A oração de Jabez – Alcançando a benção de Deus – Parte 09
Anteriormente no Simples Coisas da Vida:
A oração de Jabez – Alcançando a benção de Deus – Parte 01;
A oração de Jabez – Alcançando a benção de Deus – Parte 02;
A oração de Jabez – Alcançando a benção de Deus – Parte 03;
A oração de Jabez – Alcançando a benção de Deus – Parte 04;
A oração de Jabez – Alcançando a benção de Deus – Parte 05;
A oração de Jabez – Alcançando a benção de Deus – Parte 06;
A oração de Jabez – Alcançando a benção de Deus – Parte 07;
A oração de Jabez – Alcançando a benção de Deus – Parte 08.
Dando sequência, hoje segue a parte nove. Se você não estiver entendendo nada, saiba mais no post “Aviso aos leitores do Simples Coisas da Vida“. Ei-la:
Uma escada até as nuvens
Certo dia, Darlene e eu fomos a um enorme parque urbano, no sul da Califórnia, com nossos filhos, na época pré-escolar. Era o tipo de parque que faz um homem crescido desejar voltar a se tornar criança. Havia balanços, labirintos, gangorras, mais o mais emocionante eram os escorregadores – não apenas um, mas três – um pequeno, um médio e um gigante. David, que na época tinha cinco anos, correu como uma bala na direção do pequeno.
- Porque você não desce com ele? – perguntou Darlene. Mas eu tinha outra idéia.
- Vamos esperar e ver o que acontece – disse eu.
Assim, relaxamos num banco próximo e ficamos observando. David subiu depressa ao topo do escorregador menor. Acenou para nós com um enorme sorriso nos lábios e deslizou rapidamente.
Sem hesitação, ele resolveu partir para aquele de tamanho médio. Começou a subir a escada e, na metade do trajeto olhou para mim. Virei o rosto. Ele analisou suas opções por alguns instantes e, cuidadosamente, começou a descer, degrau por degrau.
- Querido, você precisa ir até lá e ajuda-lo – disse minha esposa.
- Ainda não – respondi, na esperança de que minha piscada de olho pudesse dizer a ela que não estava sendo descuidado com o menino.
David ficou alguns minutos na base do escorregador olhando outras crianças subirem, escorregarem e correrem de volta para subir de novo. Finalmente ele decidiu. Criou coragem, subiu e escorregou para baixo. Na verdade fez isto três vezes sem olhar para nós.
Então, vimos nosso filho encarar o maior escorregador de todos. Neste momento, Darlene ficava ansiosa.
- Bruce, acho que ele não deveria ir naquele escorregador sozinho.
- Concordo – respondi claramente – mas acho que ele também não vai querer fazer isso. Vamos ver…
Quando chegou ao pé do escorregador, ele gritou:
- Papai!
Mas eu olhei novamente para o outro lado, fingindo não tê-lo ouvido.
Ele deu mais uma olhada na escada. Em sua imaginação infantil, aquela escada deveria chegar até as nuvens. Ficou olhando um adolescente descer voando. Então, enfrentando o seu medo, ele decidiu tentar. Passo a passo, uma mão após a outra, devagar David avançou escada acima. Antes da metade da escada, ele de repente congelou. Naquele momento, o adolescente já estava atrás dele e gritou para que ele subisse logo. Mas David não podia. Não conseguia nem subir nem recuar. Ele havia chegado a ponto do evidente fracasso.
Corri para ele e perguntei, da base da escada:
- Tudo bem filho?
Ele olhou para mim, tremendo, mas segurando a escada com forte determinação. Ele tinha uma súplica na ponta da língua:
- Papai, desce comigo? – O adolescente estava perdendo a paciência, mas eu não queria deixar a oportunidade passar.
- Porque filho? – perguntei-lhe, olhando atentamente para seu pequeno rosto.
- Não consigo fazer isso sem você, papai – disse ele tremendo. – É muito grande para mim!
Estiquei-me o mais que pude para alcança-lo e o levantei em meus braços. Então subimos juntos aquela longa escada até as nuvens. Chegando no topo, coloquei meu filho entre minhas pernas e o segurei com força. Então, descemos o escorregador gigante, rindo e gritando por todo o trajeto.
Sua mão, Seu Espírito
As mãos de nosso Pai são assim. Você diz a ele: “Pai faze isto em mim, pois não posso fazê-lo sozinho. É grande demais para mim”. E você sai, dando o passo de fé, para fazer e dizer coisas que só poderiam vir das mãos de Deus. Depois de tudo, seu espírito clamará: Foi Deus quem fez isso, e ninguém mais! Deus me conduziu, deu-me as Palavras, deu-me o poder – e isto é maravilhoso!
Não há nada melhor do que viver nesta dimensão sobrenatural!
O poder de Deus sobre nós, em nós e movendo-se através de nós é exatamente o que transforma dependência em inesquecíveis experiências de plenitude. “Não que, por nós mesmos sejamos capazes de pensar alguma coisa”, disse Paulo, “como se partisse de nós, pelo contrário, a nossa suficiência vem de Deus, o qual nos habilitou para sermos ministros de uma nova aliança” (2Co 3: 5-6).
Por mais trágico que isso possa parecer, a mão do Senhor é tão raramente experimentada, até mesmo por cristãos maduros, que eles não sentem falta dela nem pedem sua atuação. Eles mal sabem que ela existe. Pensam nela como algo reservado aos profetas e apóstolos, que não é para eles. Quando estas pessoas enfrentam a perspectiva do fracasso, sua tendência é chegar à errônea conclusão: Fui longe demais; acabei chegando ao lugar errado. Já que cheguei ao fim de meus recursos, a melhor coisa é sair, rápido!
Jabez, ao contrário, estava tão certo de que a mão de Deus sobre ele era necessário para alcançar as bênçãos, que foi incapaz de imaginar uma vida honrada sem ela. Vamos analisar em mais detalhes o significado de sua oração.
A “mão do Senhor” é um termo bíblico para expressar o poder e a presença de Deus na vida de seu povo (veja Js 4:24 e Is 59:1). Em Atos, o sucesso fenomenal da Igreja primitiva foi atribuído a uma coisa: “A mão do Senhor estava com eles, e muitos crendo, se converteram ao Senhor” (At 11:21).
Uma descrição mais específica do Novo Testamento sobre a mão de Deus é o “encher-se do Espírito Santo”. O crescimento da igreja deve seu poderoso testemunho, tanto à necessidade quanto à disponibilidade da mão de Deus para realizar as coisas de Deus.
Considere a progressão natural que parte de mais bênçãos para maiores fronteiras e em seguida para a necessidade de poder sobrenatural. Quando Jesus deu a seus discípulos a “Grande Comissão – Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações… E eis que estou convosco todos os dias” (Mt 28: 19-20), estava lhes outorgando tanto uma benção incrível, quanto uma tarefa impossível. Ir a todas as nações e pregar? Desastre à vista! Afinal, ele estava escalando pessoas não confiáveis e covardes como Pedro, que já havia provado que até uma menina próxima a uma fogueira, poderia faze-lo negar ter conhecido Jesus!
No entanto, ao enviar o Espírito Santo (At 1:8), Jesus tocou aqueles cristãos comuns com um toque de grandeza, enchendo-os de seu poder miraculoso para espalhar o evangelho por toda a face da terra. Você notará, de fato, que a frase presente no relato de Lucas (Cheios do Espírito Santo), freqüentemente está ligada à uma conseqüência: “eles falavam com intrepidez” (Veja At 4:13, 5:29, 7:51, 9:27). Apenas Deus, trabalhando através deles, poderia executar os milagres e as conversões em massa que se seguiram.
Ao pedirmos a poderosa presença de Deus, como Jabez e a Igreja primitiva fizeram, também veremos resultados tremendos que podem ser explicados somente como vindos da mão de Deus.
O que mais me surpreende sobre a Igreja primitiva é que os cristãos buscavam continuamente serem cheios de Deus (veja At 4: 23-31). Eram conhecidos como uma comunidade que passava horas e até mesmo dias em oração juntos, esperando em Deus e pedindo seu poder (veja At 2: 42-47). Eles ansiavam por receber mais da “mão de Deus” – um preenchimento espiritual renovado do poder de Deus que poderia transformar um fracasso certo e iminente em um milagre, fazendo com que tarefas impossíveis fossem realizadas.
Paulo instruiu os cristãos de Éfeso a fazer disso uma prioridade: “para que sejais tomados de toda a plenitude de Deus” (Ef 3:19). Com este fim em mente, Paulo orou para que Deus os abençoasse e os fortalecesse “mediante o seu Espírito” (Ef 3:16).
Quando foi a última vez em que sua Igreja se reuniu e pediu para ser cheia do Espírito Santo? Qual foi a última vez em que você orou com freqüência e fervor dizendo: “Oh Senhor, coloca a tua mão sobre mim! Enche-me com o teu Espírito Santo”! A rápida disseminação das Boas Novas no mundo romano não poderia ter acontecido de outra maneira.
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é oque falta muito hoje em dia: Ousadia!
coragem para falar do amor de Deus pras pesoas, sem muito conhecimento as pesoas temem talvez perder amigos, mas quando vc tem uma experiência real com Deus, vc verá o quanto que poderia ter feito, portanto, ore a Deus e peça ousadia, confie nele,sem duvidar e o mais ele fará.