Categoria: Atitude

Jul42011

Aonde você quer chegar?

Nenhum vento sopra a favor de quem não sabe para onde ir. Sêneca

No livro “Alice no País das Maravilhas”, a certa altura, Alice pergunta ao gato que caminho deve tomar dali em diante. O gato diz: “Depende do lugar aonde você quer chegar”. Quando Alice responder que pode ser qualquer lugar, o gato retruca: “Então não importa que caminho você vai tomar”.

Se você tem clareza de sua missão, de sua direção, se tem convicção disso e vive essa sua verdade, você não terá dúvidas sobre qual caminho seguir, pois qualquer que seja seu caminho você conseguirá perceber os pontes que ele o aproxima ou o afasta de seu destino. Se você não sabe aonde quer chegar, qualquer caminho serve, porque, no final das contas, você não está indo para lugar nenhum.

Procure visualizar seu caminho e seu destino. Ter uma visão sobre como você quer que a sua vida seja é fazer um convite para o gestor de sua vida, é chama-lo a embarcar com você rumo ao destino que você quer alcançar.

Uma vez visualizados sua missão e seu caminho, você poderá fazer esse convite a todos aqueles que você acredita que possam contribuir para a realização de sua missão.

Mas, para isso, é preciso primeiro que você tenha claro esse percurso em sua mente. Qual é sua visão de futuro? Aonde você quer chegar?

Quando parar para refletir sobre isso, seja exigente consigo mesmo, não tenha medo de ambicionar algo grandioso. Ouse tentar ver o que é invisível! Ver além é ser capaz de enxergar mais do que seus olhos são capazes de reconhecer como possível. Sempre que tem clareza de sua missão, você consegue visualizar-se realizando seus sonhos, mesmo que ainda não os tenha alcançado concretamente. É como se você já estivesse lá.

Excerto do Livro “O que realmente importa?”, de Anderson Cavalcante.

Reach – Gloria Estefan

Jun272011

As lições estão na vida; não no mestre.

É muito engraçado ver as pessoas, na vida, à procura de um mestre. Sim, um mestre!

Procuram mestres porque desejam aprender. Lêem livros, porque desejam aprender. Inscrevem-se em cursos porque desejam aprender… mas continuam as mesmas.

Ainda não entenderam que tudo, nesta vida, é lição. Estão precisando que um professor se coloque na frente delas mas, ainda assim, algumas lá estarão na esperança de confirmar o que acreditam saber.

Abram os olhos! As lições estão na vida, e são simples. E estão na simplicidade. Na simplicidade da chuva que nos molha o rosto, na simplicidade da flor que desabrocha, na simplicidade da formiguinha e da abelha.

Por que vocês precisam de palavras difíceis e pose de professor? Vocês que­rem aprender? É só observar, estar atento.

Vocês aprendem pouco porque não aprenderam a mergulhar na simplicidade.

Seu filho brinca com cubos, mas você tem mais o que fazer. O orvalho desce das folhas, mas agora não dá tempo de ver. As plantas dançam no vento, mas agora você está tão exausto que precisa dormir.

O importante está acontecendo na sua vida a cada momento. No entanto, você não vê!

Você diz que não pode olhar pra simplicidade, porque as coisas simples não lhe atraem, porque você já passou da idade. Pois eu lhe digo que você ainda não chegou à idade de valorizar as coisas simples. Isto só vem depois que a gente cresce…

Aprendei de mim, que sou simples… Eis o que diz o Mestre.

É preciso mergulhar, impregnar-se da simplicidade, para aproveitar os ensinos da vida.

Comece hoje, pisando a terra descalço. Rindo com um pequenino. Fazen­do uma prece de gratidão. Tocando os cabelos de sua mãezinha. Aspirando o aroma da camomila e do benjoim. Cantando uma canção…

Comece fazendo isso uma vez por dia, se achar difícil, não importa. Comece sozinho, se sentir vergonha. Mas, se sua vontade de aprender é sincera, não deixe de começar.

Calunga

Apr112011

Questione-se: Valeu a pena?

Você, que é um homem de negócios e se diz bem sucedido, está feliz com a vida que leva?

Se você sabe dividir bem o seu tempo entre o trabalho e a família, entre as coisas da Terra e os valores espirituais, então você é alguém muito bem sucedido.

Todavia, se é daqueles que não trabalha para viver, mas vive para trabalhar, chegará um dia em que você perguntará a si mesmo: Valeu a pena?

E chegará à conclusão de que não valeu a pena tanta correria para ganhar dinheiro e não usufruir.

Vai ver que o tempo passou e o cansaço tomou conta do seu corpo.

Vai perceber que mesmo rodeado de muita gente, você se sente só.

Um dia, você vai recolher-se no quarto e vai ter vontade de abraçar o travesseiro, porque não sobrou ninguém para abraçar.

Vai ver que foi entrando numa roda viva, que não é mais dono do tempo que dizem que é seu, e que não pode gastá-lo com qualquer um.

Vai ver que o carro já está se tornando um problema, e não um conforto, que o telefone perturba, que a gravata incomoda…

Perceberá que o seu patrimônio lhe exige tempo demais e que acabou sendo possuído ao invés de possuir.

E, por mais que tente se livrar de tudo isso, é um escravo, embora invejado por muitos.

Vai ver que não valeu a pena passar vários anos sem férias, sem descanso.

Vai ver que não tem mais ilusões e a esperança anda com vontade de dormir…

Um dia você vai ver que passou pela vida e não viveu.

Freqüentou o mundo sem saber por qual motivo rodou, rodou e não saiu do lugar…

Pensou que foi, mas ficou.

Teve tudo e não sentiu nada.

Um dia você verá que o tempo escoa tão rápido como areia fina por entre seus dedos.

E, quando chegar esse momento, você vai sentir vontade de voltar no tempo e gastar suas horas de forma diferente.

Vai querer sorrir, amar, estar com a família, misturar-se com as crianças e estender a mão ao próximo.

Vai desejar o abraço da esposa, sempre relegada a segundo plano.

Vai querer sentir a mão do seu filho acariciando-lhe os cabelos…

Vai preferir uma pizza com a criançada em vez de um jantar de negócios.

Vai desejar ser dono das horas, tirar férias, curtir tudo o que gosta…

Mas, se você deixar isto para pensar só um dia… que nunca chega, talvez você não tenha mais tempo…

Por essa razão, se você se permitiu alguns minutos para refletir sobre esta mensagem, não deixe para depois tudo o que você pode fazer agora.

Sorria, ame, curta a sua família, role no chão com seus filhos, abrace a esposa, beije sua velha mãe, diga a seu pai que o ama e gaste uma porção do seu tempo com os amigos…

Tire férias, faça um check-up, cuide da saúde, invista um pouco em você.

E aproveite para refletir sobre as coisas espirituais, já que você é um ser imortal, criado para a eternidade…

Equipe de Redação do Momento Espírita

* * *

Se você nunca sentiu o perfume de uma flor…

Jamais estendeu a mão a alguém necessitado de amparo…

Nunca observou o crepúsculo ou contemplou uma aurora…

Não tem tempo para dedicar aos familiares…

Não sai de férias há anos, para manter o serviço em dia…

Nunca emprestou um pouco do seu tempo a algum tipo de serviço social…

Então você já está morto e ainda não percebeu.

Pense nisso, mas pense agora!

Amor pra Recomeçar – Frejat

Apr42011

Aprendendo a controlar o estresse

Dia desses, em um congresso internacional sobre estresse, ao explicar para a platéia a forma de controlá-lo, o palestrante levantou um copo com água e perguntou:

- “Qual o peso deste copo d’água?”

As respostas variaram de 250g a 750g.

O palestrante, então, disse:

- “O peso real não importa. Isso depende de por quanto tempo vocês seguram o copo levantado. Se o copo for mantido levantado durante um minuto, isso não será um problema. Se eu mantiver o copo levantado por uma hora, acabarei com dores no braço. E se eu ficar segurando um dia inteiro, provavelmente terei cãibras dolorosas e vocês terão de chamar uma ambulância.”

E ele continuou:

- “E isso acontece também com o estresse e a forma como o controlamos. Se vocês carregam suas cargas por longos períodos, ou o tempo todo, cedo ou tarde as cargas começarão a ficar incrivelmente pesadas e, finalmente, vocês não serão mais capaz de carregá-las. Para que o copo de água não fique pesado, vocês precisam colocá-lo sobre alguma coisa de vez em quando e descansarem antes de pegá-lo novamente. Com as nossas cargas acontece o mesmo. Quando estamos refrescados e descansados nós podemos novamente transportar nossas cargas.”

Em seguida, ele distribuiu um folheto contendo algumas formas de administrar as cargas da vida, que eram:

Aceite que há dias em que você é o pombo e outros em que você é a estátua.

Mantenha sempre suas palavras leves e doces, pois pode acontecer de você precisar engolir todas elas.

Se você emprestar dinheiro a alguém e nunca mais encontrar essa pessoa, provavelmente valeu a pena pagar esse preço para se livrar dessa má pessoa.

Nunca compre um carro que você não possa manter. Nem um apartamento.

Quando você tentar pular obstáculos, lembre-se que estará com os dois pés no ar e sem nenhum apoio.

Ninguém se importa se você consegue dançar bem. Para participar e se divertir no baile, levante, dance e pronto.

Lembre-se que é o segundo rato que come o queijo – o primeiro fica preso na ratoeira. Saiba esperar.

Se tudo parecer estar vindo na sua direção, provavelmente você está no lado errado da estrada.

Podemos aprender muito com uma caixa de lápis de cor. Alguns têm pontas aguçadas, alguns têm formas bonitas e alguns são sem graça. Alguns têm nomes estranhos e todos são de cores diferentes, mas todos são lápis e precisam viver na mesma caixa.

Não perca tempo odiando alguém, remoendo ofensas e pensando em vingança. Enquanto você faz isso a pessoa está vivendo bem feliz e você é quem se sente mal e tem o gosto amargo na boca.

Quanto mais alta é a montanha mais difícil é a escalada. Poucos conseguem chegar ao topo, mas são eles que admiram a paisagem do alto e fazem as fotos que você admira dizendo “queria ter estado lá”.

Uma pessoa realmente feliz é aquela que segue devagar pela estrada da vida, desfrutando o cenário, parando nos pontos mais interessantes e descobrindo atalhos para lugares maravilhosos que poucos conhecem.

“Portanto, antes de voltarem para casa, depositem suas cargas de trabalho ou as cargas da vida no chão. Não carreguem isso para suas casas. Amanhã é um novo dia e vocês poderão voltar e pegá-las; porém, com mais tranquilidade.”

“Vivam bem as suas vidas; neste mundo vocês a terão somente uma única vez.”

Don’t Worry; Be Happy – Bobby McFerrin

Feb282011

Deixe o futuro para depois. Viva agora.

Quem acompanha o Simples Coisas da Vida deve ter percebido que li há pouco o livro “Só o amor é real”, de Brian Weiss. E muitos trechos dele chamam à reflexão. Observem.

A miopia da maioria das pessoas costuma espantar-me. Tenho muitos conhecidos que se sentem diariamente obcecados pela educação de seus filhos, qual o melhor jardim de infância, se devem preferir escolas particulares ou públicas, quais os melhores cursos pré-vestibulares, maximizando a importância das notas obtidas e das atividades extracurriculares de modo a conseguirem matricular o filho naquele colégio, naquela universidade, ad infinitum. Depois começam o mesmo ciclo em relação aos netos.

Essas pessoas acham que este mundo está imobilizado no tempo e que o futuro será uma reprodução do presente.

Se continuarmos a derrubar as nossas florestas e destruir as nossas fontes de oxigênio, o que essas crianças estarão respirando daqui a vinte ou trinta anos? Se envenenarmos nossos sistemas hidráulicos e nossos ciclos de alimentos, o que elas irão comer? Se continuarmos cegamente a produzir fluorcarbonetos e outros detritos orgânicos e a destruir a camada de ozônio, poderão elas viver ao ar livre? Se superaquecermos o planeta mediante algum efeito estufa, fazendo subir o nível dos oceanos, e inundarmos as nossas praias e exercermos pressão excessiva sobre as falhas oceânicas e continentais, onde elas irão viver? E os filhos e netos, na China, na África, na Austrália e no resto do mundo, serão igualmente vulneráveis, pois também vivem neste planeta. Convém pensar nisto: se e quando reencarnarmos, seremos uma dessas crianças.

Portanto, por que toda essa preocupação com vestibulares e universidades quando talvez não exista um mundo para os nossos descendentes?

Por que essa obsessão com o prolongamento da vida? Por que desejar fazer estender nosso fim geriátrico por mais alguns anos infelizes? Por que a preocupação com níveis de colesterol, dietas de trigo integral, contagem de lipídios e exercícios aeróbicos?

Não será mais sensato viver com alegria agora, tornar mais plenos os nossos dias, amarmos e sermos amados, do que nos preocuparmos tanto com nossa saúde física em um futuro incerto? E se não houver um futuro? E se a morte for a nossa libertação para a felicidade?

Não estou dizendo que devemos desprezar o corpo, que seja certo fumar ou beber excessivamente, usar substâncias abusivas ou ficarmos grosseiramente obesos. Essas condições nos causam dor, sofrimento e incapacidade. Mas não se preocupem tanto com o futuro. Tratem de encontrar a felicidade hoje.

A ironia de tudo isso é que, se adotarmos essa atitude e procurarmos ser felizes no presente, provavelmente viveremos mais tempo.

O nosso corpo e a nossa alma são como um carro e o seu motorista. Lembre-se sempre de que você é o motorista, não o carro. Não se identifique com o seu veículo. A ênfase de hoje em prolongar a duração da vida, em viver até os 100 anos de idade ou mais, é loucura. É como continuar a usar seu Ford antigo além dos trezentos mil ou dos quinhentos mil quilômetros. A carroceria do carro está enferrujando, a transmissão já foi reformada cinco vezes, as peças do motor estão caindo, e você insiste em não abandonar o carro. Enquanto isso, há um Mustang novo em folha esperando por você, bem perto de você. Basta-lhe sair do carro velho e entrar nesse belo Mustang. O motorista, a alma, nunca muda. Somente o carro.

E quem sabe se existe uma reluzente Ferrari esperando por você em algum ponto da estrada?

É preciso saber aproveitar cada momento, porque, como disse John Lennon, a vida é aquilo que acontece enquanto fazemos planos para o futuro.

Tudo de bom e até muito breve.

Feb242011

É preciso viver o momento presente.

Sempre senti a necessidade de viver o momento presente. O passado já passou. Dele tiro as lições e sigo em frente. O futuro a Deus pertence; não adianta ficar me preocupando com ele. Faço planos, mas deixo uma boa margem para o improviso, pois a vida nem sempre acontece da maneira como planejamos. Talvez por isso eu viva tão intensamente o hoje, o agora, cada instante. E a respeito disso, essa semana, no livro “Só o amor é real”, de Brian Weiss, li isto:

O vietnamita Thich Nhat Hanh, monge budista e filósofo, nos ensina a saborear uma boa xícara de chá. Temos de estar completamente conscientes para sentir prazer com o chá.

Somente na consciência do momento presente as nossas mãos podem sentir o agradável calor da xícara. Somente no presente podemos sentir o aroma e a doçura, apreciar o requinte do sabor. Se estivermos ruminando acerca do passado, a experiência de saborear a xícara de chá nos fugirá completamente. Quando olharmos a xícara, o chá já acabou.

A vida é assim. Se não estivermos inteiramente no momento presente, olharemos em nossa volta e ele terá passado. Teremos deixado de sentir o contato, o aroma, o requinte e a beleza da vida. Esta parecerá estar nos deixando para trás.

O passado terminou. Devemos aprender com ele e deixá-lo ir. O futuro ainda não chegou. Devemos fazer planos, mas não perder tempo em nos preocupando com ele. De nada vale nos preocupar. Quando pararmos de ruminar a respeito do que já aconteceu, quando pararmos de nos preocupar com o que talvez nunca aconteça, então estaremos vivendo o presente e começaremos a sentir a alegria de viver.”

Pensamentos assim, acabam por moldar, e muito, minha filosofia de vida: Viva o momento presente!

Feb182011

O aprendizado é importante; não o julgamento.

Certa vez fiz a regressão de um sul-americano que se lembrou de uma existência cheia de culpa, por ter participado da equipe que ajudou a desenvolver a bomba atômica que destruiu Hiroshima e pôs fim à Segunda Guerra Mundial.

Hoje, radiologista de um importante hospital, esse homem usa a radiotividade e a moderna tecnologia para salvar vidas, e não para eliminá-las. Nesta vida, ele é uma pessoa delicada, bela e cheia de amor.

Este é um exemplo de como um espírito pode evoluir e transformar-se, mesmo em meio à mais ignóbil das existências. É o aprendizado que é importante, não o julgamento. Ele aprendeu com a sua existência durante a Segunda Guerra Mundial e aplicou os seus talentos e conhecimentos para ajudar espíritos na existência atual. O sentimento de culpa decorrente de sua vida anterior não é importante. O que importa é aprender com o passado, e não ruminá-lo nem sentir-se culpado por ele.

Excerto do Livro “Só o amor é real”, de Brian Weiss.

* * *

Mudando de assunto:

Assisti ao filme “O amor e outras drogas” (Love and other drugs). Como disse em meu Twitter e Facebook, recomendo! Porque no amor não há fórmulas mágicas, nem receitas miraculosas.

Feb132011

Num dia como outro qualquer…

Eu, Cirilo Veloso Moraes, sou fã do Walt Disney e seu mundo mágico desde há muito tempo. Dia desses estava revendo meu imenso arquivo de vídeo e encontrei uma campanha do Disney Channel para o prêmio Caboré de 2008. Ei-la:

E assim, depois de muito esperar, num dia como outro qualquer, decidi triunfar…

Decidi não esperar as oportunidades, e sim eu mesmo buscá-las.

Decidi ver cada problema como uma oportunidade de encontrar uma solução.

Decidi ver cada deserto como uma possibilidade de encontrar um oásis.

Decidi ver cada noite como um mistério a resolver.

Decidi ver cada dia como uma nova oportunidade de ser feliz.

Naquele dia, descobri que meu único rival não era mais que minhas próprias limitações e que enfrentá-las era a única e melhor forma de superá-las.

Naquele dia, descobri que eu não era o melhor e que talvez eu nunca tivesse sido.

Deixei de me importar com quem ganha ou perde.

Agora me importa simplesmente saber melhor o que fazer.

Aprendi que o difícil não é chegar lá em cima, e sim deixar de subir.

Aprendi que o melhor triunfo é poder chamar alguém de “amigo“.

Descobri que o amor é mais que um simples estado de enamoramento, “o amor é uma filosofia de vida”.

Naquele dia, deixei de ser um reflexo dos meus escassos triunfos passados e passei a ser uma tênue luz no presente.

Aprendi que de nada serve ser luz se não iluminar o caminho dos demais.

Naquele dia, decidi trocar tantas coisas…

Naquele dia, aprendi que os sonhos existem para tornar-se realidade.

E desde aquele dia já não durmo para descansar… simplesmente durmo para sonhar.

Walt Disney

Dec212010

Presente de Natal

Era noite. Nas ruas havia luzes por todos os lados. Estavam enfeitadas por ocasião do natal.

Caminhei um dia inteiro pelas grandes ruas da maior cidade do país e a quarta maior de todo o mundo.

Conheci mercados, lojas, museus, avenidas, vi a vida passando rápido nos passos de quem caminhava, quase correndo, para encontrar o tempo perdido e o tempo corria para encontrar o seu fim e as pessoas desejando que ele pudesse durar mais do que realmente ele dura.

Meu olhar passeava calmo por essas pessoas, que sem descanso corriam atrás do pouco tempo que têm aqui nessa terra. Elas não percebem que na realidade não possuem o tempo necessário para observar sua vida correndo por esse mesmo relógio que sempre marca mais e nunca menos, o relógio da vida. Vão em busca de coisas efêmeras…

Depois de caminhar esse dia inteiro, encontrei um banco de madeira que a meus olhos pareceu o lugar mais confortável do mundo! Naquele exato momento, tive tempo então para sentar, olhar as fotos do divertido dia e observar mais um pouco.

Eu estava em São Paulo, mais precisamente na Rua Oscar Freire, no metro quadrado mais caro do país.

Foi quando o vi, tinha mais ou menos 1,5 metro, cabelo rente com a cabeça, pele morena, mãos gordinhas, olhar vago e triste e os pés… Esse era Kaique que tinha aproximadamente uns 11 anos, olhava as lojas do outro lado da rua, acompanhado de sua caixa na qual estava escrito: “Trampo” honesto. E como era desonesto para Kaique aquele trampo que abocanhava sua infância.

Atravessou a rua, foi quando encontrou um daqueles homens que correm contra o tempo e que o tempo corre ainda contra ele. O homem, vendo minha câmera, se apressou em correr à loja e trocou várias moedas para entregá-las ao pequeno Kaique e, assim, amenizar sua consciência e redimir o tempo que não tem para observar os que nada têm; é difícil enxergar profundamente nesses tempos corridos…

Não fotografei mais; a cena era de uma indelicadeza pesada para que eu perpetuasse aquela visão pela eternidade… uma eternidade é muito tempo…

Foi então que eu pude conhecer finalmente o Kaique. Era engraxate, com suas pequenas mãos gordinhas tentava de alguma forma ajudar aos demais irmãos menores a manter-se vivos numa vida bem sofrida. Todos os irmãos tinham nomes que começavam com K, me contou de seus dias na rua, mas não sabia que aquela rua em que estava era uma das ruas mais caras do mundo; só sabia mesmo explicar o que era preconceito:

- Na rua eu sofro muito preconceito

- E o que é preconceito Kaique?

- Preconceito é quando as pessoas olham para mim e fingem não me ver.

Não tive mais palavras, ele sabia bem do que estava falando.

Foi quando então, depois de um dia inteirinho à procura, finalmente encontrei meu presente de natal! Pedi ao Kaique se poderia tirar uma foto e ele consentiu.

Um amigo, perguntou então o que ele queria naquele dia e ele pediu apenas o que precisava:

- Quero uma sandália nova!

Encontrei meu presente nos pés de um menino cansado de preconceito, um presente que dinheiro nenhum poderia me dar, encontrei Jesus novamente ali, naquela fala e no sorriso de uma criança que ganhou apenas o que precisava, nada mais e nada menos.

Encontrei um presente que não há dinheiro que compre, aprendi que tenho mais do que preciso e que só preciso exatamente daquilo que tenho, de nada além, de nada mais.

Aprendi que tenho muito a fazer, protestar por um mundo mais justo, pela construção de um Reino que é “agora, mas ainda não”, um Reino construído em cima de pilares de igualdade, fé, esperança e amor.

Esse foi o melhor presente de natal que eu ganhei em minha vida: aprender que tenho mais, muito mais do que eu poderia desejar.

Naquele dia, mais uma vez foi natal então. Jesus nasceu em meu coração e renasceu em mim a esperança de ver Kaiques fora das ruas, com pés limpos e corações cheios de sonhos!

Texto e foto por Amanda Oliveira

* * *

A autora, Amanda Oliveira, é amiga de um amigo meu, Artur Gueiros, e a história narrada acima é verídica e mostra o Natal de Cristo sem a fumaça do comércio e da televisão.

Que possa inspirar os corações de vocês como inspirou o meu.

Abraços fraternos.

Feliz Natal!

Cirilo Veloso Moraes

Happy Christmas – John Lennon

Nov242010

Sobre temperamento e autocontrole

Aqui no Simples Coisas da Vida costumo enaltecer bastante a necessidade das pessoas se permitirem mais, de agirem mais, de viverem mais, de irem além.

Contudo é imperioso ficar atento a outros aspectos da vida, como o autocontrole do temperamento.

Às vezes conter-se é preciso. Isso mesmo: controlar-se. Mais ou menos o que quis dizer o sábio com o “Conhece-te a ti mesmo”. Conhece-te e aprende a bem governar-te, diria mais.

A propósito disso, lembrei-me de um livro que li. Nele há uma mensagem que compartilho agora com vocês. Espero que possa servir para a reflexão e aproveitamento na vida de vocês.

Somos cuidadosos, salvaguardando o clima doméstico. Dispositivos de alarme, faxinas, inseticidas, engenhos de proteção e limpeza.

No entanto, raros de nós se acautelam contra o inimigo que se nos instala no próprio ser, sob os nomes de canseira, nervosismo, angústia ou preocupação.

Asseguramos a tranqüilidade dos que nos cercam, multiplicando recursos de segurança e higiene, no plano exterior, e, simultaneamente, acumulamos nuvens de pensamentos obsessivos que terminam suscitando pesadelos dentro de casa.

Muitas vezes, desapontados conosco mesmos, à face dos estragos estabelecidos por nossa invigilância, recorremos a tranquilizantes diversos, tentando situar a impulsividade que nos é própria no quadro das moléstias nervosas, no pressuposto de inocentar-nos.

Sem dúvidas não podemos subestimar o poder da mente sobre o campo físico em que se apóia. Se acalentarmos a irritação sistemática, é natural que os choques do espírito atrabiliário alcancem corpo sensível, descerrando brechas à enfermidade.

Nesse caso, é preciso rogar por socorro ao remédio. Ainda assim, é imperioso nos decidamos ao difícil entendimento do autodomínio.

No que concerne ao temperamento, é possível receber as melhores instruções e receitas de calma; entretanto, em última análise, a providência decisiva pertence a nós mesmos.

Ninguém consegue penetrar nos redutos de nossa alma, a fim de guarnecê-la com barricadas e trancas.

Queiramos ou não, somos senhores de nosso reino mental. Por muito nos achemos hoje encarcerados, do ponto de vista de superfície, nas conseqüências do passado, pelas ações infelizes em nossa estrada de ontem, somos livres, na esfera íntima, para controlar e educar o nosso modo de ser. Não nos esqueçamos de que fomos colocados, no campo da vida, com o objetivo supremo de nosso rendimento máximo para o bem comum.

Saibamos enfrentar os nossos problemas como sejam e como venham, opondo-lhes as faculdades de trabalho e de estudo que somos portadores. Nem explosão pelas tempestades magnéticas da cólera e nem fuga pela tangente do desculpismo.

Conter-nos. Governar-nos. Aqui e além, estamos chamados a conviver com os outros, mas viveremos em nós estruturando os próprios destinos, na pauta de nossa vontade, porque a vida, em nome de Deus, criou em cada um de nós um mundo por si.

* Do livro “Encontro Marcado”, pelo Espírito Emmanuel, por Francisco Cândido Xavier.