July 2009

Jul252009

Espiritismo: o que é na verdade?

espiritismoCompartilho com vocês hoje, um texto escrito principalmente para os jornalistas, veiculadores de informação, mas que serve para conhecimento e reflexão de todos, independentemente de cor, raça, credo, profissão ou classe social. O artigo é um tanto quanto extenso para os padrões normais de um blog, mas dada a importância do assunto e da extrema perspicácia com que foi escrito, resolvo publicá-lo mesmo assim. Ei-lo:

Senhores Jornalistas, partindo do princípio que o objetivo de todo jornalista ético e sensato é o de informar bem, com coerência, honestidade, dignidade e imparcialidade, preocupando-se sempre com o indispensável conhecimento da causa que leva a reportar, venho apresentar-lhes uma contribuição em cima de um assunto que muitos profissionais do jornalismo, embora bem intencionados, terminam por cometer equívocos lamentáveis, por uma inexplicável ignorância que compromete os seus nomes bem como o dos veículos por onde veiculam as suas matérias ou reportagens.

Falo a respeito do assunto Espiritismo, tema este que invariavelmente é visto apenas no campo religioso, o que na verdade não é, e sobretudo o que é mais lamentável, sempre enfocado com afirmativas de conceitos absurdos, oriundos do “achismo” e também de uma cultura criada na cabeça das pessoas, pela intolerância e pela desonestidade religiosa.

Não objetivo aqui defender crença ou fé nenhuma, porque não é isto que está em questão. Só quero mesmo prestar contribuição ao gigantesco segmento honesto do jornalismo acerca de uma coisa, como ela realmente é, para que ele esteja melhor informado, sem a menor pretensão de querer fazer com que nenhum profissional o aceite, concorde com os seus postulados e, muito menos, se converta.

Vamos aos assuntos:

Espiritismo não é igreja!

Em princípio corrijam a conceituação inicial: Espiritismo não é simplesmente religião. Ele não veio ao mundo com objetivo nenhum de ser religião. Trata-se de uma doutrina filosófica, com base calcada na racionalidade, na lógica e na razão, apenas com conseqüências religiosas, haja vista que os seus adeptos ficam livres da submissão a qualquer religião, por não serem obrigados a coisa nenhuma e nem serem proibidos de nada. Há centros espíritas que se portam como se fossem igrejas, mas isto é produto da concepção equivocada dos seus dirigentes, que ainda sentem a necessidade da rezação, em que pese o Espiritismo ser algo muito acima disto..

Não existe “Kardecismo”, existe Espiritismo!

O jornalista equivocado costuma utilizar-se da expressão “Kardecismo”, para identificar algo que ele imagina ser uma “ramificação” do Espiritismo, achando que Espiritismo é um “montão de coisas” que existe por aí, quando na realidade não é.

A palavra Espiritismo foi criada, ou inventada, como queiram, pelo senhor Allan Kardec, exclusivamente para denominar a doutrina nova que foi trazida ao mundo, por iniciativa de Espíritos, e que tem os seus postulados próprios.

Portanto, qualquer crença ou prática religiosa que utiliza-se da denominação Espiritismo fora desta que se enquadre nos seus postulados, está utilizando-se indevidamente de uma denominação, mergulhando no campo da fraude. Daí a verdade que o nome disto que vocês chamam de “Kardecismo”, verdadeiramente é Espiritismo.

Apenas para clarear o campo de conhecimento dos que ainda têm dúvidas em achar que Candomblé, Cartomancia, Necromancia, Umbanda e outras práticas espiritualistas é Espiritismo, vai aqui uma pequena tabela, exemplificando algumas práticas de alguns segmentos, para apreciação daqueles que consideram relevante o uso da inteligência e do bom senso, a fim de um discernimento mais coerente e responsável.

Vejam quem adota e quem não adota o quê.

Procedimento, prática ou ritual:
Umbanda
Catolicismo
Espiritismo

Uso de altares:
Umbanda SIM
Catolicismo SIM
Espiritismo NÃO

Uso de imagens:
Umbanda SIM
Catolicismo SIM
Espiritismo NÃO

Uso de velas:
Umbanda SIM
Catolicismo SIM
Espiritismo NÃO

Uso de incensos e defumações:
Umbanda SIM
Catolicismo SIM
Espiritismo NÃO

Vestimentas e paramentos especiais:
Umbanda SIM
Catolicismo SIM
Espiritismo NÃO

Obrigações aos seus praticantes:
Umbanda SIM
Catolicismo SIM
Espiritismo NÃO

Proibições aos seus praticantes:
Umbanda SIM
Catolicismo SIM
Espiritismo NÃO

Ajoelhar-se, sentar-se e levantar-se em seus cultos:
Umbanda SIM
Catolicismo SIM
Espiritismo NÃO

Bebidas alcoólicas em seus cultos:
Umbanda SIM
Catolicismo SIM
Espiritismo NÃO

Sacerdócio organizado:
Umbanda SIM
Catolicismo SIM
Espiritismo NÃO

Sacramentos:
Umbanda SIM
Catolicismo SIM
Espiritismo NÃO

Casamento religioso e batizados:
Umbanda SIM
Catolicismo SIM
Espiritismo NÃO

Amuletos, patuás, escapulários e penduricalhos:
Umbanda SIM
Catolicismo SIM
Espiritismo NÃO

Hinos e cantarolas nos cultos:
Umbanda SIM
Catolicismo SIM
Espiritismo NÃO

Crença na existência de satanás:
Umbanda SIM
Catolicismo SIM
Espiritismo NÃO

Como pode, então, um profissional que tem a obrigação de estar bem informado, poder afirmar que Espiritismo e Umbanda são a mesma coisa? Não seria mais coerente dizer que tem mais semelhanças com o Catolicismo, embora também não seja a mesma coisa?

O espírita não tem a menor pretensão de diminuir ou desvalorizar o adepto da Umbanda que, por sua vez, tem também a sua denominação própria que é Umbanda, e não Espiritismo, apenas quer deixar claro que Espiritismo é Espiritismo e Umbanda é Umbanda, assim como Catolicismo é Catolicismo, Protestantismo é Protestantismo.

A afirmativa que alguns fazem, em dizer que tudo é a mesma coisa, com a diferença de que na Umbanda se reúnem negros e pobres e no tal “Kardecismo” se reúnem o que chamam de elites, é extremamente leviana, desonesta e irresponsável. O Espiritismo não faz qualquer discriminação de raças, cor ou padrão social, já que em seu movimento existem inúmeros negros, mulatos, brancos e de todas as etnias.

Allan Kardec não inventou o Espiritismo.

Allan Kardec não inventou ou criou Espiritismo nenhum. A proposta veio de Espíritos, através de manifestações espontâneas, consideradas como fenômenos, na época, e ele, que nada tinha a ver com aquilo, foi convidado por alguns amigos para examinar e analisar os tais fenômenos, em suas casas, oportunidade em que foi convidado, pelos Espíritos, pela sua condição de pedagogo e educador criterioso, a organizar aqueles ensinamentos em livros e disponibilizar para a humanidade.

Ele (Kardec) foi tão honesto e consciente de que a obra não era de sua autoria, que evitou colocar o seu nome famoso na Europa antiga (Denizard Rivail) como autor dos livros e preferiu utilizar-se de um pseudônimo. É bom que se saiba que o tal professor Rivail era autor famoso de livros didáticos e que tudo o que aparecia com seu nome vendia muito, não apenas na França como em toda a Europa.

Atentem para o detalhe: Os Espíritos optaram por um pedagogo, um professor, e não por um padre, um religioso, o que nos convida a entender que o Espiritismo é escola e não igreja.

Sobre a reencarnação:

Não é patrimônio exclusivo do Espiritismo e não foi inventada pelo Espiritismo, posto que é algo conhecido pela maior parte da humanidade, por milênios, muito antes do Espiritismo, que tem apenas 152 anos de idade. O espírita, depois de estudar a reencarnação, não crê na reencarnação, ele passa a SABER a reencarnação, o que é diferente. Exemplificando: Você crê que a Lua existe ou você sabe que ela existe? Afinal, você pode vê-la e comprovar, inclusive cientificamente. É isto aí.

Portanto a afirmativa de que os espíritas crêem na reencarnação é infantil e sem sentido.

Sobre a mediunidade:

Também não é patrimônio exclusivo e nem foi inventada pelo Espiritismo. É uma faculdade humana normal e independe de crença religiosa, já que a pessoa pode possuí-la, com maior ou menor intensidade, acredite ou não. O Espiritismo apenas se dispõe a estudá-la, educar e disciplinar as pessoas que a possuem, para que o seu uso possa ser benéfico a elas e aos outros, absolutamente dentro dos elementares padrões de moralidade. Segundo os postulados espíritas ela não deve ser comercializada nunca e deve ser utilizada gratuitamente; todavia é praticada comercialmente em alguns lugares do mundo, por pessoas que são médiuns, inclusive honestas, mas nada sabem sobre Espiritismo, numa comprovação de que ela existe fora do meio espírita.

Qualquer afirmativa do tipo “alguém tem mediunidade e precisa desenvolver” é vinda de pessoas inconseqüentes, mesmo algumas que se auto rotulam espíritas, posto que o Espiritismo propõe que a faculdade deve ser educada e não desenvolvida…

Sobre o caráter do centro espírita:

É um local que deve atuar como escola e não como igreja. A sua proposta é de estudos, sobretudo da matéria que trata da reforma íntima das pessoas, dando ciência do papel de cada um de nós na terra, da nossa razão de existir enquanto criaturas úteis ao nosso próximo, esclarecimento da nossa condição espiritual no presente e no futuro e, principalmente, a nossa conduta moral.

Recomenda a prática da Caridade, sim, mas de forma ampla no sentido de orientar e informar aos outros sobre os meios de libertações dos conflitos, das amarguras, das incompreensões e do sofrimento em si e não esse entendimento estreito de que Caridade se resume apenas a dar prato de sopa ou roupas usadas para pobres, para qualificar o doador como bonzinho.

Adota Jesus, sim, inclusive como o maior modelo e guia que temos para seguir, concebendo o seu Evangelho como a bula coerente a nos conduzir, e não como sendo ele o próprio Deus.

Enfim. O centro espírita é um local de estudo e não de rezação.

Sobre quem é reencarnação de quem:

Recentemente vimos um jornalista afirmar, nas páginas da VEJA, que os espíritas juram que Fulano é reencarnação de Sicrano, o que se constitui em um absurdo. Em princípio espírita não adota jura nenhuma. Segundo, que não consta da atividade espírita a preocupação de quem é reencarnação de quem, uma vez que esta discussão é irrelevante, não tem razão nenhuma, não acrescenta absolutamente nada na proposta espírita para a criatura humana, em que pese alguns espíritas, apenas alguns,(nem todos entendem bem a proposta da doutrina) se ocuparem com esse tipo de discussão.

Falar em quem é ou talvez possa ser reencarnação de quem, é conversa amena de momentos de descontração de espíritas, apenas em nível de curiosidade ou especulação, jamais tema de estudo sério da casa espírita.

Ainda que possa existir, em alguns locais de estudos mais profundos e pesquisas espíritas, interesses em trabalhar as questões da reencarnação, os estudiosos apenas sugerem que fulano possa ser a reencarnação de alguém, mas nunca afirmam, apesar de evidências marcantes e inquestionáveis, quando a condução da pesquisa é séria e criteriosa.

Quem anda dizendo que é a reencarnação de reis, de rainhas e de personagens poderosas do passado não são os espíritas, são apenas alguns bobos que estão no Espiritismo sem consciência do seu papel.

Apologia ao sofrimento:

Matérias de revistas e jornais, dentro deste equívoco que nos referimos, chegaram a afirmar diversas vezes, que o Espiritismo ensina as pessoas a serem acomodadas em relação ao sofrimento e até chegarem a dizer que o sofrimento é bom.

Não condiz com o coerente ensinamento do Espiritismo. Se algum espírita chega a dizer isto, certamente é vítima do masoquismo e, provavelmente, deve praticar um ritual em sua casa, quando, talvez uma vez por semana, coloca a mão sobre uma mesa e dá uma martelada em seu dedo.

Sofrimento não é condição fundamental para a evolução de ninguém, embora entendamos que, ao passar por ele, muitas pessoas terminam acordando para a realidade da vida e mudando de conduta, sobretudo no campo do orgulho, do egoísmo e da presunção.

Mesa branca:

Não existe espiritismo mesa branca, alto espiritismo, baixo espiritismo ou qualquer ramificação do Espiritismo, que é um só. O hábito de forrar mesas com toalhas de cor branca, na maioria dos centros espíritas, nada mais é que um hábito de alguns espíritas, de certa forma até equivocados também, uns talvez achando que a cor branca da toalha ou das roupas das pessoas tem algum significado virtuoso, quando na verdade não existe esta orientação no Espiritismo. Na verdade, não há sequer a necessidade de ter toalhas nas mesas…

Portanto a citação de “Espiritismo mesa branca” é mais uma expressão da ignorância popular, o que não se admite nos jornalistas.

Terapia de vidas passadas:

Não é procedimento espírita, em que pese ser recomendável em alguns casos, porém em consultórios de profissionais especializados, geralmente psicólogos ou médicos. É fato, existe, é comprovado, tem resultados cientificamente respaldados, mas não é prática espírita… É prática médica.

Cromoterapia, piramidologia, etc:

Se alguém usa uma dessas práticas no espaço físico de uma casa espírita, é por pura deliberação da direção da casa, que se considera livre para fazer o que quiser, até mesmo dar aulas de arte culinária, corte e costura, curso de inglês, informática ou o que quiser, que são atividades úteis, sem dúvidas. Mas não tem a ver diretamente com o Espiritismo.

Sucessor de Chico Xavier:

Isto nunca existiu no Espiritismo, em que pese vários jornalistas terem colocado em matérias diversas, quando o Chico Xavier “morreu” (desencarnou), e ainda repetem, talvez querendo estabelecer alguma comparação do Espiritismo (que veem apenas como religião) com a Igreja Católica, que tem sucessores dos papas, quando morrem. Chico Xavier nunca foi uma espécie de papa, de cardeal ou de qualquer autoridade eclesiástica dentro do movimento espírita.

Divaldo Pereira Franco nunca foi sucessor de Chico, nunca teve essa pretensão, ninguém no movimento espírita fala nisto, que é coisa apenas de páginas de revistas desinformadas sobre o que verdadeiramente é o Espiritismo.

A sua relação com a Ciência:

Faz parte da formação espírita a seguinte recomendação: “Se algum dia a Ciência comprovar que o Espiritismo está errado em algum ponto, cumpre aos espíritas abandonarem imediatamente o ponto equivocado e seguirem a orientação da Ciência”.

Mas isto não quer dizer que o que afirmam determinadas criaturas, como o padre Quevedo, que se apresenta presunçosamente como cientista, deva ser entendido como Ciência, já que ele não é unanimidade, nem ao menos aceito pela maioria dos cientistas coisa nenhuma. Ele é padre, nada mais do que padre, com um tipo de postura que não é aceita nem pela maioria do seio católico, quanto mais pelo científico.

Não é à pseudo-ciência ou a opiniões pessoais de um ou outro elemento, que se diz de Ciência, que o Espiritismo se submete, com esta recomendação, é à Ciência, como um todo, em descobertas inquestionáveis.

Até agora a Ciência não conseguiu apontar e muito menos comprovar erro em um ensinamento espírita sequer.

Medicina e Espiritualidade:

Alguns médicos, tradicionalmente, sempre afirmaram que os problemas de saúde das pessoas nada têm a ver com problemas espirituais, porque estes se resumem a crendices. Hoje existe um curso de “Medicina e Espiritualidade”, oficial, dentro da USP (Universidade de São Paulo), a maior Universidade do País, onde são estudados estes questionamentos que alguns continuam a dizer que são crendices.

Em nível de informação, sugerimos que os jornalistas se interessem em reportar sobre este assunto, sem que vá aqui a menor intenção de querer converter ninguém. Não se trata de questão religiosa, trata-se de questão científica.

Para melhor informação, as aulas deste curso podem ser vistas no site www.redevisao.net

O telefone da Pineal Mind, onde são ministradas as aulas, é (11) 3209-5531 e o e-mail é faleconosco@uniespirito.com.br onde poderão ser obtidas maiores informações sobre o curso. Toda sexta-feira, às 19 horas, tem aula ao vivo pelo site numa webtv. Sem falar que se você tiver receptor de satélite digital, pode assistir na TV de sua casa.

Diante de todo o exposto sugerimos que os grandes veículos de comunicação de massa, obviamente comprometidos com a credibilidade dos seus nomes, repassem estes esclarecimentos aos seus profissionais de jornalismo, não necessariamente para que eles sejam simpáticos à ideia espírita, já que ninguém é obrigado a aceitar coisa nenhuma, mas para, pelo menos, não comprometerem as suas honorabilidades dizendo mentiras, leviandades e até se expondo ao ridículo reportando sobre um assunto que não entendem.

Alamar Régis Carvalho
alamar@redevisao.net

Jul212009

Amigo Aprendiz

amigasO “Dia do Amigo” foi ontem, dia 20 de julho, mas como para mim todo dia é dia de celebrar a amizade e agradecer pelos amigos que temos na vida, trago para todos um poema que amo, do Fernando Pessoa. Ei-lo:

Quero ser o teu amigo.
Nem demais e nem de menos.
Nem tão longe e nem tão perto.
Na medida mais precisa que eu puder.
Mas amar-te sem medida e ficar na tua vida,
Da maneira mais discreta que eu souber.
Sem tirar-te a liberdade, sem jamais te sufocar.
Sem forçar tua vontade.
Sem falar, quando for hora de calar.
E sem calar, quando for hora de falar.
Nem ausente, nem presente por demais.
Simplesmente, calmamente, ser-te paz.
É bonito ser amigo, mas confesso: é tão difícil aprender!
E por isso eu te suplico paciência.
Vou encher este teu rosto de lembranças,
Dá-me tempo de acertar nossas distâncias.

Não quero citar nomes, pois isso acaba me gerando vários problemas não raras vezes. Então, meus amigos e minhas amigas, sintam o calor do meu abraço, como se eu os estivesse abraçando, calor esse transmitido apenas quando o sentimento é verdadeiro o suficiente para se fazer perceber até mesmo num simples abraço.

E fazendo minhas as palavras de Pessoa, “Eu te suplico paciência. Dá-me tempo de acertar nossas distâncias.”

Milton Nascimento – Cancão da América

Jul152009

Respeito é fundamental!

respeitoJá escrevi aqui no blog (em meados de 2003) sobre a importância do respeito e inclusive utilizei-me deste conto chinês para elucidar o que penso. Fato é que hoje deparei-me novamente com o tema, um texto adaptado de Marcelo Ponzoni, e resolvi compartilhar com todos vocês – dezenas de milhares de leitores e leitoras do “Simples Coisas da Vida” – esta ideia: Respeito é fundamental!

[Um sujeito estava colocando flores no túmulo de um parente, quando vê um chinês colocando um prato de arroz na lápide ao lado. Ele se vira para o chinês com um ar de deboche e pergunta:
- Desculpe, mas o senhor acha mesmo que o seu defunto virá comer o arroz?
E o chinês responde:
- Sim, na mesma hora que o seu vier cheirar as flores!]

“Respeitar as opções do outro, em qualquer aspecto, é uma das maiores virtudes que um ser humano pode ter. As pessoas são diferentes, agem diferente e pensam diferente. Nunca julgue. Apenas compreenda!”

Para ser respeitado é preciso respeitar, o que significa não julgar, e sim compreender.

Mas então, onde começam e acabam os limites interpessoais?

Que atos e decisões são capazes de ser percebidos, a ponto de conquistar respeito?

… somente pelas somas de atitudes seremos capazes de conquistá-lo, e… um simples tropeço pode pôr tudo a perder.

“Sentir-se respeitado é um dos melhores sentimentos de orgulho, tanto pessoal como profissional. Algumas atitudes como: ser cordial, ser educado, saber ouvir, prestar atenção, considerar o ambiente hierárquico, sorrir espontaneamente, ser verdadeiro e transparente, ter firmeza nas palavras, apoiar, praticar a humildade e a compaixão podem ser grandes aliados no processo de conquista de respeito.”

… manter relacionamentos é manter e exercer o respeito; é ele que determina os limites da ação interpessoal.

“Conquistar respeito é conquistar confiança e apreço. Quem respeita sempre terá a possibilidade de ser respeitado e terá como retorno das pessoas um alto nível de confiança e comprometimento.

Pensem nisso. Reflitam. E acima de tudo lembrem-se de sempre manter uma atitude respeitosa em relação aos demais.

Emmerson Nogueira – Show me the way

Jul92009

Mulheres Possíveis. A Miss Imperfeita.

Li recentemente um texto da Martha Medeiros, na Revista do Jornal O Globo, sobre o que seria uma vida interessante. Gostei muito e publico aqui para que mais pessoas possam ter acesso a ele. Afinal, quem não deseja ter uma vida interessante. A questão é descobrir o que isso é na verdade para você. Reflitamos…

viajarEu não sirvo de exemplo para nada, mas, se você quer saber se isso é possível, me ofereço como piloto de testes. Sou a Miss Imperfeita, muito prazer. A imperfeita que faz tudo o que precisa fazer, como boa profissional, mãe, filha e mulher que também sou: trabalho todos os dias, ganho minha grana, vou ao supermercado, decido o cardápio das refeições, cuido dos filhos, marido, telefono sempre para minha mãe, procuro minhas amigas, namoro, viajo, vou ao cinema, pago minhas contas, respondo a toneladas de e-mails, faço revisões no dentista, mamografia, caminho meia hora diariamente, compro flores para casa, providencio os consertos domésticos e ainda faço as unhas e depilação!

E, entre uma coisa e outra, leio livros.

Portanto, sou ocupada, mas não uma workholic.

Por mais disciplinada e responsável que eu seja, aprendi duas coisinhas que operam milagres.

Primeiro: a dizer NÃO.

Segundo: a não sentir um pingo de culpa por dizer NÃO. Culpa por nada, aliás.

Existe a Coca Zero, o Fome Zero, o Recruta Zero. Pois inclua na sua lista a Culpa Zero.

Quando você nasceu, nenhum profeta adentrou a sala da maternidade e lhe apontou o dedo dizendo que a partir daquele momento você seria modelo para os outros.

Seu pai e sua mãe, acredite, não tiveram essa expectativa: tudo o que desejaram é que você não chorasse muito durante as madrugadas e mamasse direitinho.

Você não é Nossa Senhora.

Você é, humildemente, uma mulher.

E, se não aprender a delegar, a priorizar e a se divertir, bye-bye vida interessante. Porque vida interessante não é ter a agenda lotada, não é ser sempre politicamente correta, não é topar qualquer projeto por dinheiro, não é atender a todos e criar para si a falsa impressão de ser indispensável. É ter tempo.

Tempo para fazer nada.

Tempo para fazer tudo.

Tempo para dançar sozinha na sala.

Tempo para bisbilhotar uma loja de discos.

Tempo para sumir dois dias com seu amor.

Três dias.

Cinco dias!

Tempo para uma massagem.

Tempo para ver a novela.

Tempo para receber aquela sua amiga que é consultora de produtos de beleza.

Tempo para fazer um trabalho voluntário.

Tempo para procurar um abajur novo para seu quarto.

Tempo para conhecer outras pessoas.

Voltar a estudar.

Para engravidar.

Tempo para escrever um livro que você nem sabe se um dia será editado.

Tempo, principalmente, para descobrir que você pode ser perfeitamente organizada e profissional sem deixar de existir.

Porque nossa existência não é contabilizada por um relógio de ponto ou pela quantidade de memorandos virtuais que atolam nossa caixa postal.

Existir, a que será que se destina?

Destina-se a ter o tempo a favor, e não contra.

A mulher moderna anda muito antiga. Acredita que, se não for super, se não for mega, se não for uma executiva ISO 9000, não será bem avaliada. Está tentando provar não-sei-o-quê para não-sei-quem.

Precisa respeitar o mosaico de si mesma, privilegiar cada pedacinho de si.

Se o trabalho é um pedação de sua vida, ótimo!

Nada é mais elegante, charmoso e inteligente do que ser independente.

Mulher que se sustenta fica muito mais sexy e muito mais livre para ir e vir. Desde que lembre de separar alguns bons momentos da semana para usufruir essa independência, senão é escravidão, a mesma que nos mantinha trancafiadas em casa, espiando a vida pela janela.

Desacelerar tem um custo. Talvez seja preciso esquecer a bolsa Prada, o hotel decorado pelo Philippe Starck e o batom da M.A.C.

Mas, se você precisa vender a alma ao diabo para ter tudo isso, francamente, está precisando rever seus valores.

E descobrir que uma bolsa de palha, uma pousadinha rústica à beira-mar e o rosto lavado (ok, esqueça o rosto lavado) podem ser prazeres cinco estrelas e nos dar uma nova perspectiva sobre o que é, afinal, uma vida interessante.

Djavan – Pétala

Jul62009

A semente é a sua atitude.

semente1Minhas amigas e meus amigos… É muito estimulante participar deste movimento que está acontecendo na Terra. Tem gente que pensa que é por causa do novo milênio, tem gente que acha que é Nova Era… tudo isso são nomes, e nomes não têm importância.

O importante é estar aqui. É participar espiritualmente, com a emoção e a razão, do mundo percebendo o sentido mais profundo de existir, descobrindo o tesouro da própria espiritualidade e conscientizando-se de coisas importantes.

Enquanto as pessoas não olhavam pra nós como Espíritos, podiam nos ignorar e ignorar a essência imortal de si mesmas. Mas agora é o rádio, é a televisão, é a imprensa, são os livros, é uma torrente de chamados dizendo: – Olhe. Veja. Sinta o que você realmente é! Porque o mundo não pode continuar se escondendo da verdade. O ser humano esgotou as suas alternativas de viver neste mundo considerando só a matéria ou colocando o espírito em segundo plano.

A matéria não significa nada sozinha. Por isso, quando os homens se hipnotizaram pelas conquistas materiais, a vida humana e o sentimento humano, de repente, perderam a noção de seu próprio significado. Mas estes dias estão terminando. Cada pessoa no mundo, hoje em dia, está ansiando por uma grande mudança e todos nós podemos ir neste barco. É uma corrente que cresce.

Cada ser que se descobre é um farol para os outros, que ainda estão sem rumo. Cada Espírito que exercita este discernimento, cada Espírito que abre os olhos, é mais um marco no caminho dos que ainda não enxergam com clareza.

E não precisa ser pastor, religioso ou guru, professor ou terapeuta: somos você, eu, cada um que resolve engrossar o número dos que vão compor a nova Humanidade deste planeta – que não será composta de novas pessoas, de pessoas diferentes, mas que se pautará por uma nova moral.

Como reconhecer já, neste momento, os participantes desta nova Humanidade? Alguns já caminham por aí…

Eles têm um profundo sentido ético, uma forte noção de compromisso com a coletividade, sem sair da própria individualidade.

Eles se olham como pessoas que têm o que melhorar e tornaram a melhoria uma prioridade. Seu coração é aberto e seu sorriso é jovial, independente de quantos anos tenham. Eles sorriem pra adversidade e as opiniões contraditórias não abalam suas convicções.

Seu coração aberto não lhes torna possível julgar quem quer que seja, porque estão repletos de respeito pela natureza humana, mesmo quando esta natureza se engana e escolhe a estrada tortuosa. Pelo contrário, aí é que eles se sabem necessários, oferecendo com humildade as diretrizes que já conhecem.

Eu vejo esta nova Humanidade num degrau superior de relacionamentos sociais e afetivos. Livre da falsidade, livre das ideias equivocadas sobre amizade e casamento, mais natural e espontânea e, por isso mesmo, mais fácil e descomplicada.

E eu me vejo nesse meio, e vejo você, e vejo todas as pessoas de bem que querem de verdade transformar suas vidas em pura realização.

Será que você consegue se ver sereno ou serena, generoso ou generosa, sem se apegar aos dramas, sem inquietude com o futuro, sem nada pra esconder ou temer? Será que você é uma pessoa que pode começar acendendo o seu farol, brilhando sua luzinha junto aos seus? Ou será que eu estou aqui jogando conversa fora para você, daqui a pouco, fechar este blog e retornar para o seu apego e para o seu medo?

Vamos nós, cada qual na sua casa, na sua cidade, plantar a semente da fé, da positividade, da responsabilidade e do respeito?

A semente é a sua palavra. É a sua atitude. É a sua certeza que contagia os que estão perto, a força que você usa pra se erguer e pra levar adiante aquilo em que acredita. Porque a Humanidade precisa acreditar… e cada um que acredita em si, no progresso, na vida, vai sendo instrumento do progresso e da vida pra tocar aqueles que não acreditam.

Acredite. Faça este trabalho com você, de sustentar as crenças positivas e de jogar fora o que está te atrasando; seja vingança, ressentimento, culpa, apego, ambição, orgulho ferido, jogue fora! Estas coisas não estão conduzindo você a lugar nenhum.

E eu gostaria de ver você renovada, minha amiga, de ver você renovado, meu amigo, não pelo que eu estou dizendo, mas pelo próprio sentido de evolução, percebendo o quanto você é grande, importante, bem-vinda ou bem-vindo nesta sociedade nascente, que é feita de pessoas como você e eu, mas pessoas que entenderam seu propósito superior na vida e estão dispostas a pôr em prática, dia a dia, onde quer que se encontrem, só o melhor que sabem.

The Beatles – Let it be

Jul22009

Um verdadeiro exemplo de amor incondicional

A mensagem que publicarei a seguir – mais uma colaboração de minha amiga Yvonne – pode parecer brega para alguns, mas sei que há também os que entendem o objetivo, qual seja o de lembrar aos seres humanos a necessidade de praticar o amor ao próximo sem esperar nada em troca. E o exemplo a seguir vem do mundo animal. Vejam abaixo:

Em meados de 2003, a polícia de Warwickshire, Inglaterra, abriu um galpão e encontrou ali uma cadela chorosa e encolhida. Ela havia sido trancada e abandonada no galpão. Estava suja, desnutrida e claramente maltratada.

jasmineNum ato de bondade, a polícia levou a cadela para um abrigo próximo, o Nuneaton Warwickshire Wildlife Sanctuary, dirigido por um homem chamado Geoff Grewcock. Lugar este conhecido como um paraíso para animais abandonados, orfãos ou com outra necessidade. Geoff e a equipe do Santuário trabalharam com dois objetivos: restaurar a completa saúde do animal e ganhar sua confiança. Levou várias semanas, mas finalmente os dois objetivos foram alcançados.

Deram a ela o nome de Jasmine e começaram a pensar em encontrar para ela um lar adotivo.

Mas Jasmine tinha outras ideias. Ninguém se lembra como começou, mas ela passou a dar as boas vindas a todos os animais que chegavam ao Santuário. Não importava se era um cachorrinho, um filhote de raposa, um coelho ou qualquer outro animal perdido ou ferido. Jasmine se esgueirava para dentro da caixa ou gaiola e os recebia com uma lambida de boas vindas.

Geoff conta um dos primeiros incidentes: “Nós tínhamos dois cachorrinhos que foram abandonados numa linha de trem próxima. Um era um mestiço de Lakeland Terrier e o outro um mestiço de Jack Russel Doberman. Eles eram bem pequenos quando chegaram ao centro e Jasmine aproximou-se e abocanhou um pelo cangote e colocou-o em uma almofada. Aí ela trouxe o outro e aconchegou-se a eles, acarinhando-os”.

jasmine2

“Mas ela é assim com todos os nossos animais, até com os coelhos. Ela os acalma e desestressa e isto os ajuda não só a ficarem mais próximos a ela, mas também a se adaptarem ao novo ambiente”.

“Ela fez o mesmo com filhotes de raposa e de texugos: ela lambe os coelhos e os porcos da Guiné e ainda deixa os pássaros empoleirarem-se em seu nariz”.

jasmine4Jasmine, a tímida, maltratada, pária abandonada, tornou-se a mãe substituta dos animais do Santuário, um papel para o qual ela nasceu. A lista de jovens animais dos quais ela cuidou inclui cinco filhotes de raposa, quatro filhotes de texugo, quinze galinhas, oito porcos da Guiné, dois cachorrinhos, quinze coelhos e um cervo montês. O pequeno Bramble, com 11 semanas de idade, foi encontrado semi-consciente em um campo. Na chegada ao Santuário, Jasmine aconchegou-se a ele para mantê-lo aquecido e assumiu inteiramente o papel de mãe substituta. Jasmine cumula Bramble de afeição e não deixa que nada lhe falte.

“Eles são inseparáveis”, diz Geoff. “Bramble anda entre suas pernas e eles ficam se beijando… Eles passeiam juntos pelo Santuário. É um prazer ve-los”.

Jasmine continuará cuidando de Bramble até que ele possa voltar a viver na floresta.

Quando isto acontecer, Jasmine não estará sozinha. Ela estará muito ocupada distribuindo amor e carinho ao próximo orfão ou à próxima vítima de abusos e maus tratos.

jasmine5

Como eu disse, um verdadeiro exemplo de amor incondicional. De fazer o bem sem olhar a quem; de pensar no próximo antes de pensar em si mesmo.

Quantos seres humanos você conhece capaz de fazer isso?

Jasmine está aí para ensinar…

All you need is love – The Beatles