Oct302009

Com jeitinho tudo vai…

jeitinho4Na verdade não queria colocar esse título, pois me pareceu meio erótico quando eu perguntei para Paulinha como entitular o post que escreveria hoje e ela me sugeriu ele. De qualquer forma cismei que o post tinha que ter a palavra “jeitinho”, pois foi o que me veio à mente quando do ocorrido conosco ontem à noite. Mas assevero, para não deixar dúvidas, que este post não tem cunho erótico, nem a Xuxa envolvida (como sugeriu o Marcel no @bqeg).

Este post é para lembrar aos mais truculentos, pedantes e arrogantes que “com jeitinho tudo vai…” ou pelo menos é mais fácil que vá.

Mas deixa eu contar primeiro, simplificadamente, o que aconteceu. Fui pra academia ontem à noite e quando voltei Paulinha me pediu que a levasse numa emergência especializada em olhos, pois um “cisco” havia entrado em seu olho direito desde cedo e não saíra, o que estava provocando uma dor constante nele. Ok. Prontamente saímos e fomos para a emergência. A médica examinou e verificou que realmente havia algo no olho de Paulinha. Após a “retirada do corpo estranho”, receitou um colírio e um antibiótico, pois o tal “cisco” havia arranhado a membrana ocular. Ok. Voltando para casa, entramos em uma farmácia para comprar o que a médica havia receitado. Lá estávamos nós, por volta das 22:30h, sendo atendidos pelo prestativo balconista quando entrou um sujeito truculento, se dirigiu ao balconista e quase ordenou, como se não estivéssemos ali, que ele buscasse um dado remédio. O balconista, muito educadamente, disse que ele esperasse um minuto, pois estava atendendo outros clientes (nós no caso). Ele então se superou; disse: “Eu sou da delegacia aqui perto! Não vou ficar esperando!”. Nós três, eu, Paulinha e o balconista, nos entreolhamos com aquela cara “E daí?”. O balconista educadamente disse que ele teria que aguardar um minuto enquanto atendia outros clientes e depois o atenderia. Ele, como dizemos por aqui em Recife, se arretou (tomou-se de ira), disse “Ah é?” e saiu puto da vida, atropelando tudo.

Sabe o que ele não sabia? Que com jeitinho tudo vai… Ou pelo menos é mais fácil que vá.

Se ele tivesse chegado, dito que estava apressado, que não poderia esperar e pedido com jeitinho… Eu cederia a vez. E digo mais: sinceramente, nem precisaria pedir, porque eu não estava com a mínima pressa e se ele tivesse se mostrado educado, eu mesmo teria dito para ele passar na frente e ser atendido primeiro.

Mas ele não sabia que se com jeitinho tudo vai… ou pelo menos é mais fácil que vá, sem jeitinho não vai nem a pau!

Emmerson Nogueira – Every Breath You Take

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