Apr172009

Os pensamentos do Marcelo Adnet

marceloadnetNão sei se todos conhecem, mas eu adoro os pensamentos do Marcelo Adnet, VJ da MTV, revelado através do programa “15 minutos”.

Dia desses ele estava falando sobre os animais de estimação e tocou no assunto dos donos de cachorro. Bando de idiotas, segundo ele.

Vivem dizendo aos seus bichos: “Senta!”, “Rola!”, “Finge de morto!”. Totalmente sem nexo.

Muito melhor seria dizer: “Lava a louça!”, “Liga a Tv!”, “Pega a baranga!”. rsrs

E os gatos… Todo vilão de filme tem um gato e aparece sentado numa cadeira acariciando o bichano e dando aquelas gargalhadas maléficas.

Gatos não gostam de você, e sim do conforto que você proporciona a eles.

E por que uma mulher vê um cara bonito e diz que ele é um gato? Da próxima vez que alguma mulher disser que você é um gato pergunte a ela: Por quê? “Por acaso eu mijo no seu sofá?” “Pulo do oitavo andar?” “Fico soltando pêlo por aí?”

Marcelo Adnet é mesmo uma figura sem noção. Será um gênio do humor ou apenas uma pessoa normal com pensamentos anormais?

A meu ver ele tem talento, sim, mas não raras vezes é só uma pessoa normal que expõe com maestria seus pensamentos anormais.

Adoniran Barbosa – Apaga o fogo mané

Mar172008

A cada manhã

a-cada-manha.jpg

A cada manhã…

uma zebra acorda e sabe que deve correr mais rápido do que o leão.

A cada manhã…

um leão acorda e sabe que deve correr mais rápido do que a zebra.

Leão ou zebra,

quando nasce o sol,

é hora de correr!

Aug132007

O Valor do Amanhã

past and futureSerá preferível viver o presente ou planejar o futuro? Viver intensamente o agora sem se preocupar com o depois ou se sacrificar hoje para garantir um futuro tranquilo?

Essa é a idéia do novo quadro, “O Valor do Amanhã”, iniciado ontem no programa “Fantástico” da Rede Globo de Televisão. Idéias do economista e filósofo Eduardo Gianetti para discutir o jogo entre presente e futuro, que todos nós somos obrigados a jogar, todos os dias, ainda quando não nos apercebemos disso.

Enquanto a formiga
carrega comida
para o formigueiro,
a cigarra canta,
canta o dia inteiro.
A formiga é só trabalho.
A cigarra é só cantiga.
Mas sem a cantiga
Da cigarra
Que distrai da fadiga,
Seria uma barra
O trabalho da formiga!

Penso que na verdade o mais importante seja equilibrar presente e futuro. Viver plena e intensamente o agora é fundamental, pois não temos nenhuma certeza se o amanhã irá chegar para nós. De qualquer forma, não podemos descuidar do futuro, de planejá-lo, para não sofrermos depois a consequência de nossa displicência. Não dá para ser só trabalho, como a formiga o faz, nem tampouco só cantiga, escolha irresponsável da cigarra. Precisamos estudar, sim, sempre e muito, trabalhar para conquistar um futuro mais tranquilo, mas nunca, jamais, deixar de cantar, de viver cada minuto, de curtir o momento [carpe diem], de aproveitar os privilégios que se oferecem a cada momento de nossas vidas, de sermos felizes, porque, se o amanhã não vier, teremos menos do que nos arrependermos se tivermos vivido realmente nossas vidas.

Bridge Over Troubled Water – Elvis Presley

Sep102003

Tributo ao minuto

Aproveitando o post de ontem, quero fazer um tributo ao minuto. Para tanto, colocarei aqui o mais recente comercial do cartão Visa. Simplesmente maravilhoso. Tanto que fiz o download do comercial aqui, para lembrar-me sempre da lição nele consubstanciada.

Cada minuto é uma decisão.
Cada minuto é uma oportunidade.
Cada minuto é um momento único.

A escolha é sua.

Um minuto de liberdade.

Um minuto de paciência.

Um minuto de luxo.

Um minuto de triunfo.

Um minuto de amor.

Um minuto de solidão.

Um minuto de determinação.

Um minuto de juventude.

Um minuto de férias.

Um minuto de paixão.

Um minuto de ternura.

Um minuto de luta.

Um minuto de glória.

Um minuto de lembranças.

O que você vai fazer com o seu próximo minuto?

Outro minuto que não voltará…

Viva…

Porque a vida é agora.

Feb192003

Eguinha pocotó

Vou mandando um beijinho
Pra filhinha e pra vovó
Mas não posso esquecer
Da minha égüinha pocotó
Pocotó pocotó pocotó pocotó
Minha égüinha pocotó.

Esse é o grande sucesso da música popular brasileira, que domingo ocupou horas preciosas do horário nobre do programa do Gugu, batendo recordes de audiência.

O autor é um tal de MC Serginho…e o ritmo é uma coisa que os do ramo chamam de funk.

Enquanto o Serginho recitava a letra, um sujeito efeminado tinha convulsões, que depois descobri ser a tal dança da égüinha pocotó. O nome do sujeito? Lacraia.

Meus amigos, neste domingo consagrou-se o mais novo ídolo da música popular brasileira: o Lacraia.

O jumento e o cavalinho
Eles nunca andam só
Quando sai pra passear
Levam a égua pocotó
Pocotó pocotó pocotó
Minha égüinha pocotó

Enquanto o índice da audiência subia, a atração era mantida no ar. E à noite, foi orgulhosamente reprisada por um Gugu exultante com a audiência histórica.

Neste domingo, milhões de brasileiros assistiram, espero que envergonhados, ao triunfo da mediocridade. À afirmação de que existe, sim , um processo para mediocrizar o Brasil.

Eu sou pai. E assisto, consciente de minha impotência diante da máquina da TV, minha filha de 12 anos se divertindo, cantando e dançando o pocotó.

Por sorte ela não entende as letras paupérrimas, chulas, apelando para o sexo e tratando as mulheres de éguas e cadelas.

Sabe o que mais dói?

É que enquanto essas baixarias ocupam horas do horário nobre, os brasileiros que fazem música de qualidade, estão sendo deixados de lado.

Vale o que os homens de marketing das gravadoras acham que vai vender. E dá-lhe a dança da garrafa, a dança da cadela, a dança da égüinha….

Nessas horas, tenho vergonha de ser um profissional de marketing.

Imagino que se aparecessem hoje dois jovens, com seus 23 anos, chamados Caetano Velloso e Gilberto Gil, seriam deixados de lado em favor do tal MC Serginho ou outras mediocridades que vendem.

E não teríamos o Tropicalismo.

Surgisse um Chico Buarque, com seus 20 e poucos anos, não chegaria nem às rádios alternativas.

Porque alguém está decidindo, com a bunda, o que o brasileiro vai ouvir. E assisitir.

O resultado é a mediocrização da música popular brasileira. A popularização do lixo. A lavagem cerebral da garotada.

Que música estará sendo feita no Brasil daqui a 30 anos, pelos garotos que estão tendo a cabeça feita pela égüinha pocotó?

Eu me senti ofendido.

E o consolo de desligar a televisão, não adiantou.

Eu sabia que outros milhões de brasileiros estavam naquele momento, assistindo o jumento, o cavalinho e a égüinha pocotó, sem perceber que a TV os chamava de burros.

(*Luciano Pires é um profissional de comunicação, jornalista, escritor, conferencista e cartunista; atualmente Diretor de Comunicação Corporativa da Dana.)

Estou de pleno acordo com o Luciano Pires, é um absurdo o processo de mediocrização da música popular brasileira…

Feb182003

A vida é bela

Assisti, hoje, em ‘Tela Quente’, o filme “A Vida é Bela”.

Amei demais e por isso resolvi postar algo sobre a mensagem que o filme me passou; o que ficou marcado em meus pensamentos e sentimentos.

Guido e a família: vida
feliz e tranqüila antes
do holocausto.

A Vida é Bela é uma comédia e por isso desperta fúria e comoção. Fúria porque para alguns judeus e os politicamente corretíssimos o massacre nazi-fascista não deveria jamais servir de argumento para uma história tão leve e bem-humorada sobre o sofrimento no holocausto. Comoção porque conta a luta heróica de um pai determinado em fazer da guerra um jogo pueril para proteger o filho da cruel realidade dos seguidores de Hitler e Mussolini.

Não que a metáfora não sirva para amplas discussões: Guido chama as ações nos campos de concentração de gincana onde os judeus que seguirem as regras – esconderem-se, manterem-se em silêncio e não pedirem por comida – ganham pontos e concorrem a um tanque de guerra. A produção comove e convence sobre como a sétima arte pode emocionar com situações insólitas aliadas a fragmentos de realidade. Uma fábula humanista sem propósitos políticos, nem objetivo de deturpar a história.

O filme é dividido em 2 partes: na primeira hora de duração Guido Orefice (Roberto Benigni) sai do campo e vai para a cidade, onde conhece uma charmosa professora chamada Dora (Nicoletta Braschi), a quem ele dá o apelido de “princesa”. Nesse tempo ele trabalha como garçom, onde arranja amigos e inimigos e tenta conquistar sua paixão.

A segunda parte começa quando entra o garotinho na história e as partes mais dolorosas. Giosué (Giorgio Cantarini, excelente!) é filho do casal. Durante a guerra eles são mandados para campos de concentração e eles ficam em alas diferentes da dela (separação de homens e mulheres). Para não deixar o garoto incomodado com a situação, Guido inventa uma longa história, dizendo que tudo aquilo é um jogo e que quem fizer 1000 pontos primeiro leva um tanque. Mas não será fácil mantes essa “mentira”, ele enfrenta muitas coisas para conseguir manter essa fantasia para o garoto.

O que impressiona é que Guido para conseguir se manter vivo e bem, acaba aceitando também tudo isso como um jogo, faz da fantasia do filho a sua própria fantasia. Momentos de encher nossos olhos estão presentes no filme também, como quando os 2 encontram o microfone vago e logo Guido diz palavras belíssimas para sua “princesa”, que pode ouví-lo. Além disso o garoto nos encanta com seu modo, principalmente no final, onde segurar as lágrimas é difícil.

O filme mostra com bom humor e divertimento o terror vivido pelos judeus italianos na 2º Guerra Mundial. Mesclando um humor simpático com partes profundamente dolorosas, Benigni faz um trabalho totalmente humano e profundo, consegue tocar o espectador de uma maneira incrível.

“A Vida é Bela” é um filme maravilhoso.

É simplesmente lindo!

Aos que viram, pergunto o que sentiram, o que acharam do filme; aos que não, sugiro que vão à locadora mais próxima para alugarem o DVD ou a fita mesmo.

Vale a pena! Recomendo!

Uma boa terça-feira a todos.

La Vitta è Bella.

Jan302003

A casa das sete mulheres

Eu estou adorando “A casa das sete mulheres”. A série encena a Guerra dos Farrapos, um importante evento histórico. Vale a pena assistir. Além de que dotada de um grande elenco. Minha personagem favorita é a Perpétua, protagonizada pela atriz Daniela Escobar…É… Aquela mesma… Da novela “O clone”, mãe da adolescente drogada. A música feita para ela é simplesmente maravilhosa… Também… Tem como autoria, nada mais nada menos que Flávio Venturini e Jorge Vercilo… Quem quiser, pode conferir o disco deste, denominado “O elo”. Como eu amo a música, fui procurar a letra no google. Acabei encontrando no Blog da Issa. Coincidentemente, ela também adora a Perpétua e ama a música. Consegui a letra da música lá… Apesar de constar aqui, vale a pena conferir o Blog da Issa. É bem legal. Consegui baixá-la pelo kazaa, entretanto, não poderei colocar aqui para vocês se deleitarem. Isto, porque a música tem 5,25 Mb de tamanho e não dá para fazer o upload do arquivo. É uma pena. Mas procurem também. É linda. Um deleite para os ouvidos de qualquer um… Um abraço, meus queridos amigos… Eis a letra:

“FÊNIX”

Eu, prisioneiro meu
Descobri no breu uma constelação
Céus, conheci os céus
Pelos olhos seus
Véu de comtemplação
Deus, condenado eu fui a forjar o amor
No aço do rancor e a transpor as leis
Mesquinhas dos mortais

Vou entre a redenção e o esplendor
De por você viver
Sim, quis sair de mim
Esquecer quem sou e respirar por ti
E assim transpor as leis
Mesquinhas dos mortais

Agoniza virgem Fênix
(O amor) entre cinzas, arco-íris e esplendor
Por viver às juras de satisfazer o ego mortal

Coisa pequenina, centelha divina,
Renasceu das cinzas
Onde foi ruína
Pássaro ferido
Hoje é paraíso
Luz da minha vida,
Pedra de alquimia
Tudo o que eu queria
Renascer das cinzas

Quando o frio vem nos aquecer o coração
Quando a noite faz nascer a luz da escuridão
E a dor revela a mais esplêndida emoção
O amor

obs: Fênix fornece-nos a idéia do RENASCER. Liberdade! Força! Vida!