Categoria: Reflexões

May172012

Dia Internacional de Combate à Homofobia!

Hoje é o Dia Internacional de Combate à Homofobia. De qualquer forma, entendo que lutas como essa devem ser constantes.

Sou hétero, mas não entendo como ainda hoje possa existir tanto preconceito, seja de que tipo for, inclusive quanto à sexualidade.

Respeito é fundamental! Até porque o importante é amar quem a gente quiser. Além do mais, homossexualidade não é questão de escolha, mas sim de condição natural. Eu, por exemplo, não escolhi ser hétero. Costumo dizer que macho eu nasci; homem eu me tornei. Por que discriminar alguém por ter uma condição diversa da sua? Não consigo conceber isso.

Portanto, podem contar comigo nessa luta e em todas as demais na qual o alvo for a estupidez humana.

I will survive – Gloria Gaynor

Mar262012

A grande felicidade é soma das pequenas felicidades.

A felicidade é a soma das pequenas felicidades. Li essa frase num outdoor em Paris e soube, naquele momento, que meu conceito de felicidade tinha acabado de mudar. Eu já suspeitava que a felicidade com letras maiúsculas não existia, mas dava a ela o benefício da dúvida. Afinal, desde que nos entendemos por gente aprendemos a sonhar com essa felicidade no superlativo. Mas ali, vendo aquele outdoor estrategicamente colocado no meio do meu caminho (que de certa forma coincidia com o meio da minha trajetória de vida), tive certeza de que a felicidade, ao contrário do que nos ensinaram os contos de fadas e os filmes de Hollywood, não é um estado mágico e duradouro. Na vida real, o que existe é uma felicidade homeopática, distribuída em conta-gotas. Um pôr-de-sol aqui, um beijo ali, uma xícara de café recém-coado, um livro que a gente não consegue fechar, uma mulher que nos faz sonhar, uma amiga que nos faz rir… São situações e momentos que vamos empilhando com o cuidado e a delicadeza que merecem alegrias de pequeno e médio porte e até grandes (ainda que fugazes) alegrias.

‘Eu contabilizo tudo de bom que me aparece’, diz Fabiana, também adepta da felicidade homeopática. ‘Se o zíper daquele vestido que eu adoro volta a fechar (ufa!) ou se pego um congestionamento muito menor do que eu esperava, tenho consciência de que são momentos de felicidade e vivo cada segundo.’ Elis conta que cresceu esperando a felicidade com letras maiúsculas e na primeira pessoa do plural: ‘Eu me imaginava sempre com um homem lindo do lado, dizendo que me amava e me levando pra lugares mágicos’. Agora, viajando com freqüência por causa de seu trabalho, ela descobriu que dá pra ser feliz no singular: ‘Quando estou na estrada dirigindo e ouvindo as músicas que eu amo, é um momento de pura felicidade. Olho a paisagem, canto e sinto um bem-estar indescritível’.

Uma empresária que conheci recentemente me contou que estava falando e rindo sozinha quando o marido chegou em casa. Assustado, ele perguntou com quem ela estava conversando: ‘Comigo mesma’, respondeu. ‘Adoro conversar com pessoas inteligentes’. Criada para viver grandes momentos, grandes amores e aquela felicidade dos filmes, a empresária trocou os roteiros fantasiosos por prazeres mais simples e aprendeu duas lições básicas: que podemos viver momentos ótimos mesmo não estando acompanhadas e que não tem sentido esperar até que um fato mágico nos faça felizes.

Esperar para ser feliz, aliás, é um esporte que abandonei há tempos. E faz parte da minha ‘dieta de felicidade’ o uso moderadíssimo da palavra ‘quando’. Aquela história de ‘quando eu ganhar na Mega Sena’, ‘quando eu me casar’, ‘quando tiver filhos’, ‘quando meus filhos crescerem’, ‘quando eu tiver um emprego fabuloso’ ou ‘quando encontrar uma mulher que me mereça’. Tudo isso serve apenas para nos distrair e nos fazer esquecer da felicidade de hoje.

Como tantos já disseram tantas vezes, aproveitem o momento, amigas. E quem for ruim de contas recorra à calculadora para ir somando as pequenas felicidades. Podem até dizer que nos falta ambição, que essa soma de pequenas alegrias é uma operação matemática muito modesta para os nossos tempos. Que digam. Melhor ser minimamente feliz várias vezes por dia do que viver eternamente em compasso de espera.

L. Ferreira.

Oct72011

O real propósito da vida

Em certo ponto, todos nós nos perguntamos por que fomos postos no mundo e qual é o real propósito da vida. É claro que existem várias visões sobre este assunto e vamos citar apenas três possibilidades.

A primeira é a visão humanista, que afirma que você deve fazer todo o possível para atingir seu pleno potencial, que deve lutar para ser o melhor que puder. Em segundo lugar, os fundamentalistas afirmam que o propósito e a razão supremos do Homem, para viver, é glorificar seu Criador. A terceira, como ensinaram e demonstraram, com seus exemplos, muitos grandes líderes através da história, é servir seus semelhantes. Jesus de Nazaré, Buda, Maomé, Madre Teresa e Albert Schweitzer são exemplos de pessoas que dedicaram suas vidas ao serviço dos outros.

Qualquer que seja a visão da sua preferência, existe muita sinergia e consistência em todas essas abordagens. Pode-se argumentar que servir aos outros é o maior desafio aos talentos e habilidades individuais. Também é útil glorificar nosso Criador trabalhando com as pessoas e ajudando-as a sair da pobreza, do desespero e das fraquezas humanas tão comuns no mundo de hoje.

Quer você acredite que seu real propósito de vida é atingir seu pleno potencial, glorificar seu Criador ou servir aos outros, ele somente poderá ser alcançado através de sacrifício pessoal, esforço persistente e relações cooperativas com os outros. Você precisa encontrar alguma coisa maior e mais nobre do que você, uma causa que agite suas emoções como nenhuma outra. Cada um de nós deve lutar para tornar este mundo um lugar melhor do que aquele que encontramos. E cada um de nós deve decidir que contribuições podemos fazer.

In: Pense como um vencedor, por Dr. Walter Doyle Staples.

Oct32011

Seja revolucionário e desafie as regras!

Alexandre corta o nó górdio em pintura do século XIX

“Todo ato de criação é, antes de tudo, um ato de destruição.” Picasso

Se construir padrões fosse a única coisa necessária para criar novas idéias, todos nós seríamos gênios criadores. O pensamento criativo não é só construtivo, – é destrutivo também. Como já foi dito por mim em outras ocasiões, o pensamento criativo inclui brincar com o que se sabe – e isso pode significar o rompimento de um padrão para a criação de um outro, mais novo. Portanto, uma estratégia eficaz do pensamento criativo consiste em ser revolucionário e desafiar as normas. Quer um bom exemplo?

No inverno de 333 a.C., o general macedônio Alexandre e seu exército chegam à cidade asiática de Górdio para se aquartelarem. Durante sua estada, Alexandre ouve falar da lenda sobre o famoso nó da cidade, o nó górdio. Uma profecia diz que aquele que desatasse o nó, estranhamente complicado, se tornaria rei da Ásia.

Esta história intriga Alexandre, que pede para ser levado até onde estava o nó, pois queria desatá-lo. Ele o estuda por alguns instantes, mas, após infrutíferas tentativas de achar a ponta da corda, não vê saída. “Como poderei desatar o nó?”, pergunta.

Então, ele tem uma ideia: “Basta estabelecer minhas próprias regras sobre como desatar nós”. Ato contínuo, Alexandre puxa a espada e corta o nó ao meio. A Ásia lhe estava destinada.

Copérnico quebrou a regra de que a Terra se encontra no centro do Universo. Napoleão rompeu as normas sobre a forma adequada de se fazer uma campanha militar. Beethoven desobedeceu as leis que indicavam como uma sinfonia devia ser composta. Picasso rompeu a regra de que um selim serve para a pessoa se sentar enquanto pedala, andando de bicicleta.

Pense: quase todos os avanços na arte, na ciência, na tecnologia, nos negócios, em marketing, na culinária, na medicina, na agricultura e no desenho industrial aconteceram quando alguém questionou as normas e tentou uma outra abordagem.

Em: Um “Toc” na cuca, por Roger Von Oech.

* * *

Porque se você não arrisca nada, o risco é ainda maior. Se você não tenta ir além, se não busca inovar, melhorar, implementar o novo, o que o difere de uma máquina, automatizada, sem ideias, sem pensamentos criativos?

Portanto pergunto: E você – você mesmo!, ficará acomodado e apenas dirá, “Ah, Cirilo, as coisas por aqui sempre funcionaram dessa maneira…“?!

Enter Sandman – Metallica

Sep232011

A arte de se aventurar

Um dia, esperando um amigo na estação central do metrô, você dá de cara com um primo que não via há tempos e ele lhe oferece um ótimo emprego em Cingapura. Você se muda para lá e aluga um apartamento vizinho ao do antigo mordomo de Elvis Presley. Um ano depois, em viagem de negócios a Memphis, nos Estados Unidos, visita Graceland e se apaixona pela guia de turismo. Vão passar a lua-de-mel em Paris, onde seu novo cunhado é gerente de um restaurante cinco estrelas. De repente, você se vê sentado em frente a um escalope de foie gras de canard a l’orange et au pain d’épices, sem saber bem qual garfo usar.

Se os escritores criassem histórias tão cheias de acasos quanto as da vida real, nunca seriam publicadas. “Seu livro não faz sentido”, diria o editor. “Os leitores não querem narrativas intermináveis que não levam a lugar algum”.

Mas a verdade é mais estranha que a ficção. Muitos têm uma vida real que faz das regras de ouro da literatura criativa uma piada. Nossas ações jamais seguem um roteiro linear. Nós nos distraímos e divagamos à mercê das coincidências que sempre parecem sabotar o projeto mais perfeito. Ao contrário do que dizem os historiadores, o encontro com o destino é coisa rara entre os seres humanos.

Só existe um tipo de história capaz de imitar a vida real e ainda assim conquistar a atenção dos ouvintes. É a aventura épica, gênero muito particular da literatura. Histórias de aventura não precisam de roteiro. Ao contrário dos livros de detetive, suspense, romance e vingança, não há nenhuma relação de causa e efeito nessas longas narrativas – apenas viradas de sorte que carregam o herói de um lugar exótico para outro, sem rima nem razão.

Incluindo odisséias tão complicadas quanto a jornada de Ulisses, as histórias de aventuras nos mantêm em suspense com uma sucessão de eventos imprevisíveis. Uma coisa sempre leva a outra. Os leitores ficam mais interessados em saber o quê, quando e onde do que em descobrir por quê.

Com a vida é a mesma coisa. O que vai acontecer em seguida é mais intrigante que o que vai acontecer no final, porque cada final é um começo. Sair de casa coincide com embarcar em uma nova vida. Deixar um emprego é a oportunidade de ir em frente. Casar dá a chance de começar uma família. E assim a história segue, com cada encruzilhada dramática marcando uma nova gênese.

Viva a vida como uma aventura, resistindo à tentação de explicar tudo. Não perca tempo pensando por que os homens têm medo de compromisso, por que as pessoas devem aprender as regras antes de quebrá-las, por que sua fila sempre é a mais lenta.

Evite usar a apalavra “porque” para justificar seus atos. Sobretudo, nunca diga “porque te amo”, ou “porque é bom para você”, ou “porque me disseram que sim, ou “porque preciso do emprego”.

Tenha cuidado ao designar causas e efeitos a eventos que você obviamente não entende. Algumas desculpas esfarrapadas: trauma de infância, o movimento dos planetas, os efeitos da cafeína, Nostradamus, o governo, hormônios, o tempo, rivalidade entre irmãos, violência na televisão, a economia, a ética puritana, a civilização ocidental.

Em outras palavras, não espere que os fatos de sua vida se encaixem em um roteiro pronto para o horário nobre. Esteja certo de que, se você ficasse famoso, seus biógrafos perderiam o sono tentando entender suas motivações interiores. Deixe que sua vida seja o poema épico que deve ser. Abrace cada momento por seus próprios méritos, um de cada vez, na sequência em que forem acontecendo.

Seja aventureiro.

Vá a Cingapura. (não perca a floresta Bukit Timah).

Percorra o Caminho de Santiago.

Compre uma casa em uma charmosa cidadezinha do interior.

Inscreva-se em um curso de fotografia no Festival de Arles, na Provença.

Deixe para os outros a tarefa de entender o porquê.

O Barquinho – Maysa

Aug302011

Não discuta; demonstre com sua atitude.

Por mais de trinta anos um Vizir, conhecido e admirado por sua lealdade, sinceridade e devoção a Deus, serviu ao seu senhor. Sua honestidade, entretanto, gerou inimigos na corte, que espalhavam calúnias a seu respeito.

Eles falavam ao ouvido do Sultão o dia inteiro, até que ele também começou a desconfiar do inocente Vizir e acabou condenando à morte o homem que lhe servia tão bem.

Naquele reino, quem fosse condenado à morte era amarrado e jogado no cercado onde o Sultão mantinha os seus cães de caça mais ferozes. Os animais estraçalhariam a vítima de imediato.

Antes de ser jogado aos cães, o Vizir fez um último pedido: precisaria de dez dias de trégua. Nesse tempo pagaria as dívidas, recolheria o dinheiro que lhe deviam e devolveria artigos que as pessoas lhe deram para guardar. Dividiria seus bens entre os membros da sua família e indicaria um guardião para os filhos.

Depois de ter a garantia de que o Vizir não iria tentar fugir, o Sultão lhe concedeu o pedido.

O Vizir correu para casa, juntou cem moedas de ouro, e foi visitar o caçador que cuidava dos cães do Sultão. Ofereceu ao homem as cem moedas de ouro e disse:

- “Deixe-me cuidar dos cães durante dez dias”.

O caçador concordou e durante os dez dias seguintes o Vizir cuidou das feras com muita atenção, tratando-as bem e alimentando-as bastante. No final dos dez dias elas estavam comendo na sua mão.

No décimo primeiro dia o Vizir foi chamado à presença do Sultão, as acusações se repetiram e o sultão assistiu enquanto o Vizir era amarrado e jogado aos cães. Porém, quando as feras o viram, correram até ele e mordiscaram afetuosamente seus ombros e começaram a brincar com ele.

O Sultão e as outras pessoas ficaram espantadas e o Sultão perguntou ao Vizir por que os cães haviam poupado a sua vida.

O Vizir respondeu:

- “Cuidei desses cães durante dez dias. O Sultão mesmo viu o resultado. Eu cuidei do senhor por mais de trinta anos e qual foi o resultado? Fui condenado à morte pela força de acusações levantadas por meus inimigos”.

O Sultão corou de vergonha. Ele não só perdoou o Vizir como lhe deu belas roupas e lhe entregou os homens que o haviam difamado.

O nobre Vizir os libertou e continuou a tratá-los com bondade.

The Subtle Ruse: The Book of Arabic Wisdom and Guile, Século XIII

* * *

Por vezes nós temos agido como o Sultão da história. Desconsiderando pessoas que nos são fiéis por longo tempo, damos ouvidos a outras que desejam destruir e infelicitar.

Há sempre caluniadores nos palcos terrenos e sempre há quem lhes dê ouvidos e crédito.

O indivíduo que fala mal dos outros, quando estes estão ausentes, não tem boas intenções.

Quem deseja edificar, corrigir equívocos, melhorar a situação, fala diretamente com os envolvidos e ouve as suas razões.

Geralmente instigadas pela inveja, o ciúme, o despeito, pessoas arrasam a vida de outras pessoas e geram infelicidade para si mesmas, num futuro próximo ou distante.

Por isso, é sempre importante pensar sobre as verdadeiras intenções daqueles que gostam de fazer comentários sobre quem não está presente e não tem a menor chance de se defender.

É importante considerar, ainda, que quem faz comentários maldosos dos outros para você, poderá fazer de você para os outros, logo mais.

Pensando assim, sempre que o assunto em pauta for uma pessoa, seria justo que ela pudesse participar da conversa.

Você não gostaria de estar presente quando o assunto fosse você?

Pois bem, é muito provável que as outras pessoas também desejem o mesmo.

Por mais fascinante que seja falar mal dos outros “pelas costas”, isso jamais fará dessa prática uma atitude nobre.

Comentários da Equipe do Momento Espírita

Cheek to Cheek – Fred Astaire e Gingers Rogers

Aug242011

Parábola dos sete vimes: a união faz a força!

Era uma vez um pai que tinha sete filhos. Quando estava para morrer chamou todos os sete e lhes disse:

– Filhos, já sei que não posso durar muito, mas antes de morrer quero que cada um de vocês vá buscar um vime seco e traga aqui.

– Eu também? – perguntou o mais jovem, que só tinha quatro anos. O mais velho tinha vinte e cinco e era um rapaz muito forte; o mais valente da freguesia.

– Tu também – respondeu o pai ao mais jovem.

Saíram os sete filhos; pouco depois retornaram, trazendo cada um o seu vime seco.

O pai pegou no vime que trouxe o filho mais velho e o entregou ao mais novo dizendo-lhe:
– Parta este vime!

O pequeno partiu o vime facilmente.

Depois o pai entregou o outro ao mesmo filho mais novo e lhe disse:
– Agora parta também este!

O pequeno partiu o vime; depois partiu, um a um, todos os outros. Após partir o último, o pai disse outra vez aos filhos:
– Agora tragam outro vime aqui.

Os filhos tornaram a sair; logo estavam outra vez ao pé do pai, cada um com o seu vime.
– Agora me deem aqui – disse o pai.

E dos vimes todos fez um feixe, atando-os com um nó bem firme. Voltando-se para o filho mais velho, o mais forte, disse-lhe assim:
– Toma este feixe! Parta-o!

O filho empregou toda a força que tinha, mas não foi capaz de partir o feixe.

– Não podes? – perguntou ele ao filho.

– Não, meu pai, não posso.

– E vocês todos juntos são capazes de partir este feixe de vimes? Experimentem!

Não foram capazes de partí-lo.

O pai lhes disse então:
– Meus filhos, o mais pequenino de vocês partiu sem lhe custar nada todos os vimes, enquanto os partiu um por um; e o mais velho e forte de vocês não pôde partí-los todos juntos; nem vocês, todos juntos, foram capazes de partir o feixe. Pois bem, lembrem-se disto e do que lhes direi: enquanto estiverem unidos, como irmãos que são, ninguém zombará de vocês, nem contra vocês fará mal ou vencerá. Mas caso se separem ou reine entre vocês a desunião, facilmente serão vencidos.

a.d.

Reach – Gloria Estefan

Jul42011

Aonde você quer chegar?

Nenhum vento sopra a favor de quem não sabe para onde ir. Sêneca

No livro “Alice no País das Maravilhas”, a certa altura, Alice pergunta ao gato que caminho deve tomar dali em diante. O gato diz: “Depende do lugar aonde você quer chegar”. Quando Alice responder que pode ser qualquer lugar, o gato retruca: “Então não importa que caminho você vai tomar”.

Se você tem clareza de sua missão, de sua direção, se tem convicção disso e vive essa sua verdade, você não terá dúvidas sobre qual caminho seguir, pois qualquer que seja seu caminho você conseguirá perceber os pontes que ele o aproxima ou o afasta de seu destino. Se você não sabe aonde quer chegar, qualquer caminho serve, porque, no final das contas, você não está indo para lugar nenhum.

Procure visualizar seu caminho e seu destino. Ter uma visão sobre como você quer que a sua vida seja é fazer um convite para o gestor de sua vida, é chama-lo a embarcar com você rumo ao destino que você quer alcançar.

Uma vez visualizados sua missão e seu caminho, você poderá fazer esse convite a todos aqueles que você acredita que possam contribuir para a realização de sua missão.

Mas, para isso, é preciso primeiro que você tenha claro esse percurso em sua mente. Qual é sua visão de futuro? Aonde você quer chegar?

Quando parar para refletir sobre isso, seja exigente consigo mesmo, não tenha medo de ambicionar algo grandioso. Ouse tentar ver o que é invisível! Ver além é ser capaz de enxergar mais do que seus olhos são capazes de reconhecer como possível. Sempre que tem clareza de sua missão, você consegue visualizar-se realizando seus sonhos, mesmo que ainda não os tenha alcançado concretamente. É como se você já estivesse lá.

Excerto do Livro “O que realmente importa?”, de Anderson Cavalcante.

Reach – Gloria Estefan

Apr112011

Questione-se: Valeu a pena?

Você, que é um homem de negócios e se diz bem sucedido, está feliz com a vida que leva?

Se você sabe dividir bem o seu tempo entre o trabalho e a família, entre as coisas da Terra e os valores espirituais, então você é alguém muito bem sucedido.

Todavia, se é daqueles que não trabalha para viver, mas vive para trabalhar, chegará um dia em que você perguntará a si mesmo: Valeu a pena?

E chegará à conclusão de que não valeu a pena tanta correria para ganhar dinheiro e não usufruir.

Vai ver que o tempo passou e o cansaço tomou conta do seu corpo.

Vai perceber que mesmo rodeado de muita gente, você se sente só.

Um dia, você vai recolher-se no quarto e vai ter vontade de abraçar o travesseiro, porque não sobrou ninguém para abraçar.

Vai ver que foi entrando numa roda viva, que não é mais dono do tempo que dizem que é seu, e que não pode gastá-lo com qualquer um.

Vai ver que o carro já está se tornando um problema, e não um conforto, que o telefone perturba, que a gravata incomoda…

Perceberá que o seu patrimônio lhe exige tempo demais e que acabou sendo possuído ao invés de possuir.

E, por mais que tente se livrar de tudo isso, é um escravo, embora invejado por muitos.

Vai ver que não valeu a pena passar vários anos sem férias, sem descanso.

Vai ver que não tem mais ilusões e a esperança anda com vontade de dormir…

Um dia você vai ver que passou pela vida e não viveu.

Freqüentou o mundo sem saber por qual motivo rodou, rodou e não saiu do lugar…

Pensou que foi, mas ficou.

Teve tudo e não sentiu nada.

Um dia você verá que o tempo escoa tão rápido como areia fina por entre seus dedos.

E, quando chegar esse momento, você vai sentir vontade de voltar no tempo e gastar suas horas de forma diferente.

Vai querer sorrir, amar, estar com a família, misturar-se com as crianças e estender a mão ao próximo.

Vai desejar o abraço da esposa, sempre relegada a segundo plano.

Vai querer sentir a mão do seu filho acariciando-lhe os cabelos…

Vai preferir uma pizza com a criançada em vez de um jantar de negócios.

Vai desejar ser dono das horas, tirar férias, curtir tudo o que gosta…

Mas, se você deixar isto para pensar só um dia… que nunca chega, talvez você não tenha mais tempo…

Por essa razão, se você se permitiu alguns minutos para refletir sobre esta mensagem, não deixe para depois tudo o que você pode fazer agora.

Sorria, ame, curta a sua família, role no chão com seus filhos, abrace a esposa, beije sua velha mãe, diga a seu pai que o ama e gaste uma porção do seu tempo com os amigos…

Tire férias, faça um check-up, cuide da saúde, invista um pouco em você.

E aproveite para refletir sobre as coisas espirituais, já que você é um ser imortal, criado para a eternidade…

Equipe de Redação do Momento Espírita

* * *

Se você nunca sentiu o perfume de uma flor…

Jamais estendeu a mão a alguém necessitado de amparo…

Nunca observou o crepúsculo ou contemplou uma aurora…

Não tem tempo para dedicar aos familiares…

Não sai de férias há anos, para manter o serviço em dia…

Nunca emprestou um pouco do seu tempo a algum tipo de serviço social…

Então você já está morto e ainda não percebeu.

Pense nisso, mas pense agora!

Amor pra Recomeçar – Frejat

Feb282011

Deixe o futuro para depois. Viva agora.

Quem acompanha o Simples Coisas da Vida deve ter percebido que li há pouco o livro “Só o amor é real”, de Brian Weiss. E muitos trechos dele chamam à reflexão. Observem.

A miopia da maioria das pessoas costuma espantar-me. Tenho muitos conhecidos que se sentem diariamente obcecados pela educação de seus filhos, qual o melhor jardim de infância, se devem preferir escolas particulares ou públicas, quais os melhores cursos pré-vestibulares, maximizando a importância das notas obtidas e das atividades extracurriculares de modo a conseguirem matricular o filho naquele colégio, naquela universidade, ad infinitum. Depois começam o mesmo ciclo em relação aos netos.

Essas pessoas acham que este mundo está imobilizado no tempo e que o futuro será uma reprodução do presente.

Se continuarmos a derrubar as nossas florestas e destruir as nossas fontes de oxigênio, o que essas crianças estarão respirando daqui a vinte ou trinta anos? Se envenenarmos nossos sistemas hidráulicos e nossos ciclos de alimentos, o que elas irão comer? Se continuarmos cegamente a produzir fluorcarbonetos e outros detritos orgânicos e a destruir a camada de ozônio, poderão elas viver ao ar livre? Se superaquecermos o planeta mediante algum efeito estufa, fazendo subir o nível dos oceanos, e inundarmos as nossas praias e exercermos pressão excessiva sobre as falhas oceânicas e continentais, onde elas irão viver? E os filhos e netos, na China, na África, na Austrália e no resto do mundo, serão igualmente vulneráveis, pois também vivem neste planeta. Convém pensar nisto: se e quando reencarnarmos, seremos uma dessas crianças.

Portanto, por que toda essa preocupação com vestibulares e universidades quando talvez não exista um mundo para os nossos descendentes?

Por que essa obsessão com o prolongamento da vida? Por que desejar fazer estender nosso fim geriátrico por mais alguns anos infelizes? Por que a preocupação com níveis de colesterol, dietas de trigo integral, contagem de lipídios e exercícios aeróbicos?

Não será mais sensato viver com alegria agora, tornar mais plenos os nossos dias, amarmos e sermos amados, do que nos preocuparmos tanto com nossa saúde física em um futuro incerto? E se não houver um futuro? E se a morte for a nossa libertação para a felicidade?

Não estou dizendo que devemos desprezar o corpo, que seja certo fumar ou beber excessivamente, usar substâncias abusivas ou ficarmos grosseiramente obesos. Essas condições nos causam dor, sofrimento e incapacidade. Mas não se preocupem tanto com o futuro. Tratem de encontrar a felicidade hoje.

A ironia de tudo isso é que, se adotarmos essa atitude e procurarmos ser felizes no presente, provavelmente viveremos mais tempo.

O nosso corpo e a nossa alma são como um carro e o seu motorista. Lembre-se sempre de que você é o motorista, não o carro. Não se identifique com o seu veículo. A ênfase de hoje em prolongar a duração da vida, em viver até os 100 anos de idade ou mais, é loucura. É como continuar a usar seu Ford antigo além dos trezentos mil ou dos quinhentos mil quilômetros. A carroceria do carro está enferrujando, a transmissão já foi reformada cinco vezes, as peças do motor estão caindo, e você insiste em não abandonar o carro. Enquanto isso, há um Mustang novo em folha esperando por você, bem perto de você. Basta-lhe sair do carro velho e entrar nesse belo Mustang. O motorista, a alma, nunca muda. Somente o carro.

E quem sabe se existe uma reluzente Ferrari esperando por você em algum ponto da estrada?

É preciso saber aproveitar cada momento, porque, como disse John Lennon, a vida é aquilo que acontece enquanto fazemos planos para o futuro.

Tudo de bom e até muito breve.