Educação sexual nas escolas para crianças a partir dos 7 anos
No Fanstástico de 31/01/2010 foi suscitada uma questão de suma importância: educação sexual nas escolas para crianças a partir dos 7 anos.
Esse debate veio à tona principalmente porque o governo britânico passou a obrigar as escolas a dar aulas de educação sexual para crianças a partir dos 7 anos de idade. Leia um trecho da matéria veiculada no Fantástico:
Uma criança de 7 anos deve aprender na escola como são formados os óvulos e os espermatozóides?
E mais do que isso: nessa idade, ela pode receber informações sobre abuso sexual, emocional e violência doméstica?
O governo britânico acha que sim. A partir do ano que vem, todas as escolas britânicas vão ser obrigadas a dar aulas de educação sexual para crianças com 7 anos de idade.
Os objetivos são evitar o abuso sexual infantil e diminuir o índice de gravidez na adolescência.
Lisa Hallgarten, especialista em treinamento de professores, diz que na Holanda, onde a educação sexual começa mais cedo ainda, a partir dos 5 anos, esses índices são baixíssimos. Enquanto os ingleses, que começam a receber educação sexual aos 16 anos, têm o maior número de casos de gravidez na adolescência de toda a Europa.
É uma questão polêmica e que deixa confusa a cabeça de muitos pais. A pergunta que fica é se existe uma idade certa para começar a aprender educação sexual. Que cada um reflita…
Eu, Cirilo, penso desde há muito que a educação sexual deve começar cedo, em casa. E estender isso às escolas, vez que é o segundo maior local de formação do conhecimento de uma criança.
Sei que os mais pudicos e conservadores talvez pensem “Ah, meu filho é tão novinho.” ou “Ah, minha filha ainda vai demorar muito para pensar nessas coisas…”, etc. Mas o que a maioria de nós adultos não percebe é que as crianças evoluem cada vez mais rapidamente; que têm acesso a mais informações dia após dia, quer seja por meio de internet ou amigos.
Refletindo sobre a polêmica, lembrei de uma cena passada na última semana, num consultório. Estava esperando uma consulta e havia outras pessoas, dentre elas um casal com um filho de 4 anos. Começamos a conversar, eu e o casal, e de repente a criança olhou para o pai e fez uma pergunta inusitada: “Papai, como eu fui feito?” O pai não soube responder. A criança insistiu. O pai desconversou, deu aquela saída de emergência e despistou a atenção do filho. E a criança ficou sem saber “como foi feita”…
As crianças têm sedo de conhecimento e precisam ter acesso a ele. Afinal, quantos não passam maus bocados por pura e simples ignorância, desconhecimento?
Se os pais não querem, não têm tempo ou simplesmente não sabem educar sexualmente seus filhos, por que não dar essa incubência a educadores profissionais nas escolas já a partir dos 7 anos? Como viram na matéria, na Holanda é a partir dos 5 anos e os índices de gravidez na adolescência são baixíssimos.
Eu, particularmente, apoio totalmente essa ideia, desde que se tenha cuidado com o que será ensinado. Afinal, o ensino deve ser gradativo, com o passar dos anos, obviamente. E vocês, o que pensam a respeito?
Estive um tanto quanto ocupado nos últimos dias e por isso a minha quase total ausência aqui no
Emilio Pericoli – Al Di La
Assimilar tudo que emana do mestre, porque é através dele que nasce e floresce o ideal e se desenvolve a cultura, como complemento da educação inicial da vida. A humanidade inteira tem carências de bons professores, que não se limitam apenas a transmitir conhecimentos, acontecimentos históricos, fórmulas matemáticas ou as maravilhas do pensamento humano, envoltos em embalagens concentradas.
Em um mundo de tantas mudanças, pressões, cobranças de resultados, precisamos respeitar nossos princípios. Nossos valores devem ser sólidos e não podem ficar abalados por nenhum dinheiro deste mundo. E os princípios exigem clareza e coerência. As pessoas que têm princípios ambíguos e flexíveis acabam fragilizando sua dignidade.
Eu já cansei do sensacionalismo da mídia em torno do caso da menina Eloá, morta pelo ex-namorado Lindemberg; mas tudo serve de experiência e é preciso tirar certas lições do que ocorre em nossas vidas (ou na dos outros) e refletirmos para quem sabe evitar futuras tragédias. Recebi por e-mail um reflexão interessante e colocarei aqui para vocês com algumas adaptações e alterações para melhor se coadunar com meus pensamentos.
Meu amigo Márcio Rocha enviou-me um e-mail que me fez refletir bastante sobre o poder da ação não-violenta e seu papel na educação dos filhos. Não tenho filhos ainda, mas quando tiver certamente me lembrarei dos ensinamentos contidos no texto enviado pelo Márcio e que agora compartilho com todos vocês. Alguns talvez o conheça, talvez já tenham lido em algum lugar, mas nunca é demais relembrar uma mensagem como esta.
É comum, em nossos dias, ouvirmos reclamações por parte de pessoas que se sentiram desrespeitadas em seus direitos.








