Apr12009

Hoje é dia de fugir do “clique aqui”

confickerHoje é 1º de abril e se até alguns anos atrás a pedida – boba – era fazer uma “pegação”, pregando um susto nas pessoas, a promessa de hoje pode ser bem pior. Bem na linha piada sem graça mesmo. Isso porque essa data pode ser escolhida para um novo ataque mundial do famigerado vírus Conficker aos computadores dos mais desavisados. O alerta já mobilizou entidades governamentais e não-governamentais para se prevenir contra o ataque do Conficker.

Segundo o diretor de infraestrutura de informática da Emprel, Luís Siqueira, o cuidado com o acesso a e-mails deve ser redobrado hoje. “Não abra e-mail com proposta de compra de qualquer produto ou software, tampouco abra os famosos ‘clique aqui‘. Só abra mensagens de remetentes conhecidos e confiáveis, para evitar grande parte dos problemas de contaminação por vírus”, afirma. Ele ressalta, também, que no caso do Conficker, pelo fato dele aproveitar uma vulnerabilidade do Windows para se instalar, apenas o antivírus não garante ao usuário imunidade a essa ameaça.

Uma rede infectada por este vírus espalha spams e distribui softwares destinados a se infiltrar em um sistema de computador alheio de forma ilícita (malware). O Conficker usa domínios aleatórios para baixar, cada vez mais, um número maior de malware. A praga apereceu em 2008 (final do ano) e causou estragos em milhões de computadores, transformando-os em vítimas de redes zumbis ou botnets (manipuladas), incluindo órgãos públicos e privados do mundo inteiro.

Só para recordar, a vítima mais recente do Conficker foi o parlamento da Inglaterra que ficou com o sistema lento e várias contas bloqueadas. O vírus também bloqueia o acesso a diversas palavras-chave, dificultando a visita a vários sites na internet, entre eles o da Microsoft que poderia ser utilizado para atualizar o sistema operacional e evitar a contaminação.

A Symantec, especializada em segurança, revelou que o código tem atacado mais máquinas com os sistemas Windows XP SP2 e Windows 2003 SP1 que ainda não foram atualizadas, trazendo problema para pequenas empresas, bem como àqueles que não corrigiram seus sistemas.

Fonte: Diário de Pernambuco

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Como costumo dizer, o maior problema está entre a cadeira e o monitor: o usuário.

Fiquem atentos.

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