August 2011

Aug302011

Não discuta; demonstre com sua atitude.

Por mais de trinta anos um Vizir, conhecido e admirado por sua lealdade, sinceridade e devoção a Deus, serviu ao seu senhor. Sua honestidade, entretanto, gerou inimigos na corte, que espalhavam calúnias a seu respeito.

Eles falavam ao ouvido do Sultão o dia inteiro, até que ele também começou a desconfiar do inocente Vizir e acabou condenando à morte o homem que lhe servia tão bem.

Naquele reino, quem fosse condenado à morte era amarrado e jogado no cercado onde o Sultão mantinha os seus cães de caça mais ferozes. Os animais estraçalhariam a vítima de imediato.

Antes de ser jogado aos cães, o Vizir fez um último pedido: precisaria de dez dias de trégua. Nesse tempo pagaria as dívidas, recolheria o dinheiro que lhe deviam e devolveria artigos que as pessoas lhe deram para guardar. Dividiria seus bens entre os membros da sua família e indicaria um guardião para os filhos.

Depois de ter a garantia de que o Vizir não iria tentar fugir, o Sultão lhe concedeu o pedido.

O Vizir correu para casa, juntou cem moedas de ouro, e foi visitar o caçador que cuidava dos cães do Sultão. Ofereceu ao homem as cem moedas de ouro e disse:

- “Deixe-me cuidar dos cães durante dez dias”.

O caçador concordou e durante os dez dias seguintes o Vizir cuidou das feras com muita atenção, tratando-as bem e alimentando-as bastante. No final dos dez dias elas estavam comendo na sua mão.

No décimo primeiro dia o Vizir foi chamado à presença do Sultão, as acusações se repetiram e o sultão assistiu enquanto o Vizir era amarrado e jogado aos cães. Porém, quando as feras o viram, correram até ele e mordiscaram afetuosamente seus ombros e começaram a brincar com ele.

O Sultão e as outras pessoas ficaram espantadas e o Sultão perguntou ao Vizir por que os cães haviam poupado a sua vida.

O Vizir respondeu:

- “Cuidei desses cães durante dez dias. O Sultão mesmo viu o resultado. Eu cuidei do senhor por mais de trinta anos e qual foi o resultado? Fui condenado à morte pela força de acusações levantadas por meus inimigos”.

O Sultão corou de vergonha. Ele não só perdoou o Vizir como lhe deu belas roupas e lhe entregou os homens que o haviam difamado.

O nobre Vizir os libertou e continuou a tratá-los com bondade.

The Subtle Ruse: The Book of Arabic Wisdom and Guile, Século XIII

* * *

Por vezes nós temos agido como o Sultão da história. Desconsiderando pessoas que nos são fiéis por longo tempo, damos ouvidos a outras que desejam destruir e infelicitar.

Há sempre caluniadores nos palcos terrenos e sempre há quem lhes dê ouvidos e crédito.

O indivíduo que fala mal dos outros, quando estes estão ausentes, não tem boas intenções.

Quem deseja edificar, corrigir equívocos, melhorar a situação, fala diretamente com os envolvidos e ouve as suas razões.

Geralmente instigadas pela inveja, o ciúme, o despeito, pessoas arrasam a vida de outras pessoas e geram infelicidade para si mesmas, num futuro próximo ou distante.

Por isso, é sempre importante pensar sobre as verdadeiras intenções daqueles que gostam de fazer comentários sobre quem não está presente e não tem a menor chance de se defender.

É importante considerar, ainda, que quem faz comentários maldosos dos outros para você, poderá fazer de você para os outros, logo mais.

Pensando assim, sempre que o assunto em pauta for uma pessoa, seria justo que ela pudesse participar da conversa.

Você não gostaria de estar presente quando o assunto fosse você?

Pois bem, é muito provável que as outras pessoas também desejem o mesmo.

Por mais fascinante que seja falar mal dos outros “pelas costas”, isso jamais fará dessa prática uma atitude nobre.

Comentários da Equipe do Momento Espírita

Cheek to Cheek – Fred Astaire e Gingers Rogers

Aug242011

Parábola dos sete vimes: a união faz a força!

Era uma vez um pai que tinha sete filhos. Quando estava para morrer chamou todos os sete e lhes disse:

– Filhos, já sei que não posso durar muito, mas antes de morrer quero que cada um de vocês vá buscar um vime seco e traga aqui.

– Eu também? – perguntou o mais jovem, que só tinha quatro anos. O mais velho tinha vinte e cinco e era um rapaz muito forte; o mais valente da freguesia.

– Tu também – respondeu o pai ao mais jovem.

Saíram os sete filhos; pouco depois retornaram, trazendo cada um o seu vime seco.

O pai pegou no vime que trouxe o filho mais velho e o entregou ao mais novo dizendo-lhe:
– Parta este vime!

O pequeno partiu o vime facilmente.

Depois o pai entregou o outro ao mesmo filho mais novo e lhe disse:
– Agora parta também este!

O pequeno partiu o vime; depois partiu, um a um, todos os outros. Após partir o último, o pai disse outra vez aos filhos:
– Agora tragam outro vime aqui.

Os filhos tornaram a sair; logo estavam outra vez ao pé do pai, cada um com o seu vime.
– Agora me deem aqui – disse o pai.

E dos vimes todos fez um feixe, atando-os com um nó bem firme. Voltando-se para o filho mais velho, o mais forte, disse-lhe assim:
– Toma este feixe! Parta-o!

O filho empregou toda a força que tinha, mas não foi capaz de partir o feixe.

– Não podes? – perguntou ele ao filho.

– Não, meu pai, não posso.

– E vocês todos juntos são capazes de partir este feixe de vimes? Experimentem!

Não foram capazes de partí-lo.

O pai lhes disse então:
– Meus filhos, o mais pequenino de vocês partiu sem lhe custar nada todos os vimes, enquanto os partiu um por um; e o mais velho e forte de vocês não pôde partí-los todos juntos; nem vocês, todos juntos, foram capazes de partir o feixe. Pois bem, lembrem-se disto e do que lhes direi: enquanto estiverem unidos, como irmãos que são, ninguém zombará de vocês, nem contra vocês fará mal ou vencerá. Mas caso se separem ou reine entre vocês a desunião, facilmente serão vencidos.

a.d.

Reach – Gloria Estefan

Aug12011

Nunca é tarde para resgatar e viver sua essência. Comece agora!

Meu amigo Roberto Tranjan fala: “Dentro de nós mora um lenhador que todo dia quer cortar árvores”. O desafio é ter consciência disso e parar esse lenhador; não para que ele afie o machado, e sim para perguntar se, mesmo tendo cortado árvores durante a vida inteira, é isso mesmo que ele quer fazer. Perguntar qual contribuição ele quer deixar para o mundo, o que de fato o realiza. É incrível, porque talvez ele descubra que, no fundo, tudo o que ele quis foi plantar árvores, e não derrubá-las, mas foi levado pelas circunstâncias.

O triste da vida não é descobrir o tempo que perdemos fazendo algo que não queríamos; o triste da vida é morrer sem nunca descobrir isso e assim ter perdido a oportunidade de fazer diferente, desperdiçando toda uma vida!

Escuto todo tipo de desculpas das pessoas para fugir desse desafio. Uma das mais comuns é: “Ah, eu estou velho, não dá para recomeçar nada a esta altura do campeonato!” Então eu digo: a expectativa de vida vem aumentando ano a ano. Três décadas atrás não passava de 50 anos, hoje é superior aos 70, e com o avanço da medicina só vai aumentar.

Ou seja, tenho uma boa e uma má notícia a lhe dar. A boa é que você tem mais ou menos uns trinta anos de bônus de vida pela frente, praticamente mais uma vida. A má notícia é que você tem mais ou menos uns trinsta anos de bônus de vida pela frente, praticamente mais uma vida.

Então esqueça essa desculpa de que você não tem tempo para mudar o rumo das coisas. Aproveite essa oportunidade para pensar, planejar e viver tudo o que você não viveu.

Excerto do Livro “O que realmente importa?“, de Anderson Cavalcante.

* * *

Ouse! Por mais difícil que possa parecer… Lembre-se que sempre é tempo de mudar de rumo, de recomeçar, de fazer o que se deseja. Arrisque-se! Porque só quem corre riscos é verdadeiramente livre.

Viva La Vida – Coldplay