Categoria: Geral

Oct262010

Mudanças e novos projetos…

O “Simples Coisas da Vida” agora está em novo domínio:

http://simplescoisasdavida.com

Favor atualizar nos seus links, favoritos e retuitar essa novidade. Enfim, propagar a notícia.

Há outras mudanças e novos projetos previstos. Mas isso ficará para um outro post…

Aguardem.

Sep82010

Sobre poeira e teias de aranha…

Você notou que não publico nada no blog há 43 dias?

Você está cansado de ver isso aqui cheio de poeira e teias de aranha?

Você já estava surtando, com uma tremenda crise de abstinência, pela falta de novos posts?

NÃO SE DESESPERE!!! SEUS PROBLEMAS ACABARAM!!! MUITO EM BREVE!!! JÁ JÁ!!! LOGO MAIS!!! DAQUI A POUCO!!! NO AR E A TODO VAPOR!!!

O melhor, maior e mais visitado blog de reflexões, comportamento e auto-ajuda.

Ele!!! Ele mesmo: SIMPLES COISAS DA VIDA!!!

Não perca!!! Porque o que você lê aqui pode mudar toda sua vida!!!

Jun222010

Pernambuco precisa de você.

Se não todos, a grande maioria de vocês deve ter acompanhado pela tv nos últimos dias a situação do estado de Pernambuco e de Alagoas por causa das fortes chuvas que deixaram várias cidades em situação de calamidade pública.

Deixo aqui dois links de vídeos que estão no Youtube, respectivamente do Jornal Nacional e do NETV, para que vocês tenham noção do que se trata:

http://www.youtube.com/watch?v=K8PYoD57vEw

http://www.youtube.com/watch?v=Ff_NMoaWhM8

Hoje os número são ainda piores. Agora são dezenas de milhares de pessoas desabrigadas. Falta até o mais básico, como vestuário, cobertores, comida e água potável.

Já pedi aqui e me mobilizei por Santa Catarina, pelo Rio de Janeiro e até pelo Haiti. Agora chegou, infelizmente, a vez de pedir pelo meu estado, Pernambuco, e por um outro estado vizinho, Alagoas.

No que toca a Alagoas não sei muito sobre postos de arrecadação, nem como pessoas de outros estados podem ajudar; se descobrir colocarei aqui posteriormente. Quanto ao meu estado Pernambuco, sei sim e passo para vocês.

Para quem for de fora do estado há uma conta para doações, da “Ação da Cidadania”:

Banco do Brasil
Agência – 3234-4
Conta – 5633-2

Para quem estiver no estado, os locais para arrecadar donativos são:

Comitê da Ação da Cidadania Pernambuco Solidário – Parque de Exposições de Animais, no Cordeiro;

Quartéis do Exército Brasileiro, como no Recife, Quartel da Polícia Militar, no Derby;

Quartel do Corpo de Bombeiros, na Avenida João de Barros;

Sedes das Coordenadorias de Defesa Civil em todo o estado;

Na sede da OAB, que fica na rua do Imperador, no bairro de São José;

Sede do Movimento dos Trabalhadores Cristãos (MTC), na Rua Gervásio Pires;

Nas unidades do Instituto Federal de Pernambuco (IFPE- Antigo Cefet) nas cidades de Recife, Ipojuca, Belo Jardim, Vitória, Pesqueira e Barreiros;

Lojas do Bompreço;

Ponto montado na Fenearte, no centro de Convenções, a partir de 2 de julho (somente roupas);

Nos ônibus do Grande Recife Consórcio de Transportes;

Nas unidades das faculdades Joaquim Nabuco e Maurício de Nassau;

No Interior: postos da Polícia Militar ou dos Bombeiros.

Conto com a solidariedade de todos.

May122010

Até quando você vai ficar sem fazer nada?

Maiakovski, poeta russo “suicidado” após a revolução de Lenin, escreveu ainda no início do século XX:

Na primeira noite, eles se aproximam e colhem uma flor de nosso jardim. E não dizemos nada.

Na segunda noite, já não se escondem, pisam as flores, matam nosso cão. E não dizemos nada.

Até que um dia, o mais frágil deles, entra sozinho em nossa casa, rouba-nos a lua, e, conhecendo nosso medo, arranca-nos a voz da garganta. E porque não dissemos nada, já não podemos dizer nada.

Depois de Maiakovski, Bertold Brecht (1898-1956) escreveu:

Primeiro levaram os negros
Mas não me importei com isso
Eu não era negro

Em seguida levaram alguns operários
Mas não me importei com isso
Eu também não era operário

Depois prenderam os miseráveis
Mas não me importei com isso
Porque eu não sou miserável

Depois agarraram uns desempregados
Mas como tenho meu emprego
Também não me importei

Agora estão me levando
Mas já é tarde.
Como eu não me importei com ninguém
Ninguém se importa comigo.

Depois de um tempo, Martin Niemöller, símbolo da resistência aos nazistas, escreveu também:

Um dia vieram e levaram meu vizinho que era judeu.
Como não sou judeu, não me incomodei.

No dia seguinte, vieram e levaram meu outro vizinho que era comunista.
Como não sou comunista, não me incomodei.

No terceiro dia vieram e levaram meu vizinho católico.
Como não sou católico, não me incomodei.

No quarto dia, vieram e me levaram;
já não havia mais ninguém para reclamar…

Mais recentemente, em 2007, foi a vez de Cláudio Humberto:

Primeiro eles roubaram nos sinais, mas não fui eu a vítima.

Depois incendiaram os ônibus, mas eu não estava neles.

Depois fecharam ruas, onde não moro.

Fecharam então o portão da favela, que não habito.

Em seguida arrastaram até a morte uma criança, que não era meu filho…

Há cem anos Maiakovski lançou esse grito, essa denúncia, e outros lhe fizeram eco.

Incrível é que, após mais de cem anos, ainda nos encontremos tão desamparados, inertes e submetidos aos caprichos da ruína moral dos poderes governantes que vampirizam o erário, aniquilam as instituições, aumentam a desigualdade social com políticas públicas que ajudam muito pouco e deixam aos cidadãos os ossos roídos e o direito ao silêncio: porque a palavra, há muito, se tornou inútil…

E preciso, portanto, continuar gritando, denunciando, porque muitos ainda não ouviram.

Por fim só uma pergunta: E você, até quando vai ficar sem fazer nada?

Feb82010

Let’s take a ride to my paraiso…

Minha amiga Lu Souza, do Lichia Doce, fez um post perguntando sobre uma música de fundo que ouvira no site da Club Med. Como eu adoro a Lu, entrei no site em questão, ouvi a música e comecei a digitar o que chegava aos meus ouvidos. Com a letra em mãos, pesquisei e encontrei a tal música. Primeiramente pensei em enviar apenas para a Lu, por e-mail ou pelo msn (windows live messenger), mas como adoro uma francesa cantando, apesar da maior parte desta música ser em inglês, talvez outros também adorem. Assim, resolvi fazer um post aqui no Simples Coisas da Vida e compartilhar com todos. A melodia é de uma suavidade e leveza fascinantes.

Paraíso, por MiMuNiZ:

Come on let’s go and fly among the stars, so far away high in the sky
Ven conmigo en mi Paraíso, no te pierdas amor mio

Let’s take a ride to my Paraíso, we’ll fly with birds on rainbow skies,
Viens avec moi dans mon Paraiso, green papayas y descanso

Welcome in my Paraíso, just close your eyes and let it go,
Enjoy, you’re in my paradise, silver monkeys on orange trees

Let’s take a ride to my Paraíso, we’ll fly with birds on rainbow skies,
Viens avec moi dans mon Paraíso, green papayas y descanso

Vocês podem encontrar mais conteúdo em www.myspace.com/mimuniz.

A todos um forte abraço e um sorriso do tamanho do sol.

MiMuNiZ – Paraíso

Dec312009

Expectativas para o ano novo que se aproxima

Estive ausente nas últimas semanas, pois mudei de endereço. E muitos de vocês devem saber como mudança é algo complicado, inclusive por nos deixar algum tempo sem internet (um de nossos maiores meios de comunicação).

Até aproveitei e migrei para a GVT, que chegou há pouco por aqui. Vejamos no que dá…

Sim, mas este post é o último do ano e não quero ficar aqui dando explicações, nem me justificando, nem nada que não seja o que pretendia quando decidi escrevê-lo.

Fiz questão de vir aqui no último dia do ano, pois todos nessa época criam expectativas para o ano novo, o que está por vir… Quero que saibam que a minha é contar sempre com a amizade de cada um de vocês.

Simples assim, como gosto sempre de ser.

Um grande abraço e até muito, muito breve.

Sinceramente.

Amigos para Siempre – Jose Carreras

Nov252009

Arnaldo Jabor desabafa sobre textos apócrifos que há na internet com o seu nome

arnaldojaborNão estou no “twitter”, não sei o que é o “twitter”, jamais entrarei nesse terreno baldio e, incrivelmente, tenho 26 mil “seguidores” no “twitter”. Quem me pôs lá? Quem foi o canalha que usou meu nome? Jamais saberei. Vivemos no poço escuro da web. Ou buscamos a exposição total para ser “celebridade” ou usamos esse anonimato irresponsável com o nome dos outros. Tem gente que fala para mim: “Faz um blog, faz um blog!” Logo eu, que já sou um blog vivo, tagarelando na TV, rádio e jornais… Jamais farei um blog, esse nome que parece um coaxar de sapo boi. Quero o passado. Quero o lápis na orelha do quitandeiro, quero o gato do armazém dormindo sobre o saco de batatas, quero o telefone preto, de disco, que não dá linha, em vez dos gemidinhos dos celulares incessantes.

Comunicar o quê? Ninguém tem nada a dizer. Olho as opiniões, as discussões “on line” e só vejo besteira, frases de 140 caracteres para nada dizer. Vivemos a grande invasão dos lugares-comuns, dos uivos de medíocres ecoando asnices para ocultar sua solidão deprimente.

O que espanta é a velocidade da luz para a lentidão dos pensamentos, uma movimentação “em rede” para raciocínios lineares. A boa e velha burrice continua intocada, agora disfarçada pelo charme da rapidez. Antigamente, os burros eram humildes; se esgueiravam pelos cantos, ouvindo, amargurados, os inteligentes deitando falação. Agora não; é a revolução dos idiotas “on line”.

Quero sossego, mas querem me expandir, esticar meus braços em tentáculos digitais, meus olhos no “Google” (“goggles” – olhos arregalados) em órbitas giratórias, querem que eu seja ubíquo, quando desejo caminhar na condição de pobre bicho bípede; não quero tudo saber, ao contrário, quero esquecer; sinto que estão criando desejos que não tenho, fomes que perdi. Estamos virando aparelhos; os homens andam como robôs, falam como microfones, ouvem como celulares, não sabemos se estamos com tesão ou se criam o tesão em nós. O Brasil está tonto, perdido entre tecnologias novas cercadas de miséria e estupidez por todos os lados. A tecnociência nos enfiou uma lógica produtiva de fábricas vivas, chips, pílulas para tudo, enquanto a barbárie mais vagabunda corre solta no país, balas perdidas, jaquetas e tênis roubados, com a falsa esquerda sendo pautada pela mais sinistra direita que já tivemos, com o Jucá e o Calheiros botando o Chávez no Mercosul para “talibanizar” de vez a América Latina. Temos de ‘funcionar’ – não de viver. Somos carros, somos celulares, somos circuitos sem pausa. Assistimos a chacinas diárias do tráfico entre chips e “websites”.

O leitor perguntará: “Por que esse ódio todo, bom Jabor?” Claro que acho a revolução digital a coisa mais importante dos séculos. Mas estou com raiva por causa dos textos apócrifos que continuam enfiando na internet com meu nome.

Já reclamei aqui desses textos, mas tenho de me repetir. Todo dia surge uma nova besteira, com dezenas de emails me elogiando pelo que eu “não” fiz. Vou indo pela rua e três senhoras me abordam: “Teu artigo na internet é genial! Principalmente quando você escreve: ‘As mulheres são tão cheirosinhas; elas fazem biquinho e deitam no teu ombro…’ “Não fui eu…”, respondo. Elas não ouvem e continuam: “Modéstia sua! Finalmente alguém diz a verdade sobre as mulheres! Mandei isso para mil amigas! Adoraram aquela parte: ‘Tenho horror à mulher perfeitinha. Acho ótimo celulite…’” Repito que não é meu, mas elas (em geral barangas) replicam: “Ah… É teu melhor texto…” – e vão embora, rebolando, felizes.

Sei que a internet democratiza, dando acesso a todos para se expressar. Mas a democracia também libera a idiotia. Deviam inventar um “antispam” para bobagens.

Vejam mais o que “eu” escrevi: “As mulheres de hoje lutam para ser magrinhas. Elas têm horror de qualquer carninha saindo da calça de cintura tão baixa que o cós acaba!…” Luto dia e noite contra cacófatos e jamais escreveria “cós acaba!” Mas, para todos os efeitos, fui eu. Na internet, eu sou amado como uma besta quadrada, um forte asno… (dirão meus inimigos: “Finalmente, ele se encontrou…”)

Vejam as banalidades que me atribuem:

“Bom mesmo é ter problema na cabeça, sorriso na boca e paz no coração!”

Ou: “A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios. Por isso cante, chore, dance e viva intensamente antes que a cortina se feche!”

Ainda sobre a mulher: “São escravas aparentemente alforriadas numa grande senzala sem grades”.

Há um texto bem gay sobre os gaúchos, há mais de um ano. Fui “eu”, a mula virtual, quem escreveu tudo isso. E não adianta desmentir.

Esta semana, descobri mais. Há um texto rolando (e sendo elogiado) sobre “ninguém ama uma pessoa pelas qualidades que ela tem” ou outro em que louvo a estupidez, chamado “Seja Idiota!”…

Mas o pior são artigos escritos por inimigos covardes para me sujar.

Há um texto de extrema direita, boçal, xingando os brasileiros, onde há coisas como: “Brasileiro é babaca. Elege para o cargo mais importante do Estado um sujeito que não tem escolaridade e preparo nem para ser gari. Brasileiro é um povo trabalhador. Mentira. Brasileiro é vagabundo por excelência. Um povo que se conforma em receber uma esmola do governo de R$ 90 mensais para não fazer nada não pode ser adjetivado de outra coisa que não de vagabundo. Noventa por cento de quem vive na favela é gente honesta e trabalhadora. Mentira. Muito pai de família sonha que o filho seja aceito como ‘aviãozinho’ do tráfico para ganhar uma grana legal. Se a maioria da favela fosse honesta, já teriam existido condições de se tocar os bandidos de lá para fora… O brasileiro merece! É igual a mulher de malandro – gosta de apanhar…”

E o pior é que muita gente me cumprimenta pela “coragem” de ter escrito essa sordidez.

Ou seja: admiram-me pelo que eu teria de pior; sou amado pelo que não escrevi.

Na internet, eu sou machista, gay, idiota, corno e fascista.

É bonito isso?

Arnaldo Jabor

* * *

Vou nem acrescentar mais nada. Deixarei pura e simplesmente o desabafo do Jabor.

Para constar, esse texto foi enviado para mim por minha amiga Carol Rodrigues, do “Expresso pra Dois“, por e-mail.

Nov122009

A explicação do número 3 invertido em Sintra

tres-invertido

Não é para alimentar ideias, como diria alguém há tempos, até porque não vale a pena, mas à laia de ilustração de quem o merece, aqui fica uma pequena nota: A explicação do nº 3 ao contrário em Sintra. Não é vergonha para nós portugueses…

Em Portugal costuma dizer-se que a ignorância é a mãe do atrevimento…

Sintra, para quem não sabe, foi terra de Templários, Maçonaria, Priorados e Orgias.

Ao que parece, o facto de o número se encontrar ao contrário era um sinal para pessoas de fora identificarem o local do culto secreto.

Já que está a ter tanta visibilidade (o vídeo da Maitê Proença ofedendo os portugueses), seria bom lembrar que aquela porta pertence ao antigo Hotel Victor – frequentado por Eças, Camilos, Ramalhos e outros grandes intelectuais do Séc.XIX e que, como é sabido, surge inclusivamente retratado nos “Maias”.

É também de recordar que quem o mandou construir foi o Victor Sasseti, dono do Hotel Bragança, em Lisboa, maçon e grande amigo de António Carvalho Monteiro e do Luigi Manini, que lhe fez o projecto do Cottage Sasseti, na encosta dos Mouros, agora propriedade da Câmara.

Claro que o Sasseti pôs o número ao contrário de propósito!

Nesta “vilazinha” tudo tem certo espírito secreto.

Pena a senhorita Maitê não ter arranjado ninguém que lhe explicasse a simbologia do três…

O três invertido, tal como o triângulo invertido, representa o princípio masculino.

O número três, como o cinco ou o sete, tem importantes conotações maçónicas (por exemplo, os três símbolos da Maçonaria são o Esquadro, Nível e o Fio de Prumo).

Três são também as Graças, como se pode ver no painel da Regaleira.

Já para não falar da triplicidade do tempo (passado, presente e o futuro) e de outras coisas que davam pano para mangas.

Ou ainda: O número 3 invertido passa a ser um “E”, e é chamado de “poder do 3″.

Esta letra representa o olho (de Hórus).

Simboliza Marte. Representa talento. Representa guerra. Representa também a Estrela de David.

O 3 invertido é ligado ao aliviar de stress e ansiedade.

Uma técnica de oratória para controle dos ouvintes muito usada pela Maçonaria é usar este poder do 3 invertido ou olho, dividindo a oratória em 3 tópicos, pois o cérebro de quem ouve assimila melhor do que se for em 2 ou 4.

Aquela placa de 3 invertido poderá até simplesmente representar uma moradia Judaica, uma forma de dizê-lo ao mundo sem que a maioria das pessoas entendam.

Texto recebido de uma senhora portuguesa, dona Hermínia Nadais, por e-mail.

* * *

Como costumo alertar: se você não tem domínio do que está falando, procure saber primeiro, para não correr o risco de falar uma asneira.

Camille Jones – The Creeps (Fedde Le Grand Remix)

Oct72009

Prejudicados porque são pobres, não porque são negros.

racismoSempre questionei o “sistema de cotas” para negros. Acho de um racismo e preconceito sem igual. E estava pensando a respeito, quando lembrei de um texto escrito pela professora, jornalista, ex-deputada federal constituinte, secretária de Serviços Sociais no governo Carlos Lacerda, fundadora e ex-presidente do BNH no governo Castelo Branco, Sandra Cavalcanti. Publico-o aqui para compartilhar com vocês e mostrar o que penso a respeito. Afinal, não há nada no “Simples Coisas da Vida” que não consubstancie os meus pensamentos, quer tenha sido escrito por mim ou por outra pessoa. Ei-lo:

“Entre as lembranças de minha vida, destaco a alegria de lecionar Português e Literatura no Instituto de Educação, no Rio. Começávamos nossa lida, pontualmente, às 7h15. Sala cheia, as alunas de blusa branca engomada, saia azul, cabelos arrumados. Eram jovens de todas as camadas. Filhas de profissionais liberais, de militares, de professores, de empresários, de modestíssimos comerciários e bancários. Elas compunham um quadro muito equilibrado. Negras, mulatas, bem escuras ou claras, judias, filhas de libaneses e turcos, algumas com ascendência japonesa e várias nortistas com a inconfundível mistura de sangue indígena. As brancas também eram diferentes. Umas tinham ares lusos, outras pareciam italianas. Enfim, um pequeno Brasil em cada sala. Todas estavam ali por mérito!

O concurso para entrar no Instituto de Educação era famoso pelo rigor e pelo alto nível de exigências. Na verdade, era um concurso para a carreira de magistério do primeiro grau, com nomeação garantida ao fim dos sete anos.

Nunca, jamais, em qualquer tempo, alguma delas teve esse direito, conseguido por mérito, contestado por conta da cor de sua pele! Essa estapafúrdia discriminação nunca passou pela cabeça de nenhum político, nem mesmo quando o País viveu os difíceis tempos do governo autoritário. Estes dias compareci aos festejos de uma de minhas turmas, numa linda missa na antiga Sé, já completamente restaurada e deslumbrante. Eram os 50 anos da formatura delas! Lá estavam as minhas normalistas, agora alegres senhoras, muitas vovós, algumas aposentadas, outras ainda não. Lá estavam elas, muito felizes. Lindas mulatas de olhos verdes. Brancas de cabelos pintados de louro. Negras elegantérrimas, esguias e belas.Judias com aquele ruivo típico. E as nortistas, com seu jeito de índias. Na minha opinião, as mais bem conservadas.

Lá pelas tantas, a conversa recaiu sobre essa escandalosa mania de cotas raciais.Todas contra! Como experimentadas professoras, fizeram a análise certa. Estabelecer igualdade com base na cor da pele? A raiz do problema é bem outra. Onde é que já se viu isso? Se melhorassem de fato as condições de trabalho do ensino de primeiro e segundo graus na rede pública, ninguém estaria pleiteando esse absurdo.

Uma das minhas alunas hoje é titular na UERJ. Outra é desembargadora. Várias são ainda diretoras de escola. Duas promotoras. As cores, muitas. As brancas não parecem arianas. Nem se pode dizer que todas as mulatas são negras. Afinal, o Brasil é assim. A nossa mestiçagem aconteceu. O País não tem dialetos, falamos todos a mesma língua. Não há repressão religiosa. A Constituição determina que todos são iguais perante a lei, sem distinção de nenhuma natureza! Portanto, é inconstitucional querer separar brasileiros pela cor da pele. Isso é racismo! E racismo é crime inafiançável e imprescritível.

Perguntei: qual é o problema, então? É simples, mas é difícil. A população pobre do País não está tendo governos capazes de diminuir a distância econômica entre ela e os mais ricos. Com isso se instala a desigualdade na hora da largada. Os mais ricos estudam em colégios particulares caros. Fazem cursinhos caros. Passam nos vestibulares para as universidades públicas e estudam de graça, isto é, à custa dos impostos pagos pelos brasileiros, ricos e pobres. Os mais pobres estudam em escolas públicas, sempre tratadas como investimentos secundários, mal instaladas, mal equipadas, mal cuidadas, com magistério mal pago e sem estímulos. Quem viveu no governo Carlos Lacerda se lembra ainda de como o magistério público do ensino básico era bem considerado, respeitado e remunerado.

Hoje, com a cidade do Rio de Janeiro devastada após a administração de Leonel Brizola, com suas favelas e seus moradores entregues ao tráfico e à corrupção, e com a visão equivocada de que um sistema de ensino depende de prédios e de arquitetos, nunca a educação dos mais pobres caiu a um nível tão baixo. Achar que os únicos prejudicados por esta visão populista do processo educativo são os negros é uma farsa. Não é verdade.

Todos os pobres são prejudicados: os brancos pobres, os negros pobres, os mulatos pobres, os judeus pobres, os índios pobres!

Quem quiser sanar esta injustiça deve pensar na população pobre do País, não na cor da pele dos alunos. Tratem de investir de verdade no ensino público básico. Melhorar o nível do magistério. Retornar aos cursos normais. Acabar com essa história de exigir diploma de curso de Pedagogia para ensinar no primeiro grau. Pagar de forma justa aos professores, de acordo com o grau de dificuldades reais que eles têm de enfrentar para dar as suas aulas. Nada pode ser sovieticamente uniformizado. Não dá.

Para aflição nossa, o projeto que o Senado vai discutir é um barbaridade do ponto de vista constitucional, além de errar o alvo. Se desejam que os alunos pobres, de todos os matizes, disputem em condições de igualdade com os ricos, melhorem a qualidade do ensino público. Economizem os gastos em propaganda. Cortem as mordomias federais, as estaduais e as municipais. Impeçam a corrupção. Invistam nos professores e nas escolas públicas de ensino básico.

O exemplo do esporte está aí: já viram algum jovem atleta, corredor, negro ou não, bem alimentado, bem treinado e bem qualificado, precisar que lhe dêem distâncias menores e coloquem a fita de chegada mais perto? É claro que não. É na largada que se consagra a igualdade. Os pobres precisam de igualdade de condições na largada. Foi isso o que as minhas normalistas me disseram na festa dos seus 50 anos de magistério! Com elas, foi assim.”

***

Concordo plenamente. É na largada que se consagra a igualdade, na base, na educação, na oportunidade…

Michael Jackson – Black or White

Oct62009

Somos todos otários?

palhacoRealmente é revoltante e enfurecedor o tipo de pouco caso a que nos submetem as indústrias que produzem alimentos. Veja só o que me enraiveceu numa das últimas idas ao supermercado.

Ao procurar comprar um molho de pimenta, verifiquei no rótulo do produto que havia ÓLEO PARCIALMENTE HIDROGENADO.

Você sabe o que isto significa? Nada mais do que GORDURA TRANS. Já sabemos que a gordura trans é adicionada a todos os alimentos industrializados crocantes e suavizadores de textura, o que não é menos condenável, mas encontrar esse tipo de gordura num tempero eu considerei DEMAIS.

De acordo com o FDA, “relatórios científicos confirmam a correlação entre consumo de gorduras trans com aumento do risco de doenças das coronárias. Por esse motivo, nenhuma quantidade dessa gordura pode ser consumida com segurança.” Apesar dessa publicação, os órgãos oficiais, inclusive o proprio FDA, passaram a considerar uma quantidade tolerável de consumo para os seres humanos que se considera seguro. Ora, se NÃO se deve consumir pois FAZ MAL, como se considerar que exista um tanto capaz de não ser nocivo ao organismo?

Isso também ocorreu quanto ao ASPARTAME, verdadeiro veneno que libera no organismo uma substância venenosa chamada METANOL que, a partir dos interesses em sua comercialização, passou a ser tolerado numa determinada quantidade. Da mesma maneira se fez com o mercúrio, metal pesado que se acumula no corpo e leva ao desenvolvimento de inúmeros problemas degenerativos graves mas, após pressões das indústrias, passou-se a criar uma quantidade tolerável pelo organismo e que se denomina SEGURA.

A única quantidade segura de consumo de gordura trans é ZERO.

Para piorar a situação, o FDA solicita aos fabricantes de alimentos que ressaltem nos rótulos dos produtos a gordura trans quando a quantidade exceder 0,5 gramas por porção servida. Abaixo disto, pode-se anunciar “NÃO CONTÉM GORDURA TRANS”. Você acha isto justo? Não somos apenas ingênuos, mas sim OTÁRIOS.

Todos os produtos que contêm gordura trans são realmente deletérios ao organismo e isso inclui TODOS os biscoitos crocantes, sorvetes cremosos, margarinas, maioneses prontas e muitos outros. Tantos são os produtos que dizem não conterem gordura trans mas ressaltam GORDURA HIDROGENADA na sua composição, o que é sinônimo de gordura trans.

É para otários mesmo!

Por esse motivo, a única arma que temos nessa luta de manutenção da saúde chama-se INFORMAÇÃO. Não faltam artigos e literatura abundante sobre esse tema e cabe a nós nos informarmos da melhor maneira. O prazer em comer é uma das coisas mais próprias do ser humano mas não devemos nos esquecer que induzimos nossos filhos a consumirem muito lixo que provém de indústrias alimentícias e nos são propagadas como saudáveis.

Os maiores FABRICANTES DE DOENÇAS atualmente estão entre os que industrializam alimentos “enriquecendo-os” com aditivos absolutamente maléficos ao corpo humano.

Por Sérgio Vaisman (Outubro 2009)

***

Com saúde não se brinca.

E o que plantarmos hoje, colheremos mais tarde.

Fica o alerta!