Categoria: Twitter

Nov172010

Os falsos mestres

Ele era um mestre de renome; um desses mestres que correm em busca da fama e gostam de acumular cada vez mais seguidores por simples vaidade. Em um grande espaço aberto, reuniu centenas de seguidores e discípulos. Levantou-se, impostou a voz e disse:

- Meus amados seguidores, escutem a voz de quem sabe.

Fez-se um grande silêncio. Era possível até escutar o bater de asas de uma borboleta que por ali passava.

– Nunca devem mentir. Jamais devem enganar as pessoas usando a solidariedade para consecução de objetivos próprios e tão pouco incitá-las umas contra as outras.

Um dos seus assistentes atreveu-se a perguntar:

- Outro dia, não era você que dizia ser o próprio Criador? Não era você que se dizia maior e melhor do que todos?

- Sim, era eu – respondeu o mestre.

Então, outro ouvinte perguntou:

- Não o vi outro dia dizendo que doaria uma certa quantia para a AACD (Teleton) em troca de mais e mais seguidores?

- Esse era eu – respondeu o mestre.

Uma terceira pessoa interrogou ao mestre:

Não era você que outro dia incitava pessoas do sul e sudeste do país contra outras do norte e nordeste?

Efetivamente – afirmou o mestre.

Nesse momento, todos os assistentes se sentiram indignados e começaram a protestar.

- Então, por que pede a nós que façamos o que você mesmo não faz?

E o falso mestre respondeu:

- Porque eu ensino, mas não pratico.

* Eu, Cirilo Veloso Moraes, reservo-me o direito de afirmar que qualquer semelhança com a realidade é mera coincidência. O que posso garantir é que há muitos falsos mestres por aí, na vida real e na vida virtual (twitter, facebook, blogs e semelhantes). O grande segredo é filtrar tudo que se ouve e prestar mais atenção nas atitudes do que nas palavras.

Nov252009

Arnaldo Jabor desabafa sobre textos apócrifos que há na internet com o seu nome

arnaldojaborNão estou no “twitter”, não sei o que é o “twitter”, jamais entrarei nesse terreno baldio e, incrivelmente, tenho 26 mil “seguidores” no “twitter”. Quem me pôs lá? Quem foi o canalha que usou meu nome? Jamais saberei. Vivemos no poço escuro da web. Ou buscamos a exposição total para ser “celebridade” ou usamos esse anonimato irresponsável com o nome dos outros. Tem gente que fala para mim: “Faz um blog, faz um blog!” Logo eu, que já sou um blog vivo, tagarelando na TV, rádio e jornais… Jamais farei um blog, esse nome que parece um coaxar de sapo boi. Quero o passado. Quero o lápis na orelha do quitandeiro, quero o gato do armazém dormindo sobre o saco de batatas, quero o telefone preto, de disco, que não dá linha, em vez dos gemidinhos dos celulares incessantes.

Comunicar o quê? Ninguém tem nada a dizer. Olho as opiniões, as discussões “on line” e só vejo besteira, frases de 140 caracteres para nada dizer. Vivemos a grande invasão dos lugares-comuns, dos uivos de medíocres ecoando asnices para ocultar sua solidão deprimente.

O que espanta é a velocidade da luz para a lentidão dos pensamentos, uma movimentação “em rede” para raciocínios lineares. A boa e velha burrice continua intocada, agora disfarçada pelo charme da rapidez. Antigamente, os burros eram humildes; se esgueiravam pelos cantos, ouvindo, amargurados, os inteligentes deitando falação. Agora não; é a revolução dos idiotas “on line”.

Quero sossego, mas querem me expandir, esticar meus braços em tentáculos digitais, meus olhos no “Google” (“goggles” – olhos arregalados) em órbitas giratórias, querem que eu seja ubíquo, quando desejo caminhar na condição de pobre bicho bípede; não quero tudo saber, ao contrário, quero esquecer; sinto que estão criando desejos que não tenho, fomes que perdi. Estamos virando aparelhos; os homens andam como robôs, falam como microfones, ouvem como celulares, não sabemos se estamos com tesão ou se criam o tesão em nós. O Brasil está tonto, perdido entre tecnologias novas cercadas de miséria e estupidez por todos os lados. A tecnociência nos enfiou uma lógica produtiva de fábricas vivas, chips, pílulas para tudo, enquanto a barbárie mais vagabunda corre solta no país, balas perdidas, jaquetas e tênis roubados, com a falsa esquerda sendo pautada pela mais sinistra direita que já tivemos, com o Jucá e o Calheiros botando o Chávez no Mercosul para “talibanizar” de vez a América Latina. Temos de ‘funcionar’ – não de viver. Somos carros, somos celulares, somos circuitos sem pausa. Assistimos a chacinas diárias do tráfico entre chips e “websites”.

O leitor perguntará: “Por que esse ódio todo, bom Jabor?” Claro que acho a revolução digital a coisa mais importante dos séculos. Mas estou com raiva por causa dos textos apócrifos que continuam enfiando na internet com meu nome.

Já reclamei aqui desses textos, mas tenho de me repetir. Todo dia surge uma nova besteira, com dezenas de emails me elogiando pelo que eu “não” fiz. Vou indo pela rua e três senhoras me abordam: “Teu artigo na internet é genial! Principalmente quando você escreve: ‘As mulheres são tão cheirosinhas; elas fazem biquinho e deitam no teu ombro…’ “Não fui eu…”, respondo. Elas não ouvem e continuam: “Modéstia sua! Finalmente alguém diz a verdade sobre as mulheres! Mandei isso para mil amigas! Adoraram aquela parte: ‘Tenho horror à mulher perfeitinha. Acho ótimo celulite…’” Repito que não é meu, mas elas (em geral barangas) replicam: “Ah… É teu melhor texto…” – e vão embora, rebolando, felizes.

Sei que a internet democratiza, dando acesso a todos para se expressar. Mas a democracia também libera a idiotia. Deviam inventar um “antispam” para bobagens.

Vejam mais o que “eu” escrevi: “As mulheres de hoje lutam para ser magrinhas. Elas têm horror de qualquer carninha saindo da calça de cintura tão baixa que o cós acaba!…” Luto dia e noite contra cacófatos e jamais escreveria “cós acaba!” Mas, para todos os efeitos, fui eu. Na internet, eu sou amado como uma besta quadrada, um forte asno… (dirão meus inimigos: “Finalmente, ele se encontrou…”)

Vejam as banalidades que me atribuem:

“Bom mesmo é ter problema na cabeça, sorriso na boca e paz no coração!”

Ou: “A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios. Por isso cante, chore, dance e viva intensamente antes que a cortina se feche!”

Ainda sobre a mulher: “São escravas aparentemente alforriadas numa grande senzala sem grades”.

Há um texto bem gay sobre os gaúchos, há mais de um ano. Fui “eu”, a mula virtual, quem escreveu tudo isso. E não adianta desmentir.

Esta semana, descobri mais. Há um texto rolando (e sendo elogiado) sobre “ninguém ama uma pessoa pelas qualidades que ela tem” ou outro em que louvo a estupidez, chamado “Seja Idiota!”…

Mas o pior são artigos escritos por inimigos covardes para me sujar.

Há um texto de extrema direita, boçal, xingando os brasileiros, onde há coisas como: “Brasileiro é babaca. Elege para o cargo mais importante do Estado um sujeito que não tem escolaridade e preparo nem para ser gari. Brasileiro é um povo trabalhador. Mentira. Brasileiro é vagabundo por excelência. Um povo que se conforma em receber uma esmola do governo de R$ 90 mensais para não fazer nada não pode ser adjetivado de outra coisa que não de vagabundo. Noventa por cento de quem vive na favela é gente honesta e trabalhadora. Mentira. Muito pai de família sonha que o filho seja aceito como ‘aviãozinho’ do tráfico para ganhar uma grana legal. Se a maioria da favela fosse honesta, já teriam existido condições de se tocar os bandidos de lá para fora… O brasileiro merece! É igual a mulher de malandro – gosta de apanhar…”

E o pior é que muita gente me cumprimenta pela “coragem” de ter escrito essa sordidez.

Ou seja: admiram-me pelo que eu teria de pior; sou amado pelo que não escrevi.

Na internet, eu sou machista, gay, idiota, corno e fascista.

É bonito isso?

Arnaldo Jabor

* * *

Vou nem acrescentar mais nada. Deixarei pura e simplesmente o desabafo do Jabor.

Para constar, esse texto foi enviado para mim por minha amiga Carol Rodrigues, do “Expresso pra Dois“, por e-mail.

Jun202009

Encontro de blogueiros e twitteiros de Recife.

2009_06_20_nob_recife
*Reparem no @e_d_e_n de ponta de pé para ficar mais alto. rsrsrs

Neste sábado rolou mais um #NoB (Nerds on Beer) de blogueiros e twitteiros de Recife. Desta vez o local foi o Mercado da Madalena. Forró pé-de-serra, cerveja (e coca-cola) e nós a discutir projetos, tendências e um monte de besteiras também.

Participaram , da esquerda para a direita na foto, @leoreinaux, @buchecha, @arrobazona, @yeltsinlima, @macaxeirageral, @e_d_e_n (e seu filho Felipe), eu (@cirilo) e @belenos. O clube dos 8. Sem falar na participação especial da doidinha, amiga do @macaxeirageral (comédia total).

Quem não foi perdeu. O bom é que pode se redimir e ir no próximo, pois pretendemos incentivar encontros assim cada vez mais frequentemente. Sem falar que há um projeto e tanto do @e_d_e_n em breve. Aguardem.

O @leoreinaux (que se pronuncia como o carro da Renault) sorteou 3 camisetas do seu site, o Inovação e Negócios, e os sorteados foram @e_d_e_n, eu (@cirilo) e o @macaxeirageral.

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Só tirei essas 4 fotos. O @buchecha colocará no Flickr dele e eu colocarei no meu Orkut. Quem quiser ter as fotos, com esse mói de macho feio, é só pedir que eu as enviarei em tamanho original.

Quem quiser conhecer mais dos participantes deste último #NoB, pode visitar o Twitter de cada um deles, bem como seus blogs, quais sejam:
http://belenos.me/,
http://poisbem.com.br/,
http://www.inovacaoenegocios.com/,
http://www.bloggersunited.net/,
http://www.umpassinhoafrente.com.br/,
http://www.arrobazona.com/,
http://macaxeirageral.net/ e o meu,
http://www.simplescoisasdavida.com, o mais pereba de todos.

Abraços e até o próximo #NoB #Recife.