A vida é bela

Assisti, hoje, em ‘Tela Quente’, o filme “A Vida é Bela”.

Amei demais e por isso resolvi postar algo sobre a mensagem que o filme me passou; o que ficou marcado em meus pensamentos e sentimentos.

Guido e a família: vida
feliz e tranqüila antes
do holocausto.

A Vida é Bela é uma comédia e por isso desperta fúria e comoção. Fúria porque para alguns judeus e os politicamente corretíssimos o massacre nazi-fascista não deveria jamais servir de argumento para uma história tão leve e bem-humorada sobre o sofrimento no holocausto. Comoção porque conta a luta heróica de um pai determinado em fazer da guerra um jogo pueril para proteger o filho da cruel realidade dos seguidores de Hitler e Mussolini.

Não que a metáfora não sirva para amplas discussões: Guido chama as ações nos campos de concentração de gincana onde os judeus que seguirem as regras – esconderem-se, manterem-se em silêncio e não pedirem por comida – ganham pontos e concorrem a um tanque de guerra. A produção comove e convence sobre como a sétima arte pode emocionar com situações insólitas aliadas a fragmentos de realidade. Uma fábula humanista sem propósitos políticos, nem objetivo de deturpar a história.

O filme é dividido em 2 partes: na primeira hora de duração Guido Orefice (Roberto Benigni) sai do campo e vai para a cidade, onde conhece uma charmosa professora chamada Dora (Nicoletta Braschi), a quem ele dá o apelido de “princesa”. Nesse tempo ele trabalha como garçom, onde arranja amigos e inimigos e tenta conquistar sua paixão.

A segunda parte começa quando entra o garotinho na história e as partes mais dolorosas. Giosué (Giorgio Cantarini, excelente!) é filho do casal. Durante a guerra eles são mandados para campos de concentração e eles ficam em alas diferentes da dela (separação de homens e mulheres). Para não deixar o garoto incomodado com a situação, Guido inventa uma longa história, dizendo que tudo aquilo é um jogo e que quem fizer 1000 pontos primeiro leva um tanque. Mas não será fácil mantes essa “mentira”, ele enfrenta muitas coisas para conseguir manter essa fantasia para o garoto.

O que impressiona é que Guido para conseguir se manter vivo e bem, acaba aceitando também tudo isso como um jogo, faz da fantasia do filho a sua própria fantasia. Momentos de encher nossos olhos estão presentes no filme também, como quando os 2 encontram o microfone vago e logo Guido diz palavras belíssimas para sua “princesa”, que pode ouví-lo. Além disso o garoto nos encanta com seu modo, principalmente no final, onde segurar as lágrimas é difícil.

O filme mostra com bom humor e divertimento o terror vivido pelos judeus italianos na 2º Guerra Mundial. Mesclando um humor simpático com partes profundamente dolorosas, Benigni faz um trabalho totalmente humano e profundo, consegue tocar o espectador de uma maneira incrível.

“A Vida é Bela” é um filme maravilhoso.

É simplesmente lindo!

Aos que viram, pergunto o que sentiram, o que acharam do filme; aos que não, sugiro que vão à locadora mais próxima para alugarem o DVD ou a fita mesmo.

Vale a pena! Recomendo!

Uma boa terça-feira a todos.

La Vitta è Bella.

Comentários

  1. Lariane disse

    O filme é mt bom eu ainda estou assistindo ele na aula de geografia na escola,é mt bom msm eu recomendo a tds vcs que estão lendo o comentario assistirem ao filme

  2. Andressa disse

    Realmente, esse filme é muito bom.
    Fui obrigada a assistí-lo na faculdade e posteriormente fazer uma análise critica valendo nota, o que me vez ver o filme não apenas uma vez, mas inumeras vezes.
    A principio parecia uma comédia, um tanto sem graça, mas depois a gente entende a verdadeira mensagem do filme, o que o torna emocionante e extremamente engraçado, já que Benigni, transforma a dor da guerra em uma divertida história, com o intuito de não traumatizar seu filho pequeno.´
    A verdadeira mensagem que o filme passa é que a vida pode ser muito bela, basta com que façamos dela uma comédia a cada dia, adaptando cada novo desafio de nossa vida, como uma nova regra do jogo, assim como o ator fazia quando era surprendido com uma situação que não havia cogitado, sem deixar seu filho perceber o que realemente estava acontecendo, porém, dando a ele motivos para continuar no jogo e fazer pontos para conquistar seu grande objetivo de vida (o tanque) que simboliza a liberdade, já que o garoto não sabia que estavam presos no campo de concentração.
    Desta forma, o pai vive a história que inventou para o filho como sendo um jogo, e faz de seu sofrimento no campo de concentração, uma comédia, pois tem que parecer feliz para o filho, tem que ajudá-lo a fazer pontos para ganhar o tanque, resumindo, mesmo estando morto de cansado, com fome e com sono, quando volta para o quarto depois de um dia inteiro de trabalho forçado na industria bélica, tem que mostrar ao filho que esta se divertindo muito com o jogo e contar a ele todo dia quantos pontos já conquistou.

Deixe um comentário