November 2008

Nov212008

I still haven’t found what I’m looking for

Vim aqui dar o ar de minha graça apenas para dizer a você que não viajei para outro planeta, não morri, não abandonei o blog (embora ultimamente tenha pensado em fechar as portas); é que eu ainda não encontrei o que estou procurando…

Certo de sua compreensão, um grande abraço e até muito breve.

Por enquanto pode ler os arquivos (há muito material bom neles).

E lembre-se de assinar o Feed RSS. Assim quando eu voltar, o que pode acontecer amanhã, depois de amanhã, ou daqui a uma semana, uma mês, um ano, você será avisado, poupando-o de entrar aqui e não encontrar conteúdo novo.

I still haven’t found what I’m looking for – U2

Nov112008

6 anos do “Simples Coisas da Vida”

birthday

Alguém quer um pedaço do bolo? (ou o que sobrou dele…? rsrsrsrsrsrs)

Celebration – Kool & The Gang

Nov72008

Ninguém é a medida do mundo

Deus nos coloca sempre perto das pessoas com quem podemos aprender algo. Isto é semre verdade e, com alguma humildade, qualquer um pode comprovar. Mas tem pessoas que vivem como se fossem só para ensinar os outros. Elas realmente crêem saber toda verdade, tudo que é bom, e se sentem no deve de dizer às outras como é o jeito certo de agir ou de pensar, ou até de sentir.
Essas pessoas se acreditam certas, agem numa espécie de convicção heróica, de que todo mundo é cego e elas enxergam tudo. Também é comum que sofram muito na condição de filhos, de pais, de maridos e de esposas, proclamando suas sagradas opiniões, ou guardando-as para si, numa reprovação silenciosa de qualquer conduta discordante.
Se você é uma dessas pessoas que vivem criticando quem não reza pela sua cartilha, que pensam que a verdade que descobriram tem que servir pra todo mundo e que classificam ou outros baseadas nos seus próprios julgamentos pessoais… quero falar com você.
Você precisa acordar! O que você aprendeu, o nível da verdade a que você chegou, o que você já aprendeu sobre comportamento social e conduta, tudo isto é muito seu, é conquista da sua alma nos milênios, e eu não quero que você despreze ou jogue fora. Pode lhe ser muito caro. Pode ter lhe custado muito caro, em luta e sofrimento.
O que você viveu ajuda a ver seu momento presente de uma certa forma e também orienta você nos passos que escolhe dar. Mas isto só serve pra você. Não se aplica às situações dos outros, aos problemas dos outros, às atitudes dos outros, porque as atitudes deles também nascem do que aprenderam em suas próprias experiências.
O que você pensa ou sente a respeito do bom ou do ruim, do conveniente ou inconveniente, é ótimo pra você, mas fica péssimo quando você tenta usar pra enquadrar outras pessoas, ou para dizer-lhes como agir, porque são idéias que nasceram do que você viveu e não têm nada a ver com as vidas que os outros escolheram.
Você pode até explicar suas boas intenções, mas isto não impede que você sofra, porque você quer endireitar o que não é endireitável e porque você não é juiz ou juíza de ninguém. E quanto mais você acredita que vai endireitar os outros, resolver os problemas do mundo com suas idéias, maior o seu orgulho e mais você sofre, pois você não vê o que precisa resolver em você pra parar de sofrer. Com você, você acha que está tudo certo. Só que você não é feliz. Mas acha que o problema não é com você – imagina! – nem com a sua vida azeda. Vai dizer que você não vive melhor porque o mundo não é diferente. Deus tinha que criar um outro Universo, com outra lei, onde você pudesse ficar com suas idéias perfeitas sobre tudo? Tá de sacanagem, né?
Por que não tornar tudo mais fácil?
Comece tirando de cima das costas este peso de ter sempre a última palavra sobre as coisas. Essa obrigação de saber o que tomo mundo deve fazer.
É de você que você tem de dar conta. Não é dos outros. Então deixa os outros, que cada um dá conta de si. E vai viver um pouco. Ser amigo. Brincar com leveza de alma. Aprender…
Deus não fez ninguém pra ser a medida da Humanidade, porque isto seria duro demais, sofrido demais… solitário demais pra qualquer um aguentar. Mas ele deu a cada um sua própria noção de medida, também chamada de consciência.

Psicografia do espírito Calunga.

Sway – Dean Martin

Update: Agora fiquei com uma vontade louca de dançar “Sway” assim.

Nov52008

Não se traia!

Eu fico pensando nestas pessoas que se sentem traídas. Essas pessoas que foram enganadas, ou largadas, ou trocadas. Porque este sentimento pode ser o começo de um buraco muito fundo de auto-piedade.
Cuidado você, que está deste jeito que eu estou falando, porque o sofrimento pode ser muito grande!
Nada como estar por baixo, para querer ficar por cima, sair-se melhor, mostrar que pode mais. O sentimento de ser traído, no fundo, no caroço dele, é uma grande sensação de não ter valor. De ter sido preterido. Um golpe no orgulho. E esta sensação de menos valia não se acaba por se atacar os outros, como as pessoas costumam fazer. É preciso entender esta sensação, agir sobre ela.
As pessoas que são traídas são pessoas que esperaram demais. Apostaram demais. Se enganaram.
Quer coisa mais comum, neste mundo em que vocês estão, do que enganar-se com as pessoas? Ora: se quase ninguém tem coragem de ser si mesmo! Se está todo mundo tentando agradar, parecer melhor que é! Então, as pessoas são traídas por seus erros de avaliação. Por suas expectativas. Não pelo outro.
Cada homem ou mulher tem sua natureza e age segundo ela. É claro que esta natureza é mutável, mas ela é o que é. Se uma mulher é asseada por natureza, ninguém estranha que a sua casa esteja sempre brilhando e perfumada. Se um aluno é quieto por natureza, ninguém na classe estranha ele estar calado. Se uma pessoa é indiscreta, por que você estranha que ela revele o seu segredo? Porque você não viu como ela, de fato, era…
Mas a sensibilidade para perceber a verdadeira natureza das pessoas é algo que vocês ainda têm que desenvolver, porque vocês se prendem mais à superfície, aos modos, às palavras, que à verdadeira intenção.
Vocês não são traídas, ou traídos por fulano ou sicrana. Vocês são traídos pelas suas ilusões, pelos seus devaneios. Se você confiou uma grande tarefa a alguém que era muito fraco para levá-la adiante, quem errou mais, você ou ele?
Então, chegamos ao ponto de saber quem falhou mais: o outro, porque não tem condições de ser como você gostaria e só agiu como é o padrão dele, ou você, que estava numa ilusão?
Agora: o fato do outro ser desleal faz com que você encare a realidade de que você não tinha, para ele, a importância que imaginava. Ora, pois, se quando ele pôde, ele foi justo fazer o que você não queria!
Mas pense bem e veja se foi você ou ele o maior responsável.
E onde eu queria chegar com tudo isso era na conclusão de que não adianta você ter importância pros outros, se não se sente importante em si mesmo, ou mesma. Se você depende da atitude dele pra se posicionar diante de si e se acha pequenininha só pelo que o outro fez, eu pergunto:
- Que importância tem você pra VOCÊ?
(Use um tempo pra pensar nisso)

A verdade é que a vida tem de seguir seu curso, e quanto menos ficamos estacionados em confusões e rixas, melhor pra todos.
Seja inteligente e aprenda com isso.
Se você atrai para seu convívio pessoas com estas tendências, não será por alguma razão mais séria? Não será por suas atitudes? Não será por este desespero de ter que confiar em alguém, que faz com que você vá confiando em qualquer um? Não será por ter tão pouca confiança em si, que acaba investindo sua fé nos outros e quebrando a cara? Já sei: você não confia em si, porque se traiu. Você se enganou. você brincou com a sua verdade. Você pisou nos seus sentimentos pra ser bonitinha pros outros. Você desistiu de tudo que mais queria, não é? Você deixou de lado suas qualidades mais caras.
Tem razão: eu também não confiaria em alguém assim…
Mas nada acontece perto de nós ou conosco que não seja pra nos acordar, pra nos sacudir, pra nos fazer perceber a verdade. Não será uma chance que a vida está lhe dando para você confiar mais em você, sendo alguém mais confiável?

Pense no que Calunga aqui disse para você e não se engane mais, não se traia.

Boa Sorte – Vanessa da Mata e Ben Harper

Nov42008

Terça do Desafio: Raciocínio Lógico

Mais um desafio para vocês.

Se o jardim não é florido, então o gato mia. Se o jardim é florido, então o passarinho não canta. Ora, o passarinho canta. Logo:

a) o jardim é florido e o gato mia
b) o jardim é florido e o gato não mia
c) o jardim não é florido e o gato mia
d) o jardim não é florido e o gato não mia

Quanto à questão de simples lógica do desafio anterior, a resposta é a letra “D” (Cláudio não é religioso; Cláudio não é poliglota). É bem simples. Se todos os professores são poliglotas e todos os poliglotas são religiosos, Cláudio não sendo religioso não pode em hipótese alguma ser poliglota (porque todo poliglota é religioso). Se quiserem eu atualizo o post explicando o porquê das outras alternativas estarem erradas.

Never Know – Jack Johnson

Nov32008

Amar o próximo como a si mesmo


“Amar o próximo como a si mesmo: fazer pelos outros o que quereríamos que os outros fizessem por nós”, é a expressão mais completa da caridade, porque resume todos os deveres do homem para com o próximo.

Não podemos encontrar guia mais seguro, a tal respeito, que tomar para padrão do que devemos fazer aos outros aquilo que para nós desejamos.

Com que direito exigiríamos dos nossos semelhantes melhor proceder, mais indulgência, mais benevolência e devotamento para conosco, do que os temos para com eles?

De O Evangelho segundo o Espiritismo

Io che amo solo te – Sergio Endrigo