Nov92012

Autoajuda pra mim é cachaça, o resto é conversa fiada.

Autoajuda pra mim é cachaça, o resto é conversa fiada. Tá bom: ioga, psicanálise, ikebana e danças de salão podem nos ajudar a entrar em harmonia com nosso próprio eu, nos tornarmos seres humanos mais evoluídos e blábláblá, mas quando o pé amado toca a incauta bunda, neguinho não vai sentar-se em flor de lótus, escarafunchar seu processo edípico, podar a samambaia nem dançar um tango argentino: vai é manguaçar.

É só ali, já mais perto da última dose que da primeira, limados os graves e agudos – naquela quarta dimensão etílica: nem dentro nem fora de nós mesmos –, que podemos respirar aliviados, encher o peito e dizer que aquela ingrata não vale nada, que nós somos maiores que isso e que a vida, meu amigo, a vida é uma coisa assim, a vida é assim uma coisa… Enfim, uma coisa dessas que a gente diz sobre a vida quando está bêbado.

Se nas avalanches emocionais o nosso amigo álcool aparece como um são-bernardo salvador, em nossos projetos mais ousados ele surge como um cão-guia, um labrador a nos indicar os caminhos para além do labirinto de nossas inibições. Em outras palavras: sem o álcool eu seria virgem até hoje. Em plena adolescência ficar pelado diante de uma menina, sóbrio? Só um psicopata seria capaz de tamanha frieza.

O que mais lastimo é que os chopes só tenham vindo transformar asfalto em edredom quando eu já era quase um adulto. Como é que na infância, a fase mais hardcore da vida, só havia groselha, Fanta Uva e Toddynho em meu copo? Ah, se na quarta série eu conhecesse as benesses do álcool, Joana, tudo teria sido diferente!

Lembra quando te pedi em namoro numa cartinha? Você disse não. Mas é claro! Que passo desastrado, mandar uma carta a alguém que você nunca beijou na boca perguntando uma coisa dessas. Só um ser humano completamente sóbrio cometeria tamanha patacoada. Se ao invés do bilhete tivesse te convidado pra tomar um chope na cantina, te contasse aquela piada de português que meu tio Aristides havia me ensinado, te mostrado habilmente como fazer uma boca de loco incrementada, um aviãozinho que dava looping, quem sabe, Joana, eu e você, na quarta série, hein?

Bem, se eu tinha sobrevivido ao primeiro dia de aula da primeira série, a seco, não seria na quarta que a coisa iria degringolar. Lembro bem daquele dia. Eu havia passado dos dois aos seis anos numa outra escola. A vida toda, portanto. Não conhecia ninguém ali. Era praticamente um exilado político brasileiro chegando na Suécia. Imagina só se tivéssemos todos tomado um uisquinho antes? Chegaríamos confiantes, sorridentes, sem nem nos preocuparmos se seríamos aceitos ou se já na segunda aula ganharíamos para sempre o apelido de Dumbo, Gordo, Anão… E se durante o recreio – aquele climão de banho de sol em penitenciária –, em vez de comermos Cebolitos, ensimesmados em nossa timidez, tomássemos um vinho em canequinhas da Turma da Mônica, em torno da cantina? O entrosamento seria tão mais fácil. (A educação física ficaria comprometida, mas quem liga para polichinelos diante da concórdia universal?)

A dura jornada tinha na volta, na perua, seu gran finale. Depois de cinco horas estudando aquelas coisas chatas, uma hora e meia no trânsito, buzina, estresse. Se nossas mamães pusessem uma garrafa térmica na lancheira com caipirinha, essas longas jornadas noite adentro seriam inesquecíveis happy hours, road movies infantis. E nós todos ali dentro, pequenos Kerouacs e Dennis Hoppers mirins, cruzaríamos a cidade a cantar a plenos pulmões os últimos sucessos do Balão Mágico, Menudo e Trem da Alegria, alheios ao resto do mundo.

Se na escola já era difícil, imagina aos dois anos, quando você se deu conta, desesperado, que a mulher da sua vida tinha outro? Que aquela dissimulada te alimentou falsas esperanças enquanto se deitava com outro toda noite e, pior, esse outro era seu próprio pai! Ah, nesse momento o maternal deveria ser um pub enfumaçado cheio de pobres diabos dilacerados diante desse protocorno incurável – essa feriada cuja ilusão de cura nos atirará em todas as maiores roubadas de nossas vidas dali pra frente, do jardim dois até a cova. Aguardente na mamadeira era o mínimo que eu esperava diante dessa hecatombe emocional e, no entanto, só nos ofertaram Hipoglós, nana nenê e leite morno. Como são cruéis esses adultos.

Agora, se de todos os momentos trágicos da vida eu pudesse escolher um, somente um, para receber o afago etílico em minh’alma, seria obviamente o nascimento. Nós estávamos no quentinho, boiando, recebendo comida na barriga, numa eterna soneca de manhã chuvosa de domingo, quando veio aquele aperto, aquele barulho, aquela luz terrível e o frio, meu Deus, que frio. Nesse momento um ser humano sensato deveria ter me olhado nos olhos, percebido o profundo desamparo e, clemente, dado uma talagada duma aguardente qualquer e dito: bebe, criança, bebe que a vida é dura, bebe que a vida é longa e não tem mesmo o que fazer. Mas não, me viraram de ponta a cabeça, me deram um tapa na bunda e ficaram me vendo chorar, sorrindo. Depois de um começo assim a gente pensa o quê? Que vai resolver na análise? Na ioga? Fazendo arranjo de flores? Dançando chá-chá-chá? Não, meu irmão: autoajuda pra mim é cachaça, o resto é conversa fiada.

Antônio Prata, em “Meio intelectual, meio de esquerda”.

Sirano e Sirino – Mulher Ingrata e Fingida

Oct192012

“Cinquenta tons de cinza” e a cultura repressora dos desejos femininos.

O “sucesso” do romance erótico “Cinquenta Tons de Cinza”, da britânica Erika Leonard James, é tanto que comecei a pensar nos motivos pelos quais o livro causou tanto frisson nas mulheres. Depois de folhear as páginas do primeiro livro e de ler várias críticas e opiniões sobre ele (e as sequências da trilogia – Cinquenta tons mais escuros e Cinquenta tons de liberdade), como as de Ivan Martins, Contardo Calligaris, Nathalia Ziemkiwicz, Ruth de Aquino, ratifiquei uma antiga constatação: a de que vivemos numa sociedade provinciana e culturalmente repressora dos desejos femininos. Aquela velha história: “Meninos podem; meninas não!”.

Talvez por isso as feministas tenham odiado; por E.L. James supostamente manter o domínio masculino sobre a “fragilidade” feminina. Pura bobagem… Não precisam gostar de sadomasoquismo ou coisas do gênero, mas as mulheres ocupam altos cargos, dirigem empresas, cuidam de casa, de filhos, etc, qual o problema em admitir que depois de um dia repleto de obrigações tudo que querem é ser dominadas sexualmente e terem muito prazer através dessa entrega? Não creio que isso as tornem menos feministas. Penso inclusive que saber e se deixar “entregar” é uma arte. Mas isso é assunto para desenvolver numa outra oportunidade…

Voltando ao livro, particularmente não vi nada demais, nada que me fizesse como Anastasia tantas vezes dizer “Uau!” diante das novidades apresentadas pelo poderoso Christian Grey. Muito pelo contrário. Afinal, cresci, fui educado e convivo até hoje com mulheres livres de repressões sexuais. Então sou livre e trato, falo e faço sexo com a mesma naturalidade com que respiro. Mas adorei a possibilidade de muitas mulheres poderem abrir seus horizontes e admitirem sem medo de serem censuradas que gostam de sexo tanto quanto nós homens gostamos. E que inclusive não são necessariamente complicadas a ponto de só gostarem de sexo se ele for sutil, indireto e repleto de subentendidos e preliminares, como a Anastasia de James. Quem disse que elas não podem gostar de sexo simples e direto, que também se excitam com o corpo e o pênis do homem? Por que limitar e engessar a mente? Sexo não deve ser algo padronizado; ele é natural e singular. O segredo é encontrar o que nos é semelhante e permitir o encaixe.

Como sugeriu uma leitora, e eu concordo plenamente, o que diferencia o desejo do homem e da mulher não é essencialmente biológico. É cultural. Pensem nisso. Lembro de como fui repreendido há muitos anos atrás, ainda quando adolescente, quando sugeri publicamente a campanha “Mulheres, masturbem-se!”. Mais de quinze anos depois e de muitas experiências vividas continuo incentivando: “Mulheres, masturbem-se!”. E vou além: Falem de sexo! Façam sexo! Permitam-se! Vocês são livres para gostar de sexo e vivê-lo em toda sua intensidade.

Rita Lee – Doce Vampiro

Sep42012

- “Morri. E agora?”, relatos de um Político.

Sentia dores, estava inquieto no leito daquele hospital moderno e luxuoso. A família me fazia companhia, eles estavam tristes, abatidos e lagrimosos. Não dormia tranquilo, meu sono era agitado e tinha pesadelos, nos quais escutava vozes me dizendo impropérios. Acordei e não abri os olhos; escutei meu filho e meu genro conversando baixinho.

- Temos que tomar todas as providências. Seu pai, pelo que nos dizem os médicos, irá falecer logo. Temos que tirar o dinheiro de seu nome, até mesmo, fechar aquelas contas bancárias.

- Você tem razão, vou agora mesmo falar com mamãe, ela tem conta conjunta com ele. Com certeza minha mãe nos dará autorização para fecharmos aquelas contas e colocarmos o dinheiro no meu e no seu nome. É mais seguro!

Magoei-me, porém eles estavam fazendo o que eu sempre fizera: sendo práticos. Os dois tinham razão. Aquele dinheiro não deveria continuar no meu nome. Tremi de medo. Eles falaram que estava morrendo. E pela primeira vez, indaguei-me o que seria morrer.

Havia frequentado, pelo social, para arrecadar votos, muitas igrejas, templos, e ouvido vários sermões, aos quais, infelizmente, não dera muita atenção. Mas algumas coisas do que ouvira, vieram naquele instante a minha mente: “Eu acabaria com a morte?”. Ao pensar nesse fato, apavorei-me. Acho que ninguém quer ser extinto. Creio que nada se acaba, até pela lei da natureza, tudo se transforma, e comecei a pensar: “Céu ou inferno?” Prefiro que não existam, senão irei com certeza para o inferno. “Dormirei até o julgamento?” Também não gostei dessa teoria. Se houver uma sentença, por justiça, não me darei bem. “Desencarnarei, como dizem os espíritas? Se assim for, no Além terei comigo somente os atos que fiz, os bons e os maus.”

Tinha dinheiro que sustentava o meu luxo. A família e os amigos, ali ao meu lado, esperavam minha morte. Somente restavam-me as obras, essas iriam comigo. Abri os olhos, os dois sorriram para mim, e meu filho disse:

- Papai, o senhor ficará bem! Mas estou preocupado. Será que não é prudente tirarmos o dinheiro de suas contas bancárias?

- Sim – respondi com dificuldade. – Faça, filho, o que for melhor. Mas não deixe sua mãe sem nada.

- Claro que não, papai. Mamãe tem muitos imóveis em seu nome e os senhores são casados com separação de bens.

Ele saiu e meu genro ficou ao meu lado. Comecei a delirar. Via vultos, ouvia algumas risadas, e fui piorando.

- Ele morreu! – ouvi do médico.

Choros e risadas. Minha esposa e filha estavam ao meu lado chorando.

- Meu pai morreu! Que tristeza!

- Fiquei viúva! Que será de mim sem ele? Como cuidar dos negócios?

“Morri! Meu Deus! E agora?”

“Ficará aí para ver e ouvir outros hipócritas como você” – falou um vulto, gargalhando.

Que sensação estranha! Senti a equipe médica desligar os aparelhos e tirar as sondas. Meus familiares se afastaram, fui levado para outro local. Limparam-me, colocaram-me outra roupa e me maquiaram. Depois me acomodaram numa urna luxuosa, com muitas flores. Sentia, via, pensava, escutava, mas não me mexia ou falava. E a todo instante me indagava cada vez mais aterrorizado: “E agora?”.

E os acontecimentos vieram. Fui levado ao velório. Que horror! Os familiares chorosos, vestidos de luto, discretos, comportavam-se como a sociedade exigia. Amigos e mais flores foram chegando. Escutei muitos comentários. Poucos faziam orações. Agiam como eu quando ia a velórios. Várias conversas, pessoas que havia tempos não se viam, falavam de tudo: negócios, esportes, mulheres, fofocas e muito sobre mim. Infelizmente, não mentiam. Minha esposa comportava-se com dignidade. Parecia que adivinhava o que alguns diziam: “Fora traída”. Tive muitas amantes. Os filhos não sentiam muito, sempre fora um pai distante. Dinheiro e política sempre vieram em primeiro lugar. Foi um horror! Via e ouvia tudo.

Apelei mentalmente e pedi: “Deus! Misericordioso Pai, ajude-me!”.

“Quantos lhe pediram por Deus! Você os atendeu? Ficará aqui e verá tudo!”

Notei então, que três vultos estranhos estavam do lado de trás do meu caixão, observando-me, e fora um deles quem falara. Ouvi desesperado que estava na hora do enterro. “E agora?” – perguntei de novo com muita aflição. Fecharam a tampa. Estranho, vi-me dentro e fora da urna funerária. Discursos. Quanta hipocrisia e mentiras! Colocaram o caixão no túmulo luxuoso com muitas coroas deflores. Todos se afastaram. Um dos vultos me disse:

- Agora terá a resposta para o que tanto indaga. Verá o que é de fato a morte para você que é ladrão e corrupto! Ficará aí dias junto do corpo de carne que tanto cultuou. Aproveite para pensar no que fez de errado!”

O escuro, o silêncio e o nada. Não sei explicar como, pois não os via ou ouvia, mas sabia que aqueles três vultos continuavam por perto, vigiando-me. Apavorei-me com o fato de estar ali preso. Achei que iria enlouquecer. Somente tinha a certeza de que de fato morrera. Mas que continuava vivo! Foi apavorante. Estava sozinho. A família, quando terminou a cerimônia do sepultamento, foi embora. Estavam cansados e pelas suas feições, estavam ansiosos para que tudo terminasse. Amigos… acho que poderia tachar de amigos somente uns três, os quais não podiam fazer mais nada por mim. O resto eram conhecidos, companheiros e até inimigos disfarçados.

Dinheiro, – lutei tanto para tê-lo, e o que ele me deu? Uma urna de luxo, flores e um túmulo de mármore. E naquele momento a riqueza material não me valia para nada.

Não vou intensificar o horror que passei. Vermes me comendo, dores, frio, sede, fome e muito medo. Estava enlouquecendo. Padeci muito!

- Vem! Escutei uma voz e alguém me puxou. Fora do caixão, sentei em cima do túmulo. Consegui ver os vultos, eram três homens e um deles falou:

- Você merecia ficar aí até seu corpo carnal virar pó. Mas o chefe quer julgá-lo. Vamos!

Pegaram-me pelos braços, saíram comigo do cemitério. Estava confuso, senti um certo alívio pelo ar que batia no meu rosto.
Chegamos a um local estranho e me deixaram num salão. Senti muito medo. Eu, acostumado a mandar, receber agrado e elogios, estava sendo humilhado e tratado como um ser desprezível.

Vi então uma cena aterrorizante. Era um julgamento conjunto de pessoas como eu, mortas-vivas. Para julgar, estavam ali um homem e uma mulher. Outro homem falava sobre os julgados e o que eles haviam feito. Chegou a minha vez.

- Você foi político! A lista de seus erros e pecados é grande! Gostava de orgias! Mulheres lindas e noites de farras! Disse muitas mentiras! Enganou o povo já tão sofrido. Recebeu dinheiro para fazer favores etc. De fato, a lista era grande e tudo verdade. Fui condenado.

- Será escravo! Chega de ser servido! Vai aprender a trabalhar! Colocaram um aro de ferro em meu pescoço e fiquei preso a uma corrente. Um homem me puxou. Começou para mim um longo período de muito sofrimento e humilhação. Gargalhando, um grupo de homens de aspecto maldoso, aproximou-se, despiu-me, deixando-me somente de calça, bateram-me muito, cuspiram em mim e xingaram-me. Sabia que havia morrido. Ou melhor, que havia desencarnado. Meu corpo físico estava lá no cemitério virando pó e meu espírito vivo. Ali sofri horrores. Foram muitos anos de padecimento. Antônio Carlos me pediu para não narrar tudo o que passei senão o relato ficaria extenso, pois não teve um dia no umbral que não sofri, sempre fui humilhado e maltratado. Eles riam do meu padecimento. – Por que reclama? – diziam meus carrascos. – Você se importou com as pessoas que sofriam? O dinheiro que roubou, que pegou indevidamente não foi causa de sofrimentos a outros?

Certo dia, comecei a achar que agira errado. Que vivera encarnado enganando e enganado. Meu choro passou a ser diferente e passei a ajudar os companheiros de infortúnio. Recordei-me de alguns atos bons que fizera, as esmolas que dera, favores que prestara e mesmo os que foram realizados por interesse. Nesses momentos sentia um pouquinho de alívio. Lembrei-me de Deus de modo diferente, como um Pai, o qual antes desprezara e que agora sentia falta. O remorso me fez ver que era merecido meu sofrimento. Abusara dos prazeres, não seguira nenhuma religião e sentia falta de uma crença. Sabia que muitos outros políticos sofriam muito mais do que eu. Os que foram muito desonestos e corruptos padeciam ali no umbral, de forma pior do que se fosse no inferno, se esse existisse. Muitos ficavam presos na caverna dos horrores, num buraco escuro e fétido sendo torturados e humilhados.

Um dia, um moço aproximou-se de mim, abriu o aro do meu pescoço com facilidade e me disse: – Vou tirá-lo daqui, siga-me quieto! Saímos daquela cidade, paramos em frente de um veículo, entramos nele e fui levado a um hospital. Lá, fui tratado com dignidade, bondade e me recuperei. Muitos desencarnados ao passarem pelo que passei, enlouquecem, tornam-se débeis, porém eu tive consciência e muito sofri. Padeço ainda, não consigo esquecer o que fiz de errado, sinto remorso, e esse sentimento me cobra, mas também me faz ter vontade de acertar. Mas o que mais sinto é ver meus familiares seguirem o mau exemplo que dei. Com certeza irão passar e sofrer o que sofri. E não posso fazer nada. Poderia até tentar, mas eles não acreditariam. Para minha família morri e acabei. Penso que seria bem mais fácil morrer e acabar. Mas não é assim. Foi longo o tratamento com aprendizado que recebi.

Sei de pessoas honradas e idealistas que foram e são políticas. E àqueles a quem muito foi dado e souberam usar, dignos serão de receber mais. E espíritos que passam por essa prova e trabalham se dedicando com amor à arte de governar são vencedores, eu os admiro. Sei que é difícil ter dinheiro e poder. Mas se muitos aprenderam a usar sem abusar, outros podem seguir seus bons exemplos.

Para mim, foi apavorante defrontar com a desencarnação. Não com o ato em si, mas com as consequências de meus erros. Aprendi com a dor. E tenho um propósito de colocar em prática esses ensinamentos. Quero reencarnar para ter a bênção do esquecimento e de um recomeço. Desejo esquecer o que fiz de errado e tentar fazer o certo. Tenho orado muito para ser honesto, anseio por ter essa virtude e provar a mim mesmo que posso ser uma pessoa de bem.

Explicação de Antônio Carlos

É de fato na hora da desencarnação que temos as companhias do plano espiritual às quais nos ligamos. Esse convidado não quis se identificar. Denominações são passageiras. Nos seus últimos dias encarnado, escutava os desencarnados que esperavam a morte do seu corpo físico. De fato, eles fizeram guarda no cemitério para que ele não saísse do túmulo e eles o perdessem. O julgamento que ele narrou, infelizmente é muito realizado em diversos lugares do umbral. André Luiz, através da mediunidade de Chico Xavier, no seu livro “Libertação”, relata-nos um desses julgamentos com muitos detalhes.

Pedi que ele não descrevesse seus padecimentos, porque esse amigo está ainda em tratamento e fica triste e amargurado quando recorda o que passou. Realmente, foi muito difícil. Essas sentenças acontecem porque há no umbral os que se denominam justiceiros e os que se sentem culpados. São julgados os que têm dentro de si, em suas consciências, atos errados. Isso não acontece com pessoas que não cometeram ações más.

Muitos perguntam: “Por que os espíritos bons não socorrem todos os que sofrem?”. Muitos dos que desprezam as lições que a vida oferece para aprender, recebem a dor, que tenta ensiná-los, impulsioná-los a caminhar. Não basta pedir somente para ficar livre do sofrimento. Agir assim é como não querer a ressaca, o sofrimento ocasionado pela reação, e sim querer continuar no vício, na prática dos erros.

Para ser socorrido tem que se fazer receptivo, pelo arrependimento sincero, com vontade de melhorar e se puder voltar no tempo, agir de outra forma. Esse convidado foi socorrido quando se modificou, arrependeu-se, reconhecendo seus erros e passou a ajudar outros desencarnados que sofriam mais do que ele.

Socorristas vão a todas as partes do umbral, auxiliando. Os que se sentem enlouquecidos e débeis são socorridos quando esses abnegados servos do bem sentem que eles querem se modificar ou que a dor foi persistente e que a lição pode ter sido assimilada.

Os imprudentes são muitos. Os que querem ser servidos também. Resta para serem socorristas os prudentes e trabalhadores. A messe é grande, os servos são poucos, disse-nos Jesus, e infelizmente nada ainda se modificou. Poderíamos mudar se todos quiséssemos servir…

Do livro “Morri. E agora?”, de Vera Lúcia Marinzeck de Carvalho, pelo espírito Antônio Carlos.

Michael Nyman – The heart asks pleasure first

May172012

Dia Internacional de Combate à Homofobia!

Hoje é o Dia Internacional de Combate à Homofobia. De qualquer forma, entendo que lutas como essa devem ser constantes.

Sou hétero, mas não entendo como ainda hoje possa existir tanto preconceito, seja de que tipo for, inclusive quanto à sexualidade.

Respeito é fundamental! Até porque o importante é amar quem a gente quiser. Além do mais, homossexualidade não é questão de escolha, mas sim de condição natural. Eu, por exemplo, não escolhi ser hétero. Costumo dizer que macho eu nasci; homem eu me tornei. Por que discriminar alguém por ter uma condição diversa da sua? Não consigo conceber isso.

Portanto, podem contar comigo nessa luta e em todas as demais na qual o alvo for a estupidez humana.

I will survive – Gloria Gaynor

Oct32011

Seja revolucionário e desafie as regras!

Alexandre corta o nó górdio em pintura do século XIX

“Todo ato de criação é, antes de tudo, um ato de destruição.” Picasso

Se construir padrões fosse a única coisa necessária para criar novas idéias, todos nós seríamos gênios criadores. O pensamento criativo não é só construtivo, – é destrutivo também. Como já foi dito por mim em outras ocasiões, o pensamento criativo inclui brincar com o que se sabe – e isso pode significar o rompimento de um padrão para a criação de um outro, mais novo. Portanto, uma estratégia eficaz do pensamento criativo consiste em ser revolucionário e desafiar as normas. Quer um bom exemplo?

No inverno de 333 a.C., o general macedônio Alexandre e seu exército chegam à cidade asiática de Górdio para se aquartelarem. Durante sua estada, Alexandre ouve falar da lenda sobre o famoso nó da cidade, o nó górdio. Uma profecia diz que aquele que desatasse o nó, estranhamente complicado, se tornaria rei da Ásia.

Esta história intriga Alexandre, que pede para ser levado até onde estava o nó, pois queria desatá-lo. Ele o estuda por alguns instantes, mas, após infrutíferas tentativas de achar a ponta da corda, não vê saída. “Como poderei desatar o nó?”, pergunta.

Então, ele tem uma ideia: “Basta estabelecer minhas próprias regras sobre como desatar nós”. Ato contínuo, Alexandre puxa a espada e corta o nó ao meio. A Ásia lhe estava destinada.

Copérnico quebrou a regra de que a Terra se encontra no centro do Universo. Napoleão rompeu as normas sobre a forma adequada de se fazer uma campanha militar. Beethoven desobedeceu as leis que indicavam como uma sinfonia devia ser composta. Picasso rompeu a regra de que um selim serve para a pessoa se sentar enquanto pedala, andando de bicicleta.

Pense: quase todos os avanços na arte, na ciência, na tecnologia, nos negócios, em marketing, na culinária, na medicina, na agricultura e no desenho industrial aconteceram quando alguém questionou as normas e tentou uma outra abordagem.

Em: Um “Toc” na cuca, por Roger Von Oech.

* * *

Porque se você não arrisca nada, o risco é ainda maior. Se você não tenta ir além, se não busca inovar, melhorar, implementar o novo, o que o difere de uma máquina, automatizada, sem ideias, sem pensamentos criativos?

Portanto pergunto: E você – você mesmo!, ficará acomodado e apenas dirá, “Ah, Cirilo, as coisas por aqui sempre funcionaram dessa maneira…“?!

Enter Sandman – Metallica

Aug302011

Não discuta; demonstre com sua atitude.

Por mais de trinta anos um Vizir, conhecido e admirado por sua lealdade, sinceridade e devoção a Deus, serviu ao seu senhor. Sua honestidade, entretanto, gerou inimigos na corte, que espalhavam calúnias a seu respeito.

Eles falavam ao ouvido do Sultão o dia inteiro, até que ele também começou a desconfiar do inocente Vizir e acabou condenando à morte o homem que lhe servia tão bem.

Naquele reino, quem fosse condenado à morte era amarrado e jogado no cercado onde o Sultão mantinha os seus cães de caça mais ferozes. Os animais estraçalhariam a vítima de imediato.

Antes de ser jogado aos cães, o Vizir fez um último pedido: precisaria de dez dias de trégua. Nesse tempo pagaria as dívidas, recolheria o dinheiro que lhe deviam e devolveria artigos que as pessoas lhe deram para guardar. Dividiria seus bens entre os membros da sua família e indicaria um guardião para os filhos.

Depois de ter a garantia de que o Vizir não iria tentar fugir, o Sultão lhe concedeu o pedido.

O Vizir correu para casa, juntou cem moedas de ouro, e foi visitar o caçador que cuidava dos cães do Sultão. Ofereceu ao homem as cem moedas de ouro e disse:

- “Deixe-me cuidar dos cães durante dez dias”.

O caçador concordou e durante os dez dias seguintes o Vizir cuidou das feras com muita atenção, tratando-as bem e alimentando-as bastante. No final dos dez dias elas estavam comendo na sua mão.

No décimo primeiro dia o Vizir foi chamado à presença do Sultão, as acusações se repetiram e o sultão assistiu enquanto o Vizir era amarrado e jogado aos cães. Porém, quando as feras o viram, correram até ele e mordiscaram afetuosamente seus ombros e começaram a brincar com ele.

O Sultão e as outras pessoas ficaram espantadas e o Sultão perguntou ao Vizir por que os cães haviam poupado a sua vida.

O Vizir respondeu:

- “Cuidei desses cães durante dez dias. O Sultão mesmo viu o resultado. Eu cuidei do senhor por mais de trinta anos e qual foi o resultado? Fui condenado à morte pela força de acusações levantadas por meus inimigos”.

O Sultão corou de vergonha. Ele não só perdoou o Vizir como lhe deu belas roupas e lhe entregou os homens que o haviam difamado.

O nobre Vizir os libertou e continuou a tratá-los com bondade.

The Subtle Ruse: The Book of Arabic Wisdom and Guile, Século XIII

* * *

Por vezes nós temos agido como o Sultão da história. Desconsiderando pessoas que nos são fiéis por longo tempo, damos ouvidos a outras que desejam destruir e infelicitar.

Há sempre caluniadores nos palcos terrenos e sempre há quem lhes dê ouvidos e crédito.

O indivíduo que fala mal dos outros, quando estes estão ausentes, não tem boas intenções.

Quem deseja edificar, corrigir equívocos, melhorar a situação, fala diretamente com os envolvidos e ouve as suas razões.

Geralmente instigadas pela inveja, o ciúme, o despeito, pessoas arrasam a vida de outras pessoas e geram infelicidade para si mesmas, num futuro próximo ou distante.

Por isso, é sempre importante pensar sobre as verdadeiras intenções daqueles que gostam de fazer comentários sobre quem não está presente e não tem a menor chance de se defender.

É importante considerar, ainda, que quem faz comentários maldosos dos outros para você, poderá fazer de você para os outros, logo mais.

Pensando assim, sempre que o assunto em pauta for uma pessoa, seria justo que ela pudesse participar da conversa.

Você não gostaria de estar presente quando o assunto fosse você?

Pois bem, é muito provável que as outras pessoas também desejem o mesmo.

Por mais fascinante que seja falar mal dos outros “pelas costas”, isso jamais fará dessa prática uma atitude nobre.

Comentários da Equipe do Momento Espírita

Cheek to Cheek – Fred Astaire e Gingers Rogers

Aug242011

Parábola dos sete vimes: a união faz a força!

Era uma vez um pai que tinha sete filhos. Quando estava para morrer chamou todos os sete e lhes disse:

– Filhos, já sei que não posso durar muito, mas antes de morrer quero que cada um de vocês vá buscar um vime seco e traga aqui.

– Eu também? – perguntou o mais jovem, que só tinha quatro anos. O mais velho tinha vinte e cinco e era um rapaz muito forte; o mais valente da freguesia.

– Tu também – respondeu o pai ao mais jovem.

Saíram os sete filhos; pouco depois retornaram, trazendo cada um o seu vime seco.

O pai pegou no vime que trouxe o filho mais velho e o entregou ao mais novo dizendo-lhe:
– Parta este vime!

O pequeno partiu o vime facilmente.

Depois o pai entregou o outro ao mesmo filho mais novo e lhe disse:
– Agora parta também este!

O pequeno partiu o vime; depois partiu, um a um, todos os outros. Após partir o último, o pai disse outra vez aos filhos:
– Agora tragam outro vime aqui.

Os filhos tornaram a sair; logo estavam outra vez ao pé do pai, cada um com o seu vime.
– Agora me deem aqui – disse o pai.

E dos vimes todos fez um feixe, atando-os com um nó bem firme. Voltando-se para o filho mais velho, o mais forte, disse-lhe assim:
– Toma este feixe! Parta-o!

O filho empregou toda a força que tinha, mas não foi capaz de partir o feixe.

– Não podes? – perguntou ele ao filho.

– Não, meu pai, não posso.

– E vocês todos juntos são capazes de partir este feixe de vimes? Experimentem!

Não foram capazes de partí-lo.

O pai lhes disse então:
– Meus filhos, o mais pequenino de vocês partiu sem lhe custar nada todos os vimes, enquanto os partiu um por um; e o mais velho e forte de vocês não pôde partí-los todos juntos; nem vocês, todos juntos, foram capazes de partir o feixe. Pois bem, lembrem-se disto e do que lhes direi: enquanto estiverem unidos, como irmãos que são, ninguém zombará de vocês, nem contra vocês fará mal ou vencerá. Mas caso se separem ou reine entre vocês a desunião, facilmente serão vencidos.

a.d.

Reach – Gloria Estefan

Jun272011

As lições estão na vida; não no mestre.

É muito engraçado ver as pessoas, na vida, à procura de um mestre. Sim, um mestre!

Procuram mestres porque desejam aprender. Lêem livros, porque desejam aprender. Inscrevem-se em cursos porque desejam aprender… mas continuam as mesmas.

Ainda não entenderam que tudo, nesta vida, é lição. Estão precisando que um professor se coloque na frente delas mas, ainda assim, algumas lá estarão na esperança de confirmar o que acreditam saber.

Abram os olhos! As lições estão na vida, e são simples. E estão na simplicidade. Na simplicidade da chuva que nos molha o rosto, na simplicidade da flor que desabrocha, na simplicidade da formiguinha e da abelha.

Por que vocês precisam de palavras difíceis e pose de professor? Vocês que­rem aprender? É só observar, estar atento.

Vocês aprendem pouco porque não aprenderam a mergulhar na simplicidade.

Seu filho brinca com cubos, mas você tem mais o que fazer. O orvalho desce das folhas, mas agora não dá tempo de ver. As plantas dançam no vento, mas agora você está tão exausto que precisa dormir.

O importante está acontecendo na sua vida a cada momento. No entanto, você não vê!

Você diz que não pode olhar pra simplicidade, porque as coisas simples não lhe atraem, porque você já passou da idade. Pois eu lhe digo que você ainda não chegou à idade de valorizar as coisas simples. Isto só vem depois que a gente cresce…

Aprendei de mim, que sou simples… Eis o que diz o Mestre.

É preciso mergulhar, impregnar-se da simplicidade, para aproveitar os ensinos da vida.

Comece hoje, pisando a terra descalço. Rindo com um pequenino. Fazen­do uma prece de gratidão. Tocando os cabelos de sua mãezinha. Aspirando o aroma da camomila e do benjoim. Cantando uma canção…

Comece fazendo isso uma vez por dia, se achar difícil, não importa. Comece sozinho, se sentir vergonha. Mas, se sua vontade de aprender é sincera, não deixe de começar.

Calunga

Apr112011

Questione-se: Valeu a pena?

Você, que é um homem de negócios e se diz bem sucedido, está feliz com a vida que leva?

Se você sabe dividir bem o seu tempo entre o trabalho e a família, entre as coisas da Terra e os valores espirituais, então você é alguém muito bem sucedido.

Todavia, se é daqueles que não trabalha para viver, mas vive para trabalhar, chegará um dia em que você perguntará a si mesmo: Valeu a pena?

E chegará à conclusão de que não valeu a pena tanta correria para ganhar dinheiro e não usufruir.

Vai ver que o tempo passou e o cansaço tomou conta do seu corpo.

Vai perceber que mesmo rodeado de muita gente, você se sente só.

Um dia, você vai recolher-se no quarto e vai ter vontade de abraçar o travesseiro, porque não sobrou ninguém para abraçar.

Vai ver que foi entrando numa roda viva, que não é mais dono do tempo que dizem que é seu, e que não pode gastá-lo com qualquer um.

Vai ver que o carro já está se tornando um problema, e não um conforto, que o telefone perturba, que a gravata incomoda…

Perceberá que o seu patrimônio lhe exige tempo demais e que acabou sendo possuído ao invés de possuir.

E, por mais que tente se livrar de tudo isso, é um escravo, embora invejado por muitos.

Vai ver que não valeu a pena passar vários anos sem férias, sem descanso.

Vai ver que não tem mais ilusões e a esperança anda com vontade de dormir…

Um dia você vai ver que passou pela vida e não viveu.

Freqüentou o mundo sem saber por qual motivo rodou, rodou e não saiu do lugar…

Pensou que foi, mas ficou.

Teve tudo e não sentiu nada.

Um dia você verá que o tempo escoa tão rápido como areia fina por entre seus dedos.

E, quando chegar esse momento, você vai sentir vontade de voltar no tempo e gastar suas horas de forma diferente.

Vai querer sorrir, amar, estar com a família, misturar-se com as crianças e estender a mão ao próximo.

Vai desejar o abraço da esposa, sempre relegada a segundo plano.

Vai querer sentir a mão do seu filho acariciando-lhe os cabelos…

Vai preferir uma pizza com a criançada em vez de um jantar de negócios.

Vai desejar ser dono das horas, tirar férias, curtir tudo o que gosta…

Mas, se você deixar isto para pensar só um dia… que nunca chega, talvez você não tenha mais tempo…

Por essa razão, se você se permitiu alguns minutos para refletir sobre esta mensagem, não deixe para depois tudo o que você pode fazer agora.

Sorria, ame, curta a sua família, role no chão com seus filhos, abrace a esposa, beije sua velha mãe, diga a seu pai que o ama e gaste uma porção do seu tempo com os amigos…

Tire férias, faça um check-up, cuide da saúde, invista um pouco em você.

E aproveite para refletir sobre as coisas espirituais, já que você é um ser imortal, criado para a eternidade…

Equipe de Redação do Momento Espírita

* * *

Se você nunca sentiu o perfume de uma flor…

Jamais estendeu a mão a alguém necessitado de amparo…

Nunca observou o crepúsculo ou contemplou uma aurora…

Não tem tempo para dedicar aos familiares…

Não sai de férias há anos, para manter o serviço em dia…

Nunca emprestou um pouco do seu tempo a algum tipo de serviço social…

Então você já está morto e ainda não percebeu.

Pense nisso, mas pense agora!

Amor pra Recomeçar – Frejat

Apr42011

Aprendendo a controlar o estresse

Dia desses, em um congresso internacional sobre estresse, ao explicar para a platéia a forma de controlá-lo, o palestrante levantou um copo com água e perguntou:

- “Qual o peso deste copo d’água?”

As respostas variaram de 250g a 750g.

O palestrante, então, disse:

- “O peso real não importa. Isso depende de por quanto tempo vocês seguram o copo levantado. Se o copo for mantido levantado durante um minuto, isso não será um problema. Se eu mantiver o copo levantado por uma hora, acabarei com dores no braço. E se eu ficar segurando um dia inteiro, provavelmente terei cãibras dolorosas e vocês terão de chamar uma ambulância.”

E ele continuou:

- “E isso acontece também com o estresse e a forma como o controlamos. Se vocês carregam suas cargas por longos períodos, ou o tempo todo, cedo ou tarde as cargas começarão a ficar incrivelmente pesadas e, finalmente, vocês não serão mais capaz de carregá-las. Para que o copo de água não fique pesado, vocês precisam colocá-lo sobre alguma coisa de vez em quando e descansarem antes de pegá-lo novamente. Com as nossas cargas acontece o mesmo. Quando estamos refrescados e descansados nós podemos novamente transportar nossas cargas.”

Em seguida, ele distribuiu um folheto contendo algumas formas de administrar as cargas da vida, que eram:

Aceite que há dias em que você é o pombo e outros em que você é a estátua.

Mantenha sempre suas palavras leves e doces, pois pode acontecer de você precisar engolir todas elas.

Se você emprestar dinheiro a alguém e nunca mais encontrar essa pessoa, provavelmente valeu a pena pagar esse preço para se livrar dessa má pessoa.

Nunca compre um carro que você não possa manter. Nem um apartamento.

Quando você tentar pular obstáculos, lembre-se que estará com os dois pés no ar e sem nenhum apoio.

Ninguém se importa se você consegue dançar bem. Para participar e se divertir no baile, levante, dance e pronto.

Lembre-se que é o segundo rato que come o queijo – o primeiro fica preso na ratoeira. Saiba esperar.

Se tudo parecer estar vindo na sua direção, provavelmente você está no lado errado da estrada.

Podemos aprender muito com uma caixa de lápis de cor. Alguns têm pontas aguçadas, alguns têm formas bonitas e alguns são sem graça. Alguns têm nomes estranhos e todos são de cores diferentes, mas todos são lápis e precisam viver na mesma caixa.

Não perca tempo odiando alguém, remoendo ofensas e pensando em vingança. Enquanto você faz isso a pessoa está vivendo bem feliz e você é quem se sente mal e tem o gosto amargo na boca.

Quanto mais alta é a montanha mais difícil é a escalada. Poucos conseguem chegar ao topo, mas são eles que admiram a paisagem do alto e fazem as fotos que você admira dizendo “queria ter estado lá”.

Uma pessoa realmente feliz é aquela que segue devagar pela estrada da vida, desfrutando o cenário, parando nos pontos mais interessantes e descobrindo atalhos para lugares maravilhosos que poucos conhecem.

“Portanto, antes de voltarem para casa, depositem suas cargas de trabalho ou as cargas da vida no chão. Não carreguem isso para suas casas. Amanhã é um novo dia e vocês poderão voltar e pegá-las; porém, com mais tranquilidade.”

“Vivam bem as suas vidas; neste mundo vocês a terão somente uma única vez.”

Don’t Worry; Be Happy – Bobby McFerrin