Categoria: Brasil

Nov82011

Contra a corrupção de políticos brasileiros.

Contra a corrupção de políticos brasileiros

Não sei se todos conhecem… Esse vídeo tem mais de um ano, mas algo assim deve ser perpetuado até que a moralidade pública seja regra, e não exceção.

Precisamos de umas 3 pessoas como a Deputada Estadual do Rio de Janeiro Cidinha Campos no Senado, na Câmara dos Deputados, nas Assembleias Legislativas dos Estados e nos Tribunais de Contas…

Notem o silêncio que se fez diante da revolta justificada da deputada. Acabaram os risinhos iniciais. A deputada mostrou a coragem que falta em muitos homens!

E você? O que fará a respeito? Vote consciente e ajude a termos mais representantes verdadeiros como a Deputada Cidinha Campos.

Chamo você, meu amigo, minha amiga, a refletir e principalmente agir, pois a reflexão sem ação é como uma semente sem solo.

Somente com pessoas assim conseguiremos moralizar as casas legislativas e os tribunais de controle do Brasil.

Observação: não sou cabo eleitoral da deputada Cidinha Campos, nem candidato a nenhum cargo político; sou sim um cidadão que acredita que a mudança depende de cada um de nós. Como sugeriu a deputada no vídeo em referência, “corrupção é uma questão de dna.” Reputação ilibada começa com os ensinamentos morais e éticos adquiridos desde a mais tenra infância no seio familiar. É uma questão de educação. Não adianta cobrar dos políticos honestidade quando você não conduz sua própria vida pautada nesse preceito.

http://twitter.com/cirilo

Brasil – Cazuza

Mar172011

Auxílio-reclusão: verdades e mitos.

É impressionante a enorme quantidade de informações repassadas equivocadamente como verdades absolutas através da internet. Já escrevi sobre isso ao esclarecer algumas possíveis dúvidas quanto à Carteira Nacional de Habilitação vencida. Comumente recebo e-mails desse tipo, digamos equivocados.
Neste post trato de um que já recebi várias vezes. Hoje pensei: melhor informar corretamente ao público. Eis o e-mail:

O governo está chiando com o “aumento” do salário mínimo para R$ 545,00, porém não está discordando do aumento do “salário presidiário” para R$ 810,00! Será que os sindicalistas e os petistas acreditam que um criminoso merece uma remuneração superior a de um trabalhador?

Pergunto-lhes:

1. Vale a pena estudar e ter uma profissão?
2. Trabalhar 30 dias para receber salário mínimo de R$545,00, fazer malabarismo com orçamento pra manter a família?
3. Viver endividado com prestações da TV, do celular ou do carro que você não pode ostentar pra não ser assaltado?
4. Viver recluso atrás das grades de sua casa?
5. Por acaso os filhos do sujeito que foi morto, pelo coitadinho que está preso, recebem uma bolsa de R$798,30 para seu sustento?
6. Já viu algum defensor dos direitos humanos defendendo esta bolsa para os filhos das vítimas?

PELA PORTARIA DE Nº 333, DE 01/06/2010 O VALOR DO SALÁRIO FAMÍLIA PRESIDIÁRIO PASSOU A SER DE R$810,18 ! ! ! E TEM MAIS. . . NO CASO DE MORTE DO “POBRE PRESIDIÁRIO”, A REFERIDA QUANTIA DO AUXÍLIO- RECLUSÃO PASSA A SER “PENSÃO POR MORTE”.

Você sabe o que é o AUXÍLIO RECLUSÃO?

Todo presidiário com filhos tem direito a uma bolsa que, a partir de 1/1/2010 é de R$798,30 por filho para sustentar a família, já que o coitadinho não pode trabalhar para sustentar os filhos por estar preso. Mais do que um salário mínimo que muita gente por aí rala pra conseguir e manter uma família inteira.

Ou seja, (falando agora no popular pra ser entendido), bandido com 5 filhos, além de comandar o crime de dentro das prisões, comer e beber nas costas de quem trabalha e/ou paga impostos, ainda tem direito a receber auxílio reclusão de R$3.991,50 da Previdência Social. Qual pai de família com 5 filhos recebe um salário suado igual ou mesmo um aposentado que trabalhou e contribuiu a vida inteira e ainda tem que se submeter ao fator previdenciário? Mesmo que seja um auxílio temporário, prisão não é colônia de férias. Isto é um incentivo a criminalidade. Que políticos e que governo é esse????

Não acredita? Confira no site da Previdência Social.

Portaria nº 48, de 12/02/2009, do INSS
http://www.previdenciasocial.gov.br/conteudoDinamico.php?id=22

QUANTA BABOSEIRA! Ao menos terminou indicando um link excelente. O da própria Previdência Social, que fala do auxílio-reclusão.

Passo a analisar o conteúdo do e-mail (serei o mais claro, simples e objetivo possível para que a mensagem chegue ao grande público):

1. Não existe “Salário Presidiário”, mas sim um Auxílio-Reclusão.
2. Estudar e ter uma profissão vale muito a pena. Se estudando lograr êxito num mercado de trabalho cada vez mais competitivo é difícil, imagine sem estudar e se profissionalizar. Eu sou concursado, estou sempre estudando e me aperfeiçoando. Posso dizer: vale muito a pena.
3. Salário-mínimo é pouco? Talvez para mim e para alguns outros, mas pergunte a quem está desempregado há anos. Pior é não ter nada.
4. Viver endividado é péssimo. Sem falar que endividamento é mania de uma sociedade consumista, vazia de valores e ideais. Mas isso é assunto para um outro post.

A Portaria nº 333 não aumentou o “Salário-Família-Presidiário”, que por sinal inexiste. O que ela realmente fez foi dispor sobre o salário mínimo e sobre o reajuste dos benefícios pagos pelo Instituto Nacional do Seguro Social – INSS e dos demais valores constantes do Regulamento da Previdência Social – RPS. Fez, no passado, porque ela foi revogada pela Portaria 568, de 31/12/2010. Sobre a conversão em pensão por morte do auxílio-reclusão, nada mais natural. Morrendo o segurado, o auxílio-reclusão deixará de ser pago e será convertido em pensão por morte.

Farei agora como o autor do e-mail. Você sabe o que é Auxílio-Reclusão?

O auxílio-reclusão é um benefício devido aos dependentes do segurado(palavra-chave) recolhido à prisão, durante o período em que estiver preso sob regime fechado ou semi-aberto. Não é TODO presidiário, mas sim o segurado da previdência social que vier a ser recolhido a prisão. Não é todo e qualquer preso, e sim aquele que ostenta a qualidade de segurado da previdência social. Será que fui claro? Estou sendo repetitivo, mas, por via das dúvidas, exemplificarei: digamos que um trabalhador seja empregado de uma empresa X, contribua mensalmente para a previdência social, tudo conforme determina a lei. Imaginem que ele veio a cometer um crime e foi recolhido à prisão, foi preso. Há alguns requisitos para concessão do benefício, mas basicamente é esse presidiário, que é segurado da previdência social, que terá direito ao auxílio-reclusão.

Outro fato importante a saber: O valor do auxílio-reclusão corresponderá ao equivalente a 100% do salário-de-benefício, que por sua vez corresponderá à média dos 80% maiores salários-de-contribuição do período contributivo, a contar de julho de 1994. No caso do segurado especial (trabalhador rural), o valor do auxílio-reclusão será de um salário-mínimo, se o mesmo não contribuiu facultativamente.

Não busco aqui exaurir a matéria, até porque não estou ministrando uma aula de Direito Previdenciário, mas apenas esclarecendo algumas dúvidas e pugnando por uma internet menos poluída com informações equivocadas.

Para maiores informações, há conteúdo suficiente no site do Ministério da Previdência Social.

Estudem, verifiquem as informações recebidas por e-mail. Como já disse certa vez, se você sabe de algo e quer compartilhar com outras pessoas, faça da forma mais completa e clara possível ao invés de apenas gritar “Fogo!”; se você recebeu alguma mensagem, um alerta, e ficou com a pulga atrás da orelha, procure (google it), informe-se melhor, ou por fim entre em contato com quem ache que pode ajudar, antes de sair por aí repassando tudo que recebe sem verificar. Só assim a internet será livrada do lixo virtual que tanto a deixa poluída.

Tudo de bom e até muito breve.

Cirilo Veloso Moraes

Apr162010

Vacina contra o H1N1 (Gripe A) – Tomar ou não?

Muitas pessoas têm me perguntado se devem tomar a vacina propagada pelo Ministério da Saúde contra a gripe A, neste ano. Vários artigos foram escritos e disseminados pela Internet colocando em dúvida o fato de se vacinar.

Para responder à pergunta, dando MINHA OPINIÃO, quero voltar atrás alguns anos e fazer uma análise sobre a gripe aviária que colocou a população mundial sob expectativa catastrófica. Se nos lembramos bem, a gripe aviária iniciada na Ásia foi prevista como avassaladora e capaz de matar um grande número de habitantes da Terra. Vários governos se juntaram para encontrarem soluções de proteção até que foi dada a missão de Superman ao conhecido TAMIFLU, medicamento antivirótico que seria capaz de curar pacientes portadores desse vírus.

Por mais aterrorizante que fosse a expectativa de grande epidemia, dados oficiais mostraram que a gripe aviária matou 153 pessoas no mundo, em 3 anos. Após isso, órgãos oficiais dos Estados Unidos e Grã-Bretanha acabaram por admitir que o Tamiflu, além de capaz de produzir efeitos colaterais sérios, não era capaz de combater a gripe.

Algum tempo passou e surgiu a gripe suína, talvez mais aterrorizante do que a primeira. Expectativas catastrofistas previram verdadeira mortificina durante o inverno de 2010 no hemisfério norte e você ouviu bem o que aconteceu? Apesar de rigorosíssimo inverno, pessoas contraíram gripe como em todos os anos e, para frustração de muitos, principalmente fabricantes de medicamentos e vacinas, o inverno está por terminar e a gripe não veio da maneira que se aguardava.

O governo brasileiro lançou campanha para vacinar 90 milhões de pessoas contra a gripe A. Essa vacina, conforme afirmação de órgãos científicos reconhecidos, foi fabricada às pressas, sem os devidos cuidados de respeito ao tempo de maturação e não se sabe se poderá imunizar ou não e trazer complicações clínicas a várias pessoas que a tomarem. Apesar de se tratar de um vírus novo, como todos os vírus de gripe, as mutações são inevitáveis e as vacinas são produzidos com vírus antigos que, certamente, não existem mais.
A verdade é que nós não possuímos uma defesa medicamentosa contra o H1N1 porque a doença propriamente dita ainda não existe como transmitida entre as pessoas. Como o vírus é mutante, o mais importante é que mantenhamos nosso organismo dentro das melhores condições de defesas para que, se contrairmos um tipo qualquer de gripe, não nos apavoremos e sejamos capazes de combater com nossos próprios recursos orgânicos a maldita “epidemia” que nos foi convencida pelos propaladores do pânico.

Concluo afirmando que é de livre arbítrio submeter-se à vacinação contra gripe A mas, pelo fato de que o próprio FDA não endossa este lote a ser aplicado, devemos pensar duas vezes antes de nos comportarmos como “bois de manada” e seguirmos aquilo que nos for ordenado como sendo a melhor conduta. Frente a qualquer doença, o medo e o pânico são os maiores facilitadores da disseminação e de consequências mais graves. Acho que nosso próprio governo também não está muito convencido dos benefícios que a população poderá vir a ter com esta medida.

Dr. Sérgio Vaisman

* * *

Como eu não sou “boi de manada” e por ter pensamento similar ao Dr. S. Vaisman, fico em dúvida se vale realmente a pena tomar a vacina contra a Gripe A, que supostamente combate o vírus H1N1. Se bem me conheço não tomarei a tal vacina, mas não quero com isso influenciar a decisão de nenhum de vocês.

Apenas espero que abram seus olhos e reflitam se não é mais importante fortalecer seus organismos e ficarem preparados para enfrentar qualquer tipo de gripe, que só derruba os que estão com imunidade baixa. Não tem muito segredo.

Um forte abraço e até muito breve.

Jan282010

Brinde Solidário BMG

Tenho estado ausente nos últimos tempos, por motivos que depois exponho para vocês, mas vim aqui para conversar sobre um assunto importante e aproveitar para fazer um pedido simples e que pode ajudar muitas pessoas. Bem, é o seguinte…

“Todos os anos a maioria das empresas destina parte de seus orçamentos para a compra de brindes de final de ano para parceiros, cleintes e colaboradores.” No BMG não era diferente.

“Até que alguém deu uma ideia: e se presentearmos essas mesmas pessoas com um mundo um pouquinho melhor?

Nascia o Brinde Solidário BMG. Ele consiste em doar a maior parte da verba do Banco BMG para brindes e presentes para instituições beneficentes de todos o Brasil.

E quem decide é você.

São 15 instituições de 15 estados diferentes. Conheça-as e faça sua escolha até o dia 31/01/2010.”

Eu, Cirilo, fiquei super hiper mega master feliz ao constatar que uma instituição aqui de Recife, a qual ajudo mensalmente, está entre as finalistas. É o “Lar do Nenen“, que foi instituído em 13 de fevereiro de 1978 e acolhe, temporariamente, meninos e meninas de 0 a 3 anos, em situação de grave risco social ou abandono, promovendo sua proteção integral, facilitando sua reintegração familiar e comunitária, ou quando inviável, sua colocação, por adoção, em família substituta. Conheço pessoas que prestam serviço voluntário lá e acompanho sua história há anos. É, pois, uma instituição séria e que merece toda sorte de ajuda.

Por isso peço a todos que acessem o “Brinde Solidário BMG” e votem na instituição do “Lar do Nenen“. Na segunda fileira de fotos, a do Lar do Nenen é a quarta. Bem fácil de achar. Clique e vote. É uma forma simples e fácil de ajudar.

Obs: Faço o pedido para o Lar do Nenen porque conheço. De qualquer forma, se não quiser votar nele, ao menos escolha uma outra instituição e vote. O importante é fazer o bem, ajudar pessoas que de ajuda necessitam.

Conto com vocês.

Obrigado.

Oct122009

Oração a Nossa Senhora Aparecida pelas famílias

nossa-senhora-aparecidaEu não sou um religioso fanático, principalmente porque penso que tão mais evoluída uma pessoa, menor espaço há nela para fanatismo de qualquer ordem. Quem acompanha o “Simples Coisas da Vida” sabe que fui criado no Catolicismo e no Espiritismo, aproveitei o melhor de cada doutrina e me considero tanto católico como espírita, apesar de quererem me convencer que isso seria uma incongruência. Paciência. Para ser justo comigo mesmo e para evitar certos conflitos que a nada levam, prefiro dizer que não sou de religião nenhuma. Sou de Deus. E ponto. Tenho fé em uma força maior e mais forte do que eu. E isso me basta.

De qualquer forma, como muitos dos leitores são católicos e aproveitando que hoje é o dia de Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil (Descobriu agora que o feriado não é por causa do dia das crianças? Tudo bem. Mas a partir de hoje você sabe.), trago para vocês uma bela oração, enviada a mim pela amiga Erika Murari, como sendo de autoria do Pe. Luiz Miguel Duarte. Ei-la:

Ó Senhora Aparecida, olha com bondade para nossas famílias e ajuda-nos a viver o evangelho do teu filho Jesus.

Ilumina o caminho das crianças e dos jovens: que suas energias e fé sejam canalizadas para a construção de um mundo melhor!

Participa, querida Mãe, da luta constante dos trabalhadores: que seus esforços sejam recompensados com salários justos e digna condição de vida.

Conforta os doentes e as pessoas idosas. Alivia seus sofrimentos e que nós possamos ajudá-los a vencer a solidão.

Dá esperança aos aflitos e atribulados.

Abranda os poderosos: que eles aprendam o grande valor da bondade humana.

Ó Senhora Aparecida, vem favorecer nosso profundo anseio de que toda pessoa seja tratada com dignidade e Deus seja glorificado para sempre.

Amém!

***

Peça “aos céus”. Peça sempre. Porque Ele já disse: “Pedi e obtereis. Buscai e achareis. Batei e abrir-se-vos-á”.

Ou como eu sempre digo, quem não chora, não mama. E chorar aqui significa pedir. Então peça. Se merecer, certamente obterá.

Oração pela família – Padre Zezinho

Oct72009

Prejudicados porque são pobres, não porque são negros.

racismoSempre questionei o “sistema de cotas” para negros. Acho de um racismo e preconceito sem igual. E estava pensando a respeito, quando lembrei de um texto escrito pela professora, jornalista, ex-deputada federal constituinte, secretária de Serviços Sociais no governo Carlos Lacerda, fundadora e ex-presidente do BNH no governo Castelo Branco, Sandra Cavalcanti. Publico-o aqui para compartilhar com vocês e mostrar o que penso a respeito. Afinal, não há nada no “Simples Coisas da Vida” que não consubstancie os meus pensamentos, quer tenha sido escrito por mim ou por outra pessoa. Ei-lo:

“Entre as lembranças de minha vida, destaco a alegria de lecionar Português e Literatura no Instituto de Educação, no Rio. Começávamos nossa lida, pontualmente, às 7h15. Sala cheia, as alunas de blusa branca engomada, saia azul, cabelos arrumados. Eram jovens de todas as camadas. Filhas de profissionais liberais, de militares, de professores, de empresários, de modestíssimos comerciários e bancários. Elas compunham um quadro muito equilibrado. Negras, mulatas, bem escuras ou claras, judias, filhas de libaneses e turcos, algumas com ascendência japonesa e várias nortistas com a inconfundível mistura de sangue indígena. As brancas também eram diferentes. Umas tinham ares lusos, outras pareciam italianas. Enfim, um pequeno Brasil em cada sala. Todas estavam ali por mérito!

O concurso para entrar no Instituto de Educação era famoso pelo rigor e pelo alto nível de exigências. Na verdade, era um concurso para a carreira de magistério do primeiro grau, com nomeação garantida ao fim dos sete anos.

Nunca, jamais, em qualquer tempo, alguma delas teve esse direito, conseguido por mérito, contestado por conta da cor de sua pele! Essa estapafúrdia discriminação nunca passou pela cabeça de nenhum político, nem mesmo quando o País viveu os difíceis tempos do governo autoritário. Estes dias compareci aos festejos de uma de minhas turmas, numa linda missa na antiga Sé, já completamente restaurada e deslumbrante. Eram os 50 anos da formatura delas! Lá estavam as minhas normalistas, agora alegres senhoras, muitas vovós, algumas aposentadas, outras ainda não. Lá estavam elas, muito felizes. Lindas mulatas de olhos verdes. Brancas de cabelos pintados de louro. Negras elegantérrimas, esguias e belas.Judias com aquele ruivo típico. E as nortistas, com seu jeito de índias. Na minha opinião, as mais bem conservadas.

Lá pelas tantas, a conversa recaiu sobre essa escandalosa mania de cotas raciais.Todas contra! Como experimentadas professoras, fizeram a análise certa. Estabelecer igualdade com base na cor da pele? A raiz do problema é bem outra. Onde é que já se viu isso? Se melhorassem de fato as condições de trabalho do ensino de primeiro e segundo graus na rede pública, ninguém estaria pleiteando esse absurdo.

Uma das minhas alunas hoje é titular na UERJ. Outra é desembargadora. Várias são ainda diretoras de escola. Duas promotoras. As cores, muitas. As brancas não parecem arianas. Nem se pode dizer que todas as mulatas são negras. Afinal, o Brasil é assim. A nossa mestiçagem aconteceu. O País não tem dialetos, falamos todos a mesma língua. Não há repressão religiosa. A Constituição determina que todos são iguais perante a lei, sem distinção de nenhuma natureza! Portanto, é inconstitucional querer separar brasileiros pela cor da pele. Isso é racismo! E racismo é crime inafiançável e imprescritível.

Perguntei: qual é o problema, então? É simples, mas é difícil. A população pobre do País não está tendo governos capazes de diminuir a distância econômica entre ela e os mais ricos. Com isso se instala a desigualdade na hora da largada. Os mais ricos estudam em colégios particulares caros. Fazem cursinhos caros. Passam nos vestibulares para as universidades públicas e estudam de graça, isto é, à custa dos impostos pagos pelos brasileiros, ricos e pobres. Os mais pobres estudam em escolas públicas, sempre tratadas como investimentos secundários, mal instaladas, mal equipadas, mal cuidadas, com magistério mal pago e sem estímulos. Quem viveu no governo Carlos Lacerda se lembra ainda de como o magistério público do ensino básico era bem considerado, respeitado e remunerado.

Hoje, com a cidade do Rio de Janeiro devastada após a administração de Leonel Brizola, com suas favelas e seus moradores entregues ao tráfico e à corrupção, e com a visão equivocada de que um sistema de ensino depende de prédios e de arquitetos, nunca a educação dos mais pobres caiu a um nível tão baixo. Achar que os únicos prejudicados por esta visão populista do processo educativo são os negros é uma farsa. Não é verdade.

Todos os pobres são prejudicados: os brancos pobres, os negros pobres, os mulatos pobres, os judeus pobres, os índios pobres!

Quem quiser sanar esta injustiça deve pensar na população pobre do País, não na cor da pele dos alunos. Tratem de investir de verdade no ensino público básico. Melhorar o nível do magistério. Retornar aos cursos normais. Acabar com essa história de exigir diploma de curso de Pedagogia para ensinar no primeiro grau. Pagar de forma justa aos professores, de acordo com o grau de dificuldades reais que eles têm de enfrentar para dar as suas aulas. Nada pode ser sovieticamente uniformizado. Não dá.

Para aflição nossa, o projeto que o Senado vai discutir é um barbaridade do ponto de vista constitucional, além de errar o alvo. Se desejam que os alunos pobres, de todos os matizes, disputem em condições de igualdade com os ricos, melhorem a qualidade do ensino público. Economizem os gastos em propaganda. Cortem as mordomias federais, as estaduais e as municipais. Impeçam a corrupção. Invistam nos professores e nas escolas públicas de ensino básico.

O exemplo do esporte está aí: já viram algum jovem atleta, corredor, negro ou não, bem alimentado, bem treinado e bem qualificado, precisar que lhe dêem distâncias menores e coloquem a fita de chegada mais perto? É claro que não. É na largada que se consagra a igualdade. Os pobres precisam de igualdade de condições na largada. Foi isso o que as minhas normalistas me disseram na festa dos seus 50 anos de magistério! Com elas, foi assim.”

***

Concordo plenamente. É na largada que se consagra a igualdade, na base, na educação, na oportunidade…

Michael Jackson – Black or White

Aug312009

A morte do padre…

duas-torresUm velho padre, durante muitos anos, havia trabalhado fielmente com o povo africano, mas agora estava de volta ao Brasil, doente e moribundo, no Hospital Geral de Brasília. Isso se torna notícia e manchete midiática da hora. Já nos últimos suspiros ele faz um sinal à enfermeira, que se aproxima.

– Sim, Padre? diz a enfermeira.

– Eu queria ver dois proeminentes políticos antes de morrer: Renan Calheiros e o Sarney, sussurrou o padre.

– Sim, Padre, verei o que posso fazer, respondeu a enfermeira.

De imediato, ela entra em contato com o Congresso Nacional e logo recebe a notícia: ambos gostariam muito de visitar o padre moribundo.

A caminho do hospital, Sarney diz a Renan Calheiros:

- Eu não sei porque é que o velho padre quer nos ver, mas certamente isso irá ajudar a melhorar a nossa imagem perante a Igreja e o povo, o que é sempre bom.

Renan Calheiros concordou.

Era uma grande oportunidade para eles e até foi enviado um comunicado oficial à imprensa sobre a visita. Quando chegaram ao quarto, com toda a imprensa presente, o velho padre pegou na mão de Sarney com sua mão direita e na mão de Renan Calheiros com sua mão esquerda. Houve um grande silêncio e notou-se um ar de pureza e serenidade no semblante do padre.

Renan Calheiros então disse:

- Padre, porque é que fomos nós os escolhidos, entre tantas pessoas, para estar ao seu lado na hora do fim?

O velho Padre, lentamente, disse:

- Sempre, em toda a minha vida, procurei ter como modelo o Nosso Senhor Jesus Cristo.

- Amém, disse Sarney.

- Amém, disse Renan Calheiros.

E o Padre concluiu:

- Então… Como Ele morreu entre dois ladrões, eu quero fazer o mesmo.

Recebido por e-mail.

*****

Diante de tanta roubalheira e cretinice no cenário político nacional, não tive como não rir e, claro, compartilhar com vocês.

Não sou contra político X ou político Y. Sou contra políticos corruptos.

Isso me faz lembrar de uma música de Gabriel, O Pensador:

“Até quando você vai levando… porrada porrada?
Até quando vai ficar sem fazer nada?
Até quando você vai levando… porrada porrada?
Até quando vai ser saco de pancada?”

Basta de corrupção!

Jun22009

O crime é exatamente o mesmo

aborto- Doutor, o senhor terá de me ajudar num problema muito sério. Este meu bebê ainda não completou um ano e estou grávida novamente. Não quero filhos em tão curto espaço de tempo, mas sim num espaço grande entre um e outro.

Então o médico perguntou:

- Muito bem. E o que a senhora quer que eu faça?

A mulher, já esperançosa, respondeu:

- Desejo interromper esta gravidez e conto com a ajuda do senhor.

O médico pensou um pouco e depois do seu silêncio disse para a mulher:

- Acho que tenho um método melhor para solucionar o problema. E é menos perigoso para a senhora.

A mulher sorriu, acreditando que o médico aceitaria seu pedido. E então ele completou:

- Veja bem, minha senhora, para não ter de ficar com os dois bebês de uma vez, em tão curto espaço de tempo, vamos matar este que está em seus braços. Assim o outro poderá nascer. Se o caso é matar, não há diferença para mim entre um e outro. Até porque sacrificar este que a senhora tem nos braços é mais fácil, pois a senhora não correrá nenhum risco.

A mulher apavorou-se e disse:

- Não doutor! Que horror! Matar uma criança é crime!

O médico sorriu e, depois de algumas considerações, viu que a sua lição surtira efeito. Convenceu a mãe que não há a menor diferença entre matar a criança já nascida e matar uma criança ainda por nascer, mas viva no seio materno.

O crime é exatamente o mesmo…

Uma campanha do “Movimento Nacional em Defesa da Vida”.
Brasil sem aborto.

***

Eu sou terminantemente contra o aborto! Fato! Fora das hipóteses legalmente previstas, para mim não há como se falar em matar uma vida, seja ela extra ou intra-uterina. Mas além de ser crime na lei dos homens, o aborto é um crime ainda maior na lei de Deus. Para mim que sou espírita e sei que nada acontece por acaso e que para toda ação há uma reação, não há como cogitar em realizar um aborto; não mesmo. “Ah, Cirilo, mas…” Mas nada! Nem comece! Esta regra não comporta exceções, fora das duas previstas legalmente, quais sejam quando há risco grave de morte para a gestante ou quando a gravidez advém de estupro, fato alheio à vontade dela. E o texto acima explicita com maestria isso. Não há diferença em matar uma criança viva ou outra ainda por nascer. O crime é exatamente o mesmo.

May152009

Quando a vergonha acaba

bandeira_brasilÉ incrível a falta de vergonha das pessoas em fazerem algo errado. Talvez porque a sensação de impunidade facilite ainda mais o desrespeito às normas de boa conduta. Talvez porque as pessoas já tenham se acostumado com a calhordice dos poderosos, embora não devesse. Talvez porque se a corrupção existe aqui na origem, onde cada um quer mesmo é se dar bem, como cobrar ética e moral dos que estão lá no topo do poder?

É bom que reflitamos. Creio que não saibamos o poder que temos de mudar o mundo, se quisermos e fizermos por onde.

Sobre a falta de vergonha que impera hoje em nosso país, compartilho com vocês um texto que recebi por e-mail, de autoria de Mauro Chaves. Ei-lo:

“Quando um chefe de Estado e governo afirma que a cobrança ética da sociedade é uma hipocrisia, está explicado como acabou a vergonha geral da Nação. E quando acaba a vergonha nacional, toda indecência vira normal. Com a maior naturalidade, considera-se que o dinheiro público deva ser gasto para assegurar vantagens especiais em favor dos que têm por função cuidar da coisa pública. E com a maior naturalidade se desrespeitam direitos dos cidadãos comuns, enquanto facilidades e confortos são ofertados a cidadãos “especiais”.

Quando a vergonha acaba, parlamentares recebem dinheiro público para custear passagens aéreas da cidade em que moram para a mesma cidade em que moram, ou para custear moradia, apesar de residirem em casa própria. Legisladores fazem seguros vitalícios de saúde, pagos com dinheiro público, mesmo para quando não tiverem mais mandatos a exercer, e mesmo que o sistema de saúde pública do País seja o de doentes espalhados pelos corredores dos hospitais por falta de leito, crianças morrendo em massa por falta de equipamentos, de medicamentos e de higiene nos hospitais, idosos morrendo nas filas de atendimento e tudo o mais que caracteriza o tipo de tratamento médico que o poder público brasileiro oferece à sua população.

Quando a vergonha acaba, um tribunal superior é capaz de enviar ofícios a companhias aéreas ou a autoridades aeroportuárias para solicitar tratamento especial – que inclui dispensa de alfândega, de revista de malas – em favor de passageiro(a) que tenha por atributo o simples fato de ser amigo(a) de filho(a) de magistrado de tribunal superior. E é só mesmo quando a vergonha geral acaba que um sério e competente magistrado de instância superior, que tem a mais nobre função pública de assegurar o belo princípio constitucional do “todos são iguais perante a lei”, torna-se capaz de aceitar, talvez “docemente constrangido”, um descabido privilégio em proveito de amizades de sua própria família.

Quando a vergonha acaba, lá em cima nos Poderes da República, a falta de vergonha se dissemina pela sociedade “abaixo”, como uma virulenta pandemia, de rápido contágio e combate cada vez mais penoso e infrutífero. O desrespeito aos cidadãos, então, passa a ocorrer de forma generalizada, manifestando-se na decadência da qualidade dos serviços, no descaso geral do atendimento público, no desprezo aos direitos dos consumidores, na propaganda enganosa, na venda de produtos fraudados, na entrega de mercadorias com defeito e no completo descaso em relação ao treinamento dos que têm por função vender bens ou prestar serviço às pessoas. Ninguém liga para nada porque o descaso não acarreta consequência alguma. Assim, quando a vergonha acaba, revogam-se todos os controles de qualidade.

É só quando a vergonha acaba que a maior fabricante de bebidas do País, e uma das maiores do mundo, tem a coragem de fazer aqui o que jamais ousaria em qualquer nação civilizada: usar um grande ídolo esportivo, nosso e mundial, para “passar” à sociedade, especialmente à juventude, a ideia de que quem toma sua marca de cerveja é mais guerreiro, é mais perseverante no trabalho e na superação das dificuldades, sabe lutar melhor pela vida, “não desiste nunca” e imbecilidades assemelhadas. E, no mesmo sentido, também já fez perder a vergonha um bom sambista popular brasileiro, que levou ao ridículo de tentar dar seu nome a um dos dias da semana – para nele aumentar o consumo de sua cerveja.

É quando a vergonha acaba que a maior empresa de telefonia celular do País – que sempre se fez tão viva na comunicação – vende em suas lojas produtos maravilhosos que só mostram seu defeito quando o feliz freguês que o comprou chega em casa – a partir do que esse coitado terá de procurar uma inacessível “assistência técnica”, passando a depender (por dias a fio) de quem nenhuma participação teve na relação de compra do cidadão com a loja, estabelecida na véspera. E é quando a vergonha acaba que a maior rede de varejo do País, aquela que tanto alardeia sua “dedicação total a você”, vende um produto eletrônico com defeito que só aparece, coincidentemente, passadas as poucas horas durante as quais faria a troca na loja – obrigando, igualmente, o cidadão comprador a relacionar-se com uma desconhecida “assistência técnica”, às vezes no cafundó do Judas, sem tempo algum para a “dedicação total a você”.

Quando a vergonha acaba, uma grande e centenária rede de drogarias, com serviço de entrega “em casa”, faz venda por telefone de medicamentos que já acabaram em seu estoque – e cuja falta só “descobre” meia hora depois de efetuada a compra com cartão de crédito, obrigando o freguês ao estorno (sempre incerto) de valores já debitados em seu cartão e ao transtorno de sair atrás, às vezes em altas horas, de remédio que já julgava comprado – podendo essa droga de atendimento levá-lo às raias da loucura.

Quando a vergonha acaba, uma grande montadora francesa, com marcante qualidade na suspensão de seus veículos – sendo famoso seu velho teste da cesta de ovos conduzida em estrada ruim, sem quebrar -, depois de fazer propaganda galáctica de seus carros novos, em suas concessionárias não aceita como parte de pagamento veículos de sua marca (embora aceite marcas concorrentes), deixando o freguês que caiu no seu conto da fidélité apenas com a propriedade de um invendável ferro-velho, celebrando bodas com sua inútil sucata.

Enfim, até pessoas e empresas que sempre foram corretas, quando a vergonha acaba “lá em cima”, também perdem a vergonha “cá em baixo” . E nunca antes neste país houve tanta falta de vergonha como nos dias correntes.”

Cazuza – Brasil

Mar52009

Arnaldo Jabor fala sobre excomunhão em Olinda

arnaldo_jaborLá do fundo da idade média, esse arcebispo declarou: “A lei de Deus está acima de qualquer lei humana”.

Mas quem fez as leis de Deus senão homens, como bispos e papas…

Foi uma lei de Deus como quando queimaram mulheres vivas como a Santa Joana D’Arc?

Esse pensamento dogmático, inquisitorial, só afasta a igreja católica do mundo moderno.

Nós tivemos papas progressistas e bons, como João XXIII ou João Paulo II, que era conservador, mas amava os desvalidos.

Logo agora que a história está tão cruel, agora que os homens precisam de uma religião protetora, agora que precisávamos da doçura da igreja, temos os olhos frios de Bento XVI.

Daí o sucesso de exploradores dos pobres, como tantos bancos de dízimos, os supermercados da fé…

A igreja é contra anticoncepcionais, é contra o homossexualismo, é desatenta para tantos casos de pedofilia que surgiram entre padres, assim como foi vacilante no caso daquele bispo que disse outro dia que não houve holocausto de judeus.

Os excomungados de Olinda não devem ter medo. Deus está vendo e está com eles.

Certamente não está com esse inquisidor, o arcebispo José Cardoso Sobrinho.

Fonte: Jornal da Globo

*****

Sou contra o aborto, mas entendo que há casos extremos, como esse da menina de 9 anos estuprada pelo padrastro e grávida de gêmeos (ou gémeos), em que entendo ser mais viável o abortamento. Não apenas porque a lei permita o aborto quando a gravidez resultar de estupro ou oferecer grave risco à gestante, mas por ponderar as mínimas consequências de todo o acontecimento.

Portanto, avalizo as palavras de Arnaldo Jabor: Os excomungados não devem ter medo. Deus tudo vê e está com eles; não com esse inquisidor, o arcebispo de Recife e Olinda José Cardoso Sobrinho.