Mar82012

Homenagem a todas as mulheres.

Poderia eu, Cirilo Veloso Moraes, dedicar uma música, declamar uma poesia, escrever um texto em homenagem a todas as mulheres, mas gostaria mesmo de simplesmente parabenizar uma a uma, olho no olho, dar um abraço, um aperto de mão, um xêro, um chocolate de lembrança.

Não posso fazer isso por todas, ante as barreiras geográficas da vida, mas fiz isso hoje aqui no trabalho, andar por andar, uma a uma, como que homenageando as milhares de mulheres do Mundo inteiro.

Meninas, parabéns por este dia, embora entenda que todos os dias do ano são de vocês; hoje é apenas a “data comemorativa”, o dia em que celebramos e agradecemos por existirem em nossas vidas. Feliz Dia Internacional da Mulher, neste 08 de março de 2012.

Minha homenagem sincera a cada uma de vocês.

Xêro bem grande e um abraço bem apertado.

Sep82009

Mulheres merecem os homens-merda que têm.

mulheresEstava sábado no Twitter, enquanto esperava amigos chegarem para uma farra aqui em casa e ouvi aquela música que diz “Você não vale nada, mas eu gosto de você. Você não vale nada, mas eu gosto de você.”.

Pensei: é brilhantemente verdadeira para algumas pessoas. Realmente me impressiona alguém gostar de quem “não vale nada”.

Ao ouvir a música em questão, lembrei de várias amigas. Alguns amigos até, mas principalmente amigas mulheres. Recentemente, inclusive, mais uma me surpreendeu. Explico: ela só se ferrava com homens-merda: os cafajestes que existem aos montes por aí. Eles ludibriavam, enganavam, enrolavam e ela caía… Chegou a quase cortar os próprios pulsos por causa de um. Felizmente consegui evitar antes do infortúnio.

Então que o tempo passa e a “sorte” dela muda, dá uma guinada, e ela encontra um cara realmente bacana. Começam a namorar, tudo vai bem. De repente ela termina.

O argumento? “Não estava preparada para um relacionamento”. Ah vá se fud*er!!! Tenho saco pra isso não.

Por isso eu digo: tenho amigas mulheres que merecem os homens-merda que têm.

Calcinha Preta – Você não vale nada, mas eu gosto de você

Jul92009

Mulheres Possíveis. A Miss Imperfeita.

Li recentemente um texto da Martha Medeiros, na Revista do Jornal O Globo, sobre o que seria uma vida interessante. Gostei muito e publico aqui para que mais pessoas possam ter acesso a ele. Afinal, quem não deseja ter uma vida interessante. A questão é descobrir o que isso é na verdade para você. Reflitamos…

viajarEu não sirvo de exemplo para nada, mas, se você quer saber se isso é possível, me ofereço como piloto de testes. Sou a Miss Imperfeita, muito prazer. A imperfeita que faz tudo o que precisa fazer, como boa profissional, mãe, filha e mulher que também sou: trabalho todos os dias, ganho minha grana, vou ao supermercado, decido o cardápio das refeições, cuido dos filhos, marido, telefono sempre para minha mãe, procuro minhas amigas, namoro, viajo, vou ao cinema, pago minhas contas, respondo a toneladas de e-mails, faço revisões no dentista, mamografia, caminho meia hora diariamente, compro flores para casa, providencio os consertos domésticos e ainda faço as unhas e depilação!

E, entre uma coisa e outra, leio livros.

Portanto, sou ocupada, mas não uma workholic.

Por mais disciplinada e responsável que eu seja, aprendi duas coisinhas que operam milagres.

Primeiro: a dizer NÃO.

Segundo: a não sentir um pingo de culpa por dizer NÃO. Culpa por nada, aliás.

Existe a Coca Zero, o Fome Zero, o Recruta Zero. Pois inclua na sua lista a Culpa Zero.

Quando você nasceu, nenhum profeta adentrou a sala da maternidade e lhe apontou o dedo dizendo que a partir daquele momento você seria modelo para os outros.

Seu pai e sua mãe, acredite, não tiveram essa expectativa: tudo o que desejaram é que você não chorasse muito durante as madrugadas e mamasse direitinho.

Você não é Nossa Senhora.

Você é, humildemente, uma mulher.

E, se não aprender a delegar, a priorizar e a se divertir, bye-bye vida interessante. Porque vida interessante não é ter a agenda lotada, não é ser sempre politicamente correta, não é topar qualquer projeto por dinheiro, não é atender a todos e criar para si a falsa impressão de ser indispensável. É ter tempo.

Tempo para fazer nada.

Tempo para fazer tudo.

Tempo para dançar sozinha na sala.

Tempo para bisbilhotar uma loja de discos.

Tempo para sumir dois dias com seu amor.

Três dias.

Cinco dias!

Tempo para uma massagem.

Tempo para ver a novela.

Tempo para receber aquela sua amiga que é consultora de produtos de beleza.

Tempo para fazer um trabalho voluntário.

Tempo para procurar um abajur novo para seu quarto.

Tempo para conhecer outras pessoas.

Voltar a estudar.

Para engravidar.

Tempo para escrever um livro que você nem sabe se um dia será editado.

Tempo, principalmente, para descobrir que você pode ser perfeitamente organizada e profissional sem deixar de existir.

Porque nossa existência não é contabilizada por um relógio de ponto ou pela quantidade de memorandos virtuais que atolam nossa caixa postal.

Existir, a que será que se destina?

Destina-se a ter o tempo a favor, e não contra.

A mulher moderna anda muito antiga. Acredita que, se não for super, se não for mega, se não for uma executiva ISO 9000, não será bem avaliada. Está tentando provar não-sei-o-quê para não-sei-quem.

Precisa respeitar o mosaico de si mesma, privilegiar cada pedacinho de si.

Se o trabalho é um pedação de sua vida, ótimo!

Nada é mais elegante, charmoso e inteligente do que ser independente.

Mulher que se sustenta fica muito mais sexy e muito mais livre para ir e vir. Desde que lembre de separar alguns bons momentos da semana para usufruir essa independência, senão é escravidão, a mesma que nos mantinha trancafiadas em casa, espiando a vida pela janela.

Desacelerar tem um custo. Talvez seja preciso esquecer a bolsa Prada, o hotel decorado pelo Philippe Starck e o batom da M.A.C.

Mas, se você precisa vender a alma ao diabo para ter tudo isso, francamente, está precisando rever seus valores.

E descobrir que uma bolsa de palha, uma pousadinha rústica à beira-mar e o rosto lavado (ok, esqueça o rosto lavado) podem ser prazeres cinco estrelas e nos dar uma nova perspectiva sobre o que é, afinal, uma vida interessante.

Djavan – Pétala