Categoria: Atitude

Dec312011

Viva seus sonhos! Feliz 2012.

Bob Marley disse: É melhor atirar-se à luta em busca de dias melhores, mesmo correndo o risco de perder tudo, do que permanecer estático, como as pessoas que não lutam, mas também não vencem, que não conhecem a dor da derrota, nem a glória de ressurgir dos escombros. Essas pessoas, ao final de sua jornada na Terra não agradecem a Deus por terem vivido, mas desculpam-se perante Ele por terem apenas passado pela vida.

Tendo os dizeres acima como norte, desejo que em 2012 cada um de vocês viva seus sonhos. Mude se achar que deve mudar. Continue se quiser continuar. Mas não se acomode. Arrisque-se! Ouse! Porque só o que está morto não muda.

São os meus sinceros votos.

Feliz 2012!

People are awesome 2011 [youtube vídeo]

Nov282011

Exercite-se e aproveite muito mais a sua vida.

As pessoas que praticam exercícios, seja ginástica, musculação ou caminhadas longas e regulares, sentem-se mais saudáveis, melhores consigo mesmas e aproveitam muito mais a vida.
  
Um importante executivo costumava dizer: “Sempre que penso em me exercitar, deito-me e espero a vontade passar.”

Ele dizia isso sempre e essa sua filosofia conduziu-o diretamente a uma perda de energia, seguida por problemas de saúde. O que não é de espantar.

Seus médicos pressionaram-no a mudar o estilo de vida e, como se viu sem alternativa, ele resolveu tentar. Para sua surpresa, foi descobrindo o prazer que os exercícios lhe davam. Era uma chance de passar algum tempo todos os dias cuidando do Corpo, sem maiores preocupações. Sentiu que o contato com a natureza durante as caminhadas o deixava renovado. O que era inicialmente uma obrigação passou a ser uma saudável necessidade. E ficou maravilhado ao verificar que, ao invés de cansá-lo, os exercícios na verdade aumentaram sua energia.

Sabem qual é a sua filosofia atual? “É difícil encontrar palavras para dizer o quanto gosto de me exercitar.”
  
As pesquisas sobre atividades físicas mostram que os exercícios aumentam a autoconfiança, o que por sua vez fortalece a auto-estima. Os exercícios regulares, incluindo as caminhadas, aumentam diretamente a felicidade em doze por cento e
podem contribuir de forma indireta para uma melhoria expressiva da auto-imagem.

In: 100 segredos das pessoas felizes, de David Niven.

Inspire-se – Endorfina [youtube vídeo]

Oct32011

Seja revolucionário e desafie as regras!

Alexandre corta o nó górdio em pintura do século XIX

“Todo ato de criação é, antes de tudo, um ato de destruição.” Picasso

Se construir padrões fosse a única coisa necessária para criar novas idéias, todos nós seríamos gênios criadores. O pensamento criativo não é só construtivo, – é destrutivo também. Como já foi dito por mim em outras ocasiões, o pensamento criativo inclui brincar com o que se sabe – e isso pode significar o rompimento de um padrão para a criação de um outro, mais novo. Portanto, uma estratégia eficaz do pensamento criativo consiste em ser revolucionário e desafiar as normas. Quer um bom exemplo?

No inverno de 333 a.C., o general macedônio Alexandre e seu exército chegam à cidade asiática de Górdio para se aquartelarem. Durante sua estada, Alexandre ouve falar da lenda sobre o famoso nó da cidade, o nó górdio. Uma profecia diz que aquele que desatasse o nó, estranhamente complicado, se tornaria rei da Ásia.

Esta história intriga Alexandre, que pede para ser levado até onde estava o nó, pois queria desatá-lo. Ele o estuda por alguns instantes, mas, após infrutíferas tentativas de achar a ponta da corda, não vê saída. “Como poderei desatar o nó?”, pergunta.

Então, ele tem uma ideia: “Basta estabelecer minhas próprias regras sobre como desatar nós”. Ato contínuo, Alexandre puxa a espada e corta o nó ao meio. A Ásia lhe estava destinada.

Copérnico quebrou a regra de que a Terra se encontra no centro do Universo. Napoleão rompeu as normas sobre a forma adequada de se fazer uma campanha militar. Beethoven desobedeceu as leis que indicavam como uma sinfonia devia ser composta. Picasso rompeu a regra de que um selim serve para a pessoa se sentar enquanto pedala, andando de bicicleta.

Pense: quase todos os avanços na arte, na ciência, na tecnologia, nos negócios, em marketing, na culinária, na medicina, na agricultura e no desenho industrial aconteceram quando alguém questionou as normas e tentou uma outra abordagem.

Em: Um “Toc” na cuca, por Roger Von Oech.

* * *

Porque se você não arrisca nada, o risco é ainda maior. Se você não tenta ir além, se não busca inovar, melhorar, implementar o novo, o que o difere de uma máquina, automatizada, sem ideias, sem pensamentos criativos?

Portanto pergunto: E você – você mesmo!, ficará acomodado e apenas dirá, “Ah, Cirilo, as coisas por aqui sempre funcionaram dessa maneira…“?!

Enter Sandman – Metallica

Sep262011

Acidentes felizes

Receba com prazer as interrupções, pois elas muitas vezes levam a acidentes felizes.

As pessoas que sabem arriscar não têm medo dos irritantes reveses da vida. Quando as coisas dão errado, em vez de olhar para trás, elas seguem em frente, empurradas por sua curiosidade.

Essas pessoas têm bons motivos para ser curiosas. A roda da fortuna se movimenta por um mecanismo que está mais relacionado à teoria quântica do que às leis de Newton. Pergunte a casais felizes como se conheceram e ouvirá uma longa história sobre cancelamentos de última hora, multa por excesso de velocidade, passaporte perdido, filas compridas e pneus furados no meio da chuva.

Desconfie das conclusões simplistas sobre causa e efeito. Encare acidentes como evidências de que você entrou em um invisível campo eletromagnético que não responde à força gravitacional da razão comum.

Se for demitido no dia em que planejava assinar o contrato de aluguel de um novo apartamento, considere este seu dia de sorte: daqui a um ano você pode vender seu primeiro livro, com um adiantamento substancial.

Se quebrar a perna no dia da partida para uma excursão pela garganta do rio Yang-Tsé, pode ter certeza de que o médico do pronto-socorro é o futuro marido de sua melhor amiga.

Se derramar café no sofá ao pegar o telefone, não se surpreenda se a pessoa do outro lado for alguém de uma famosa escola de pintura oferecendo-lhe uma bolsa para que siga sua inclinação artística.

Por fim, se trancar a chave dentro do carro (muito ‘old time’ isso, eu sei), não xingue baixinho. Ao contrário, agradeça aos céus por lembrar que a vida é cheia de surpresas. Não é uma viagem pré-paga para um destino conhecido, e sim uma excitante jornada, com curvas e encruzilhadas que nunca podem ser antecipadas.

Stairway to Heaven – Led Zeppelin

Sep232011

A arte de se aventurar

Um dia, esperando um amigo na estação central do metrô, você dá de cara com um primo que não via há tempos e ele lhe oferece um ótimo emprego em Cingapura. Você se muda para lá e aluga um apartamento vizinho ao do antigo mordomo de Elvis Presley. Um ano depois, em viagem de negócios a Memphis, nos Estados Unidos, visita Graceland e se apaixona pela guia de turismo. Vão passar a lua-de-mel em Paris, onde seu novo cunhado é gerente de um restaurante cinco estrelas. De repente, você se vê sentado em frente a um escalope de foie gras de canard a l’orange et au pain d’épices, sem saber bem qual garfo usar.

Se os escritores criassem histórias tão cheias de acasos quanto as da vida real, nunca seriam publicadas. “Seu livro não faz sentido”, diria o editor. “Os leitores não querem narrativas intermináveis que não levam a lugar algum”.

Mas a verdade é mais estranha que a ficção. Muitos têm uma vida real que faz das regras de ouro da literatura criativa uma piada. Nossas ações jamais seguem um roteiro linear. Nós nos distraímos e divagamos à mercê das coincidências que sempre parecem sabotar o projeto mais perfeito. Ao contrário do que dizem os historiadores, o encontro com o destino é coisa rara entre os seres humanos.

Só existe um tipo de história capaz de imitar a vida real e ainda assim conquistar a atenção dos ouvintes. É a aventura épica, gênero muito particular da literatura. Histórias de aventura não precisam de roteiro. Ao contrário dos livros de detetive, suspense, romance e vingança, não há nenhuma relação de causa e efeito nessas longas narrativas – apenas viradas de sorte que carregam o herói de um lugar exótico para outro, sem rima nem razão.

Incluindo odisséias tão complicadas quanto a jornada de Ulisses, as histórias de aventuras nos mantêm em suspense com uma sucessão de eventos imprevisíveis. Uma coisa sempre leva a outra. Os leitores ficam mais interessados em saber o quê, quando e onde do que em descobrir por quê.

Com a vida é a mesma coisa. O que vai acontecer em seguida é mais intrigante que o que vai acontecer no final, porque cada final é um começo. Sair de casa coincide com embarcar em uma nova vida. Deixar um emprego é a oportunidade de ir em frente. Casar dá a chance de começar uma família. E assim a história segue, com cada encruzilhada dramática marcando uma nova gênese.

Viva a vida como uma aventura, resistindo à tentação de explicar tudo. Não perca tempo pensando por que os homens têm medo de compromisso, por que as pessoas devem aprender as regras antes de quebrá-las, por que sua fila sempre é a mais lenta.

Evite usar a apalavra “porque” para justificar seus atos. Sobretudo, nunca diga “porque te amo”, ou “porque é bom para você”, ou “porque me disseram que sim, ou “porque preciso do emprego”.

Tenha cuidado ao designar causas e efeitos a eventos que você obviamente não entende. Algumas desculpas esfarrapadas: trauma de infância, o movimento dos planetas, os efeitos da cafeína, Nostradamus, o governo, hormônios, o tempo, rivalidade entre irmãos, violência na televisão, a economia, a ética puritana, a civilização ocidental.

Em outras palavras, não espere que os fatos de sua vida se encaixem em um roteiro pronto para o horário nobre. Esteja certo de que, se você ficasse famoso, seus biógrafos perderiam o sono tentando entender suas motivações interiores. Deixe que sua vida seja o poema épico que deve ser. Abrace cada momento por seus próprios méritos, um de cada vez, na sequência em que forem acontecendo.

Seja aventureiro.

Vá a Cingapura. (não perca a floresta Bukit Timah).

Percorra o Caminho de Santiago.

Compre uma casa em uma charmosa cidadezinha do interior.

Inscreva-se em um curso de fotografia no Festival de Arles, na Provença.

Deixe para os outros a tarefa de entender o porquê.

O Barquinho – Maysa

Aug302011

Não discuta; demonstre com sua atitude.

Por mais de trinta anos um Vizir, conhecido e admirado por sua lealdade, sinceridade e devoção a Deus, serviu ao seu senhor. Sua honestidade, entretanto, gerou inimigos na corte, que espalhavam calúnias a seu respeito.

Eles falavam ao ouvido do Sultão o dia inteiro, até que ele também começou a desconfiar do inocente Vizir e acabou condenando à morte o homem que lhe servia tão bem.

Naquele reino, quem fosse condenado à morte era amarrado e jogado no cercado onde o Sultão mantinha os seus cães de caça mais ferozes. Os animais estraçalhariam a vítima de imediato.

Antes de ser jogado aos cães, o Vizir fez um último pedido: precisaria de dez dias de trégua. Nesse tempo pagaria as dívidas, recolheria o dinheiro que lhe deviam e devolveria artigos que as pessoas lhe deram para guardar. Dividiria seus bens entre os membros da sua família e indicaria um guardião para os filhos.

Depois de ter a garantia de que o Vizir não iria tentar fugir, o Sultão lhe concedeu o pedido.

O Vizir correu para casa, juntou cem moedas de ouro, e foi visitar o caçador que cuidava dos cães do Sultão. Ofereceu ao homem as cem moedas de ouro e disse:

- “Deixe-me cuidar dos cães durante dez dias”.

O caçador concordou e durante os dez dias seguintes o Vizir cuidou das feras com muita atenção, tratando-as bem e alimentando-as bastante. No final dos dez dias elas estavam comendo na sua mão.

No décimo primeiro dia o Vizir foi chamado à presença do Sultão, as acusações se repetiram e o sultão assistiu enquanto o Vizir era amarrado e jogado aos cães. Porém, quando as feras o viram, correram até ele e mordiscaram afetuosamente seus ombros e começaram a brincar com ele.

O Sultão e as outras pessoas ficaram espantadas e o Sultão perguntou ao Vizir por que os cães haviam poupado a sua vida.

O Vizir respondeu:

- “Cuidei desses cães durante dez dias. O Sultão mesmo viu o resultado. Eu cuidei do senhor por mais de trinta anos e qual foi o resultado? Fui condenado à morte pela força de acusações levantadas por meus inimigos”.

O Sultão corou de vergonha. Ele não só perdoou o Vizir como lhe deu belas roupas e lhe entregou os homens que o haviam difamado.

O nobre Vizir os libertou e continuou a tratá-los com bondade.

The Subtle Ruse: The Book of Arabic Wisdom and Guile, Século XIII

* * *

Por vezes nós temos agido como o Sultão da história. Desconsiderando pessoas que nos são fiéis por longo tempo, damos ouvidos a outras que desejam destruir e infelicitar.

Há sempre caluniadores nos palcos terrenos e sempre há quem lhes dê ouvidos e crédito.

O indivíduo que fala mal dos outros, quando estes estão ausentes, não tem boas intenções.

Quem deseja edificar, corrigir equívocos, melhorar a situação, fala diretamente com os envolvidos e ouve as suas razões.

Geralmente instigadas pela inveja, o ciúme, o despeito, pessoas arrasam a vida de outras pessoas e geram infelicidade para si mesmas, num futuro próximo ou distante.

Por isso, é sempre importante pensar sobre as verdadeiras intenções daqueles que gostam de fazer comentários sobre quem não está presente e não tem a menor chance de se defender.

É importante considerar, ainda, que quem faz comentários maldosos dos outros para você, poderá fazer de você para os outros, logo mais.

Pensando assim, sempre que o assunto em pauta for uma pessoa, seria justo que ela pudesse participar da conversa.

Você não gostaria de estar presente quando o assunto fosse você?

Pois bem, é muito provável que as outras pessoas também desejem o mesmo.

Por mais fascinante que seja falar mal dos outros “pelas costas”, isso jamais fará dessa prática uma atitude nobre.

Comentários da Equipe do Momento Espírita

Cheek to Cheek – Fred Astaire e Gingers Rogers

Aug12011

Nunca é tarde para resgatar e viver sua essência. Comece agora!

Meu amigo Roberto Tranjan fala: “Dentro de nós mora um lenhador que todo dia quer cortar árvores”. O desafio é ter consciência disso e parar esse lenhador; não para que ele afie o machado, e sim para perguntar se, mesmo tendo cortado árvores durante a vida inteira, é isso mesmo que ele quer fazer. Perguntar qual contribuição ele quer deixar para o mundo, o que de fato o realiza. É incrível, porque talvez ele descubra que, no fundo, tudo o que ele quis foi plantar árvores, e não derrubá-las, mas foi levado pelas circunstâncias.

O triste da vida não é descobrir o tempo que perdemos fazendo algo que não queríamos; o triste da vida é morrer sem nunca descobrir isso e assim ter perdido a oportunidade de fazer diferente, desperdiçando toda uma vida!

Escuto todo tipo de desculpas das pessoas para fugir desse desafio. Uma das mais comuns é: “Ah, eu estou velho, não dá para recomeçar nada a esta altura do campeonato!” Então eu digo: a expectativa de vida vem aumentando ano a ano. Três décadas atrás não passava de 50 anos, hoje é superior aos 70, e com o avanço da medicina só vai aumentar.

Ou seja, tenho uma boa e uma má notícia a lhe dar. A boa é que você tem mais ou menos uns trinta anos de bônus de vida pela frente, praticamente mais uma vida. A má notícia é que você tem mais ou menos uns trinsta anos de bônus de vida pela frente, praticamente mais uma vida.

Então esqueça essa desculpa de que você não tem tempo para mudar o rumo das coisas. Aproveite essa oportunidade para pensar, planejar e viver tudo o que você não viveu.

Excerto do Livro “O que realmente importa?“, de Anderson Cavalcante.

* * *

Ouse! Por mais difícil que possa parecer… Lembre-se que sempre é tempo de mudar de rumo, de recomeçar, de fazer o que se deseja. Arrisque-se! Porque só quem corre riscos é verdadeiramente livre.

Viva La Vida – Coldplay

Jul182011

Não desista dos seus sonhos

Desde criança Svetlana tinha um sonho: ser uma grande bailarina do Balé Bolshoi.

Um dia, Svetlana teve sua grande chance. Conseguira uma audiência com Sergei Davidovitch, mestre do Bolshoi, que estava selecionando aspirantes para a companhia.

Dançou como se fosse seu último dia na Terra. Colocou tudo que sentia e que aprendera em cada movimento.

Ao final, aproximou-se do mestre e perguntou-lhe:

- Então, o senhor acha que eu posso me tornar uma grande bailarina?

- Não – respondeu o mestre.

Na longa viagem de volta a sua aldeia, Svetlana, em meio às lágrimas, imaginou que nunca mais aquele “Não” deixaria de reverberar em sua mente.

Des anos mais tarde, Svetlana, já uma estimada professora de balé, criou coragem de ir à apresentação anual do Bolshoi em sua região. Sentou-se bem à frente e notou que o senhor Davidovitch ainda era o mestre.

Depois do concerto, aproximou-se do cavalheiro e contou-lhe quanto doera, anos atrás, ouvir-lhe dizer que não seria capaz de participar do Bolshoi.

- Mas, minha filha, eu digo isso a todas as aspirantes – respondeu o senhor Davidovitch.

- Como o senhor poderia cometer uma injustiça dessas? Dediquei toda minha vida! Todos diziam que eu tinha o dom. Eu poderia ter sido um sucesso se não fosse o descaso com que o senhor me avaliou.

Havia solidariedade e compreensão na voz do mestre, mas ele não hesitou ao responder:

- Perdoe-me, minha filha, mas você nunca poderia ter sido grande o suficiente se foi capaz de abandonar seu sonho ao ouvir o primeiro “não”.

Allegro Moderato (Swan Lake) – Pyotr Ilyich Tchaikovsky

Jul42011

Aonde você quer chegar?

Nenhum vento sopra a favor de quem não sabe para onde ir. Sêneca

No livro “Alice no País das Maravilhas”, a certa altura, Alice pergunta ao gato que caminho deve tomar dali em diante. O gato diz: “Depende do lugar aonde você quer chegar”. Quando Alice responder que pode ser qualquer lugar, o gato retruca: “Então não importa que caminho você vai tomar”.

Se você tem clareza de sua missão, de sua direção, se tem convicção disso e vive essa sua verdade, você não terá dúvidas sobre qual caminho seguir, pois qualquer que seja seu caminho você conseguirá perceber os pontes que ele o aproxima ou o afasta de seu destino. Se você não sabe aonde quer chegar, qualquer caminho serve, porque, no final das contas, você não está indo para lugar nenhum.

Procure visualizar seu caminho e seu destino. Ter uma visão sobre como você quer que a sua vida seja é fazer um convite para o gestor de sua vida, é chama-lo a embarcar com você rumo ao destino que você quer alcançar.

Uma vez visualizados sua missão e seu caminho, você poderá fazer esse convite a todos aqueles que você acredita que possam contribuir para a realização de sua missão.

Mas, para isso, é preciso primeiro que você tenha claro esse percurso em sua mente. Qual é sua visão de futuro? Aonde você quer chegar?

Quando parar para refletir sobre isso, seja exigente consigo mesmo, não tenha medo de ambicionar algo grandioso. Ouse tentar ver o que é invisível! Ver além é ser capaz de enxergar mais do que seus olhos são capazes de reconhecer como possível. Sempre que tem clareza de sua missão, você consegue visualizar-se realizando seus sonhos, mesmo que ainda não os tenha alcançado concretamente. É como se você já estivesse lá.

Excerto do Livro “O que realmente importa?”, de Anderson Cavalcante.

Reach – Gloria Estefan

Jun272011

As lições estão na vida; não no mestre.

É muito engraçado ver as pessoas, na vida, à procura de um mestre. Sim, um mestre!

Procuram mestres porque desejam aprender. Lêem livros, porque desejam aprender. Inscrevem-se em cursos porque desejam aprender… mas continuam as mesmas.

Ainda não entenderam que tudo, nesta vida, é lição. Estão precisando que um professor se coloque na frente delas mas, ainda assim, algumas lá estarão na esperança de confirmar o que acreditam saber.

Abram os olhos! As lições estão na vida, e são simples. E estão na simplicidade. Na simplicidade da chuva que nos molha o rosto, na simplicidade da flor que desabrocha, na simplicidade da formiguinha e da abelha.

Por que vocês precisam de palavras difíceis e pose de professor? Vocês que­rem aprender? É só observar, estar atento.

Vocês aprendem pouco porque não aprenderam a mergulhar na simplicidade.

Seu filho brinca com cubos, mas você tem mais o que fazer. O orvalho desce das folhas, mas agora não dá tempo de ver. As plantas dançam no vento, mas agora você está tão exausto que precisa dormir.

O importante está acontecendo na sua vida a cada momento. No entanto, você não vê!

Você diz que não pode olhar pra simplicidade, porque as coisas simples não lhe atraem, porque você já passou da idade. Pois eu lhe digo que você ainda não chegou à idade de valorizar as coisas simples. Isto só vem depois que a gente cresce…

Aprendei de mim, que sou simples… Eis o que diz o Mestre.

É preciso mergulhar, impregnar-se da simplicidade, para aproveitar os ensinos da vida.

Comece hoje, pisando a terra descalço. Rindo com um pequenino. Fazen­do uma prece de gratidão. Tocando os cabelos de sua mãezinha. Aspirando o aroma da camomila e do benjoim. Cantando uma canção…

Comece fazendo isso uma vez por dia, se achar difícil, não importa. Comece sozinho, se sentir vergonha. Mas, se sua vontade de aprender é sincera, não deixe de começar.

Calunga