Sep82010

Sobre poeira e teias de aranha…

Você notou que não publico nada no blog há 43 dias?

Você está cansado de ver isso aqui cheio de poeira e teias de aranha?

Você já estava surtando, com uma tremenda crise de abstinência, pela falta de novos posts?

NÃO SE DESESPERE!!! SEUS PROBLEMAS ACABARAM!!! MUITO EM BREVE!!! JÁ JÁ!!! LOGO MAIS!!! DAQUI A POUCO!!! NO AR E A TODO VAPOR!!!

O melhor, maior e mais visitado blog de reflexões, comportamento e auto-ajuda.

Ele!!! Ele mesmo: SIMPLES COISAS DA VIDA!!!

Não perca!!! Porque o que você lê aqui pode mudar toda sua vida!!!

May122010

Até quando você vai ficar sem fazer nada?

Maiakovski, poeta russo “suicidado” após a revolução de Lenin, escreveu ainda no início do século XX:

Na primeira noite, eles se aproximam e colhem uma flor de nosso jardim. E não dizemos nada.

Na segunda noite, já não se escondem, pisam as flores, matam nosso cão. E não dizemos nada.

Até que um dia, o mais frágil deles, entra sozinho em nossa casa, rouba-nos a lua, e, conhecendo nosso medo, arranca-nos a voz da garganta. E porque não dissemos nada, já não podemos dizer nada.

Depois de Maiakovski, Bertold Brecht (1898-1956) escreveu:

Primeiro levaram os negros
Mas não me importei com isso
Eu não era negro

Em seguida levaram alguns operários
Mas não me importei com isso
Eu também não era operário

Depois prenderam os miseráveis
Mas não me importei com isso
Porque eu não sou miserável

Depois agarraram uns desempregados
Mas como tenho meu emprego
Também não me importei

Agora estão me levando
Mas já é tarde.
Como eu não me importei com ninguém
Ninguém se importa comigo.

Depois de um tempo, Martin Niemöller, símbolo da resistência aos nazistas, escreveu também:

Um dia vieram e levaram meu vizinho que era judeu.
Como não sou judeu, não me incomodei.

No dia seguinte, vieram e levaram meu outro vizinho que era comunista.
Como não sou comunista, não me incomodei.

No terceiro dia vieram e levaram meu vizinho católico.
Como não sou católico, não me incomodei.

No quarto dia, vieram e me levaram;
já não havia mais ninguém para reclamar…

Mais recentemente, em 2007, foi a vez de Cláudio Humberto:

Primeiro eles roubaram nos sinais, mas não fui eu a vítima.

Depois incendiaram os ônibus, mas eu não estava neles.

Depois fecharam ruas, onde não moro.

Fecharam então o portão da favela, que não habito.

Em seguida arrastaram até a morte uma criança, que não era meu filho…

Há cem anos Maiakovski lançou esse grito, essa denúncia, e outros lhe fizeram eco.

Incrível é que, após mais de cem anos, ainda nos encontremos tão desamparados, inertes e submetidos aos caprichos da ruína moral dos poderes governantes que vampirizam o erário, aniquilam as instituições, aumentam a desigualdade social com políticas públicas que ajudam muito pouco e deixam aos cidadãos os ossos roídos e o direito ao silêncio: porque a palavra, há muito, se tornou inútil…

E preciso, portanto, continuar gritando, denunciando, porque muitos ainda não ouviram.

Por fim só uma pergunta: E você, até quando vai ficar sem fazer nada?

Oct72009

Prejudicados porque são pobres, não porque são negros.

racismoSempre questionei o “sistema de cotas” para negros. Acho de um racismo e preconceito sem igual. E estava pensando a respeito, quando lembrei de um texto escrito pela professora, jornalista, ex-deputada federal constituinte, secretária de Serviços Sociais no governo Carlos Lacerda, fundadora e ex-presidente do BNH no governo Castelo Branco, Sandra Cavalcanti. Publico-o aqui para compartilhar com vocês e mostrar o que penso a respeito. Afinal, não há nada no “Simples Coisas da Vida” que não consubstancie os meus pensamentos, quer tenha sido escrito por mim ou por outra pessoa. Ei-lo:

“Entre as lembranças de minha vida, destaco a alegria de lecionar Português e Literatura no Instituto de Educação, no Rio. Começávamos nossa lida, pontualmente, às 7h15. Sala cheia, as alunas de blusa branca engomada, saia azul, cabelos arrumados. Eram jovens de todas as camadas. Filhas de profissionais liberais, de militares, de professores, de empresários, de modestíssimos comerciários e bancários. Elas compunham um quadro muito equilibrado. Negras, mulatas, bem escuras ou claras, judias, filhas de libaneses e turcos, algumas com ascendência japonesa e várias nortistas com a inconfundível mistura de sangue indígena. As brancas também eram diferentes. Umas tinham ares lusos, outras pareciam italianas. Enfim, um pequeno Brasil em cada sala. Todas estavam ali por mérito!

O concurso para entrar no Instituto de Educação era famoso pelo rigor e pelo alto nível de exigências. Na verdade, era um concurso para a carreira de magistério do primeiro grau, com nomeação garantida ao fim dos sete anos.

Nunca, jamais, em qualquer tempo, alguma delas teve esse direito, conseguido por mérito, contestado por conta da cor de sua pele! Essa estapafúrdia discriminação nunca passou pela cabeça de nenhum político, nem mesmo quando o País viveu os difíceis tempos do governo autoritário. Estes dias compareci aos festejos de uma de minhas turmas, numa linda missa na antiga Sé, já completamente restaurada e deslumbrante. Eram os 50 anos da formatura delas! Lá estavam as minhas normalistas, agora alegres senhoras, muitas vovós, algumas aposentadas, outras ainda não. Lá estavam elas, muito felizes. Lindas mulatas de olhos verdes. Brancas de cabelos pintados de louro. Negras elegantérrimas, esguias e belas.Judias com aquele ruivo típico. E as nortistas, com seu jeito de índias. Na minha opinião, as mais bem conservadas.

Lá pelas tantas, a conversa recaiu sobre essa escandalosa mania de cotas raciais.Todas contra! Como experimentadas professoras, fizeram a análise certa. Estabelecer igualdade com base na cor da pele? A raiz do problema é bem outra. Onde é que já se viu isso? Se melhorassem de fato as condições de trabalho do ensino de primeiro e segundo graus na rede pública, ninguém estaria pleiteando esse absurdo.

Uma das minhas alunas hoje é titular na UERJ. Outra é desembargadora. Várias são ainda diretoras de escola. Duas promotoras. As cores, muitas. As brancas não parecem arianas. Nem se pode dizer que todas as mulatas são negras. Afinal, o Brasil é assim. A nossa mestiçagem aconteceu. O País não tem dialetos, falamos todos a mesma língua. Não há repressão religiosa. A Constituição determina que todos são iguais perante a lei, sem distinção de nenhuma natureza! Portanto, é inconstitucional querer separar brasileiros pela cor da pele. Isso é racismo! E racismo é crime inafiançável e imprescritível.

Perguntei: qual é o problema, então? É simples, mas é difícil. A população pobre do País não está tendo governos capazes de diminuir a distância econômica entre ela e os mais ricos. Com isso se instala a desigualdade na hora da largada. Os mais ricos estudam em colégios particulares caros. Fazem cursinhos caros. Passam nos vestibulares para as universidades públicas e estudam de graça, isto é, à custa dos impostos pagos pelos brasileiros, ricos e pobres. Os mais pobres estudam em escolas públicas, sempre tratadas como investimentos secundários, mal instaladas, mal equipadas, mal cuidadas, com magistério mal pago e sem estímulos. Quem viveu no governo Carlos Lacerda se lembra ainda de como o magistério público do ensino básico era bem considerado, respeitado e remunerado.

Hoje, com a cidade do Rio de Janeiro devastada após a administração de Leonel Brizola, com suas favelas e seus moradores entregues ao tráfico e à corrupção, e com a visão equivocada de que um sistema de ensino depende de prédios e de arquitetos, nunca a educação dos mais pobres caiu a um nível tão baixo. Achar que os únicos prejudicados por esta visão populista do processo educativo são os negros é uma farsa. Não é verdade.

Todos os pobres são prejudicados: os brancos pobres, os negros pobres, os mulatos pobres, os judeus pobres, os índios pobres!

Quem quiser sanar esta injustiça deve pensar na população pobre do País, não na cor da pele dos alunos. Tratem de investir de verdade no ensino público básico. Melhorar o nível do magistério. Retornar aos cursos normais. Acabar com essa história de exigir diploma de curso de Pedagogia para ensinar no primeiro grau. Pagar de forma justa aos professores, de acordo com o grau de dificuldades reais que eles têm de enfrentar para dar as suas aulas. Nada pode ser sovieticamente uniformizado. Não dá.

Para aflição nossa, o projeto que o Senado vai discutir é um barbaridade do ponto de vista constitucional, além de errar o alvo. Se desejam que os alunos pobres, de todos os matizes, disputem em condições de igualdade com os ricos, melhorem a qualidade do ensino público. Economizem os gastos em propaganda. Cortem as mordomias federais, as estaduais e as municipais. Impeçam a corrupção. Invistam nos professores e nas escolas públicas de ensino básico.

O exemplo do esporte está aí: já viram algum jovem atleta, corredor, negro ou não, bem alimentado, bem treinado e bem qualificado, precisar que lhe dêem distâncias menores e coloquem a fita de chegada mais perto? É claro que não. É na largada que se consagra a igualdade. Os pobres precisam de igualdade de condições na largada. Foi isso o que as minhas normalistas me disseram na festa dos seus 50 anos de magistério! Com elas, foi assim.”

***

Concordo plenamente. É na largada que se consagra a igualdade, na base, na educação, na oportunidade…

Michael Jackson – Black or White

Aug242009

Cuidado com o que falares em Portugal

Na capa do livro “Quem ama, educa”, do doutor Içami Tiba, aparece escrito:”Traduzido para Itália, Espanha e Portugal”. E muita gente estranhou. “Como assim o livro foi traduzido do português para o português?”. Ora, pois foi. A verdade é que o jeito brasileiro de escrever e falar vem se afastando da castiça língua portuguesa. Alguns exemplos de palavras que não têm mais nada a ver…

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Diferenças à parte, quem for a Portugal não deve deixar de provar um delicioso tira-gosto:uma rica porção de bacalhau, cru e desfiado. Nem deve se apoquentar se o empregado da mesa (vulgo garçom) gritar bem alto: “Uma punheta para a mesa oito!”.

Lembrando também que a região glútea (bunda) lá se chama cu. Assim, quando a mãe diz que vai aplicar uma injeção na nádega do rapaz diz: “Vou aplicar uma pica no cu do puto”.

Se for uma palmada numa criança fala: “Meto-te cinco dedos no cu, canalha”.

E o pessoal preocupado com o trema, hífen…

*Dica recebida por e-mail

Jun302009

Sem photoshop fica difícil…

Recebi um e-mail da amiga Yvonne Dimanche e resolvi fazer um post aqui sobre a beleza que a mídia tenta impor às mulheres. Será mesmo que as celebridades são diferentes de vocês, “mulheres normais”? São elas especiais ou a mágica fica por conta do photoshop? Será que só mulheres comuns têm celulite, culote e outros “defeitos” corporais como as famosas “pernas afastadas”? Vejamos…

Britney Spears (27 anos)
Por que é conhecida: Princesinha Pop, cantora que vendeu mais de 90 milhões de discos.

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Cindy Crawford (43 anos)
Por que é conhecida: Primeira supermodelo a posar para Playboy, estrelou várias capas de revistas e a pinta que é sua marca registrada.

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Tara Reid (33 anos)
Por que é conhecida: American Pie.

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Elle Macpherson (44 anos)
Por que é conhecida: Conhecida no meio das modelos como O CORPO (por suas medidas perfeitas)

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Kirsten Dunst (26 anos)
Por que é conhecida: Atriz, Estrelou Homem-Aranha

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Jennifer Lopez 39 anos)
Por que é conhecida: Atriz e cantora

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Liz Hurley(43 anos)
Por que é conhecida: Foi casada com Hugh Grant (87-00) e estrelou Austin Powers(97-99)

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Mischa Barton(22 anos)
Por que é conhecida: Interpetrou Marisa Cooper na série “The OC”

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Eva Longoria(33 anos)
Por que é conhecida: Da série “Desperate Housewives”

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Estão sentindo falta de uma Brazuca? Ok…

Andressa Soares
Por que é conhecida: Mulher Melancia

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Estão vendo?
Podem relaxar… não são só vocês não!
Tenham atitude! Sejam vocês acima de quem quer que seja…

Porque no fundo todos somos iguais: todos nós, seres humanos, temos defeitos, imperfeições.
No caso das mulheres… Todas elas têm uma celulite aqui, um culote ali, etc. É genético!
Por isso eu digo que cuidar do corpo é importante, mas tornar-se escravo da beleza idealizada nas revistas é perda de tempo. Elas só mostram vocês como pessoas feias – o que não são!
O segredo é alimentar-se bem, dormir ao menos 8 horas por dia e praticar exercícios físicos regularmente (incluindo sexo gostoso) – fazer amor pooooode!
Até porque no fim das contas a beleza mais marcante é a que exala de dentro da gente quando estamos felizes, de bem com a vida e conosco.

Jun182009

Doação de Medula Óssea – Você pode salvar muitas vidas

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Sou Juliana Lopes de Oliveira, advogada, professora universitária, casada com Renato e mãe de Lucca. No dia 03 de abril deste ano, num exame de rotina, descobri que estou com leucemia. Desde então estou lutando pela minha cura. Infelizmente o tratamento através da quimioterapia não teve o resultado esperado e hoje minha maior esperança é o transplante de medula óssea.

É muito difícil a busca por um doador compatível. Quanto maior o número de doadores cadastrados no REDOME – Registro de Doadores de Medula Óssea, maior será a minha chance, como também a de outros.

O exame é muito simples. Basta colher uma pequena amostra de sangue do braço.

Aqui em Recife, o exame é feito na Clínica HLA Diagnósticos Ltda., Rua Gonçalves Maia, número 116, Boa Vista. Fica ao lado do Consulado Americano.

O procedimento do transplante também não é complicado. O doador recebe uma anestesia. Depois é retirado uma quantidade de medula óssea por meio de uma injeção especial. Provavelmente no outro dia o doador é liberado para casa. Não é um procedimento cirúrgico.

Se você não salvar a minha vida, possivelmente salvará a de outra pessoa que precise. O importante é ajudar e salvar a vida de alguém.

Conto com a solidariedade de todos.

O apelo acima, de Juliana Lopes de Oliveira, é o mesmo de tantas outras pessoas que necessitam urgentemente de um transplante de medula óssea, como Aline Coelho e Lívia Reyes.

E nesta sexta-feira, dia 19 de junho, haverá um mutirão de testes de compatibilidade, conforme matéria veiculada ontem pelo jornal Diário de Pernambuco. O mutirão será realizado a partir das 13h30, no Laboratório HLA Diagnósticos, que fica na rua Gonçalves Maia, número 116, ao lado do Consulado Americano. É lá que os amigos e familiares de Aline, Juliana e Lívia estarão, portando faixas e camisetas, para receber os doadores. Tudo que precisa ser feito é a coleta de 5ml de sangue e o preenchimento de uma ficha cadastral que ficará arquivada no REDOME – Registro de Doadores de Medula Óssea. A partir daí, testes de compatibilidade serão feitos e a pessoa poderá ser chamada a qualquer momento para realizar a doação para qualquer um que necessite.

É simples, fácil, rápido, indolor e não custará nada para você. Mas para quem precisa pode fazer a diferença entre a vida e a morte, entre viver e morrer.

Pense nisso. Você doa um pouco de medula óssea e salva uma vida. No mínimo é uma ação que não passará desapercebida do Cara lá de cima.

Obs: Peço, a propósito, que recomende esse post a todos, quer seja através de seu blog, e-mail, twitter ou qualquer outra forma de comunicação. Amanhã o necessitado pode ser você ou alguém muito próximo.

Para maiores informações:

HLA Diagnósticos Ltda
Tel/Fax: (81) 3421.3387
Tel/Fax: (81) 3423.5156
hla@hladiagnostico.com.br

REDOME:
Tel: (21) 3970.4100
redome@inca.gov.br

HEMOPE – Centro de Hematologia de Pernambuco
Tel: (81) 3416.5430 / (81) 3421.6063

Mar52009

Arnaldo Jabor fala sobre excomunhão em Olinda

arnaldo_jaborLá do fundo da idade média, esse arcebispo declarou: “A lei de Deus está acima de qualquer lei humana”.

Mas quem fez as leis de Deus senão homens, como bispos e papas…

Foi uma lei de Deus como quando queimaram mulheres vivas como a Santa Joana D’Arc?

Esse pensamento dogmático, inquisitorial, só afasta a igreja católica do mundo moderno.

Nós tivemos papas progressistas e bons, como João XXIII ou João Paulo II, que era conservador, mas amava os desvalidos.

Logo agora que a história está tão cruel, agora que os homens precisam de uma religião protetora, agora que precisávamos da doçura da igreja, temos os olhos frios de Bento XVI.

Daí o sucesso de exploradores dos pobres, como tantos bancos de dízimos, os supermercados da fé…

A igreja é contra anticoncepcionais, é contra o homossexualismo, é desatenta para tantos casos de pedofilia que surgiram entre padres, assim como foi vacilante no caso daquele bispo que disse outro dia que não houve holocausto de judeus.

Os excomungados de Olinda não devem ter medo. Deus está vendo e está com eles.

Certamente não está com esse inquisidor, o arcebispo José Cardoso Sobrinho.

Fonte: Jornal da Globo

*****

Sou contra o aborto, mas entendo que há casos extremos, como esse da menina de 9 anos estuprada pelo padrastro e grávida de gêmeos (ou gémeos), em que entendo ser mais viável o abortamento. Não apenas porque a lei permita o aborto quando a gravidez resultar de estupro ou oferecer grave risco à gestante, mas por ponderar as mínimas consequências de todo o acontecimento.

Portanto, avalizo as palavras de Arnaldo Jabor: Os excomungados não devem ter medo. Deus tudo vê e está com eles; não com esse inquisidor, o arcebispo de Recife e Olinda José Cardoso Sobrinho.

Feb22009

Saiba identificar seu cliente

fonteÉ fundamental saber identificar seu cliente ou, em um sentido mais amplo, a pessoa para a qual você pretende vender algo ou alguma idéia.

Isso se você for uma pessoa séria; não como tantas outras que vivem querendo “empurrar” tudo forçadamente.

Pensei nisso dia desses, enquanto relia um livro que amo e que sempre o vejo com novo olhar ao relê-lo mais uma vez: O Pequeno Príncipe. Repare no Capítulo 23, transcrito abaixo:

- Bom dia, disse o principezinho.

- Bom dia, disse o vendedor.

Era um vendedor de pílulas aperfeiçoadas que aplacavam a sede. Toma-se uma por semana e não é mais preciso beber.

- Por que vendes isso? perguntou o principezinho.

- É uma grande economia de tempo, disse o vendedor. Os peritos calcularam. A gente ganha cinquenta e três minutos por semana.

- E o que se faz, então, com os cinquenta e três minutos?

- O que a gente quiser…

“Eu, pensou o principezinho, se tivesse cinquenta e três minutos para gastar, iria caminhando passo a passo, mãos no bolso, na direção de uma fonte…”

Prestou bastante atenção? Leu mesmo ou apenas fez exercício de leitura?

Esse trecho do livro não serve apenas para vendedores profissionais, que fazem das vendas seu ofício diário, mas para todas as pessoas que interagem com outras todos os dias.

Como eu disse anteriormente, é de suma importância saber identificar o cliente ou, em um sentido mais amplo, a pessoa para a qual você vende algo ou alguma idéia. É necessário procurar saber previamente o que a interessa, para não correr o risco de oferecer, por exemplo, carne a um vegetariano ou uma pílula que faça não ter mais sede alguém que tem prazer em beber água…

Alanis Morissette – You Oughta Know

Oct232008

Ei, você aí, me dá um dinheiro aí.

“Vou fazer um slideshow para você.
Está preparado? É comum, você já viu essas imagens antes. Quem sabe até já se acostumou com elas. Começa com aquelas crianças famintas da África. Aquelas com os ossos visíveis por baixo da pele. Aquelas com moscas nos olhos.
Os slides se sucedem.
Êxodos de populações inteiras.
Gente faminta.
Gente pobre.
Gente sem futuro.
Durante décadas, vimos essas imagens.
No Discovery Channel, na National Geographic, nos concursos de foto.
Algumas viraram até objetos de arte, em livros de fotógrafos renomados.
São imagens de miséria que comovem.
São imagens que criam plataformas de governo.
Criam ONGs.
Criam entidades.
Criam movimentos sociais.
A miséria pelo mundo, seja em Uganda ou no Ceará, na Índia ou em Bogotá sensibiliza.
Ano após ano, discutiu-se o que fazer.
Anos de pressão para sensibilizar uma infinidade de líderes que se sucederam nas nações mais poderosas do planeta.
Dizem que 40 bilhões de dólares seriam necessários para resolver o problema da fome no mundo.
Resolver, capicce?
Extinguir.
Não haveria mais nenhum menininho terrivelmente magro e sem futuro, em nenhum canto do planeta.
Não sei como calcularam este número.
Mas digamos que esteja subestimado.
Digamos que seja o dobro.
Ou o triplo.
Com 120 bilhões o mundo seria um lugar mais justo.
Não houve passeata, discurso político ou filosófico ou foto que sensibilizasse.
Não houve documentário, ong, lobby ou pressão que resolvesse.
Mas em uma semana, os mesmos líderes, as mesmas potências, tiraram da cartola 2.2 trilhões de dólares (700 bi nos EUA, 1.5 tri na Europa) para salvar da fome quem já estava de barriga cheia.”

*texto escrito pelo Neto e publicado originalmente no Update or Die.

Parece-me com aquela velha história de que quando não se quer, qualquer desculpa serve.
Só falta dinheiro para o que não se tem interesse.

Hanging in the balance – Transatlantic

Sep162008

Só tem link aqui se tiver link aí

Só tem link aqui se tiver link aí.*

Explico… Todos os blogs que visito estão salvos nos meus favoritos e nos meus feeds. Então nem tenho necessidade de linkar nenhum outro blog aqui no meu. Faço com o objetivo puro de divulgação – porque gosto do conteúdo, mas principalmente porque gosto do blogueiro ou da blogueira. É isso mesmo: o blog pode até ser uma merda a meus olhos (gosto é assim: cada um tem o seu), mas se eu gostar do blogueiro ou da blogueira eu linko. Ou melhor, linkava. A partir de hoje só terá link no blogroll do “www.cirilovelosomoraes.com.br” se eu gostar do conteúdo ou se gostar do blogueiro ou da blogueira e (reparem bem no aditivo “e”) no blog dele ou dela tiver um link apontando para .

Porra! Não ganho nada com o blog (ao contrário, pago mais de 300 reais pela hospedagem e domínio próprio); aqui não tem um monte de anúncio chato tipo adsense do google, submarino, buscapé, mercado livre, americanas, santinhos e o caralho a quatro que ficam poluindo a visão do visitante como que implorando para você clicar e gerar uma grana para o dono do blog; e nem um link de reciprocidade? Aqui não tem caridade não! Quem dá água de graça é coco. Bonzinho o tempo todo é Jesus Cristo. Eu não! Todos tem seu preço (nem venha com conversa fiada que eu digo logo: “Mentira!”) – o meu apenas não é mensurável em dinheiro. Meu interesse não é ficar rico com anúncios, nem figurar nas inúmeras listas de blogueiros famosos, mas tão somente interagir com outras pessoas, discutir idéias, agregar conhecimento, compartilhar informações, etc.

E antes que alguém diga “Ah, Cirilo, mas…”: Mas porra nenhuma. Essa merda é minha e faço o que quiser. É como no twitter: pra que seguir uma pessoa que não te segue? Estenderei essa regra pra lá também! Assim que eu aprender a mexer naquilo direito.

*Eu mesmo mode on

Bichos Escrotos – Titãs