Categoria: Reflexões

Feb242011

É preciso viver o momento presente.

Sempre senti a necessidade de viver o momento presente. O passado já passou. Dele tiro as lições e sigo em frente. O futuro a Deus pertence; não adianta ficar me preocupando com ele. Faço planos, mas deixo uma boa margem para o improviso, pois a vida nem sempre acontece da maneira como planejamos. Talvez por isso eu viva tão intensamente o hoje, o agora, cada instante. E a respeito disso, essa semana, no livro “Só o amor é real”, de Brian Weiss, li isto:

O vietnamita Thich Nhat Hanh, monge budista e filósofo, nos ensina a saborear uma boa xícara de chá. Temos de estar completamente conscientes para sentir prazer com o chá.

Somente na consciência do momento presente as nossas mãos podem sentir o agradável calor da xícara. Somente no presente podemos sentir o aroma e a doçura, apreciar o requinte do sabor. Se estivermos ruminando acerca do passado, a experiência de saborear a xícara de chá nos fugirá completamente. Quando olharmos a xícara, o chá já acabou.

A vida é assim. Se não estivermos inteiramente no momento presente, olharemos em nossa volta e ele terá passado. Teremos deixado de sentir o contato, o aroma, o requinte e a beleza da vida. Esta parecerá estar nos deixando para trás.

O passado terminou. Devemos aprender com ele e deixá-lo ir. O futuro ainda não chegou. Devemos fazer planos, mas não perder tempo em nos preocupando com ele. De nada vale nos preocupar. Quando pararmos de ruminar a respeito do que já aconteceu, quando pararmos de nos preocupar com o que talvez nunca aconteça, então estaremos vivendo o presente e começaremos a sentir a alegria de viver.”

Pensamentos assim, acabam por moldar, e muito, minha filosofia de vida: Viva o momento presente!

Feb182011

O aprendizado é importante; não o julgamento.

Certa vez fiz a regressão de um sul-americano que se lembrou de uma existência cheia de culpa, por ter participado da equipe que ajudou a desenvolver a bomba atômica que destruiu Hiroshima e pôs fim à Segunda Guerra Mundial.

Hoje, radiologista de um importante hospital, esse homem usa a radiotividade e a moderna tecnologia para salvar vidas, e não para eliminá-las. Nesta vida, ele é uma pessoa delicada, bela e cheia de amor.

Este é um exemplo de como um espírito pode evoluir e transformar-se, mesmo em meio à mais ignóbil das existências. É o aprendizado que é importante, não o julgamento. Ele aprendeu com a sua existência durante a Segunda Guerra Mundial e aplicou os seus talentos e conhecimentos para ajudar espíritos na existência atual. O sentimento de culpa decorrente de sua vida anterior não é importante. O que importa é aprender com o passado, e não ruminá-lo nem sentir-se culpado por ele.

Excerto do Livro “Só o amor é real”, de Brian Weiss.

* * *

Mudando de assunto:

Assisti ao filme “O amor e outras drogas” (Love and other drugs). Como disse em meu Twitter e Facebook, recomendo! Porque no amor não há fórmulas mágicas, nem receitas miraculosas.

Dec242010

Os três últimos desejos

Conta a lenda que, à beira da morte, Alexandre (O Grande) convocou todos os seus generais e relatou seus três últimos desejos:

1º- Que seu caixão fosse transportado pelas mãos dos médicos da época;

2º- Que fosse espalhado no caminho até seu túmulo os seus tesouros conquistados (prata, ouro, pedras preciosas…);

3º- Que suas duas mãos fossem deixadas balançando no ar, fora do caixão, à vista de todos.

Um dos seus generais, admirado com esses desejos insólitos, perguntou a Alexandre quais as razões. Alexandre explicou:

1º- Quero que os mais iminentes médicos carreguem meu caixão para mostrar que eles NÃO têm poder de cura perante a morte;

2º- Quero que o chão seja coberto pelos meus tesouros para que as pessoas possam ver que os bens materiais aqui conquistados, aqui permanecem;

3º- Quero que minhas mãos balancem ao vento para que as pessoas possam ver que de mãos vazias viemos e de mãos vazias partimos.

Pense nisso…

E que você continue buscando realizar seus sonhos, mas que se lembre de viver intensamente e de usufruir de seus sentimentos e emoções, pois embora as coisas materiais sejam importantes para nós, elas ficam. Já os sentimentos e as emoções nascem conosco e nos acompanharão nas vidas futuras. Esta é a nossa verdadeira propriedade: o que trouxemos quando aqui chegamos e o que levaremos quando daqui partirmos.

Que neste Natal você adube suas relações com as pessoas que ama. Que diga a elas o quanto as ama. E que se lembre que a vida é eterna e a morte é apenas uma mudança de plano, uma viagem, uma passagem…

Feliz Natal para todos!

Tudo de bom e até muito breve.

White Christmas – Irving Berlin

Dec202010

As perdas do ser humano…

Há horas em nossa vida que somos tomados por uma enorme sensação de inutilidade, de vazio. Questionamos o porquê de nossa existência e nada parece fazer sentido. Concentramos nossa atenção no lado mais cruel da vida – aquele que é implacável e a todos afeta indistintamente: as perdas do ser humano.

Ao nascer, perdemos o aconchego, a segurança e a proteção do útero. Estamos, a partir de então, por nossa conta – sozinhos, podem dizer alguns.

Começamos a vida em perda, e nela continuamos –dizem outros. Porém, paradoxalmente, se notarmos bem, e se nos atrevermos a ver tudo isso sob um outro ponto de vista, um ponto de vista mais otimista, quem sabe, descobriremos algumas coisas como:

No momento em que perdemos algo, novas oportunidades nos surgem. Ao perdemos o aconchego do útero, ganhamos os braços do Mundo. Ele nos acolhe, nos assusta e nos encanta, nos destrói e nos eleva. E continuamos a perder… E seguimos a ganhar.

Perdemos a inocência da infância, e ganhamos a confiança absoluta na mão que segura nossa mão. Ganhamos a coragem de andar na bicicleta sem rodinhas porque alguém ao nosso lado nos assegura que não nos deixará cair. Perdemos a inocência da infância, e adquirimos a capacidade de questionar: por quê? Perguntamos a todos e de tudo. Estamos crescendo.

Nascer, crescer, adolescer, amadurecer, envelhecer, morrer, renascer. Cada nova fase revela perdas. Cada nova fase aponta novos ganhos. A vida é obra encantadora do Criador. Nada nela existe por acaso. Nada funciona ou acontece sem seguir uma lei maior, uma razão.

Nem mesmo a tão temida “morte” deve ser considerada como oposto de “vida”. O que chamamos de morte é apenas uma entrada para outra estação da mesma vida. Assim, quando achamos que “perdemos” pessoas que amamos, deveríamos enxergar que “ganhamos” um grande amor, e este nunca se perderá.

Cada pessoa que entra em nossa vida, e que nela permanece através do amor, nunca mais estará distante. Que ganho maravilhoso este! Que certeza esperançosa, revolucionária.

A vida não começa em perda, começa em “oportunidade”. Nascer é ganhar nova chance de seguir adiante. Nova chance de descobrir, de conhecer e de amar.

Quem ama nunca perde. Quem doa nunca fica sem.

Pensamento:

O Espírito Fénelon, na obra “O evangelho segundo o espiritismo”, traz uma importante reflexão. Diz-nos ele:

“Humanos, é nesse ponto que precisais elevar-vos acima do terra-a-terra da vida, para compreenderdes que o bem, muitas vezes, está onde julgais ver o mal(…)

Por que haveis de avaliar a justiça divina pela vossa?

Podeis supor que o Senhor dos Mundos se aplique, por mero capricho, a vos infligir penas cruéis?

Nada se faz sem um fim inteligente e, seja o que for que aconteça, tudo tem a sua razão de ser.”

Redação do Momento Espírita com base em texto atribuído a Aila Magalhães e no cap. V de O evangelho segundo o espiritismo, de Allan Kardec, ed. Feb.

Edelweiss – Andre Rieu

Nov242010

Sobre temperamento e autocontrole

Aqui no Simples Coisas da Vida costumo enaltecer bastante a necessidade das pessoas se permitirem mais, de agirem mais, de viverem mais, de irem além.

Contudo é imperioso ficar atento a outros aspectos da vida, como o autocontrole do temperamento.

Às vezes conter-se é preciso. Isso mesmo: controlar-se. Mais ou menos o que quis dizer o sábio com o “Conhece-te a ti mesmo”. Conhece-te e aprende a bem governar-te, diria mais.

A propósito disso, lembrei-me de um livro que li. Nele há uma mensagem que compartilho agora com vocês. Espero que possa servir para a reflexão e aproveitamento na vida de vocês.

Somos cuidadosos, salvaguardando o clima doméstico. Dispositivos de alarme, faxinas, inseticidas, engenhos de proteção e limpeza.

No entanto, raros de nós se acautelam contra o inimigo que se nos instala no próprio ser, sob os nomes de canseira, nervosismo, angústia ou preocupação.

Asseguramos a tranqüilidade dos que nos cercam, multiplicando recursos de segurança e higiene, no plano exterior, e, simultaneamente, acumulamos nuvens de pensamentos obsessivos que terminam suscitando pesadelos dentro de casa.

Muitas vezes, desapontados conosco mesmos, à face dos estragos estabelecidos por nossa invigilância, recorremos a tranquilizantes diversos, tentando situar a impulsividade que nos é própria no quadro das moléstias nervosas, no pressuposto de inocentar-nos.

Sem dúvidas não podemos subestimar o poder da mente sobre o campo físico em que se apóia. Se acalentarmos a irritação sistemática, é natural que os choques do espírito atrabiliário alcancem corpo sensível, descerrando brechas à enfermidade.

Nesse caso, é preciso rogar por socorro ao remédio. Ainda assim, é imperioso nos decidamos ao difícil entendimento do autodomínio.

No que concerne ao temperamento, é possível receber as melhores instruções e receitas de calma; entretanto, em última análise, a providência decisiva pertence a nós mesmos.

Ninguém consegue penetrar nos redutos de nossa alma, a fim de guarnecê-la com barricadas e trancas.

Queiramos ou não, somos senhores de nosso reino mental. Por muito nos achemos hoje encarcerados, do ponto de vista de superfície, nas conseqüências do passado, pelas ações infelizes em nossa estrada de ontem, somos livres, na esfera íntima, para controlar e educar o nosso modo de ser. Não nos esqueçamos de que fomos colocados, no campo da vida, com o objetivo supremo de nosso rendimento máximo para o bem comum.

Saibamos enfrentar os nossos problemas como sejam e como venham, opondo-lhes as faculdades de trabalho e de estudo que somos portadores. Nem explosão pelas tempestades magnéticas da cólera e nem fuga pela tangente do desculpismo.

Conter-nos. Governar-nos. Aqui e além, estamos chamados a conviver com os outros, mas viveremos em nós estruturando os próprios destinos, na pauta de nossa vontade, porque a vida, em nome de Deus, criou em cada um de nós um mundo por si.

* Do livro “Encontro Marcado”, pelo Espírito Emmanuel, por Francisco Cândido Xavier.

Nov172010

Os falsos mestres

Ele era um mestre de renome; um desses mestres que correm em busca da fama e gostam de acumular cada vez mais seguidores por simples vaidade. Em um grande espaço aberto, reuniu centenas de seguidores e discípulos. Levantou-se, impostou a voz e disse:

- Meus amados seguidores, escutem a voz de quem sabe.

Fez-se um grande silêncio. Era possível até escutar o bater de asas de uma borboleta que por ali passava.

– Nunca devem mentir. Jamais devem enganar as pessoas usando a solidariedade para consecução de objetivos próprios e tão pouco incitá-las umas contra as outras.

Um dos seus assistentes atreveu-se a perguntar:

- Outro dia, não era você que dizia ser o próprio Criador? Não era você que se dizia maior e melhor do que todos?

- Sim, era eu – respondeu o mestre.

Então, outro ouvinte perguntou:

- Não o vi outro dia dizendo que doaria uma certa quantia para a AACD (Teleton) em troca de mais e mais seguidores?

- Esse era eu – respondeu o mestre.

Uma terceira pessoa interrogou ao mestre:

Não era você que outro dia incitava pessoas do sul e sudeste do país contra outras do norte e nordeste?

Efetivamente – afirmou o mestre.

Nesse momento, todos os assistentes se sentiram indignados e começaram a protestar.

- Então, por que pede a nós que façamos o que você mesmo não faz?

E o falso mestre respondeu:

- Porque eu ensino, mas não pratico.

* Eu, Cirilo Veloso Moraes, reservo-me o direito de afirmar que qualquer semelhança com a realidade é mera coincidência. O que posso garantir é que há muitos falsos mestres por aí, na vida real e na vida virtual (twitter, facebook, blogs e semelhantes). O grande segredo é filtrar tudo que se ouve e prestar mais atenção nas atitudes do que nas palavras.

Sep292010

Qual a sua escolha: viver ou juntar dinheiro?

O texto a seguir não é muito recente… É a transcriçãoo de uma coluna do Max Gehringer, na rádio CBN. Talvez alguns de vocês já tenham lido ou ouvido, mas certamentes outros ainda não. Por isso compartilho aqui no Simples.

Recebi uma mensagem muito interessante de um ouvinte da CBN e peço licença para lê-la na íntegra, porque ela nem precisa dos meus comentários.

Lá vai:

Abre Aspas…

Prezado Max, meu nome é Sérgio. Tenho 61 anos e pertenço a uma geração azarada. Quando eu era jovem as pessoas me diziam pra eu escutar os mais velhos que eram mais sábios agora eles dizem pra eu escutar os mais jovens porque eles são são mais inteligentes.

Na semana passada li em uma revista um artigo no qual jovens executivos davam receitas simples e práticas para qualquer um ficar rico. E eu aprendi muita coisas. Aprendi, por exemplo, que se tivesse simplesmente deixado de tomar um cafezinho por dia, durante os últimos quarenta anos, teria economizado 30 mil reais. Se eu tivesse deixado de comer uma pizza por mês, 12 mil reais. E assim por diante.

Impressionado, peguei um papel e comecei a fazer contas. E descobri pra minha surpresa que hoje poderia estar milionário. Bastava não ter tomado as caipirinhas que tomei, não ter feito muitas das viagens que fiz, não ter comprado algumas das roupas caras que comprei, e principalmente, não ter desperdiçado meu dinheiro em itens supérfluos e descartáveis.

Ao concluir os cálculos, percebi que hoje poderia ter quase 1 milhão de reais na conta bancária. É claro que eu não tenho esse dinheiro! Mas, se tivesse, sabe o que esse dinheiro me permitiria fazer? Viajar, comprar roupas caras, me esbaldar com itens supérfluos e descartáveis, comer todas as pizzas que eu quisesse e tomar cafezinhos à vontade.

Por isso, acho que me sinto feliz em ser pobre. Gastei meu dinheiro com prazer e por prazer. E recomendo aos jovens e brilhantes executivos que façam a mesma coisa que fiz. Caso contrário, chegarão aos 61 anos com uma monte de dinheiro, mas sem ter vivido a vida.

Fecha Aspas…

* * *

Isso me faz lembrar deste post: Saiba onde você está indo na vida. Você pode já estar lá.

Para mim, particularmente, o dinheiro é meio, não fim.

E vocês? Reflitam… Pensem o que realmente querem para suas vidas.

Sep132010

Olhar para o futuro redime nossas tragédias


O Sofrimento não tem sentido a não ser que você decida diferentemente.

O seguinte artigo, extraído do best-seller de Harold Kushner, é uma resposta ao sofrimento, em que se conclui que Deus não é a causa imediata da tragédia. Deve-se observar, no entanto, que esta é a solução teológica deste pensador em particular e, de fato, é provavelmente contrária à teologia formal, que supõe que o sofrimento é infligido ao povo judeu por causa de seus pecados. Este texto foi republicado, com consentimento, a partir do livro When Bad Things Happen to Good People (Quando Coisas Ruins Acontecem Com Boas Pessoas), publicado por Schocken Books.

O Sofrimento Não é Uma Punição de um Deus Cruel

Eu acredito em Deus. Mas eu não acredito nas mesmas coisas sobre Ele nas quais acreditava anos atrás, enquanto crescia, ou quando fui um estudante de teologia. Reconheço Suas limitações. Ele é limitado no alcance de Suas ações pelas leis da natureza e pela evolução da natureza humana e liberdade moral humana.

Eu não mais responsabilizo Deus pelas doenças, acidentes e desastres naturais, porque eu percebo que perco muito e ganho pouco quando culpo Deus por essas coisas. Eu consigo reverenciar mais facilmente um Deus que odeia o sofrimento mas não pode eliminá-lo do que um Deus que escolhe fazer crianças sofrerem e morrerem, seja qual for o motivo superior.

Há alguns anos, quando a teologia da “morte de Deus” estava na moda, lembro de ter visto um adesivo onde se lia “Meu Deus não está morto, sinto muito pelo seu.” Acho que em meu adesivo se leria “Meu Deus não é cruel, sinto muito pelo seu.”

Deus não causa nossos infortúnios. Alguns deles são causados por má sorte, alguns são causados por pessoas más, e alguns simplesmente são uma conseqüência inevitável de sermos humanos e mortais, vivendo em um mundo de leis naturais inexoráveis.

As coisas dolorosas que nos acontecem não são castigos por nosso mau comportamento, nem são, de algum modo, parte de algum grande projeto de Deus. Porque a tragédia não é vontade de Deus, não precisamos nos sentir chateados com Deus e nem traídos por Ele, quando a tragédia nos atinge. Podemos nos dirigir a Ele para que nos ajude a superá-la, exatamente porque podemos nos convencer que Ele se sente tão ultrajado por ela quanto nós.

Uma Noção de Significância Torna a Dor Mais Suportável

“Isso quer dizer que minha dor não tem sentido?” Este é o desafio mais expressivo que pode ser suscitado pelo ponto de vista que tenho defendido neste livro. Poderíamos suportar quase qualquer dor se soubéssemos que existe um motivo atrás disso, um propósito para a mesma. Mas mesmo um fardo mais leve se torna demais se sentirmos que não faz sentido.

Em um hospital de veteranos, os pacientes que foram seriamente feridos em combate têm uma maior facilidade para se adaptarem aos seus ferimentos do que pacientes com exatamente o mesmo ferimento, mas que tenha sido causado seja quando se divertiam numa quadra de futebol ou numa piscina, porque os primeiros podem acreditar que seu sofrimento, pelo menos, foi por uma boa causa. Pais que tenham se convencido de que existe algum propósito que será atingido pela limitação de seus filhos, podem aceitar o problema mais facilmente pelo mesmo motivo.

Vocês se lembram da história bíblica sobre Moisés, no capítulo 32 do Êxodo, como ele atirou as tábuas dos Dez Mandamentos quebrando-as, quando desceu do Monte Sinai e viu os Israelitas venerando o bezerro de ouro?

Existe uma lenda judaica que nos conta que, enquanto Moisés descia a montanha com as tábuas de pedra nas quais Deus havia escrito os Dez Mandamentos, ele não teve problemas para carregá-las, embora fossem placas de pedra largas e espessas, e a descida era íngreme. Afinal, apesar de serem pesadas, tinham sido inscritas por Deus e eram preciosas para Moisés. Mas quando Moisés encontrou o povo dançando em volta do bezerro de ouro, a lenda diz, as palavras desapareceram das tábuas. Elas se tornaram, novamente, apenas pedras negras. E, então, se tornaram pesadas demais para que ele as segurasse.

Poderíamos suportar qualquer fardo se soubéssemos que existe um sentido no que fazemos. Terei eu tornado mais difícil para as pessoas aceitarem suas doenças, seus infortúnios, suas tragédias familiares, aos lhes dizer que estas não são coisas enviadas por Deus, como parte de um plano mestre Dele?

Permitam que eu sugira que as coisas ruins que acontecem em nossas vidas não têm sentido quando nos acontecem. Elas não acontecem por algum bom motivo que nos faria aceitá-las de bom grado. Mas nós podemos dar a elas um significado. Podemos redimir nossas tragédias da insensatez ao conferir um significado às mesmas.

Olhar Para o Futuro Redime Nossas Tragédias

A pergunta que deveríamos estar formulando não é: “Por que isso aconteceu comigo, o que eu fiz para merecer isso?” Esta é, na verdade, uma pergunta para a qual não há resposta, é uma pergunta inútil. Uma pergunta melhor seria: “Agora que isso aconteceu comigo, o que eu vou fazer a respeito?”

Martin Gray, um sobrevivente do Gueto de Varsóvia e do Holocausto, escreveu um livro sobre sua vida chamado For Those I Loved (Para Aqueles que Eu Amei). Ele conta como, depois do Holocausto, reconstruiu sua vida, se tornou um homem de sucesso, se casou e criou uma família. A vida parecia boa depois dos horrores do campo de concentração.

Então, um certo dia, sua mulher e filhos foram mortos quando um incêndio florestal destruiu sua casa, no sul da França. Gray ficou destroçado, à beira da loucura, com mais esta tragédia. As pessoas lhe encorajavam a exigir um inquérito para determinar as causas da tragédia. Mas, ao invés disso, ele optou por dedicar seus recursos para um movimento de proteção à natureza contra incêndios futuros. Ele explicou que um inquérito, uma investigação, se concentraria no passado e em questões de dor e tristeza e culpa. Ele queria se concentrar no futuro.

Um inquérito o colocaria contra outras pessoas – “será que alguém foi negligente? De quem é a culpa?” – e ficar contra outras pessoas, se dedicar a encontrar um vilão, apenas deixa uma pessoa solitária mais solitária ainda. A vida, ele concluiu, tem que ser vivida para alguma coisa, e não contra alguma coisa.

Nós também precisamos superar as questões que se concentram no passado e na dor –“por que isso aconteceu comigo?”—e, ao invés disso, precisamos fazer a pergunta que nos abre as portas do futuro: “Agora que isso aconteceu comigo, o que eu vou fazer a respeito?

Harold S. Kushner é rabino pertencente ao Templo Israel em Natick, Massachusetts. Ele é autor de vários livros, incluindo Living a Life that Matters (Vivendo uma vida significativa).

Sep92010

Qual o verdadeiro segredo do sucesso?

Sinceramente? Nunca gostei de fórmulas secretas para isso, milagres homéricos para aquilo. Não acredito em um único segredo mágico que leve ao sucesso. Não mesmo.

Outro ponto que a meu ver merece atenção é: o que é sucesso para você?

Para alguns o sucesso é ter poder. Dinheiro também, mas no fundo o dinheiro é pelo poder que ele gera. Poder fazer o que quiser, poder comprar o que quiser, poder ser paparicado pelos outros, poder poder poder. Para outros o sucesso é simplesmente ser feliz, embora isso pareça um tanto quanto vago. Para resumir, o que quero dizer é que sucesso depende do ponto de vista e objetivo de cada um. É preciso saber aonde você está indo na vida. Você pode já estar lá.

De qualquer forma, há alguns ensinamentos que servem para nos ajudar na caminhada em busca do sucesso que desejamos. Um deles eu recebi por e-mail (obrigado Daysi) dia desses… Achei interessante e talvez lhe seja útil: segundo Benjamin Disraeli, o segredo do sucesso é a constância de propósito.

Ele continua: A diferença entre um fracasso e um sucesso não é aquilo que sai errado. Tanto os que fracassam quanto os que atingem o sucesso, em qualquer área da vida, cometem erros. Muitos cometem erros enormes. Deixe-me repetir isso para que você compreenda: tanto os que fracassam, quanto os que atingem o sucesso, em qualquer área da vida, cometem erros. Muitas vezes, os mesmos erros. Você não fracassa por fazer as coisas erradas. Fracassa por desistir ao fazer as coisas erradas.

Em qualquer momento da história, em qualquer país do mundo, e, em qualquer mundo do Universo, não existe nenhuma diferença nos erros cometidos pelos que têm sucesso e os que têm fracasso. Nenhuma diferença. Na verdade, normalmente, os que levam os troféus da vida cometem erros maiores, mais caros e mais dolorosos do que aqueles que ficam comendo pipoca na arquibancada da existência. Naturalmente, a imagem que fica dos vencedores é aquela do podium, do momento em que o “herói” levanta o troféu. Mas é somente uma cena do filme da vida dos vitoriosos. A cena editada.

Quantas vezes você viu Ayrton Senna deprimido, chorando, triste, bravo, suando enquanto reclamava que não conseguia fazer “Cooper” porque seu peito parecia doer? Provavelmente, nenhuma. Mas ele era humano, e, por isso, também fracassava. Ainda assim, você tem a imagem do seu carro cruzando a linha de chegada, ele carregando a bandeira do Brasil e a música eternizada do “tan-tan-tannn tan-tan-tannn”. Você se lembra dele no topo do podium, levantando o troféu. Você lembra do minuto da vitória. Apenas quem conviveu com ele lembra das horas de preparação, dos dias de esforço, das milhares de vezes que ele errou e, rapidamente, corrigiu seu rumo.

Você não fracassa por fazer as coisas erradas. Fracassa por desistir ao fazer as coisas erradas. Ayrton Senna cometeu vários erros que um piloto pode cometer. Mas ele tinha um propósito e não desistiu. Anote isso em sua mente: tanto os que fracassam, quanto os que atingem o sucesso, em qualquer área da vida, cometem erros. Muitas vezes, os mesmos erros. Mas os que têm sucesso não desistem. Eles continuam. Eles têm constância de propósito.

Você errou. Doeu. Talvez não somente em você, mas em outras pessoas. Você sofreu. Você teve sua carne marcada pela vida como o fazendeiro marca seu gado com ferro quente. Ótimo. Isso prova que você está mais próximo do podium, mais perto de atingir seu sonho. Talvez a marca tenha sido causada por uma crise no casamento, um emprego perdido, um filho envolvido com o submundo, uma escolha errada na Universidade. Chore. Viva o sofrimento. Fique triste, absorva a derrota. Não finja que não sofreu. Sofra. Você faz parte da raça humana, e isso é normal. Mas faça tudo isso somente na hora da queda. Assim que a vida tirar o ferro quente da sua carne, vire a página e, como Ayrton Senna, olhe a próxima pista, o próximo desafio, os próximos erros e a próxima vitória. Leve com você a marca que a vida lhe deu. Ela é a parte de tudo de bom que você é agora, ou vai ser.

Como disse Benjamin Disraeli, “o segredo do sucesso é a constância de propósito”. Você fez uma burrada? Excelente. Somente os personagens do filme fazem burradas. Os outros pagam o ingresso no cinema para assisti-los. Entre no filme da sua vida. Você não fracassa por fazer as coisas erradas. Fracassa por desistir ao fazer as coisas erradas. Tente novamente, por mais improvável que seja. Tente. Tente. Tente!

Não importa o tamanho de sua queda, do seu erro, da sua derrota, você está mais próximo agora do que estava antes. Por isso, não desista. Jamais!

Insista, persista! Só não alcança o sucesso quem desiste de buscá-lo.

Tudo de bom e até muito breve.

Jul262010

Supere-se! Vá além!

E se diante de suas adversidades você soubesse…
que pode olhar o mundo de uma forma diferente…
que pode desacelerar o tempo…
e apreciar com maior clareza a situação?

O que você faria?

Teria coragem para mergulhar dentro de si
e descobrir quão forte você é?

Então concentre-se, confie e enfrente.

Vá além!

Supere-se!

A adversidade faz você questionar suas limitações…
convidando-o a ultrapassar a fina camada
que impede de experimentarmos a intensidade da vida.

É possível transformar adversidades em conquista e realização humana…
dizendo sim à vida, apesar de tudo.

Então prepare-se!

Demonstre confiança!

E faça o que tem que ser feito!

Supere-se!

Ninguém vai muito longe sozinho…

Precisamos um do outro para voar.

Eleve-se.

Enfrente o desconhecido.

Encontre o silêncio.

Há sempre uma luz indicando uma nova possibilidade…
de se sobrepor e apreciar as condições da vida…
descobrindo assim que o potencial de realização está em nossas próprias mãos.

Fortaleça-se com a vida.

Vai mais longe quem tem um propósito…
e quem se prepara para o impossível.

Reach – Gloria Estefan