Dec312011

Viva seus sonhos! Feliz 2012.

Bob Marley disse: É melhor atirar-se à luta em busca de dias melhores, mesmo correndo o risco de perder tudo, do que permanecer estático, como as pessoas que não lutam, mas também não vencem, que não conhecem a dor da derrota, nem a glória de ressurgir dos escombros. Essas pessoas, ao final de sua jornada na Terra não agradecem a Deus por terem vivido, mas desculpam-se perante Ele por terem apenas passado pela vida.

Tendo os dizeres acima como norte, desejo que em 2012 cada um de vocês viva seus sonhos. Mude se achar que deve mudar. Continue se quiser continuar. Mas não se acomode. Arrisque-se! Ouse! Porque só o que está morto não muda.

São os meus sinceros votos.

Feliz 2012!

People are awesome 2011 [youtube vídeo]

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Nov282011

Exercite-se e aproveite muito mais a sua vida.

As pessoas que praticam exercícios, seja ginástica, musculação ou caminhadas longas e regulares, sentem-se mais saudáveis, melhores consigo mesmas e aproveitam muito mais a vida.
  
Um importante executivo costumava dizer: “Sempre que penso em me exercitar, deito-me e espero a vontade passar.”

Ele dizia isso sempre e essa sua filosofia conduziu-o diretamente a uma perda de energia, seguida por problemas de saúde. O que não é de espantar.

Seus médicos pressionaram-no a mudar o estilo de vida e, como se viu sem alternativa, ele resolveu tentar. Para sua surpresa, foi descobrindo o prazer que os exercícios lhe davam. Era uma chance de passar algum tempo todos os dias cuidando do Corpo, sem maiores preocupações. Sentiu que o contato com a natureza durante as caminhadas o deixava renovado. O que era inicialmente uma obrigação passou a ser uma saudável necessidade. E ficou maravilhado ao verificar que, ao invés de cansá-lo, os exercícios na verdade aumentaram sua energia.

Sabem qual é a sua filosofia atual? “É difícil encontrar palavras para dizer o quanto gosto de me exercitar.”
  
As pesquisas sobre atividades físicas mostram que os exercícios aumentam a autoconfiança, o que por sua vez fortalece a auto-estima. Os exercícios regulares, incluindo as caminhadas, aumentam diretamente a felicidade em doze por cento e
podem contribuir de forma indireta para uma melhoria expressiva da auto-imagem.

In: 100 segredos das pessoas felizes, de David Niven.

Inspire-se – Endorfina [youtube vídeo]

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Nov82011

Contra a corrupção de políticos brasileiros.

Contra a corrupção de políticos brasileiros

Não sei se todos conhecem… Esse vídeo tem mais de um ano, mas algo assim deve ser perpetuado até que a moralidade pública seja regra, e não exceção.

Precisamos de umas 3 pessoas como a Deputada Estadual do Rio de Janeiro Cidinha Campos no Senado, na Câmara dos Deputados, nas Assembleias Legislativas dos Estados e nos Tribunais de Contas…

Notem o silêncio que se fez diante da revolta justificada da deputada. Acabaram os risinhos iniciais. A deputada mostrou a coragem que falta em muitos homens!

E você? O que fará a respeito? Vote consciente e ajude a termos mais representantes verdadeiros como a Deputada Cidinha Campos.

Chamo você, meu amigo, minha amiga, a refletir e principalmente agir, pois a reflexão sem ação é como uma semente sem solo.

Somente com pessoas assim conseguiremos moralizar as casas legislativas e os tribunais de controle do Brasil.

Observação: não sou cabo eleitoral da deputada Cidinha Campos, nem candidato a nenhum cargo político; sou sim um cidadão que acredita que a mudança depende de cada um de nós. Como sugeriu a deputada no vídeo em referência, “corrupção é uma questão de dna.” Reputação ilibada começa com os ensinamentos morais e éticos adquiridos desde a mais tenra infância no seio familiar. É uma questão de educação. Não adianta cobrar dos políticos honestidade quando você não conduz sua própria vida pautada nesse preceito.

http://twitter.com/cirilo

Brasil – Cazuza

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Nov72011

A arte de amar…

O galante admirador que sempre leva flores para a namorada não é tão irresistível quanto o pretendente que joga o casaco, as luvas e o chapéu no sofá antes de abrir os braços e apertar a amada em um abraço apaixonado.

Quem está verdadeiramente oferecendo o coração não leva presentes. Não se pode abraçar – ou ser abraçado – segurando coisas. A linguagem corporal do amor é a da disponibilidade. Receba o verdadeiro romance de mãos vazias.

Quando duas pessoas se amam, elas agem como se estivessem em uma ilha deserta. As preocupações mundanas deixam de existir. É o momento de uma verdade de absoluta simplicidade e graça – isento de necessidades e desejos.

Perdido no olhar da outra pessoa, você está seguro. Descruze os braços. Pare de mexer no cabelo. Tire as mãos do bolso. Guarde o celular. Não agarre o smartphone ou a bolsa. Desabotoe o paletó. Tire os óculos. Baixe suas defesas. Abra caminho para o que está por vir.

Preocupar-se com troca de presentes estraga o momento. “O presente do amor não pode ser dado; ele espera ser aceito”, escreveu o filósofo bengalês Rabindranath Tagore. Presentes sempre levam consigo obrigações disfarçadas. Poupe seu amado do peso de suas expectativas. Em vez disso, fique de pé, braços ao longo do corpo, peito aberto, pronta a aceitar sem reserva e sem recurso o veredicto do coração do outro.

O que vale para o namoro vale também para a amizade. Excesso de solicitude pode atravancar um relacionamento entre amigos. A pessoa que viaja muito e sempre volta com um mundo de presentinhos e lebrancinhas provavelmente será menos bem-vinda em sua casa do que o solteirão sem um tostão que se convida para jantar e promete lavar os pratos depois.

E, mesmo não havendo prazer maior no mundo do que dar presentes para crianças, essa alegria deveria ser reservada a ocasiões especiais. A tia bem-intencionada que sempre aparece com brinquedos acaba se tornando inconveniente; já o vovô que nunca traz nada nas visitas, mas faz os netos rirem ao mexer as orelhas, acaba se tornando o adulto favorito deles.

Quando se ama, dar é um ato de rendição. Na prática, isso significa que você tem de ceder, repassar ou desistir. Ou seja, deve estar disposto a ir contra sua própria resistência. Um marido atento, por exemplo, sabe que, sempre que sua mulher lhe pede para levar o lixo para fora, seu primeiro impulso é dizer “Claro, querida”, e não fazer nada. Sendo assim, cada vez que ela lhe pede para fazer uma das triviais tarefas domésticas (passear com o cachorro, guardar os sapatos, tirar a louça da máquina), ele já sente a familiar resistência tomando conta. É sua chance de pular e fazer imediatamente. “Aquele que dá rapidamente dá em dobro”, disse Cervantes. O autor de Dom Quixote era um cavalheiro antigo, sem dúvida. Mas o que é o amor senão uma insensata e nada prática aventura?

Uma esposa romântica também abre mão de seu conforto, sobretudo quando isso lhe desagrada. Uma coisa que a irrita sobre seu companheiro é o modo como ele se sente perdido quando a pia entope ou o carro não pega. Que seja. Quando o desastre acontece, ela corre para seu lado com uma chave de fenda, uma lanterna, uma esponja – mesmo que o esmalte ainda não esteja totalmente seco.

Trate os aborrecimentos do dia-a-dia como se fossem flechas do cupido. Não ataque ao sentir a ferroada da irritação. Em vez disso, encare cada chance de ceder como um lembrete de que o maior presente que você pode dar a alguém que ama é o da aceitação incondicional.

Véronique Vienne

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Oct72011

O real propósito da vida

Em certo ponto, todos nós nos perguntamos por que fomos postos no mundo e qual é o real propósito da vida. É claro que existem várias visões sobre este assunto e vamos citar apenas três possibilidades.

A primeira é a visão humanista, que afirma que você deve fazer todo o possível para atingir seu pleno potencial, que deve lutar para ser o melhor que puder. Em segundo lugar, os fundamentalistas afirmam que o propósito e a razão supremos do Homem, para viver, é glorificar seu Criador. A terceira, como ensinaram e demonstraram, com seus exemplos, muitos grandes líderes através da história, é servir seus semelhantes. Jesus de Nazaré, Buda, Maomé, Madre Teresa e Albert Schweitzer são exemplos de pessoas que dedicaram suas vidas ao serviço dos outros.

Qualquer que seja a visão da sua preferência, existe muita sinergia e consistência em todas essas abordagens. Pode-se argumentar que servir aos outros é o maior desafio aos talentos e habilidades individuais. Também é útil glorificar nosso Criador trabalhando com as pessoas e ajudando-as a sair da pobreza, do desespero e das fraquezas humanas tão comuns no mundo de hoje.

Quer você acredite que seu real propósito de vida é atingir seu pleno potencial, glorificar seu Criador ou servir aos outros, ele somente poderá ser alcançado através de sacrifício pessoal, esforço persistente e relações cooperativas com os outros. Você precisa encontrar alguma coisa maior e mais nobre do que você, uma causa que agite suas emoções como nenhuma outra. Cada um de nós deve lutar para tornar este mundo um lugar melhor do que aquele que encontramos. E cada um de nós deve decidir que contribuições podemos fazer.

In: Pense como um vencedor, por Dr. Walter Doyle Staples.

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Oct32011

Seja revolucionário e desafie as regras!

Alexandre corta o nó górdio em pintura do século XIX

“Todo ato de criação é, antes de tudo, um ato de destruição.” Picasso

Se construir padrões fosse a única coisa necessária para criar novas idéias, todos nós seríamos gênios criadores. O pensamento criativo não é só construtivo, – é destrutivo também. Como já foi dito por mim em outras ocasiões, o pensamento criativo inclui brincar com o que se sabe – e isso pode significar o rompimento de um padrão para a criação de um outro, mais novo. Portanto, uma estratégia eficaz do pensamento criativo consiste em ser revolucionário e desafiar as normas. Quer um bom exemplo?

No inverno de 333 a.C., o general macedônio Alexandre e seu exército chegam à cidade asiática de Górdio para se aquartelarem. Durante sua estada, Alexandre ouve falar da lenda sobre o famoso nó da cidade, o nó górdio. Uma profecia diz que aquele que desatasse o nó, estranhamente complicado, se tornaria rei da Ásia.

Esta história intriga Alexandre, que pede para ser levado até onde estava o nó, pois queria desatá-lo. Ele o estuda por alguns instantes, mas, após infrutíferas tentativas de achar a ponta da corda, não vê saída. “Como poderei desatar o nó?”, pergunta.

Então, ele tem uma ideia: “Basta estabelecer minhas próprias regras sobre como desatar nós”. Ato contínuo, Alexandre puxa a espada e corta o nó ao meio. A Ásia lhe estava destinada.

Copérnico quebrou a regra de que a Terra se encontra no centro do Universo. Napoleão rompeu as normas sobre a forma adequada de se fazer uma campanha militar. Beethoven desobedeceu as leis que indicavam como uma sinfonia devia ser composta. Picasso rompeu a regra de que um selim serve para a pessoa se sentar enquanto pedala, andando de bicicleta.

Pense: quase todos os avanços na arte, na ciência, na tecnologia, nos negócios, em marketing, na culinária, na medicina, na agricultura e no desenho industrial aconteceram quando alguém questionou as normas e tentou uma outra abordagem.

Em: Um “Toc” na cuca, por Roger Von Oech.

* * *

Porque se você não arrisca nada, o risco é ainda maior. Se você não tenta ir além, se não busca inovar, melhorar, implementar o novo, o que o difere de uma máquina, automatizada, sem ideias, sem pensamentos criativos?

Portanto pergunto: E você – você mesmo!, ficará acomodado e apenas dirá, “Ah, Cirilo, as coisas por aqui sempre funcionaram dessa maneira…“?!

Enter Sandman – Metallica

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Sep262011

Acidentes felizes

Receba com prazer as interrupções, pois elas muitas vezes levam a acidentes felizes.

As pessoas que sabem arriscar não têm medo dos irritantes reveses da vida. Quando as coisas dão errado, em vez de olhar para trás, elas seguem em frente, empurradas por sua curiosidade.

Essas pessoas têm bons motivos para ser curiosas. A roda da fortuna se movimenta por um mecanismo que está mais relacionado à teoria quântica do que às leis de Newton. Pergunte a casais felizes como se conheceram e ouvirá uma longa história sobre cancelamentos de última hora, multa por excesso de velocidade, passaporte perdido, filas compridas e pneus furados no meio da chuva.

Desconfie das conclusões simplistas sobre causa e efeito. Encare acidentes como evidências de que você entrou em um invisível campo eletromagnético que não responde à força gravitacional da razão comum.

Se for demitido no dia em que planejava assinar o contrato de aluguel de um novo apartamento, considere este seu dia de sorte: daqui a um ano você pode vender seu primeiro livro, com um adiantamento substancial.

Se quebrar a perna no dia da partida para uma excursão pela garganta do rio Yang-Tsé, pode ter certeza de que o médico do pronto-socorro é o futuro marido de sua melhor amiga.

Se derramar café no sofá ao pegar o telefone, não se surpreenda se a pessoa do outro lado for alguém de uma famosa escola de pintura oferecendo-lhe uma bolsa para que siga sua inclinação artística.

Por fim, se trancar a chave dentro do carro (muito ‘old time’ isso, eu sei), não xingue baixinho. Ao contrário, agradeça aos céus por lembrar que a vida é cheia de surpresas. Não é uma viagem pré-paga para um destino conhecido, e sim uma excitante jornada, com curvas e encruzilhadas que nunca podem ser antecipadas.

Stairway to Heaven – Led Zeppelin

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Sep232011

A arte de se aventurar

Um dia, esperando um amigo na estação central do metrô, você dá de cara com um primo que não via há tempos e ele lhe oferece um ótimo emprego em Cingapura. Você se muda para lá e aluga um apartamento vizinho ao do antigo mordomo de Elvis Presley. Um ano depois, em viagem de negócios a Memphis, nos Estados Unidos, visita Graceland e se apaixona pela guia de turismo. Vão passar a lua-de-mel em Paris, onde seu novo cunhado é gerente de um restaurante cinco estrelas. De repente, você se vê sentado em frente a um escalope de foie gras de canard a l’orange et au pain d’épices, sem saber bem qual garfo usar.

Se os escritores criassem histórias tão cheias de acasos quanto as da vida real, nunca seriam publicadas. “Seu livro não faz sentido”, diria o editor. “Os leitores não querem narrativas intermináveis que não levam a lugar algum”.

Mas a verdade é mais estranha que a ficção. Muitos têm uma vida real que faz das regras de ouro da literatura criativa uma piada. Nossas ações jamais seguem um roteiro linear. Nós nos distraímos e divagamos à mercê das coincidências que sempre parecem sabotar o projeto mais perfeito. Ao contrário do que dizem os historiadores, o encontro com o destino é coisa rara entre os seres humanos.

Só existe um tipo de história capaz de imitar a vida real e ainda assim conquistar a atenção dos ouvintes. É a aventura épica, gênero muito particular da literatura. Histórias de aventura não precisam de roteiro. Ao contrário dos livros de detetive, suspense, romance e vingança, não há nenhuma relação de causa e efeito nessas longas narrativas – apenas viradas de sorte que carregam o herói de um lugar exótico para outro, sem rima nem razão.

Incluindo odisséias tão complicadas quanto a jornada de Ulisses, as histórias de aventuras nos mantêm em suspense com uma sucessão de eventos imprevisíveis. Uma coisa sempre leva a outra. Os leitores ficam mais interessados em saber o quê, quando e onde do que em descobrir por quê.

Com a vida é a mesma coisa. O que vai acontecer em seguida é mais intrigante que o que vai acontecer no final, porque cada final é um começo. Sair de casa coincide com embarcar em uma nova vida. Deixar um emprego é a oportunidade de ir em frente. Casar dá a chance de começar uma família. E assim a história segue, com cada encruzilhada dramática marcando uma nova gênese.

Viva a vida como uma aventura, resistindo à tentação de explicar tudo. Não perca tempo pensando por que os homens têm medo de compromisso, por que as pessoas devem aprender as regras antes de quebrá-las, por que sua fila sempre é a mais lenta.

Evite usar a apalavra “porque” para justificar seus atos. Sobretudo, nunca diga “porque te amo”, ou “porque é bom para você”, ou “porque me disseram que sim, ou “porque preciso do emprego”.

Tenha cuidado ao designar causas e efeitos a eventos que você obviamente não entende. Algumas desculpas esfarrapadas: trauma de infância, o movimento dos planetas, os efeitos da cafeína, Nostradamus, o governo, hormônios, o tempo, rivalidade entre irmãos, violência na televisão, a economia, a ética puritana, a civilização ocidental.

Em outras palavras, não espere que os fatos de sua vida se encaixem em um roteiro pronto para o horário nobre. Esteja certo de que, se você ficasse famoso, seus biógrafos perderiam o sono tentando entender suas motivações interiores. Deixe que sua vida seja o poema épico que deve ser. Abrace cada momento por seus próprios méritos, um de cada vez, na sequência em que forem acontecendo.

Seja aventureiro.

Vá a Cingapura. (não perca a floresta Bukit Timah).

Percorra o Caminho de Santiago.

Compre uma casa em uma charmosa cidadezinha do interior.

Inscreva-se em um curso de fotografia no Festival de Arles, na Provença.

Deixe para os outros a tarefa de entender o porquê.

O Barquinho – Maysa

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Sep162011

Amar sinceramente; não por conveniência.

“… Quando derdes um jantar ou uma ceia, não convideis, nem vossos amigos, nem vossos irmãos, nem vossos parentes, nem vossos vizinhos que forem ricos, de modo que eles vos convidem em seguida, a seu turno, e que, assim, retribuam o que haviam recebido de vós…” (Capítulo 13, item 7, do Evangelho Segundo o Espiritismo)

Fazer o bem pelo único prazer de fazê-lo, amar sinceramente dando o melhor de nós mesmos sem pensar em retribuições – eis a base do amor incondicional.

A sinceridade é o melhor antídoto para afastar falsas amizades. Convidar à mesa os pobres, os estropiados, os coxos e os cegos – na recomendação de Jesus – é angariar relacionamentos satisfatórios, leais, estimulantes, sem segundas intenções.

Talvez por querermos levar vantagens e proveito em tudo, tenhamos atraído para o nosso círculo afetivo amizades vazias, distorcidas, que representam verdadeiros parasitas de nossas energias. Por isso nos sentimos, algumas vezes, inadaptados ao meio em que vivemos.

Mas se amarmos por amar, encontraremos criaturas que não se preocuparão com as escalas hierárquicas e nos aceitarão como somos. Não esperarão de nós toda a sabedoria para todas as respostas, apenas compartilharão conosco o carinho de bons amigos.

O refrão da conveniência é:
- Vou te amar se…
Se me recompensares, serei teu amigo.
Se me convidares, eu te prestigiarei.
Se ficares sempre a meu lado, eu te amarei.
Se concordares comigo, concordarei contigo.

Jesus nos pede desinteresse nas relações, e não imposições de conformidade com as nossas paixões. Ele nos ensina a lição de não manipularmos ocasiões, porque toda cobrança fragiliza relacionamentos, e em verdade é uma questão de tempo para que tudo venha a ruínas.

Os sentimentos verdadeiros não são mercadorias permutáveis, mas alimentos nutrientes das almas, os quais nos dão fortalecimento durante as provas e reerguimento perante as lutas expiatórias.

Quando esperamos que os outros supram nossas carências e nos façam felizes gratuitamente, não estamos de fato amando, mas explorando-os.

Ao identificarmos jogos de manipulação, procuremos relembrar nossa verdadeira missão na Terra, pois sabemos que não viemos a este mundo a fim de agradar aos outros ou viver à moda deles, mas para aprender a amar a nós mesmos e aos outros, sem condições.

Em muitas ocasiões, fundimos nossos sentimentos com os de outros seres – cônjuge, pais, filhos, amigos, irmãos – e perdemos nossas fronteiras individuais, por ser momentaneamente conveniente e cômodo. A partir daí, esperamos sempre retribuições deles, nossos amados, e sofreremos se eles não fizerem tudo como desejamos.

Esquecemos de abrir o círculo da afetividade para outros seres e não percebemos o quanto é saudável e imensamente vitalizante essa postura. Continuamos a convidar à mesa somente aqueles com quem fazemos questão de compartilhar mútuos interesses.

Embora, de início, não avaliemos o mal que essa atitude nos causa, é provável que soframos a solidão num amanhã bem próximo, pois os laços afetivos podem ser desfeitos pela morte física ou por separações outras. Por termos restringido esses vínculos afetivos, sentiremos certamente a tristeza de quem se acha só e abandonado como se tivesse perdido o chão.

A observação dos jogos sociais dar-nos-á sempre uma real percepção de onde e quando existem encontros unicamente realizados para a busca de vantagens pessoais. E para que possamos promover autênticos encontros, providos de sinceridade e boas intenções, é preciso sejamos primeiramente honestos com nós mesmos, para atrairmos as legítimas aproximações, através de nossos pensamentos e propósitos de franqueza.

A vantagem dos relacionamentos sinceros é uma abertura de nossa afetividade em círculos cada vez maiores, que, por sua vez, edificarão uma atmosfera de carinho e lealdade em torno de nós mesmos, atraindo e induzindo criaturas francas e maduras a partilhar conosco toda uma existência no Amor.

Do livro “Renovando Atitudes”, de Francisco do Espírito Santo Neto, ditado por Hammed.

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Aug302011

Não discuta; demonstre com sua atitude.

Por mais de trinta anos um Vizir, conhecido e admirado por sua lealdade, sinceridade e devoção a Deus, serviu ao seu senhor. Sua honestidade, entretanto, gerou inimigos na corte, que espalhavam calúnias a seu respeito.

Eles falavam ao ouvido do Sultão o dia inteiro, até que ele também começou a desconfiar do inocente Vizir e acabou condenando à morte o homem que lhe servia tão bem.

Naquele reino, quem fosse condenado à morte era amarrado e jogado no cercado onde o Sultão mantinha os seus cães de caça mais ferozes. Os animais estraçalhariam a vítima de imediato.

Antes de ser jogado aos cães, o Vizir fez um último pedido: precisaria de dez dias de trégua. Nesse tempo pagaria as dívidas, recolheria o dinheiro que lhe deviam e devolveria artigos que as pessoas lhe deram para guardar. Dividiria seus bens entre os membros da sua família e indicaria um guardião para os filhos.

Depois de ter a garantia de que o Vizir não iria tentar fugir, o Sultão lhe concedeu o pedido.

O Vizir correu para casa, juntou cem moedas de ouro, e foi visitar o caçador que cuidava dos cães do Sultão. Ofereceu ao homem as cem moedas de ouro e disse:

- “Deixe-me cuidar dos cães durante dez dias”.

O caçador concordou e durante os dez dias seguintes o Vizir cuidou das feras com muita atenção, tratando-as bem e alimentando-as bastante. No final dos dez dias elas estavam comendo na sua mão.

No décimo primeiro dia o Vizir foi chamado à presença do Sultão, as acusações se repetiram e o sultão assistiu enquanto o Vizir era amarrado e jogado aos cães. Porém, quando as feras o viram, correram até ele e mordiscaram afetuosamente seus ombros e começaram a brincar com ele.

O Sultão e as outras pessoas ficaram espantadas e o Sultão perguntou ao Vizir por que os cães haviam poupado a sua vida.

O Vizir respondeu:

- “Cuidei desses cães durante dez dias. O Sultão mesmo viu o resultado. Eu cuidei do senhor por mais de trinta anos e qual foi o resultado? Fui condenado à morte pela força de acusações levantadas por meus inimigos”.

O Sultão corou de vergonha. Ele não só perdoou o Vizir como lhe deu belas roupas e lhe entregou os homens que o haviam difamado.

O nobre Vizir os libertou e continuou a tratá-los com bondade.

The Subtle Ruse: The Book of Arabic Wisdom and Guile, Século XIII

* * *

Por vezes nós temos agido como o Sultão da história. Desconsiderando pessoas que nos são fiéis por longo tempo, damos ouvidos a outras que desejam destruir e infelicitar.

Há sempre caluniadores nos palcos terrenos e sempre há quem lhes dê ouvidos e crédito.

O indivíduo que fala mal dos outros, quando estes estão ausentes, não tem boas intenções.

Quem deseja edificar, corrigir equívocos, melhorar a situação, fala diretamente com os envolvidos e ouve as suas razões.

Geralmente instigadas pela inveja, o ciúme, o despeito, pessoas arrasam a vida de outras pessoas e geram infelicidade para si mesmas, num futuro próximo ou distante.

Por isso, é sempre importante pensar sobre as verdadeiras intenções daqueles que gostam de fazer comentários sobre quem não está presente e não tem a menor chance de se defender.

É importante considerar, ainda, que quem faz comentários maldosos dos outros para você, poderá fazer de você para os outros, logo mais.

Pensando assim, sempre que o assunto em pauta for uma pessoa, seria justo que ela pudesse participar da conversa.

Você não gostaria de estar presente quando o assunto fosse você?

Pois bem, é muito provável que as outras pessoas também desejem o mesmo.

Por mais fascinante que seja falar mal dos outros “pelas costas”, isso jamais fará dessa prática uma atitude nobre.

Comentários da Equipe do Momento Espírita

Cheek to Cheek – Fred Astaire e Gingers Rogers

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