a Matemática.
06. ( ) Dirigiu-se a Teresa e à mim.
07. ( ) Disse a aluna que prestasse atenção aquilo.
08. ( ) Refiro-me a V. Sa.
09. ( ) Dirigiu-se as amigas mais íntimas.
10. ( ) Assistia a tudo calmamente.
11. ( ) Ele se candidatou a Senador.
12. ( ) Dirigiu-se a algumas pessoas.
13. ( ) Devemos obedecer a voz da consciência.
14. ( ) Eles procediam as buscas.
15. ( ) Assistiremos a algumas aulas.

Aug142007

Uso de maconha leva à dependência?

Eu não sou especialista no assunto, mas como recebo muitos e-mails pedindo esclarecimentos sobre drogas, como o mais recente, do Junior, de BH, que usa há dois anos e está tentando parar, resolvi publicar perguntas enviadas [e suas devidas respostas] a Danilo Baltieri, médico psiquiatra, mestre e doutor em Medicina pelo Departamento de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, que tem experiência em Psiquiatria Geral, com ênfase nas áreas de Dependências Químicas, ou seja, alguém com maior conhecimento nessa área específica do que eu.

Gostaria de saber se o uso esporádico de maconha leva à dependência?

Resposta: O consumo de maconha em geral começa ocasionalmente (em festas e com amigos), avança para consumo regular, passa para o uso freqüente, depois pode progredir para o abuso e, finalmente, para a dependência. Trata-se de um avanço progressivo do consumo da droga. Isso não quer dizer que todas as pessoas que experimentam a droga se tornam dependentes da mesma. Todavia, isso também não quer dizer que todas as pessoas que a experimentam não se tornam dependentes dela. Existem múltiplos fatores de risco que facilitam o desenvolvimento do quadro de dependência química da maconha, como fatores genéticos, psicossociais e ambientais.

A maconha consiste na mais freqüente substância ilícita consumida no Brasil e em vários outros países do mundo. Ainda muitas pessoas acreditam que ela não gera dependência, embora quadros de síndrome de dependência desta substância sejam freqüentes nos serviços especializados no tratamento das dependências químicas.

Usuário de maconha por décadas pode largar de uma vez só?

Resposta: O usuário de maconha por décadas deve procurar um profissional especializado para auxiliá-lo no difícil processo de cessação do consumo de substâncias. Seguramente, o usuário pode cessar o consumo de uma só vez. Nestas circunstâncias, ele pode experimentar sintomas de síndrome de abstinência, como irritabilidade, insônia, ansiedade e redução do apetite, além de importante desejo de voltar a usar, que podem ser manejados clinicamente. De qualquer forma, o mais importante do processo é a decisão clara por parte do usuário de parar o uso.
Recomendo cessação imediata do uso da droga, através da mudança de estilo de vida e de comportamentos associados a esse consumo. O apoio de familiares e amigos sempre é bem-vindo. Em geral, quando sob tratamento, eu recomendo a cessação imediata do consumo da droga. Isso não costuma ser uma tarefa fácil para o dependente que apresenta fissura pela droga, consome grandes quantidades de maconha em alta freqüência e possui a maior parte dos seus amigos também consumidores da droga. Todavia, a decisão deve ser clara e lembrada ao paciente durante as suas consultas.

Mesmo quando o paciente dependente consegue manter um tempo considerável de abstinência da droga, através de mudança do seu estilo de vida e da modificação dos comportamentos associados a esse consumo, ele pode voltar a consumi-la (recaída). Isso não deve significar “falha” do tratamento. Ao contrário, o paciente deve ser novamente incentivado a permanecer abstinente, reconhecendo as situações e os motivos que o levaram à recaída, objetivando driblá-los futuramente. O desenvolvimento de estratégias de evitação do consumo da substância, a mudança do estilo de vida, e o reconhecimento de que a Síndrome de Dependência consiste em uma doença, costumam ser ferramentas essenciais no processo terapêutico.

Maconha causa dependência química? Quais são os sintomas de abstinência?

Resposta: O quadro de síndrome de dependência provocado pelo consumo de maconha é bem estabelecido, embora ainda muitas pessoas, em geral usuários, duvidem disso.

A síndrome de dependência é caracterizada pela existência de perda do controle diante do consumo da substância, de prejuízos sociais, educacionais, laborais relacionados ao uso, do abandono de outros prazeres em função do consumo da droga, da evidência de tolerância (aumento da dose ou quantidade consumida, com o objetivo de se atingir os mesmos efeitos obtidos anteriormente com menores doses ou quantidades), síndrome de abstinência (sintomas psicológicos e/ou físicos decorrentes da parada ou redução abrupta do uso da substância). Na verdade, o indivíduo dependente apresenta três ou mais das características citadas acima.

A síndrome de abstinência de maconha costuma se apresentar com sintomas ansiosos, certa inquietação, desejo de fumar para cessar este estado de desconforto e irritabilidade. Embora os sintomas da síndrome de abstinência de maconha não sejam fisicamente evidentes, como seria nos casos do álcool e opióides, provocam importante desconforto entre os dependentes.

Psicoterapia seria o tratamento mais indicado para largar maconha?

Resposta: As psicoterapias consistem em uma das formas de tratamento que podem ser utilizadas em pacientes dependentes de maconha. Dentre elas, a terapia comportamental tem sido uma das mais utilizadas em vários serviços ao redor do mundo, mostrando resultados contrastantes.

Na verdade, o grande objetivo desta forma de terapia é a modificação do comportamento do usuário em relação ao consumo desta substância, procurando, principalmente, a modificação do seu estilo de vida, a estruturação de estratégias de evitação do uso e o manejo das recaídas, as quais, em geral, são freqüentes.
Libertar-se do vício da maconha é uma questão multifatorial que depende de: automotivação; suporte de amigos familiares ou grupos de auto-ajuda; e intervenção médica ou psicológica. Infelizmente, ainda não existem medicações comprovadamente eficazes para auxiliar no tratamento da dependência de maconha, embora muitas pesquisas estejam se dedicando a isso. De qualquer forma, o sucesso do tratamento depende basicamente de três fatores: a motivação do indivíduo em cessar o consumo da droga, o suporte de familiares e amigos, e a existência de uma intervenção médica ou psicológica adequada para cada pessoa.

Fonte: Vya Estelar

Sei que há muito mais a esclarecer sobre drogas como a maconha e demais sustâncias entorpecentes. Aceito sugestões de todo tipo… de sites, de livros a respeito do assunto, de lugares para tratamento, etc. Funciona assim: quando mais e mais pessoas se unem com o mesmo propósito, melhorar o mundo torna-se menos penoso. Conto com cada um de vocês nessa guerra contra as drogas. Só assim pessoas como o Júnior, de BH, e tantas outras do país inteiro, poderão se livrar das drogas e ajudar outras pessoas a fazer o mesmo.

Aug132007

O Valor do Amanhã

past and futureSerá preferível viver o presente ou planejar o futuro? Viver intensamente o agora sem se preocupar com o depois ou se sacrificar hoje para garantir um futuro tranquilo?

Essa é a idéia do novo quadro, “O Valor do Amanhã”, iniciado ontem no programa “Fantástico” da Rede Globo de Televisão. Idéias do economista e filósofo Eduardo Gianetti para discutir o jogo entre presente e futuro, que todos nós somos obrigados a jogar, todos os dias, ainda quando não nos apercebemos disso.

Enquanto a formiga
carrega comida
para o formigueiro,
a cigarra canta,
canta o dia inteiro.
A formiga é só trabalho.
A cigarra é só cantiga.
Mas sem a cantiga
Da cigarra
Que distrai da fadiga,
Seria uma barra
O trabalho da formiga!

Penso que na verdade o mais importante seja equilibrar presente e futuro. Viver plena e intensamente o agora é fundamental, pois não temos nenhuma certeza se o amanhã irá chegar para nós. De qualquer forma, não podemos descuidar do futuro, de planejá-lo, para não sofrermos depois a consequência de nossa displicência. Não dá para ser só trabalho, como a formiga o faz, nem tampouco só cantiga, escolha irresponsável da cigarra. Precisamos estudar, sim, sempre e muito, trabalhar para conquistar um futuro mais tranquilo, mas nunca, jamais, deixar de cantar, de viver cada minuto, de curtir o momento [carpe diem], de aproveitar os privilégios que se oferecem a cada momento de nossas vidas, de sermos felizes, porque, se o amanhã não vier, teremos menos do que nos arrependermos se tivermos vivido realmente nossas vidas.

Bridge Over Troubled Water – Elvis Presley

Aug102007

Marcação eficiente

Fomos jogar bola [futebol]. Vários amigos numa reunião sagrada semanal. Acontece de tudo na “pelada”… A gente xinga [permitam-me escrever como se estivesse falando numa roda de amigos, ok? sem me ater à língua culta. até porque venhamos e convenhamos: não há nada mais chato do que uma pessoa metida a certinha o tempo todo. argh.], se machuca, grita pra caramba, mas uma coisa é certa: nós nos divertimos muito. É aquilo que sempre dizemos: “Nós sofre, mas se diverte”. E, na última vez, um amigo não muito íntimo da bola foi jogar conosco, o que resultou numa situação inusitada, explicitada no diálogo abaixo.

Eu – Ei, porra, marca o cara ali.

Amigo – Eu já tô marcando esse aqui.

Eu – Hã??? É pra marcar aquele ali ó.

Ele – Eu já estou marcando esse, po.

Eu – Esse aí é o juiz, poooorra! kkk

Ele – É mesmo é? kkk

Eu e ele – kkkkkkkkkkkk

No outro dia ele liga pra mim…

Eu – Diz, puto.

Ele – Touro, será que alguém percebeu que eu fiquei uns cinco [foi mais rsrs] minutos marcando o juiz na pelada de ontem?

Eu – Que naaada…

Ele – Ainda bem…

Eu – Mentira danada! Todo mundo tirou onda depois, mas eu sou um amigo massa e aliviei tua barra. Claro que depois de rir bem muito com a galera. kkkkk!

Eu e ele – kkkkkkkk!

Sei que a maioria das mulheres odeia pelada semanal, mas não impliquem com o seu homem por causa dela. A pelada desopila, desestressa, diverte e ainda mantém ou deixa o cara em forma.

Frantic – Metallica

Aug92007

“Calorífico”

Estávamos no aniversário de um amigo, quando um outro amigo disse do nada que não gostava de azeitona. Seguiu-se então o diálogo abaixo.

Eu – Adoro azeitona.

Amigo – Não gosto não!

Eu – Por quê?

Amigo – É muito calorífico.

Eu – É o quê, rapaz!?!?

Todos – kkkkkkkkkkkk!

Eu – Calóóórico, porra! Calóóórico!

Todos, inclusive o amigo – kkkkk!

Algum tempo depois…

Amigo – Po, aquela foi foda.

Eu – Se preocupe nããão. Farei de tudo para que todos se lembrem dessa sua pérola. kkk

Amigo – Tu és fogo, hein. kkk Não perdoa mesmo.

Eu – Perdôo, mas não perco a piada. kkk

O bom é que ele fala as asneiras e depois fica rindo.

Aug82007

Moderna Gramática Portuguesa

mgp Como o blog hoje está de cara nova, com o novo layout, limitar-me-ei a indicar uma excelente e essencial ferramenta para quem deseja aprender realmente a língua portuguesa: a “Moderna Gramática Portuguesa”, de Evanildo Bechara, que pode ser encontrada na própria editora Lucerna, bem como na Livraria Saraiva, na Livraria Cultura, no Submarino, nas Americanas, na Fnac, etc.

Quem quiser pode inclusive procurar em sites de busca ou comparar preços, lojas e produtos no Buscapé, BondFaro, Shopping Uol, entre outros.

Mudando de assunto…
Perguntas:
1. Que acharam do novo layout?
2. Qual o navegador (Internet Explorer ou FireFox) que usam e em que resolução?

Aug62007

Boletim Informativo

Estou adaptando um novo layout para o blog “Simples Coisas da Vida” e fazendo a atualização do WordPress para a mais recente versão 2.2.2. Não reparem a bagunça.

A todos uma excelente segunda-feira.

Update:
Realizado o upgrade para a versão 2.2.2 do WordPress.
Novo layout quase totalmente implementado.

Aug32007

O que eu sei com X anos que não sabia com Y?

Este é o meme proposto pelo amigo Rafael Reinehr:

“O que eu sei com X anos que não sabia com Y?”

Fiquei pensando no que sei aos 25 anos, que não sabia aos 5, 10, 15, 20… E cheguei à conclusão que hoje sei muito mais que ontem, independentemente da idade. A vida é constante evolução; feita de períodos e fases a serem vividos. Todo dia é uma oportunidade para aprendermos algo novo e aprimorar conhecimentos antigos.

Continuei divagando e concluí: de que adianta ficar pensando no que eu poderia ter feito se soubesse anos atrás o que sei hoje? A vida é feita do que fizemos, do somatório de nossas experiências e escolhas, boas ou ruins, certas ou erradas. À época era o melhor que eu poderia fazer. Se hoje penso de uma forma melhor, se tenho mais conhecimento e maturidade, se hoje faria algo que não fiz ou se não faria algo que fiz, ótimo! Significa que evoluí, que melhorei, que amadureci em idéias e atitudes.

Minha maior vontade? Voltar atrás, se possível fosse? De jeito nenhum. Ando para frente. Não me arrependo dos erros, tampouco das quedas. O que eu puder consertar, farei; o que não tiver conserto, paciência; aos que me magoaram, perdôo; aos que magoei, perdão.

Ademais, que eu continue evoluindo, para que eu saia desta existência melhor do que quando cheguei. Essa idéia, sim, é constante em meus pensamentos e consubstancia um dos maiores objetivos de minha vida.

Essa foi minha resposta. Quem também quiser responder sinta-se à vontade. Não vou convidar fulano, beltrano e sicrano. Estendo o convite para responder o meme a quem desejar participar. Obs: quem o fizer, favor comunicar ao Rafael para que ele cole o seu post no post original do blog dele. Mais informações aqui: http://reinehr.org/.

Aug12007

O uso dos porquês

Como pedido por várias pessoas através do formulário de contato do blog ou por meu e-mail, hoje tratarei do “uso dos porquês”.

Por que

Usa-se separado e sem acento em duas situações:

1) Quando ele pode ser substituído por “por qual motivo”;
2) Quando ele pode ser substituído por “pelo qual, pela qual, pelos quais, pelas quais”.

Por que os corruptos não vão para a cadeia?
É difícil dizer por que estas coisas acontecem.
Este é o motivo por que ele foi demitido.
Eu sei por que ele está com tanta dívida.

Porque

Usa-se junto e sem acento em duas situações:

1) Quando indica causa (resposta);
2) Quando indica uma explicação (a 1ª oração exprime ordem, conselho, suposição).

A situação do país não melhora porque falta vontade política aos poderosos.
Venha, porque fazemos questão de sua presença.
Deve ter chovido, porque a grama está molhada.

Por quê

Usa-se separado e com acento em uma situação:

1) Quando equivale a “por qual motivo” e vem junto de pontuação.

Estás preocupado, por quê?
Não me telefonaste, por quê?

Porquê

Usa-se junto e com acento em uma situação:

1) Quando ele é um substantivo.

Aprendendo um porquê, podemos aprender todos os porquês.

Teste – Preencha os espaços:

a. Você sabe __________ eles fizeram isso.
b. Ele disse __________ ia fazer a reforma.
c. Esta é a ponte __________ passamos diariamente.
d. Só agora compreendo __________ ele anda nervoso.
e. Ela se zangou __________ não a cumprimentei.
f. Você quis assim não sei __________.
g. __________ me julgas prepotente?
h. __________ tenho o meu ponto de vista.
i. E não revelas, __________?
j. Nem eu mesma sei o __________.

Deixem suas respostas no sistema de comentários. Logo mais responderei.

Sempre que quiserem, mandem sugestões e pedidos.

Mudando de assunto…
Mudarei o layout do blog para algo mais limpo, mais básico. Em breve. Aguardem.