May72012

Como Deus diria o “Pai Nosso”? Ou melhor, o “Filho Meu”.

Já pensou como Deus diria o “PAI NOSSO”?, ou melhor… o “FILHO MEU”.

Filho meu, que estás na terra e te sentes preocupado, confuso, desorientado, só, triste e angustiado…

Eu conheço perfeitamente o teu nome e o pronuncio bendizendo-o, porque te amo e te aceito assim como és.

Construiremos juntos o meu Reino, do qual tu és meu herdeiro e não estarás sozinho, pois Eu estou em ti, assim como tu estás em Mim.

Desejo que tu faças sempre a Minha vontade, porque a Minha vontade é que tu sejas humanamente feliz.

Terás o pão de cada dia… Não te preocupes.

Entretanto, lembra-te: não é somente teu; peço a ti que o divida sempre com o teu próximo. Lembra-te também que dou a ti, pois confio e sei que tu sabes que é para ti e para todos os teus irmãos… Compartilha com eles.

Perdoo sempre as tuas ofensas. Aliás, absolvo-te antes mesmo que as cometa. Sei que as cometerás, mas também sei que às vezes é o único modo que tens para aprender, crescer e aproximar-te de Mim.

Peço-te somente que da mesma forma perdoes a ti mesmo e àqueles que te ferem.

Sei que terás tentações e Estou certo que as superarás.

Segura a minha mão, agarra-te sempre em Mim e Eu te darei o discernimento e a força para que te livres do mal.

Somente por Mim poderás alcançá-la, porque Eu sou o amor e a paz… a verdade… o caminho… e a vida.

Amém.

a.d.

Deus te quer sorrindo – Pe. Fábio de Melo

Dec212010

Presente de Natal

Era noite. Nas ruas havia luzes por todos os lados. Estavam enfeitadas por ocasião do natal.

Caminhei um dia inteiro pelas grandes ruas da maior cidade do país e a quarta maior de todo o mundo.

Conheci mercados, lojas, museus, avenidas, vi a vida passando rápido nos passos de quem caminhava, quase correndo, para encontrar o tempo perdido e o tempo corria para encontrar o seu fim e as pessoas desejando que ele pudesse durar mais do que realmente ele dura.

Meu olhar passeava calmo por essas pessoas, que sem descanso corriam atrás do pouco tempo que têm aqui nessa terra. Elas não percebem que na realidade não possuem o tempo necessário para observar sua vida correndo por esse mesmo relógio que sempre marca mais e nunca menos, o relógio da vida. Vão em busca de coisas efêmeras…

Depois de caminhar esse dia inteiro, encontrei um banco de madeira que a meus olhos pareceu o lugar mais confortável do mundo! Naquele exato momento, tive tempo então para sentar, olhar as fotos do divertido dia e observar mais um pouco.

Eu estava em São Paulo, mais precisamente na Rua Oscar Freire, no metro quadrado mais caro do país.

Foi quando o vi, tinha mais ou menos 1,5 metro, cabelo rente com a cabeça, pele morena, mãos gordinhas, olhar vago e triste e os pés… Esse era Kaique que tinha aproximadamente uns 11 anos, olhava as lojas do outro lado da rua, acompanhado de sua caixa na qual estava escrito: “Trampo” honesto. E como era desonesto para Kaique aquele trampo que abocanhava sua infância.

Atravessou a rua, foi quando encontrou um daqueles homens que correm contra o tempo e que o tempo corre ainda contra ele. O homem, vendo minha câmera, se apressou em correr à loja e trocou várias moedas para entregá-las ao pequeno Kaique e, assim, amenizar sua consciência e redimir o tempo que não tem para observar os que nada têm; é difícil enxergar profundamente nesses tempos corridos…

Não fotografei mais; a cena era de uma indelicadeza pesada para que eu perpetuasse aquela visão pela eternidade… uma eternidade é muito tempo…

Foi então que eu pude conhecer finalmente o Kaique. Era engraxate, com suas pequenas mãos gordinhas tentava de alguma forma ajudar aos demais irmãos menores a manter-se vivos numa vida bem sofrida. Todos os irmãos tinham nomes que começavam com K, me contou de seus dias na rua, mas não sabia que aquela rua em que estava era uma das ruas mais caras do mundo; só sabia mesmo explicar o que era preconceito:

- Na rua eu sofro muito preconceito

- E o que é preconceito Kaique?

- Preconceito é quando as pessoas olham para mim e fingem não me ver.

Não tive mais palavras, ele sabia bem do que estava falando.

Foi quando então, depois de um dia inteirinho à procura, finalmente encontrei meu presente de natal! Pedi ao Kaique se poderia tirar uma foto e ele consentiu.

Um amigo, perguntou então o que ele queria naquele dia e ele pediu apenas o que precisava:

- Quero uma sandália nova!

Encontrei meu presente nos pés de um menino cansado de preconceito, um presente que dinheiro nenhum poderia me dar, encontrei Jesus novamente ali, naquela fala e no sorriso de uma criança que ganhou apenas o que precisava, nada mais e nada menos.

Encontrei um presente que não há dinheiro que compre, aprendi que tenho mais do que preciso e que só preciso exatamente daquilo que tenho, de nada além, de nada mais.

Aprendi que tenho muito a fazer, protestar por um mundo mais justo, pela construção de um Reino que é “agora, mas ainda não”, um Reino construído em cima de pilares de igualdade, fé, esperança e amor.

Esse foi o melhor presente de natal que eu ganhei em minha vida: aprender que tenho mais, muito mais do que eu poderia desejar.

Naquele dia, mais uma vez foi natal então. Jesus nasceu em meu coração e renasceu em mim a esperança de ver Kaiques fora das ruas, com pés limpos e corações cheios de sonhos!

Texto e foto por Amanda Oliveira

* * *

A autora, Amanda Oliveira, é amiga de um amigo meu, Artur Gueiros, e a história narrada acima é verídica e mostra o Natal de Cristo sem a fumaça do comércio e da televisão.

Que possa inspirar os corações de vocês como inspirou o meu.

Abraços fraternos.

Feliz Natal!

Cirilo Veloso Moraes

Happy Christmas – John Lennon

Jan22010

… por que duvidaste ao invés de confiar?

Alguns de vocês talvez conheçam essa cena do evangelho (Mateus 14, 31); outros não.

Ela retrata o momento em que Jesus anda sobre as águas e socorre o discípulo Pedro, que está desesperado afundando nas ondas agitadas.

O que aconteceu com Pedro?

Ele e os outros discípulos estavam numa barca atravessando para outra margem.

Jesus os vê na barca agitada pelo vento forte e vai ao encontro deles “caminhando sobre o mar”.

Pedro vendo Jesus, pede-lhe para ir até Ele.

“Vem”, diz Jesus.

Pedro sai do barco e vai andando…

Enquanto confia em Jesus, ele caminha sobre as águas!

Mas a “violência do vento redobrou”.

Pedro teve medo e afundou gritando: “Senhor, salva-me!”

“No mesmo instante, Jesus estendeu-lhe a mão, segurou-o e lhe disse: Homem de pouca fé, por que duvidaste?”

Ao gritar “Senhor”, Pedro afirma estar diante Daquele que tudo pode sobre terra, céu e mar. Ao gritar “salva-me”, afirma estar diante Daquele que é misericordioso, socorrendo a todos que Lhe pedem.

Pedro via acontecer isso…

Mesmo assim, Pedro teve medo e duvidou…

Na pergunta que fez a Pedro, o Senhor ensina que não basta ter confiança quando tudo está tranqüilo, mas manter a fé mesmo na tempestade.

Como, não raras vezes, muitos de nós se identificam com Pedro, não é mesmo?

Mas ele também nos ensina!

Ele mostra que o discípulo de Jesus não é aquele que nunca duvida, mas o que sempre volta a confiar.

Quantas vezes acontece coisa semelhante conosco…

Quando as ondas do mar da vida se agitam e parece que nosso barco vai virar, Ele diz “vem”, e até damos passos na sua direção. Mas de repente o vento sopra mais forte, as ondas dos problemas se agigantam… Sim… Clamamos por Jesus. E temos medo…

O medo nos paralisa. Impede de percebermos as mãos fortes de Jesus segurando a nossa para não afundarmos.

Mas é preciso que saibamos que as mãos de Jesus sempre lá estarão, onde delas necessitarmos.

Se estivermos afundando em mares bravios de problemas, mas reconhecermos que Jesus tudo pode e que acima da nossa pouca fé, está a Sua misericórdia infinita, basta gritarmos como Pedro: “Senhor, salva-me!”

Ele há de segurar nossa mão com a firmeza com que segurou a de Pedro.

E nos salvará…

Sempre!

Obrigado, Senhor…

a.d., com adaptações

* * *

Por que não algo para reforçar a nossa fé no primeiro post do ano?

Que neste ano que se inicia lembremos sempre do poder de Deus e confiemos sempre que Ele está conosco em todos os momentos de nossa vida.

E mesmo que venham noites traiçoeiras, dificuldades, tribulações, aquele que confia no senhor passa, supera todas essas dificuldades.

“E ainda se vier noites traiçoeiras, se a cruz pesada for, Cristo estará contigo. O Mundo pode até fazer você chorar, mas Deus te quer sorrindo.”

Pe. Marcelo Rossi – Noites Traiçoeiras

Apr202009

Julgamento na mesma medida

julgamento1Em uma conhecida passagem do evangelho, Jesus afirma que cada um será medido com a medida que aplicar aos outros.

Tem-se aí um princípio de justiça, já revelado no comando de amar ao próximo como a si mesmo.

Pelo mandamento do amor, surge o dever de tratar o semelhante como se gostaria de ser tratado, se estivesse em seu lugar.

A idéia básica é uma igualdade essencial entre todos os homens.

Embora diferentes pelas posições que ocupam na vida em sociedade, nenhum possui essência apartada da dos demais.

Evidentemente, há criaturas mais adiantadas, cuja bondade e sabedoria causam admiração.

Entretanto, na origem e no fim todos se aproximam.

Saídos da mais absoluta simplicidade chegarão à plenitude das virtudes angélicas.

Enquanto percorrem a longa jornada, devem se auxiliar mutuamente.

A lição cristã cinge-se basicamente à fraternidade.

É possível sofisticar o pensamento e encontrar detalhes preciosos nos ensinamentos do Cristo.

Mas é preciso cuidado para não esquecer o básico, nessa busca de detalhes, por valiosos que sejam.

O essencial reside em aprender a olhar o próximo como um semelhante, um irmão de caminhada.

Se ele se apresenta vicioso e de convívio pouco atrativo, nem por isso deixa de ser uma preciosa criatura de Deus.

Justamente perante os equivocados do mundo, convém refletir sobre a igualdade da medida.

À parte os Espíritos puros, que já percorreram todos os degraus da escala da evolução, os demais cometem erros.

Mesmo homens bem intencionados por vezes erram.

Não se trata de uma tragédia, na medida em que a vida propicia meios de reparar os estragos e seguir em frente.

Uma visão estreita da Divindade pode levar à concepção de que Ela sempre está a postos para punir suas criaturas.

Entretanto, não é assim.

As Leis Divinas encontram-se escritas na consciência de cada Espírito.

Elas visam à educação e à evolução dos seres, não a sua punição.

O rebote do desconforto que a violação da lei provoca destina-se a incentivar a retomada do caminho correto.

É possível ignorar os protestos da própria consciência um tempo, mas não indefinidamente.

Sempre surge o momento em que ela fala alto e atrai as experiências retificadoras do mal cometido.

Ocorre que o mesmo homem que encontra desculpas para seus equívocos, por vezes, é severo crítico do semelhante.

Ao assim agir, molda em seu íntimo um juiz implacável.

Quando chegar a sua hora de prestar contas dos próprios atos à eterna justiça, as medidas desse juiz severo é que lhe serão aplicadas.

Ciente disso, convém treinar um olhar indulgente para as falhas alheias.

Não se trata de tentar burlar a incidência da justiça divina, sempre perfeita.

Mas de não valorizar em excesso a sombra e a dor e de compreender a falibilidade natural do ser humano.

Pense nisso.

Momento espírita

*****

Na Bíblia Sagrada, em Mateus, capítulo 7, versículos 1 e 2, há os dizeres sobre a medida dos julgamentos, alertando para que nós seres humanos nunca esqueçamos de tratar com indulgência as falhas alheias:

“Não julgueis, para que não sejais julgados. Porque com o juízo com que julgais, sereis julgados; e com a medida com que medis vos medirão a vós.”

Isso me faz lembrar o pontual Dom Helder Câmara, quando dizia:

“Antes de clamar contra a maldade dos tempos e dos homens, examinas se estás sendo a luz que deves ser.”

Pense nisso.

Emmerson Nogueira – My Sweet Lord

Jun222005

Deus te quer sorrindo

jesus2.1.jpg

Jesus está aqui neste momento.
Sua presença é real em meu viver.
Entregue sua vida e seus problemas.
Fale com Deus! “Ele” vai ajudar você…

Deus te trouxe aqui
Para aliviar
Os teus sofrimentos…

É “Ele” o autor da fé,
Do princípio ao fim,
De todos os teus tormentos.

E ainda se vier
Noites Traiçoeiras.
Se a cruz pesada for,
Cristo estará contigo.
O mundo pode até fazer você chorar,
mas Deus te quer sorrindo.

Seja qual for os seu problema,
Fale com Deus! “Ele” vai ajudar você…
Após a dor vem sempre a alegria
Deus é amor; não te deixará sofrer…

Deus te trouxe aqui
Para aliviar
Os teus sofrimentos…

É “Ele” o autor da fé,
Do princípio ao fim,
De todos os teus tormentos.

E ainda se vier
Noites Traiçoeiras.
Se a cruz pesada for,
Cristo estará contigo.
O mundo pode até fazer você chorar,
mas Deus te quer sorrindo.

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Se você cair mil vezes, Deus vai te levantar mil e uma.

Porque pra Deus não importa quantas vezes você cai,

e sim quantas vezes você quer levantar.

Noites Traiçoeiras