February 2011

Feb282011

Deixe o futuro para depois. Viva agora.

Quem acompanha o Simples Coisas da Vida deve ter percebido que li há pouco o livro “Só o amor é real”, de Brian Weiss. E muitos trechos dele chamam à reflexão. Observem.

A miopia da maioria das pessoas costuma espantar-me. Tenho muitos conhecidos que se sentem diariamente obcecados pela educação de seus filhos, qual o melhor jardim de infância, se devem preferir escolas particulares ou públicas, quais os melhores cursos pré-vestibulares, maximizando a importância das notas obtidas e das atividades extracurriculares de modo a conseguirem matricular o filho naquele colégio, naquela universidade, ad infinitum. Depois começam o mesmo ciclo em relação aos netos.

Essas pessoas acham que este mundo está imobilizado no tempo e que o futuro será uma reprodução do presente.

Se continuarmos a derrubar as nossas florestas e destruir as nossas fontes de oxigênio, o que essas crianças estarão respirando daqui a vinte ou trinta anos? Se envenenarmos nossos sistemas hidráulicos e nossos ciclos de alimentos, o que elas irão comer? Se continuarmos cegamente a produzir fluorcarbonetos e outros detritos orgânicos e a destruir a camada de ozônio, poderão elas viver ao ar livre? Se superaquecermos o planeta mediante algum efeito estufa, fazendo subir o nível dos oceanos, e inundarmos as nossas praias e exercermos pressão excessiva sobre as falhas oceânicas e continentais, onde elas irão viver? E os filhos e netos, na China, na África, na Austrália e no resto do mundo, serão igualmente vulneráveis, pois também vivem neste planeta. Convém pensar nisto: se e quando reencarnarmos, seremos uma dessas crianças.

Portanto, por que toda essa preocupação com vestibulares e universidades quando talvez não exista um mundo para os nossos descendentes?

Por que essa obsessão com o prolongamento da vida? Por que desejar fazer estender nosso fim geriátrico por mais alguns anos infelizes? Por que a preocupação com níveis de colesterol, dietas de trigo integral, contagem de lipídios e exercícios aeróbicos?

Não será mais sensato viver com alegria agora, tornar mais plenos os nossos dias, amarmos e sermos amados, do que nos preocuparmos tanto com nossa saúde física em um futuro incerto? E se não houver um futuro? E se a morte for a nossa libertação para a felicidade?

Não estou dizendo que devemos desprezar o corpo, que seja certo fumar ou beber excessivamente, usar substâncias abusivas ou ficarmos grosseiramente obesos. Essas condições nos causam dor, sofrimento e incapacidade. Mas não se preocupem tanto com o futuro. Tratem de encontrar a felicidade hoje.

A ironia de tudo isso é que, se adotarmos essa atitude e procurarmos ser felizes no presente, provavelmente viveremos mais tempo.

O nosso corpo e a nossa alma são como um carro e o seu motorista. Lembre-se sempre de que você é o motorista, não o carro. Não se identifique com o seu veículo. A ênfase de hoje em prolongar a duração da vida, em viver até os 100 anos de idade ou mais, é loucura. É como continuar a usar seu Ford antigo além dos trezentos mil ou dos quinhentos mil quilômetros. A carroceria do carro está enferrujando, a transmissão já foi reformada cinco vezes, as peças do motor estão caindo, e você insiste em não abandonar o carro. Enquanto isso, há um Mustang novo em folha esperando por você, bem perto de você. Basta-lhe sair do carro velho e entrar nesse belo Mustang. O motorista, a alma, nunca muda. Somente o carro.

E quem sabe se existe uma reluzente Ferrari esperando por você em algum ponto da estrada?

É preciso saber aproveitar cada momento, porque, como disse John Lennon, a vida é aquilo que acontece enquanto fazemos planos para o futuro.

Tudo de bom e até muito breve.

Feb242011

É preciso viver o momento presente.

Sempre senti a necessidade de viver o momento presente. O passado já passou. Dele tiro as lições e sigo em frente. O futuro a Deus pertence; não adianta ficar me preocupando com ele. Faço planos, mas deixo uma boa margem para o improviso, pois a vida nem sempre acontece da maneira como planejamos. Talvez por isso eu viva tão intensamente o hoje, o agora, cada instante. E a respeito disso, essa semana, no livro “Só o amor é real”, de Brian Weiss, li isto:

O vietnamita Thich Nhat Hanh, monge budista e filósofo, nos ensina a saborear uma boa xícara de chá. Temos de estar completamente conscientes para sentir prazer com o chá.

Somente na consciência do momento presente as nossas mãos podem sentir o agradável calor da xícara. Somente no presente podemos sentir o aroma e a doçura, apreciar o requinte do sabor. Se estivermos ruminando acerca do passado, a experiência de saborear a xícara de chá nos fugirá completamente. Quando olharmos a xícara, o chá já acabou.

A vida é assim. Se não estivermos inteiramente no momento presente, olharemos em nossa volta e ele terá passado. Teremos deixado de sentir o contato, o aroma, o requinte e a beleza da vida. Esta parecerá estar nos deixando para trás.

O passado terminou. Devemos aprender com ele e deixá-lo ir. O futuro ainda não chegou. Devemos fazer planos, mas não perder tempo em nos preocupando com ele. De nada vale nos preocupar. Quando pararmos de ruminar a respeito do que já aconteceu, quando pararmos de nos preocupar com o que talvez nunca aconteça, então estaremos vivendo o presente e começaremos a sentir a alegria de viver.”

Pensamentos assim, acabam por moldar, e muito, minha filosofia de vida: Viva o momento presente!

Feb182011

O aprendizado é importante; não o julgamento.

Certa vez fiz a regressão de um sul-americano que se lembrou de uma existência cheia de culpa, por ter participado da equipe que ajudou a desenvolver a bomba atômica que destruiu Hiroshima e pôs fim à Segunda Guerra Mundial.

Hoje, radiologista de um importante hospital, esse homem usa a radiotividade e a moderna tecnologia para salvar vidas, e não para eliminá-las. Nesta vida, ele é uma pessoa delicada, bela e cheia de amor.

Este é um exemplo de como um espírito pode evoluir e transformar-se, mesmo em meio à mais ignóbil das existências. É o aprendizado que é importante, não o julgamento. Ele aprendeu com a sua existência durante a Segunda Guerra Mundial e aplicou os seus talentos e conhecimentos para ajudar espíritos na existência atual. O sentimento de culpa decorrente de sua vida anterior não é importante. O que importa é aprender com o passado, e não ruminá-lo nem sentir-se culpado por ele.

Excerto do Livro “Só o amor é real”, de Brian Weiss.

* * *

Mudando de assunto:

Assisti ao filme “O amor e outras drogas” (Love and other drugs). Como disse em meu Twitter e Facebook, recomendo! Porque no amor não há fórmulas mágicas, nem receitas miraculosas.

Feb132011

Num dia como outro qualquer…

Eu, Cirilo Veloso Moraes, sou fã do Walt Disney e seu mundo mágico desde há muito tempo. Dia desses estava revendo meu imenso arquivo de vídeo e encontrei uma campanha do Disney Channel para o prêmio Caboré de 2008. Ei-la:

E assim, depois de muito esperar, num dia como outro qualquer, decidi triunfar…

Decidi não esperar as oportunidades, e sim eu mesmo buscá-las.

Decidi ver cada problema como uma oportunidade de encontrar uma solução.

Decidi ver cada deserto como uma possibilidade de encontrar um oásis.

Decidi ver cada noite como um mistério a resolver.

Decidi ver cada dia como uma nova oportunidade de ser feliz.

Naquele dia, descobri que meu único rival não era mais que minhas próprias limitações e que enfrentá-las era a única e melhor forma de superá-las.

Naquele dia, descobri que eu não era o melhor e que talvez eu nunca tivesse sido.

Deixei de me importar com quem ganha ou perde.

Agora me importa simplesmente saber melhor o que fazer.

Aprendi que o difícil não é chegar lá em cima, e sim deixar de subir.

Aprendi que o melhor triunfo é poder chamar alguém de “amigo“.

Descobri que o amor é mais que um simples estado de enamoramento, “o amor é uma filosofia de vida”.

Naquele dia, deixei de ser um reflexo dos meus escassos triunfos passados e passei a ser uma tênue luz no presente.

Aprendi que de nada serve ser luz se não iluminar o caminho dos demais.

Naquele dia, decidi trocar tantas coisas…

Naquele dia, aprendi que os sonhos existem para tornar-se realidade.

E desde aquele dia já não durmo para descansar… simplesmente durmo para sonhar.

Walt Disney