April 2011

Apr112011

Questione-se: Valeu a pena?

Você, que é um homem de negócios e se diz bem sucedido, está feliz com a vida que leva?

Se você sabe dividir bem o seu tempo entre o trabalho e a família, entre as coisas da Terra e os valores espirituais, então você é alguém muito bem sucedido.

Todavia, se é daqueles que não trabalha para viver, mas vive para trabalhar, chegará um dia em que você perguntará a si mesmo: Valeu a pena?

E chegará à conclusão de que não valeu a pena tanta correria para ganhar dinheiro e não usufruir.

Vai ver que o tempo passou e o cansaço tomou conta do seu corpo.

Vai perceber que mesmo rodeado de muita gente, você se sente só.

Um dia, você vai recolher-se no quarto e vai ter vontade de abraçar o travesseiro, porque não sobrou ninguém para abraçar.

Vai ver que foi entrando numa roda viva, que não é mais dono do tempo que dizem que é seu, e que não pode gastá-lo com qualquer um.

Vai ver que o carro já está se tornando um problema, e não um conforto, que o telefone perturba, que a gravata incomoda…

Perceberá que o seu patrimônio lhe exige tempo demais e que acabou sendo possuído ao invés de possuir.

E, por mais que tente se livrar de tudo isso, é um escravo, embora invejado por muitos.

Vai ver que não valeu a pena passar vários anos sem férias, sem descanso.

Vai ver que não tem mais ilusões e a esperança anda com vontade de dormir…

Um dia você vai ver que passou pela vida e não viveu.

Freqüentou o mundo sem saber por qual motivo rodou, rodou e não saiu do lugar…

Pensou que foi, mas ficou.

Teve tudo e não sentiu nada.

Um dia você verá que o tempo escoa tão rápido como areia fina por entre seus dedos.

E, quando chegar esse momento, você vai sentir vontade de voltar no tempo e gastar suas horas de forma diferente.

Vai querer sorrir, amar, estar com a família, misturar-se com as crianças e estender a mão ao próximo.

Vai desejar o abraço da esposa, sempre relegada a segundo plano.

Vai querer sentir a mão do seu filho acariciando-lhe os cabelos…

Vai preferir uma pizza com a criançada em vez de um jantar de negócios.

Vai desejar ser dono das horas, tirar férias, curtir tudo o que gosta…

Mas, se você deixar isto para pensar só um dia… que nunca chega, talvez você não tenha mais tempo…

Por essa razão, se você se permitiu alguns minutos para refletir sobre esta mensagem, não deixe para depois tudo o que você pode fazer agora.

Sorria, ame, curta a sua família, role no chão com seus filhos, abrace a esposa, beije sua velha mãe, diga a seu pai que o ama e gaste uma porção do seu tempo com os amigos…

Tire férias, faça um check-up, cuide da saúde, invista um pouco em você.

E aproveite para refletir sobre as coisas espirituais, já que você é um ser imortal, criado para a eternidade…

Equipe de Redação do Momento Espírita

* * *

Se você nunca sentiu o perfume de uma flor…

Jamais estendeu a mão a alguém necessitado de amparo…

Nunca observou o crepúsculo ou contemplou uma aurora…

Não tem tempo para dedicar aos familiares…

Não sai de férias há anos, para manter o serviço em dia…

Nunca emprestou um pouco do seu tempo a algum tipo de serviço social…

Então você já está morto e ainda não percebeu.

Pense nisso, mas pense agora!

Amor pra Recomeçar – Frejat

Apr42011

Aprendendo a controlar o estresse

Dia desses, em um congresso internacional sobre estresse, ao explicar para a platéia a forma de controlá-lo, o palestrante levantou um copo com água e perguntou:

- “Qual o peso deste copo d’água?”

As respostas variaram de 250g a 750g.

O palestrante, então, disse:

- “O peso real não importa. Isso depende de por quanto tempo vocês seguram o copo levantado. Se o copo for mantido levantado durante um minuto, isso não será um problema. Se eu mantiver o copo levantado por uma hora, acabarei com dores no braço. E se eu ficar segurando um dia inteiro, provavelmente terei cãibras dolorosas e vocês terão de chamar uma ambulância.”

E ele continuou:

- “E isso acontece também com o estresse e a forma como o controlamos. Se vocês carregam suas cargas por longos períodos, ou o tempo todo, cedo ou tarde as cargas começarão a ficar incrivelmente pesadas e, finalmente, vocês não serão mais capaz de carregá-las. Para que o copo de água não fique pesado, vocês precisam colocá-lo sobre alguma coisa de vez em quando e descansarem antes de pegá-lo novamente. Com as nossas cargas acontece o mesmo. Quando estamos refrescados e descansados nós podemos novamente transportar nossas cargas.”

Em seguida, ele distribuiu um folheto contendo algumas formas de administrar as cargas da vida, que eram:

Aceite que há dias em que você é o pombo e outros em que você é a estátua.

Mantenha sempre suas palavras leves e doces, pois pode acontecer de você precisar engolir todas elas.

Se você emprestar dinheiro a alguém e nunca mais encontrar essa pessoa, provavelmente valeu a pena pagar esse preço para se livrar dessa má pessoa.

Nunca compre um carro que você não possa manter. Nem um apartamento.

Quando você tentar pular obstáculos, lembre-se que estará com os dois pés no ar e sem nenhum apoio.

Ninguém se importa se você consegue dançar bem. Para participar e se divertir no baile, levante, dance e pronto.

Lembre-se que é o segundo rato que come o queijo – o primeiro fica preso na ratoeira. Saiba esperar.

Se tudo parecer estar vindo na sua direção, provavelmente você está no lado errado da estrada.

Podemos aprender muito com uma caixa de lápis de cor. Alguns têm pontas aguçadas, alguns têm formas bonitas e alguns são sem graça. Alguns têm nomes estranhos e todos são de cores diferentes, mas todos são lápis e precisam viver na mesma caixa.

Não perca tempo odiando alguém, remoendo ofensas e pensando em vingança. Enquanto você faz isso a pessoa está vivendo bem feliz e você é quem se sente mal e tem o gosto amargo na boca.

Quanto mais alta é a montanha mais difícil é a escalada. Poucos conseguem chegar ao topo, mas são eles que admiram a paisagem do alto e fazem as fotos que você admira dizendo “queria ter estado lá”.

Uma pessoa realmente feliz é aquela que segue devagar pela estrada da vida, desfrutando o cenário, parando nos pontos mais interessantes e descobrindo atalhos para lugares maravilhosos que poucos conhecem.

“Portanto, antes de voltarem para casa, depositem suas cargas de trabalho ou as cargas da vida no chão. Não carreguem isso para suas casas. Amanhã é um novo dia e vocês poderão voltar e pegá-las; porém, com mais tranquilidade.”

“Vivam bem as suas vidas; neste mundo vocês a terão somente uma única vez.”

Don’t Worry; Be Happy – Bobby McFerrin

Apr12011

O bom mesmo é ser o Paulo Zulu

Quem já usou o Orkut sabe que logo na página inicial é possível dar uma “geral” sobre o perfil respondendo algumas perguntas preparadas pela equipe do site.

Dentre elas, há uma bem interessante: O que você gosta de fazer? Do que você mais gosta? Algo do tipo.

Um amigo meu respondeu o seguinte: “Gosto quando estou esperando o ônibus e ele chega rápido!”. Perfeito! É o alívio somado à satisfação da esperança saciada. Quase um orgasmo coletivo, por conta de um coletivo… (isso foi pésimo!)

Logo lembrei-me de uma antiga amiga/ficante/peguete que me fez pergunta semelhante quando estávamos nos conhecendo. Coisas como “donde cê rem”, “donde cê mora”… E por aí vai…

Eu respondi que gostava da sensação de estar me recuperando de uma gripe. Ela me olhou com uma cara de quem assiste a uma cena de filme pornô protagonizada entre o Cauby Peixoto e a Roberta Miranda; exatamente esta cara que você fez agora, não sabe se ri, não sabe se chora.

Expliquei-lhe que a sensação de ressurgimento, de recuperação, é muito gratificante. Ela concordou, mas me disse que o melhor mesmo era estar sempre bem e fez uma cara de quem assiste a uma cena de filme pornô protagonizada entre o Luciano Huck e a Angélica (casalzinho insosso, né? Tenho certeza que você torceu a boca e franziu a testa).

Não sou louco a ponto de dizer que não seria melhor estar sempre bem, mas será que alguém consegue estar sempre bem?

Sempre há uma conta, uma palavra, situação, sinal fechado, tempo nublado, diarréia, fio de cabelo (não uso paletó, ainda bem) que “atrapalham” nossa plenitude.

Sabendo disso, contra-argumentei para a amiga/ficante/peguete: já que não sou imune e a dor é inevitável, que eu encontre uma forma de sentir prazer, mesmo com a dor.

O alívio de conseguir me recuperar e o tempo de molho por conta da doença me faziam pensar no que realmente importa na vida. Me faziam sentir confiança em mim mesmo e seguir em frente. Me faziam dar muito mais valor ao que eu tinha.

Ela arregalou os olhos, deu um suspiro e fez uma cara de quem assiste a uma cena de filme pornô protagonizado entre o Paulo Zulu e a Sheila Carvalho (entendam, tenho 32 anos…). Ela finalmente entendeu a questão. Encerramos a conversa. Protagonizamos nosso próprio filme.

Vi em algum lugar que a dor, em qualquer de suas esferas, é a mais eficiente forma de aprendizado. Concordo plenamente.

Ela nos faz parar pra pensar no que realmente importa, o que realmente se quer nesta passagem pela terra.

Já já iremos embora, mas em tão pouco tempo conseguimos criar tantos problemas, tantas mágoas, que as reencarnações tornam-se eventos de progressão geométrica.

Estou tentando me recuperar de um relacionamento extremamente complicado, cheio de dúvidas, brigas, orgulhos, angústias…

Ambos erramos, ambos amamos demais, e, agora, ambos pagamos caro por isso.

A dor tem-me feito repensar tudo que aconteceu neste último relacionamento, mas também me leva a tempos mais remotos.

Percebo que o problema não sou eu, ou ela… a questão é coletiva, é universal. Todo mundo está insatisfeito, seja com uma conta, uma palavra, situação, sinal fechado, tempo nublado, diarréia, fio de cabelo (lembra da música do Chitãozinho… ?)

Em relacionamentos anteriores eu também tinha problemas parecidos, com mulheres diferentes…eu continuo sozinho, elas também…

É preciso saber viver, pois se até mesmo o rei não tem Maria Rita, imagine eu querer Fulana de volta?

O Japão tá lascado, Kadáfi encurralado, o Sport investindo em pecuária e eu preocupado com meu mundinho… grande bobagem!

Está sendo difícil, a dor tem sido uma companheira insaciável. Mas, como a gripe, resurgirei melhor, mais forte e com menos problemas agregados (eu espero).

Em tempos de recuperação, as reflexões são tão profundas que me levam a entender que uma cena (pornô, lógico) entre a Sheila Carvalho e a Dani Bolina seria lindo, mas o melhor mesmo é quando a amiga/ficante/peguete pensa no Paulo Zulu!

Mário Figueirôa

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“Acontece que a história não tem pressa, o amor se conquista passo a paso, o ciúme é a véspera do fracasso e o fracassso provoca o desamor”

Romance da Bela Inês – Alceu Valença