May62004

Presentes que não têm preço

O presente de escutar

Você realmente deve escutar. Nada de interromper, nada de sonhar acordado, nada de planejar sua resposta. Apenas escute com interesse, afeto e atenção!

O presente do afeto

Seja generoso com abraços e beijos, tapinhas nas costas e aperto de mãos na hora certa. Deixe estas pequenas atitudes demonstrarem o amor que você tem por alguém.

O presente da risada

Recorte desenhos. Compartilhe artigos e histórias engraçadas. Seu presente vai dizer “eu adoro rir com você.”

O presente de um e-mail

Pode ser um simples “Obrigado pela ajuda” ou um soneto inteiro. Um bilhete, mesmo pequeno, manuscrito, pode ser lembrado por toda a vida, e pode até mudar uma vida. Diga do seu amor, gratidão por algo específico que a outra pessoa fez ou simplesmente por sua amizade.

O presente de um elogio

Um simples e sincero, “Você fica muito bem de vermelho…”, “Você fez um excelente trabalho.” ou “A comida estava maravilhosa!” pode tornar o dia de alguém melhor, muito melhor.

O presente de um favor

Freqüentemente, saia da rotina e faça alguma coisa gentil. Telefone para perguntar como vai, passe por lá para deixar um abraço.

O presente da solidão

Há momentos quando não queremos nada além de ficar sozinhos. Seja sensível a esses momentos e dê o presente da solidão respeitando o amigo como pessoa sem, entretanto, deixar dúvidas quanto ao seu apoio incondicional.

O presente da disposição alegre

O caminho mais fácil para nos sentirmos bem é dizer uma palavra gentil a alguém. De fato, não é tão difícil assim dizer, “Olá!” ou “Muito Obrigado.”

a.d.

**********

Há ainda presentes que poderiam ser acrescentados como:

O do respeito – respeite tudo e todos indistintamente, não importando credo, cor, raça, sexo, etc. Tenha sua opinião, mas respeite as demais. Não queira impor seu modo de ver as coisas e o mundo. Tenha firmeza nas suas convicções, mas respeite as alheias.

O da confiança – seja confiável. Não desmereça a confiança que alguém lhe deu. Se a pessoa lhe confiou um segredo, por que contar para outrem? Ela contou para você. Será que você nao percebe a sua importância para ela com este ato? Não saia por aí contando o que lhe foi confiado, para não magoar quem tanto lhe estima.

O da sinceridade – Seja sincero. Sei que somos seres políticos e que vivemos em uma sociedade onde as pessoas vivem fazendo média com as outras, mas não precisamos por isso ser falsos e dissimulados. Deixe quem quiser ser falso, “político” (no sentido pejorativo da palavra). Talvez pague um preço até alto por sua sinceridade, mas estará muito melhor consigo mesmo.

O da honestidade – Seja honesto. Não fique com os créditos dos outros. Não queira passar por cima de ninguém para chegar onde quer que seja. Não passe a perna nas pessoas que estão próximas. Não se aproprie do que não é seu. Não se venda. Sei que muitos dizem que todo mundo tem um preço. Que nada! Seja honesto. É dífícil manter-se assim numa sociedade corrupta com a de hoje em dia, mas é possível. Ahhh… você ganha pela sua desonestidade? Ganha bem? Hum… Imagino. Deve ganhar bem mesmo para fingir que não vê, que não ouve, para deixar passar isso ou aquilo, etc. Mas e a consciência? Será que você consegue dormir todo dia tranquilo? Deitar a cabeça no travesseiro e dormir como um anjo, leve, em paz? Será que vale a pena ser desonesto? Lembre-se que suas atitudes de hoje formarão o seu caráter, a sua imagem perante seus filhos, parentes, amigos, etc. Nem digo pela sociedade em geral, mas e seus filhos? Imagine um filho seu vendo você ser preso porque desviou verbas públicas? Milhões e milhões que lhe renderam uma vida satisfatória financeiramente. Mas e os valores morais? onde ficam? Eu mesmo, particularmente, adoro a honestidade de minha mãe. Sinto orgulho por ela ser assim. Lembro que quando mais novo dizia “mãe, tu és honesta demais. por isso é lisa.” Mas hoje sei que vale muito mais todos os valores que ela me ensinou, que me tornaram o que sou hoje, do que qualquer dinheiro sujo advindo da desonestidade que ela houvesse tido. Por isso, e muito mais, sou grato a ela, além de extremamente orgulhoso.

O do diletantismo/doação – Se gostar, goste; se não gostar, que se dane. Não faça as coisas para agradar os outros pura e simplesmente. Não faça nada esperando algo em troca. Faça porque deseja fazer. Não viva pensando no que pode lucrar com alguma atitude sua. Não tente agradar alguém só porque ele é rico, influente, “importante”, famoso, etc. Faça por fazer, sem esperar receber. Visite por visitar, e não para ver retribuída sua visita. Ame por amar, viva por viver.

Poderia acrescentar eu mais presentes que não têm preço aqui, mas o sono já não me permite escrever (afinal, são 04:20h), as palavras me faltam, os dedos já não respondem tão perfeitamente… Todavia, antes de me retirar para meu breve período de sono, na minha cama que parece dizer (vem, cirilo, vem… deita aqui… rsrsr), quero deixar o mais importante de todos os presentes…

O presente do amor – Ame! Ame muito. Com tudo o que pode. Você pode não ser amado, mas amou. Claro que queremos ser amados, ser correspondidos. Mas amar é tão bom… e mesmo que não seja amado de volta, você viveu uma experiência. Frustrante, eu sei. Mas, ainda que frustrante, você aprendeu. Nesse sofrimento de não ser amado ou ter perdido um amor (se ele (a) lhe deixou), surge a oportunidade de você descobrir o quão forte é para superar tal dificuldade e tantas outras que naturalmente aparecerão durante sua vida. Só não pode é acovardar-se e fechar-se para o amor. O amor é lindo, é sublime. Se caiu, levante-se. Se perdeu, tente novamente. Um dia acertarás, encontrarás alguém com quem compartilhar os melhores anos de sua vida, com quem escutar uma boa música, jantar à luz de velas, trocar palavras carinhosas que só os enamorados trocam (como coração, fofinha, baby, fofucha, bebê, e outros nhen nhen nhens mais… rsrsrs), dormir juntinhos, namorando, e acordar mais juntinhos ainda; olhar para a pessoa amada de manhã cedo e ainda dizer “és tão linda, sweetheart”, ou do nada, parar e ficar olhando para ela e dizer “me apaixonei por tu de novo, amor…”.

Portanto, ame. Ame muito. Porque como sugere o texto que postei aqui no dia 03/05, dar por dar, ou, desculpem os mais puritanos, comer por comer, é bom pra cacete, mas excelente mesmo é dar uma chance ao amor.

Cirilo Veloso Moraes (vou começar a colocar até os meus créditos aqui para não dar problema, haja vista sempre haver desatentos de plantão que copiam tudo e não mencionam as fontes. aliás, deixa eu avisar logo: se eu souber a autoria do texto que publico aqui no blog, coloco; se não souber, coloco um a.d. (autoria desconhecida); o resto é escrito por mim, salvo a hipótese de ter eu esquecido de mencionar os créditos, ocasião na qual podem me corrigir, evidentemente, que farei a retificação de pronto.)

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