Apr62010

A oração de Jabez – Alcançando a benção de Deus – Parte 12

Anteriormente no Simples Coisas da Vida:
A oração de Jabez – Alcançando a benção de Deus – Parte 01;
A oração de Jabez – Alcançando a benção de Deus – Parte 02;
A oração de Jabez – Alcançando a benção de Deus – Parte 03;
A oração de Jabez – Alcançando a benção de Deus – Parte 04;
A oração de Jabez – Alcançando a benção de Deus – Parte 05;
A oração de Jabez – Alcançando a benção de Deus – Parte 06;
A oração de Jabez – Alcançando a benção de Deus – Parte 07;
A oração de Jabez – Alcançando a benção de Deus – Parte 08;
A oração de Jabez – Alcançando a benção de Deus – Parte 09;
A oração de Jabez – Alcançando a benção de Deus – Parte 10;
A oração de Jabez – Alcançando a benção de Deus – Parte 11.

Dando sequência, hoje segue a parte 12 (doze) das 15 (quinze). Se você não estiver entendendo nada, saiba mais no post “Aviso aos leitores do Simples Coisas da Vida“. Ei-la:

Brincando de ficar distante

Chegamos agora a uma das fortalezas ocultas do Príncipe das Trevas na vida dos cristãos. Em minha experiência, a maioria dos cristãos parece orar simplesmente pedindo forças para suportar a tentação – pela vitória contra os ataques de nosso feroz inimigo, Satanás.

Por alguma razão não pensamos em pedir que Deus simplesmente nos mantenha longe da tentação e que mantenha o diabo encurralado, fora de nossas vidas.

Porém no modelo de oração que Jesus deu a seus discípulos, quase um quarto de suas palavras pedem libertação: “e não nos deixes cair em tentação, mas livra-nos do mal” (Mt 6:13). Nada sobre visão espiritual ou poderes especiais. Nem uma palavra sequer sobre confrontação.

Quando foi a última vez que você pediu a Deus para ficar livre da tentação? Do mesmo modo que Deus quer que você peça mais bênçãos, fronteiras mais amplas e mais poder, ele deseja ouvir de você seu pedido de afastamento do mal.

Sem a tentação, nós não pecaríamos. A maioria de nós enfrenta muitas tentações – e, portanto, peca com freqüência demasiada – porque não pedimos a Deus que nos conduza para longe da tentação. Portanto, amadurecemos muito quando começamos a nos concentrar menos em derrotar a tentação e mais em evitá-la.

Embora tivesse todas as legiões do céu a sua disposição, até mesmo Jesus orou pedindo libertação. Mesmo com sua perspicácia divina, Jesus se recusou a entrar numa discussão com Satanás durante a tentação no deserto, na qual o inimigo lhe fez ofertas sedutoras.

À medida que penetramos mais fundo no reino do miraculoso, aprendemos que a guerra mais eficiente contra o pecado é orar para que não tenhamos de lutar contra tentações desnecessárias. E Deus nos oferece seu poder sobrenatural para fazer exatamente isso.

Deitando as Armas

A arena da tentação normalmente é território inimigo. Não quero dizer com isso que ser tentado é a mesma coisa que pecar – este é mais um dos enganos de Satanás. O que estou afirmando aqui é que somos levados a expurgar o mal das esferas de nossa experiência subjetiva. Este terreno não é neutro, pois somos criaturas caídas que possuem uma compreensão limitado, como Satanás sabe bem. Neste contexto, até mesmo nossas melhores armas (humanamente falando) podem nos levar à derrota. Considere, por exemplo, as “armas” da sabedoria, da experiência e dos sentimentos:

Sua Sabedoria – Ela funciona muito esporadicamente, na melhor das hipóteses, pois a natureza do mal é enganar com um pouco de verdade – não toda a verdade, mas uma parte suficiente para nos deixar em dúvidas. Adão e Eva não eram mais propensos a sucumbir à tentação do que nós somos hoje. A verdade é que eles, ao contrário de nós, eram perfeitos em todos os aspectos e nenhuma de suas necessidades deixou de ser atendida. Satanás abordou a raça humana no ponto mais alto de sua promessa e de seu desempenho – e nos destruiu com uma simples conversa amigável.

É por isso que, como Jabez, devemos orar pedindo proteção contra o engano:

Senhor, afasta-me de cometer os erros nos quais estou mais propenso no momento em que chega a tentação. Confesso que aquilo que julgo ser necessário, inteligente ou pessoalmente benéfico em geral é apenas um belo disfarce para o pecado. Assim, peço-te que me preserves do mal.

Sua Experiência – Quanto mais penetramos em novos territórios para Cristo, menos nossos flancos estão protegidos contra os ataques de Satanás. Alguém já disse: “O perigo não está em colocar à beira do precipício, mas em estar desatento”. Uma pequena tolerância ao orgulho ou à confiança em si mesmo pode trazer um desastre. A mais profunda tristeza que constatei na vida de outros cristãos está entre aqueles que experimentam enormes bênçãos, alargaram suas fronteiras, receberam poder… E caíram em sérios pecados.

Tal como Jabez, devemos orar pedindo que sejamos poupados dos julgamentos errados:

Senhor, afasta-me da dor e da tristeza que o pecado traz. Coloca uma barreira diante dos perigos que eu não posso ver e daqueles que eu acho que posso enfrentar devido a minha experiência (ou orgulho ou falta de cuidado). Protege-me, Senhor, com o teu poder!

Seus Sentimentos – Será que compreendemos mesmo quanto nossos sonhos humanos estão longe do sonho que Deus tem para nós? Estamos imersos numa cultura que valoriza a liberdade, a independência, os direitos pessoais e a busca pelo prazer. Respeitamos as pessoas que se sacrificam para conseguir aquilo que querem. Mas e quanto a ser um sacrifício vivo? A negar-se a si mesmo?

Do mesmo modo como Jabez orou, devemos pedir que sejamos afastados daquilo que nos parece correto, mas que na realidade está errado:

Senhor, afasta-me das tentações que apelam às minhas emoções e às minhas necessidades físicas, daquelas que penso (equivocadamente) que mereço, ou que tenho o direito de desfrutar. Tu és a fonte de tudo aquilo que é verdadeiramente vivo, e por isso, peço-te que dirijas os meus passos para longe de tudo o que não vem de ti.

Estes são pedidos de libertação que nosso Pai tem prazer em ouvir – e responder.

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